“Em Agosto, Vilamoura vai receber um restaurante ‘nos céus’. A experiência, a 50 metros do chão, promete ser inesquecível, tanto como o preço.O Sky Dinner, um jantar no céu, chega a Vilamoura a 1 de Agosto, junto ao hotel Tivoli Marina Vilamoura, com tanto de inovador como de excêntrico. Serão nove noites em que apenas 22 comensais (por dia) poderão apreciar as vistas e a comida a 50 metros de altura, numa plataforma pendurada numa grua. “E se alguém ficar com nervoso miudinho ao ponto de ter que ir à casa-de-banho, só precisa mesmo de pedir, e a plataforma desce sem qualquer problema”, diz Francisco Mendonça, director-geral da Sky Lounge, que organiza o evento.”
“Un instante, querido lector: por ahora no escribo nada. Estoy callado para meditar acerca de un telegrama que leo en “La Prensa” y que me asegura no haber sido destruida por la explosión la ciudad próspera y antigua de Muchagente Vielemenschen, sino levemente dañada y tan poco que si hubiera explosiones de gigantescos arsenales que mejoraran las casas de las ciudades, ésta sería una. Hace tres días la ciudad voló; a la tarde ya la mitad había reaparecido y con la otra mitad o dos mitades más que se encontraron intactas ayer, resulta que el ciento por ciento de las cuatro cuartas partes gozan del orden restablecido y hoy tiene más mitades que antes. Los muertos por la explosión tienen de nuevo donde vivir y creo que hasta hay dos casas más: quizá una para mí y otra para el corresponsal de los telegramas.” Papeles de Recienvenido. Macedonio Fernández.
“Uma casa, carro com chofer, criados, roupas da moda: o mais bom partido e meticuloso solteiro (Louis Jordan) de Paris oferece tudo isso a Gigi (Leslie Caron). Mas ela, que veio de uma irriquieta família para o glamour da alta sociedade perante nossos olhos, aprende que certas coisas, o dinheiro simplesmente não pode comprar.”
“Inherent Vice”, de Thomas Pynchon, é uma desajeitada máquina do tempo que nos transporta para o início dos anos 70, para a Califórnia de surfistas e suas garotas, motoclistas e suas gatinhas, hippies, freaks, maconheiros convictos. Um tempo em que as pessoas viviam com o dourado Acapulco ou o vermelho Panama, a base de pizza e Hostess Twinkies, um tempo em que as meninas usavam o cabelo longo e as saias curtas, caras com estampas psicodélicas e veludo, pessoas constantemente checando seus níveis de paranóia e se preocupando com a polícia das drogas, os guardas e os federais”.
Marcelo Rezende é escritor (“Arno Schmidt”; “Ciência do sonho: A imaginação sem fim do diretor Michel Gondry”), curador (“Comunismo da Forma”/SP; “À la Chinoise”/Hong Kong; “Estado de Exceção”/SP) e editor do projeto de publicações da 28a Bienal de Arte de São Paulo: “Em Vivo Contato”.