Lunascape reveza automaticamente entre os sistemas Webkit + Gecko + Trident. Baixe (Windows).
Você já deve saber que existem vários navegadores. Também sabe que há muitas diferenças entre eles, da interface até os recursos. Mas o que mais influencia na experiência de navegar na web é o “motor” de renderização usado pelo software. Ele é um dos principais fatores a tornar as páginas rápidas ou lentas para carregar.
Basicamente, os browsers mais usados da atualidade se dividem em três tipos de sistemas:
• Internet Explorer – Trident
• Firefox e derivados – Gecko
• Chome, Safari e derivados – Webkit
Pesquisas indicam que hoje o Webkit é o sistema mais rápido e enxuto disponível no mercado. Em especial na hora de carregar JavaScript – que pode estar por trás de muitos recursos, da publicação de anúncios ao envio de formulários e efeitos visuais. Mas o Gecko está cada vez mais próximo do desempenho do concorrente.
Já o Trident… tem o monopólio do mercado, graças a falta de conhecimento da maior parte dos usuários de computadores.
Enfim. Mas por que não usar os três sistemas num único aplicativo? Agora isso é possível. É só baixar o Lunascape, um dos primeiros navegadores “triple-engine”. Por enquanto, só está disponível para Windows (não reclame, o Chrome também é assim).
Para os especialistas, a vantagem de usar o Lunascape é poder definir que sistema se relaciona melhor com cada site. Mas se você não quer se dar a todo esse trabalho, o aplicativo faz as mudanças automaticamente.
Em quase todos os meus trabalhos – seja em consultoria ou em desenvolvimento projetos para web – as pessoas me dizem que querem “criar um site para a marca”. Quando ouço esse tipo de expressão, já começo a passar mal. E tento explicar que não criamos sites para empresas e sim para pessoas.
Parece retórica, mas está bem longe disso.
Imagine que você queira criar uma página institucional simples para “marcar presença na web”. Se pensar apenas na empresa, o que fará? Publicará fotos do CEO? Tratará das instalações da sede? Fará um site completamente umbigoalista e chato, que será um porre de atualizar.
Assim nascem os sites dinossauros, parados, obsoletos e com baixa audiência. A quem, afinal, você quer agradar? À estrutura burocrática da companhia?
O mesmíssimo projeto, quando visa servir ao consumidor, não está preocupado em marcar presença. Seu objetivo é satisfazer necessidades concretas. Por exemplo: onde a empresa fica? Como chegar? Onde posso ser atendido em caso de problemas? Um pouco mais além, responde a perguntas como essas: o que a companhia produz de especial? Qual tecnologias utiliza? E por aí vai.
O que realmente importa?
A primeira coisa que uma empresa precisa fazer para se manter com sucesso na web, é se livrar da própria arrogância. Você pode ser a maior companhia de plásticos do sistema solar, mas o público não necessariamente se importa com isso. O consumidor quer saber que tipo de relação humana você estabelece com ele. Seu plástico está na fralda do primeiro filho dele?
Quando visitamos um site, estamos concedendo atenção e tempo, coisas muito escassas hoje em dia. Assim, o que nos move são coisas completamente subjetivas como beleza, estilo, bom atendimento, eficiência. O bom desenvolvedor de internet tem que descobrir o que esses conceitos significam para cada público e traduzi-los em interações entre gente e interfaces.
Já é uma tarefa suficientemente grande. Mas fica praticamente impossível de realizar quando é preciso gastar tempo agradando ao dono da companhia. Ou pior: aos grupos de profissionais medrosos que falam em nome dele, temendo tanto pelo próprio emprego que criam projetos completamente irrelevantes. Apenas porque acham que o chefe gosta deles assim.
Sua marca como apoio
Os melhores projetos para divulgar marcas são aqueles que descobrem quais são os interesses dos consumidores. Depois, oferecem serviços criativos e relevantes, sem o desespero para colocar seu logotipo em todos os cantos.
Bons sites também não brincam com a paciência alheia. Você pode até criar um produto incrível. Mas, se para ter acesso a ele for necessário passar por flashs, formulários, inscrições e quase implorar para Santa Rita de Cássia, isso pode ser pior do que fazer um site insoso. É como tirar o doce da boca da criança, que pode acabar odiando sua marca.
Sua empresa não precisa “marcar presença na web”. Mas permear sutilmente as relações do seu consumidor. O resto deve acontecer por si mesmo.
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.