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02/01/2009 - 05:00

10 tendências para 2009: o ano da faxina

Limpando a rua
1. A crise deve estimular práticas contra o deslumbre (que se generalizou em 2008). Isso pode significar menos fenômenos estilo “corrida do iPhone”, menos compras de impulso e menos lançamentos prematuros de produtos.

2. As pessoas comuns terão maior consciência no uso de recursos ambientais. Assim, empresas com “selos verdes” ou “neutras” na emissão de poluentes devem ganhar alguma importância social.

3. Por outro lado, pode se disseminar a prática do greenwashing, que é o ato de fingir preocupação ambiental. A técnica consiste em usar marketing, conceitos falsos ou teses mal pesquisadas para explorar a ignorância alheia e ganhar fama de amigo da natureza.
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Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento, sustentabilidade, tecnologia Tags: , ,
23/12/2008 - 12:42

Computadores poluem como a aviação?

Gráfico representando as empresas mais e as menos ecologicamente engajadas em 2007.
representando as empresas mais e as menos ecologicamente engajadas em 2007.

No conjunto, a computação e as telecomunicações produzem 2% das emissões (de carbono) globais, de acordo com a (Gesi, na sigla em inglês), um grupo da indústria. Desses, 49% vêm dos PCs e impressoras, 37% das redes e dos dispositivos de telecomunicações e 14% dos centros de processamento. O volume total das emissões é comparável ao da aviação. Mas a indústria de TI, ao contrário da aviação, não provoca a ira dos ativistas ambientais. Talvez isso aconteça porque os computadores são menos visíveis ao poluir, ou porque seu uso não é considerado, como na aviação, frívolo e desnecessário.

Tom Standage, da , traduzido para o especial O Mundo em 2009, da Carta Capital, que está nas bancas e custa R$ 12,90. Mais sobre computadores e sustentabilidade no . Ou no , claro.

Autor: Eduf - Categoria(s): sustentabilidade, tecnologia Tags: , ,
07/11/2008 - 15:49

Abrace uma árvore. Mas leve seu Blackberry

Abraçando árvoreCansado da tecnologia? Depressivo porque só vê o mundo por meio de telas? Talvez você precise abraçar umas árvores. Pelo menos é no que acreditam Richard Mitchell e Frank Popham, pesquisadores de duas das mais importantes universidades da Escócia.

Em , eles afirmam que mesmo pequenos jardins em quintais podem melhorar sua saúde emocional. Testes realizados com voluntários demonstraram que a exposição regular a ambientes fora de cidades podem ajudar a reduzir a pressão sanguínia, baixar os níveis de estresse e até acelerar a recuperação pós-cirúrgica.

Meus sensores de obviedade já estão apitando.

Já no site , há um post sobre o bom e velho Theodore Roszak, ativista da contra-cultura nos anos 60, considerado o pai da ecopsicologia. Ele acredita que muitas crianças que vivem nas grandes cidades urbanas desenvolvidas sofrem de . Uau. É como um mal-estar derivado do que ele chama de repressão dos instintos de contato com a natureza.

Os conceitos fazem sentido e merecem ser investigados mais a fundo. Afinal, não é preciso ser especialista para perceber que realmente precisamos de uma noção de ambiente um pouco mais profunda do que os wallpapers de paisagem do Windows.

Posso desligar a natureza quando cansar?

Mas também não podemos esquecer que, durante a história da humanidade, a chamada natureza foi considerada nossa principal fonte de estresse. Algum teórico do passado deve ter escrito sobre o quanto as cidades poderiam melhorar a nossa saúde e nos livrar de ser comidos por animais.

Onde eu quero chegar? No medo do estresse. Esse é o problema que precisamos atacar. Estejamos no Edifício Copam ou em Jeriquaquara.

Você pode até ir viver no meio da Serra Gaúcha, como eu mesmo fiz. Mas quando começar a chover a cada dois dias, quando houver tanta neblina que você é capaz de enxergar sua sombra no ar, quando ouvir uma orquestra de sapos e grilos todas as noites, certamente o grande monstro da atualidade reaparecerá: o descontentamento.

Trata-se daquele estado emocional que não é nem dor extrema e nem tranquilidade. É um sentimento de se estar permanentemente de saco cheio, precisando reclamar de algo. Que pode evoluir para duas coisas: o estresse e o desejo social de ser acolhido, de conseguir atenção por meio do rabugentismo (uma praga que se alastra especialmente em ambientes como o Twitter).

Este cenário, na verdade, é uma atualização de um bug humano mais antigo. O hábito de levar a sério todas as dores, conceitualizá-las e superdimensioná-las. Não conseguimos apenas parar e experimentar a situação. Antes mesmo de saber direito o que acontece, temos que correr para algum canto, tentando “ser felizes”. Não damos tempo para que o estresse se dissolva por si mesmo. Nem que nos ensine algo. Temos que lutar ou fugir.

Podemos nos trancar numa reserva ecológica. Mas, enquanto continuarmos a solidificar o descontentamento, só vamos conseguir destruir mais um ambiente. Ou, no mínimo tentar pendurar cabos e fios por todo lugar. Novamente.

Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento Tags: , , ,
31/10/2008 - 16:04

O que fazer quando aparecem mensagens de erro incompreensíveis?

Erro estranho do VistaMensagens de erro podem ser tanto uma frustração quanto uma diversão. Há quem os textos bizarros que os aplicativos mostram em momentos de desespero. Mas o que fazer quando aparece um erro incompreensível e você fica completamente perdido? O jeito tradicional de conseguir ajuda é recorrer ao São Google. Postar o texto da mensagem, descobrir se alguém já passou pela mesma encrenca e ver que solução foi encontrada. Uma nova ferramenta on-line pretende mudar essa história. Chama-se (O que significa esse erro?).

, você encontra um formulário simples, no qual pode digitar a mensagem de erro. Depois é só clicar em “Encontre alguma ajuda”. Detalhe importante: o aplicativo busca soluções num banco de dados nativo, não na web. Os resultados são mais limitados. De qualquer forma, se ele encontrar a salvação, exibirá o material e os dados de quem a postou, para maiores esclarecimentos.

Você ainda pode criar uma espécie de banco de dados no site para acompanhar o problema. Toda vez que alguém tocar no assunto, poderá ser notificado via e-mail ou até RSS. Mais ou menos como num fórum, com espaços para comentários e sistema de votação, para classificar as informações mais úteis.

O grande problema é que, por enquanto, a ferramenta parece ter sido dominada por desenvolvedores de aplicativos para internet. Usuários mais genéricos podem ficar frustrados.

Em todo caso, vale reaproveitar a ideia de um outro jeito. Se você não é do tipo que gosta de participar de fóruns, vá até o e cadastre-se para receber notificações sobre a sua mensagem de erro “favorita”.

Seu computador é perfeito e não apresenta mensagens de erro? Crie a sua, no .

Autor: Eduf - Categoria(s): ferramentas, tecnologia Tags: ,
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