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“A essa altura nós dois já tínhamos atravessado o bar e estávamos em uma janela, olhando as ruas e as fachadas desse bairro tão peculiar onde só os mortos passeavam. Olhávamos, olhávamos e as fachadas eram sem sombra de dúvida fachadas de outros tempos, e também as calçadas, onde havia carros estacionados que pertenciam a outro tempo, um tempo silencioso mas móvel (Lihn o via mover-se), um tempo atroz que que seguia vivendo sem nenhuma razão, só por inércia”.
Roberto Bolaño, “Encontro com Enrique Lihn”.
Abertura de “Palavras ao Vento”, de Douglas Sirk, o rei do melodrama.
Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
