O cantor, não a canção
Em “Quando Estou Amando” há uma história de amor, há uma tragédia geracional e Gérard Depardieu como um cantor romântico, um homem que teve em algum momento algum tipo de sucesso, mas que vive cantando em restaurantes e bailes para a terceira idade. Alain Moreau é o nome do personagem, uma figura feliz e confortável em ser adorado no circuito “C”, composto de mulheres e homens solitários se aproximando da velhice. Alain Moreau (imagine um ídolo da Jovem Guarda em atividade, e onde ele estaria se apresentando hoje) se defende se reconhecendo “ultrapassado” e “mofado”. Mas, como ele diz, as coisas só ficam ultrapassadas porque, enfim, de algum modo permaneceram, e não estão esquecidas. O filme (de 2006) é simples, banal, melancólico e romanticamente “mofado”. Mas, como Alain Moreau, com uma imensa dignidade diante de suas próprias limitações.
Michel Polnareff fazendo um “Holidays”, um homem da era Alain Moreau.
Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
