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Arquivo de junho, 2008

20/06/2008 - 14:36

Bic

O “Din-ink” não quer que você perca espaço. Onde você estiver, sempre poderá contar com um bom jogo de talheres, e ele pode ser levado com as canetas. Na verdade, eles podem até ser as canetas.

Criado pelos italianos andrea cingoli, paolo emilio bellisario, cristian cellini e francesca Fontana, eles pretendem atrair pessoas que gostam de morder canetas. Sério. Isso faz parte do marketing do “Din-ink”.

Andy Warhol come um hambúrguer.

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/06/2008 - 17:27

Barney

Hoje o jornalista Clive Stafford Smith, do jornal inglês The Guardian, escreve sobre relatórios do governo dos Estados Unidos e a revelação de que música está sendo usada como forma de tortura contra prisioneiros de guerra. Isto é, tocar uma canção muito alta para fazer os nervos das vítimas desabarem. A lista de canções vai da banda Deicide (gênero “Death Metal”), com o sugestivo título de “Fuck your God”, até o insuspeito dinossauro Barney.

A música pode ser mesmo uma arma? Os musicais têm tratado da questão.Les demoiselles de Rocherfort.

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/06/2008 - 13:32

A imigração

Hello Kate é um projeto em formato de banda liderado pelo DJ e produtor Hisato. Deborah Xavier é a baixista.Olívia Hansen, Simone Frey e Mariana Degani fazem os vocais.A base é São Paulo.O som é pop, eletrônico e extremamente sutil. Você sonha e você dança, que afinal é a grande questão. Algo bem interessante se aproxima…

Hello Kate faz Let’s Scan the Sky

Hisato poderia ser um bom álibi para se pensar sobre ou exibir a cultura japonesa pop em meio a avalanche de eventos em torno dos cem anos da chegada dos primeiros japoneses no Brasil. Mas o tom das comemorações tem sido olhar o passado, e não o presente e as perspectivas de futuro nesse contanto entre Brasil e Japão.

Falta a energia dos stance punks em No boy No Cry

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/06/2008 - 12:42

Alguma coisa que você odeia

Possivelmente esses nomes podem soar misteriosos para o incontável número de pessoas que detestam, desconhecem ou simplesmente não se importam com o que é feito hoje na arte. Mas eles são famosos como uma banda pop e, se fosse mesmo esse o caso, estariam agora passando por uma “fase Madonna”. Precisam desesperadamente se reinventar para se manterem vivos na indústria. São artistas, surgidos há 20 anos. Logo depois Londres voltaria ser um culto, o Britpop se tornaria uma mania e Blur e Oasis brigariam: Damien Hirst, Mat Collishaw, Angus Fairhurst, Anya Gallaccio, Gary Hume, Sarah Lucas e Fiona Rae.

100% weird por Damien Hirst

Para comemorar o momento histórico, eles voltarão a se reunir na exposição “Freeze 20″ (quase um cover da primeira, feita em 1988), na Inglaterra, no próximo mês. É mais ou menos como você saber que o Elastica retornou aos palcos, mas não se sabe se a vocalista está em condições mentais para cantar. E, no fundo, todos desconfiam que eles não estão lá pela música, mas apenas por algumas libras a mais.

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/06/2008 - 18:36

No Iraque

“Heavy Metal in Baghdad” é estranho, curioso, engraçado e terrivelmente atraente. Dirigido por Eddy Moretti e Suroosh Alvi, o filme é um documentário sobre uma banda de heavy metal criada no Iraque após a ocupação norte-americana no país. O subtema do projeto é claro: o que fazer com toda sua energia quando você sabe não ser sua situação das melhores e ainda assim há alguma coisa para dizer?

Um gênero que espera ainda a dignidade de uma reavaliação ou uma redescoberta, o heavy metal tem sua imagem (pela altura e potência do som) mais ligada aos hormônios da adolescência do que à história da música. Mundo injusto, definitivamente. Há mais de 40 anos o gênero tem sido uma ótima opção para os tempos de guerra. Real ou imaginária, isso tanto faz.

Mulheres em uniforme, fetiche ou futurologia da banda Iron Maiden em 1980?

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/06/2008 - 18:58

O M da questão

A fascinação da cultura contemporânea por Morrissey, ex-líder dos Smiths, uma definitiva banda dos anos 80, é algo inesgotável. O artista Phil Collins fez de um álbum da banda um de seus mais interessantes trabalhos, ao visitar diferentes cidades e fazer com que fãs dos Smiths façam “covers” do álbum “The World Won’t Listen”. O diretor William E. Jones’s realizou o filme “Is It Really So Strange?”, sobre os adoradores de Morrissey entre a comunidade latina de Los Angeles, enquanto o artista Steve Powers usa o cantor como um “signo” a ser trabalhado. Mas Collins é o mais impressionante:

Morrissey, desde seu aparecimento, tem sido atraente por sua extrema excentricidade. Ele deixou Los Angeles por Roma após ter visto a cidade rapidamente, durante a escala de um vôo. Ele parece estar sempre à beira do descontrole. Ou apenas rindo de tudo. Como ele diz em seu mais novo single, tudo o que precisamos é dele. Mesmo se a razão permanece misteriosa.

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/06/2008 - 18:53

Um lugar para se estar

Um certo “anos 70″ está em pleno desaparecimento. As estampas coloridas e os cortes longos resistem na moda, a era “Disco” retorna na música, mas o marrom dos escritórios, o design e uma maneira de organizar o espaço nos edifícios e hotéis, isso vai sumindo na paisagem. Em São Paulo, no mês passado, o Maksoud Plaza foi a leilão, R$ 47,5 milhões é seu preço, mas nenhum comprador surgiu. Seu futuro é incerto. O hotel (inaugurado em 1979) é uma relíquia. Seu bar, elevador, cortinas ou mobiliário fazem parte de uma noção de elegância muito especial. São mais de 400 quartos, com alguns moradores. Tudo é amplo, largo, agigantado, tudo é extremante presente. O Maksoud Plaza é um símbolo, como o avião Concorde ou um Chevrolet 73, de um momento em que a ausência de medida era uma obrigação.

Este é Collingwood Hotel, em Nova York. Os personagens do comercial são inqualificáveis.

E estes são os Box Tops, pouco antes de tudo começar, quando os anos 60 se despediam com uma obrigatória sensação de melancolia.

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/06/2008 - 18:47

Trânsito

The Ghost Rider é o nome de uma lenda criada via Youtube. Ele seria um motociclista sueco que corre pelas cidades do mundo, em plena rua e com velocidade máxima. Ou são vários motociclistas fazendo a mesma performance sob o mesmo nome, existem várias possibilidades. De qualquer modo, Ghost Rider é um fenômeno:

Uma perseguição nas ruas em “Operação França” (1971). As cenas foram filmadas sem permissão; isto é, ninguém nas ruas estava avisado.

O francês Paul Virilio, em 1995: “O clássico objeto do século 20 não é, como os ecologistas temiam, a usina nuclear, mas o acelerador de partículas. A história não é apenas a geopolítica dos povos que se sucedem ao longo das eras. É também a implementação da energia disponível em cada período – primeiro metabólica, depois mecânica, velocidade relativa, velocidade absoluta hoje, com o boom dos sistemas eletrônicos”.

Autor: marcelorezende - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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