Há dois anos, parecia que toda marca precisava aparecer numa rede social (Orkut, Facebook, Second Life). Agora poucas empresas se interessam pelo assunto. Mas ainda é possível engajar e manter um bom diálogo com seus consumidores via comunidades na web? Confira neste episódio de Mão na Massa.
Desenvolvedores do Yahoo testam uma ferramenta que pretende juntar todos os seus contatos numa só super caixa postal. A ideia é integrar informações compartilhadas nos diversos serviços oferecidos pela empresa. Por exemplo, você pode responder e-mails e ao mesmo tempo ver novas fotos no Flickr, ser informado das alterações que seus amigos fizeram em redes sociais etc. O vídeo acima mostra melhor como o novo aplicativo funciona.
Como você faz para ter tantas redes sociais?
Twitter, facebook, o blog, emails…
Preciso encontrar uma disciplina urgente, algumas regras…
–Pergunta do leitor Herik Mourão.
A maioria das minhas contas em redes sociais existe por motivos profissionais. Como ganho a vida escrevendo sobre tecnologia, tenho que testar serviços. Geralmente, antes do seu lançamento para o público.
No fundo, acho boa parte deles um verdadeiro desperdício de tempo e energia. E uma “diversão” um pouco perigosa, por deixar dados e perfís espalhados pela web, podendo ser clonados, mal interpretados etc. Mas faz parte.
Sou um dinossauro. Detesto que façam marketing da minha intimidade por aí. É como ser uma micro Britney Spears. Só que sem o dinheiro.
Tento não ser taxativo nas minhas avaliações, porque sempre há quem encontre utilidades e aproveite as redes sociais de maneira criativa. Não é meu papel condenar, mas selecionar, dizer como as coisas funcionam e torcer para que as pessoas façam bons usos das ferramentas.
As redes sociais não estão na minha “lista de prioridades”. Assim, me descadastrei de quase todas as que deixam o “freguês” ir embora. No entanto, nem todas o permitem. O que é uma vergonha – para usar uma expressão Boris Casóica.
É bom ter muita atenção ao usar serviços web 2.0. Eles podem se tornar uma espécie de spam voluntário, conforme já disse aqui antes.
Pior: podem criar um hábito mental, o de comunicar tudo o que passa pela sua cabeça. Cada resmungo, opinião, medo ou expectativa. Achar que você está sempre no palco, precisando entreter as pessoas ou implorar por atenção.
É preciso ter consciência do seu impacto intelectual no mundo. Isso é uma necessidade urgente para a “ecologia cognitiva”. Se achamos problemático jogar lixo na rua, porque jogamos na web?
Mais um serviço de distribuição de música para ser perseguido pelas instituições defensoras do direito autoral. Chama-se SoundCloud, é gratuito e tem 5 funções principais:
1. Enviar música. Você escolhe uma determinada mp3 no seu computador e faz o upload usando o sistema – bem amigável – do SoundCloud. O arquivo fica armazenado no seu espaço no site. Depois é só enviar o link da música via e-mail.
2. Compartilhar e recomendar. É aqui que o aplicativo adquire certa personalidade: transforma-se numa espécie de rede social para recomendar e trocar música. Isso dá direito a comentários, avaliações, perfís, entre outras coisas, todas organizadas numa única “dashboard” (página inicial).
3. Pedir música. É um tanto estranho, mas interessante. Você pode inserir no seu site ou blog um selo pedindo que as pessoas lhe enviem músicas. E não se trata só de uma recomendação, mas do arquivo mp3 em si.
4. Acompanhar estatísticas das suas recomendações. Saber quem baixou seus arquivos, quando, como, além de limitar acessos e definir senhas. Tudo para manter seus uploads / downloads sob controle.
5. Consultar arquivos públicos de músicas disponíveis. Suponha que você queira mandar o último single do Calypso para o maestro Julio Medaglia. Você vai até o SoundClound e consulta se alguém já fez o upload da música. Se a resposta for sim, você só terá que enviar o link. Muito prático.
O vídeo acima entra em mais detalhes.
Mas a pergunta que fica é: quanto tempo o site vai durar até ser pego pela justiça norte-americana?
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.