Apesar de estar há pouco tempo no mercado, o Twitter é cheio de tradições. Uma das mais interessantes é a de recomendar usuários todas as sextas-feiras. A prática é conhecida como Follow Fridays e funciona assim: você escolhe uma ou mais pessoas entre os seus contatos; a seguir, posta uma mensagem, como no exemplo:
#followfriday @gtdguy@freakonomics para quem acha que Twitter = confissões de adolescentes.
O sinal # indica um tema de conversa. @usuário é o jeito que o Twitter identifica um pessoa. Clicando na palavra, você visita o perfil dela. O resto do texto é o motivo pelo qual seus seguidores devem prestar atenção na sua recomendação.
O costume do Follow Friday ficou tão popular que acabou de ganhar um site. Ele é o perfeito antídoto para a cultura das celebridades no Twitter – gente que só seguimos porque, afinal, todo mundo segue. Ou porque não sabemos que há várias pessoas, sites e empresas interessantes publicando material relevante para nossa área de trabalho.
Leitores mais antigos do Magaiver devem se lembrar de que eu mesmo não enxerguei muita utilidade no Twitter quando foi lançado. Mas, felizmente, hoje há muita coisa interessante sendo divulgada lá. Até mesmo o guru da produtividade, David Allen, do Get Things Done, posta com certa frequência no seu perfil @gtdguy, indicado acima.
Quando usado com inteligência, o Twitter pode ajudar no seu trabalho. Seguiu o raciocínio?
Como controlar suas próprias criações? Devemos tentar fazê-lo?
Na apresentação acima, Evan Williams mostra como o sistema de microbloging que ele criou, o Twitter, foi muito além dos seus objetivos iniciais. No começo, era um projeto paralelo, despretensioso e até ingênuo – vide os diversos problemas que enfrentou por crescer rápido demais. Mas, à medida em que se popularizou, a ferramenta ganhou vida própria. Conectou-se à criatividade das pessoas e foi para caminhos inesperados.
No início, os desenvolvedores sugeriram que os usuários respondessem o que estavam fazendo. E eles responderam: subvertendo suas ideias. É como se chamassem o pai da criança de canto e mostrassem que poderiam cuidar melhor dela. Hoje o Twitter serve para inúmeras coisas, de traduzir textos a conferir cotação do dólar. Imagine se Williams batesse o pé e quisesse que as coisas fossem exatamente do seu jeito. Muitas vezes, o caos é muito mais esperto do que o plano.
Cliente de desktop para Twitter para quem precisa tirar o máximo do microblogging. Ideal para profissionais de mídia. Clique no vídeo e assista ao review. Gostou? Baixe o TweetDeck.
Quando vamos parar de falar sobre conteúdo na web exclusivamente em termos de plataformas estreitas e objetivos egoístas mesquinhos? Quando vamos parar de dizer que x deixa y irrelevante? Quando vamos parar de reduzir a web a uma competição trivial entre poderosos chefões? Quando vamos começar a apreciá-la como uma mídia madura para reflexões reais e expressividade?
Jeffrey Zeldman, um dos mais importantes designers de web da atualidade, criticando um artigo na Wired que diz que os blogs estariam obsoletos por causa do Twitter, Flickr e Facebook.
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.