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	<title>Magaiver &#187; procrastinação</title>
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	<description>criatividade + comportamento + tecnologia</description>
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		<title>Nem sempre é produtivo ser produtivo</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 19:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Dois blogueiros nos EUA começaram uma campanha reveladora: The Cult of Done (algo como o culto ao concluído). Bre Pettis e Kio Stark lançaram um manifesto on-line e têm até uma comunidade no Facebook para debater o assunto. A seguir, transcrevo alguns dos princípios que achei mais questionáveis. Entre parênteses, meus comentários.
2. Aceite que todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2009/03/done.gif" alt="" width="460" height="590" /></p>
<p><span style="float: left;margin-right: 5px;font-size: 48px;color: #ccc">D</span>ois blogueiros nos EUA começaram uma campanha reveladora: <a href="http://www.brepettis.com/blog/2009/3/3/the-cult-of-done-manifesto.html" target="blank" title="" rel="tag">The Cult of Done</a> (algo como o culto ao concluído). <a href="http://www.brepettis.com/" target="blank" title="" rel="tag">Bre Pettis</a> e <a href="http://municipalarchive.wordpress.com/" target="blank" title="" rel="tag">Kio Stark</a> lançaram um manifesto on-line e têm até uma <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=72569410729" target="blank" title="" rel="tag">comunidade no Facebook</a> para debater o assunto. A seguir, transcrevo alguns dos princípios que achei mais questionáveis. Entre parênteses, meus comentários.<span id="more-5736"></span></p>
<p>2. Aceite que todas as coisas são rascunhos. Ajuda a completá-las.</p>
<p>(Ideia interessante. Mas não devemos nos apegar à mentalidade do rascunho. Nem relaxado demais, nem de menos.)</p>
<p>4. Fingir que você sabe o que está fazendo é quase o mesmo que efetivamente saber. Então apenas aceite que você sabe o que está fazendo, mesmo quando não sabe.</p>
<p>(Ok. Mas não me chame para ser seu cliente. Ou seu paciente no hospital.)</p>
<p>5. Abandone a procrastinação. Se demorar mais que uma semana para executar uma ideia, abandone-a.</p>
<div style="width:200px;float: left;padding:20px 20px 20px 0;font-size: 18px;color: #333">Temos que nos livrar tanto da culpa da procrastinação quanto da paranóia da produtividade.</div>
<p>(Apenas se você for ansioso e descuidado. Algumas coisas precisam passar por um período de maturação, outras não. É como vinho: não procrastina, envelhece. Às vezes, 4 anos é pouco tempo para escrever uma tese acadêmica. Um trabalho de design pode demandar anos de pesquisa. Portanto, é preciso ter uma definição bem precisa do que é procrastinação. Cuidado e descanso também fazem parte do trabalho produtivo.)</p>
<p>6. O objetivo de completar as coisas não é terminá-las, mas resolver outras coisas.</p>
<p>(Ou seja: fazer confusão e trabalho mal-feito?)</p>
<p>7. Uma vez que você terminou um assunto, pode abandoná-lo.</p>
<p>(A não ser que você trabalhe com vendas, ou com a maioria das coisas que envolvam relação com consumidores.)</p>
<p>8. Ria da perfeição. É chata e é o que impede de concluir tarefas.</p>
<p>(Também ria do descuido e da pressa, que cria a refação.)</p>
<p>10. Falhas contam como coisas feitas. Então cometa erros.</p>
<p>(O ideal seria lidar com as situações como surgirem. Por vezes, o erro é mais inteligente do que o acerto, porque corrige concepções e metas. Nem erros, nem acertos. Livre-se de conceitos inúteis. Relacione-se com a realidade.)</p>
<p>13. Terminar é a energia de fazer mais.</p>
<p>(Mas vale perguntar: é sempre útil ter que fazer mais e mais?)</p>
<div style="color:#333;padding:15px;border:1px solid #660000"><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/10/warningico.gif" align="left" style="padding:5px">
<p>É claro que o manifesto é uma brincadeira, não um documento estatal. Mas mostra que, <strong>ao identificar os problemas da procrastinação, muita gente cai no extremo oposto: o produtivismo.</strong> Ou melhor: a produtivice. A obrigação de concluir por concluir.</p>
<p>Isso leva à ansiedade e a fazer mal feito. Temos que nos livrar tanto da culpa da procrastinação quanto da paranóia da produtividade. Apenas fazer, sem conceitualizar demais. Encontrar meios termos. <strong>Liberar-se da escravidão das palavras.</strong><br />
Não precisamos de manifestos.</div>
<hr />
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Procrastinação 5: quando até a diversão vira estresse</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2009/01/29/procrastinacao-5-quando-ate-a-diversao-vira-estresse/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Jan 2009 08:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[A maior ferramenta de combate à procrastinação é justamente algo muito trivial: o prazo. Para muitos de nós, é tão comum enquadrarmos tarefas dentro de unidades de tempo que, sem um deadline para temer, simplesmente não conseguimos trabalhar. Blog diário, revista mensal, salário semanal, precisamos de uma referência, de um limite.
Ainda assim, a procrastinação surge [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://produtividadepessoal.com/wp-content/uploads/2008/08/08escape_boredom2.jpg" alt="um conceito vazio que virou um instrumento para ganhar dinheiro&lt;/em&gt;" width="250" height="364" class="size-full wp-image-119" align="right" style="padding:10px" />A maior ferramenta de combate à procrastinação é justamente algo muito trivial: o prazo. Para muitos de nós, é tão comum enquadrarmos tarefas dentro de unidades de tempo que, sem um deadline para temer, simplesmente não conseguimos trabalhar. Blog diário, revista mensal, salário semanal, precisamos de uma referência, de um limite.</p>
<p>Ainda assim, a procrastinação surge como uma espécie de <strong>luta entre o tempo psicológico estabelecido pelos nossos desejos e o social, marcado pelo relógio</strong>. Muitos de nós evitamos ao máximo uma tarefa porque a consideramos chata, sem sentido ou no mínimo desconectada dos nossos interesses pessoais.</p>
<p>Assim, deixamos tudo para amanhã, nos entretendo com algo que cause alívio, mesmo que temporário. Ou no mínimo que tenha um efeito “sedativo”, que ajude a esquecer dos problemas. E, é claro, onde há sedativos, há gente querendo ganhar dinheiro.</p>
<p><object width="635" height="357"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=610179&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=610179&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=ffffff&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" width="635" height="357"></embed></object><br /><a href="http://vimeo.com/610179">DataPortability &#8211; Connect, Control, Share, Remix</a> from <a href="http://vimeo.com/smashcut">Smashcut </a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<h3>O paraíso da procrastinação</h3>
<p>Hoje convivemos com aquela que provavelmente é a maior ferramenta de procrastinação da história da humanidade: a internet. Ela nos dá acesso imediato à já tradicionalmente poderosa indústria do entretenimento. E o melhor: a custo praticamente zero.</p>
<p>Mais ainda: a cada segundo somos chamados a <strong>compartilhar nossas experiências mais íntimas</strong>. O que pode ser muito sedutor. No meio do trabalho &#8211; muitas vezes considerado impessoal e limitador &#8211; , à distância de um clique, temos todo um universo no qual podemos expandir nossos egos, criando personagens, dando opiniões, recebendo feedbacks e formando comunidades.</p>
<p>É nesse ambiente que surgem os instant messengers, redes sociais (como o Orkut), YouTube, blogs, Twitter e muitas outras ferramentas. Tanto que hoje um dos itens mais valorizados na hora de vender publicidade on-line é o chamado <strong>time spent</strong>. Ou seja: quanto tempo as pessoas gastam num site. E, na web, não é fácil captar e manter a atenção. Segundo pesquisas realizadas nos EUA, o tempo médio que alguém leva para decidir ficar ou não num site é de apenas 4 segundos.</p>
<p>A quantidade de informação já é tão grande, são tantas contas, logins, senhas e endereços de acesso que hoje há quem procrastine até para acessar a internet. Por isso surgem projetos como o <a href="http://code.google.com/apis/opensocial" target="blank" title="Open Social" rel="tag">Open Social</a>, do Google, <a href="http://dataportability.org" target="blank" title="Data Portability" rel="tag">Data Portability</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Microformatos" target="blank" title="Microformatos" rel="tag">Microformatos</a> e os serviços de lifestream, como o <a href="http://friendfeed.com" target="blank" title="Friend Feed" rel="tag">Friend Feed</a>, que tentam juntar todos esses dados espalhados pela rede. A idéia é simplificar, concentrar todas as suas atividades on-line em poucas ferramentas, que possam ser facilmente acessadas num só lugar. Diversão sem estresse</strong>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Procrastinação 4: escritório (e jaula) na praia</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2009/01/22/procrastinacao-4-escritorio-e-jaula-na-praia/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 16:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Fora do mundo das letras e das técnicas de controle, como firewalls e cartões de ponto, vários tipos de saídas “alternativas” vêm sendo testadas para combater a procrastinação. E aqui novamente podemos traçar uma linha com dois extremos.
De um lado os escritórios maternais como os do Google, nos quais há videogames, massagem, sala de jogos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fora do mundo das letras e das técnicas de controle, como firewalls e cartões de ponto, vários tipos de saídas “alternativas” vêm sendo testadas para combater a procrastinação. E aqui novamente podemos traçar uma linha com dois extremos.</p>
<p>De um lado os escritórios maternais como os do Google, nos quais há videogames, massagem, sala de jogos e um dia da semana livre para desenvolver projetos pessoais &#8211; tudo para que você fique feliz e produtivo dentro do espaço de trabalho. De outro, as empresas paternais, que deixam seus funcionários trabalharem em casa ou em qualquer outro lugar, com horários flexíveis. Nesse caso, a filosofia é: seja responsável por si mesmo, saia de casa, use o seu tempo como preferir. Mas não gaste os recursos da empresa para procrastinar.<br />
<span id="more-5371"></span></p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/TEeftX6mOUs&amp;hl=en&amp;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/TEeftX6mOUs&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"></embed></object><br />
<em>Um passeio na sede do Google com o blogueiro Bruno Garattoni.</em></p>
<p>Pode parecer que em ambos os casos haja mais liberdade do que nos modelos de trabalho tradicionais. Mas em depoimento para a revista <a href="http://www.economist.com/specialreports/displayStory.cfm?STORY_ID=10950394" target="blank" title="Nomads at Least" rel="tag">The Economist</a>, um jornalista freelancer conta que não é bem assim: “quando não temos um chefe, trabalhamos para o maior tirano que pode existir: nós mesmos”. Estamos de volta ao terreno da procrastinação, estresse, sentimento de culpa e baixa auto-estima.</p>
<p><iframe src='http://video.economist.com/linking/index.jsp?skin=oneclip&amp;ehv=http://audiovideo.economist.com/&amp;fr_story=7692b6f1128a63c5662a91db7b3e3102fc1f9422&amp;rf=ev&amp;hl=true' width="402" height="336" scrolling='no' frameborder="0"></iframe></p>
<p><iframe src='http://video.economist.com/linking/index.jsp?skin=oneclip&amp;ehv=http://audiovideo.economist.com/&amp;fr_story=30eb9741438043227a4ebe9fbdcbf438c8cd01e3&amp;rf=ev&amp;hl=true' width="402" height="336" scrolling='no' frameborder="0"></iframe><br />
<em>Reportagens da The Economist sobre a vida dos Nômades digitais.</em> </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Procrastinação 3: contra os workaholics</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2009/01/22/procrastinacao-3-contra-os-workaholics/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 08:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Douglas Adams, do Guia do Michileiro das Galáxias: um dos maiores procrastinadores da literatura.
Desde os anos 80, uma outra indústria explora o nicho da procrastinação: a da auto-ajuda. Um dos livros mais importantes nessa área chama-se The Now Habit (O Hábito do Agora, que as editoras brasileiras estão procrastinando para lançar em português). Nele, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://produtividadepessoal.com/wp-content/uploads/2008/08/douglasadams.jpg" alt="um dos maiores procrastinadores da literatura.&lt;/em&gt;" width="430" height="341" class="size-full wp-image-113" /><br />
<em>Douglas Adams, do Guia do Michileiro das Galáxias: um dos maiores procrastinadores da literatura.</em></p>
<p>Desde os anos 80, uma outra indústria explora o nicho da procrastinação: a da auto-ajuda. Um dos livros mais importantes nessa área chama-se <a href="http://www.amazon.com/Now-Habit-Overcoming-Procrastination-Guilt-Free/dp/0874775043" title="Books" rel="tag">The Now Habit</a> (<em>O Hábito do Agora</em>, que as editoras brasileiras estão procrastinando para lançar em português). Nele, o pesquisador Neil Fiore propõe uma visão mais “positiva” para o problema.<br />
<span id="more-5361"></span></p>
<p>Fiore não acha que procrastinação seja uma doença. Pelo contrário: seria um indicador de saúde mental. Mostraria que algo precisa ser mudado no trabalho e na vida da pessoa. Ele propõe que aprendamos <strong>a arte de desagendar</strong>. Quer dizer: de se livrar do excesso de compromissos e criar períodos regulares de descanso sem culpa.</p>
<p>Para Fiore, nada seria mais improdutivo do que um workaholic. Quem precisa passar muito tempo no escritório, mostra que não trabalha direito. Ou que vive preso a outro tipo de agenda: culpa, insegurança, medo de não ser aceito socialmente, solidão, entre outros fatores.</p>
<p>Mas a literatura sobre o assunto é farta, não só na auto-ajuda. Afinal, escritores, cineastas e outros tipos de artistas documentaram bem sua relação com as tarefas diárias. Temos desde procrastinadores crônicos como Douglas Adams, do <em>Guia do Mochileiro das Galáxias</em> &#8211; que, para escrever, precisava ser trancado num quarto de hotel sob supervisão do seu editor &#8211; , a até funcionários do mês como Ernest Hemingway, que, para “funcionar”, precisava se sentar todos os dias praticamente no mesmo horário e escrever. Mesmo que não aproveitasse uma linha do material produzido.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Procrastinação 2: Preguiça ou hiperatividade?</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2009/01/15/procrastinacao-2-preguica-ou-hiperatividade/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 08:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo estudos desenvolvidos por psicólogos e neurologistas desde os anos 80, a procrastinação é bem diferente da preguiça. Imagine uma linha com dois extremos de produtividade. De um lado o acomodado personagem de Mário de Andrade, Macunaíma, e de outro o hiperativo Leonardo Da Vinci. Seria bem mais fácil encontrar procrastinadores no lado do renascentista. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://produtividadepessoal.com/wp-content/uploads/2008/08/leonardo_da_vinci-1.jpg" alt="produtivo ou procrastinador? Ou os dois?" width="250" height="378" class="size-full wp-image-104" align="left" style="padding:10px" />Segundo estudos desenvolvidos por psicólogos e neurologistas desde os anos 80, a procrastinação é bem diferente da preguiça. Imagine uma linha com dois extremos de produtividade. De um lado o acomodado personagem de Mário de Andrade, Macunaíma, e de outro o hiperativo Leonardo Da Vinci. Seria bem mais fácil encontrar procrastinadores no lado do renascentista. Aliás, ele próprio tinha um considerável portfólio de projetos deixados para depois e é reconhecido como um dos grandes enroladores da história.</p>
<p>Parece estranho que tenha ele tenha criado tantas coisas, em diversas áreas do conhecimento? Nem tanto. Pesquisadores indicam que muitos procrastinadores podem ser na verdade viciados na sensação de “prazo estourando”. Deixam tudo para a última hora porque gostam da adrenalina da urgência, da necessidade de terminar uma tarefa imediatamente, para não sofrer as conseqüências. Como Rocky Balboa, só funcionam no último round.<br />
<span id="more-5352"></span></p>
<h3>Problema de saúde pública?</h3>
<p>Infelizmente, nem toda procrastinação é assim positiva. Uma pesquisa publicada pelas revistas Slate e New Scientist, indica que 20% dos trabalhadores de escritório dos EUA sofrem com o problema. É o dobro do número de casos de depressão (10%). Piers Steel, da Universidade de Calgary, no Canadá, descobriu que a maioria dos enroladores está longe de sentir-se feliz. Os dados revelam pessoas que se consideram estressadas e sobrecarregadas.</p>
<p>É comum encontrar depoimentos falando em perda do controle do tempo. Muitos procrastinadores sentem que o dia passa sem que tenham produzido o mínimo necessário. Há casos de gente que se individa por perder prazos de pagamentos, que fica desempregada ou passa por crises de auto-estima.</p>
<p>Estudos da pesquisadora Fuschia Sirois vão ainda mais longe. Em entrevista para a New Scientist, ela afirma que a procrastinação é um caso de saúde pública. Segundo ela, os enroladores fazem menos exercícios, não visitam médicos e tendem a desenvolver mais doenças. Pior: não verificam equipamentos de segurança em suas casas, automóveis e ambientes de trabalho, causando problemas para suas famílias e empregadores.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Procrastinação 1: Hoje só amanhã</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2009/01/09/procrastinacao-1-hoje-so-amanha/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2009 08:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[saúde pública]]></category>

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		<description><![CDATA[A partir de hoje você vai ler uma série de posts sobre procrastinação. A idéia é entender como ela se tornou ao mesmo tempo um problema de saúde pública e um negócio que movimenta milhões de dólares.
O que pode haver em comum entre Marco Antônio enchendo a cara no Império Romano, dois monges budistas tagarelando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-108" style="padding:10px" src="http://produtividadepessoal.com/wp-content/uploads/2008/08/procrastination-1-300x299.jpg" alt="" width="300" height="299" align="right" /><strong>A partir de hoje você vai ler uma série de posts sobre procrastinação. A idéia é entender como ela se tornou ao mesmo tempo um problema de saúde pública e um negócio que movimenta milhões de dólares.</strong></p>
<p>O que pode haver em comum entre Marco Antônio enchendo a cara no Império Romano, dois monges budistas tagarelando e um analista de sistemas fuçando no YouTube durante o expediente? Todos estão enrolando, em vez de fazer o que deve ser feito. Afinal, se dizem que a prostituição é a profissão mais antiga da humanidade, a procrastinação é, provavelmente, uma das técnicas mais ancestrais de evitar o trabalho.</p>
<p>A palavra “procrastinação” vem do latim <em>procrastinare</em>, que é a união do prefixo pro (encaminhar) e castinus (amanhã). Ou seja: significa adiar. O Oxford Dictionary registra que ela teria sido publicada em inglês pela primeira vez por volta de 1548. O Brasil mal havia nascido e o termo já estava disseminado pelo mundo. Imagine a prática.<br />
<span id="more-5342"></span></p>
<p>Em Roma, Cicero já criticava Marco Antonio por gastar tempo em festas e deixar seu “emprego” em segundo plano. Dizia: in rebus gerendis tarditas et procastrinatio odiosa est. Algo como: “na conduta de quase todo relacionamento, lerdeza e procrastinação são coisas odiosas”.</p>
<p>Na Ásia, há mais de 2.500 anos, o ex-príncipe Sidarta Gautama, já conhecido como o Buda, criou várias técnicas para evitar que seus alunos monges perdessem o foco e a urgência no treinamento da mente. Entre elas, estava contemplar sistematicamente o fato de que estamos sujeitos a morrer a qualquer momento e pelos motivos mais banais. Assim, perder tempo pode ser fatal.</p>
<p>Já nos dias de hoje, os computadores de boa parte das empresas são controlados por proxys e firewalls, aplicativos que bloqueiam o acesso a determinados sites e ferramentas on-line. Em alguns ambientes de trabalho, até mesmo e-mails pessoais são proibidos e há sistemas de controle de acesso, pelos quais os funcionários do departamento de tecnologia (TI) podem saber exatamente como e quando você usa a internet. Isso se eles não estiverem ocupados respondendo mensagens no Orkut ou MSN, é claro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como eliminar os momentos de hesitação?</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 19:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
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		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>

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&#8220;Surtei&#8221;.
Ao investigar pesquisas sobre padrões de procrastinação, uma coisa fica bem clara: o principal problema das pessoas é começar tarefas. Esse é o momento em que se perde mais tempo. Por vezes o meliante tem um sistema, gosta do que faz, elimina boa parte das distrações externas, mas, na hora de começar fica empacado, patinando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/11/rapido.jpg" alt="Seja rápido" width="500" height="340" class="alignnone size-full wp-image-4891" /><br />
<em>&#8220;Surtei&#8221;.</em></p>
<p>Ao investigar pesquisas sobre padrões de procrastinação, uma coisa fica bem clara: o principal problema das pessoas é <strong>começar</strong> tarefas. Esse é o momento em que se perde mais tempo. Por vezes o meliante tem um sistema, gosta do que faz, elimina boa parte das distrações externas, mas, na hora de começar fica empacado, patinando sem sair do lugar.</p>
<p>Os motivos dessa hesitação inicial variam ao infinito. Mas a maneira de combatê-la é quase sempre parecida: usamos algum tipo de <strong>gatilho</strong>, uma ação que nos impulsiona a agir <strong>imediatamente</strong>.</p>
<p>Para muitos, o gatilho é a reclamação do chefe ou algum <strong>fator autoritário</strong> externo (esposa, filhos, colegas de trabalho). Outros precisam de <strong>tecnologia</strong>, como despertadores, softwares e gadgets. Também há quem prefira <strong>saídas comportamentais</strong>: ouvir certo tipo de música, levantar-se rapidamente, dizer alguma frase, entre outras coisas.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>o gatilho é sempre brusco e repentino</strong>. Ele parece cortar de uma só vez o padrão mental cíclico que leva à estagnação. Num momento de hesitação, saídas parciais, progressivas e lentas costumam não funcionar. É preciso ter energia, dizer um sonoro &#8220;chega&#8221; e passar de fase.</p>
<h3>Agressividade</h3>
<p>Mas não confunda energia com agressividade. A ruminação mental dos procrastinadores já é bastante violenta por si mesma: &#8220;não consigo, não sirvo, sou assim mesmo, estou preso, todo dia é a mesma coisa&#8221;.</p>
<p>Por um lado, esse fenômeno tem aspectos de auto tortura. Por outro, serve como um prazer masoquista. A hesitação mantém a mente ocupada em criar uma história, uma novela de si mesmo. Por incrível que pareça, isso parece mais divertido do que enfrentar logo a tarefa.</p>
<h3>Criatividade &#8211; ação = procrastinação</h3>
<p>Esse é o velho prazer da argumentação, da criação de conceitos, de procurar saídas, de imaginar o que pode estar errado, porque sua vida não funciona. Ou seja: a <strong>criatividade</strong>. O mesmo tipo de prazer que um cientista pode ter ao fazer suas pesquisas. Se você usa essa energia de modo positivo, ela pode ser bastante útil. Sem controle, consome sua vida.</p>
<p>O pensamento cíclico cria uma espécie de bolha em volta de nós. Nos fecha para o mundo, nos impede de agir fora do campo de ação dela. Você precisa furá-la, com energia. Mas também habilidade, porque, provavelmente, ela não vai estourar de uma só vez. <strong>O importante é não dar espaço para mais ruminação</strong>.</p>
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		<title>A Era do Alt + Tab</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[alt+tab]]></category>
		<category><![CDATA[controle remoto]]></category>
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Outro dia estava descadastrando uns feeds do meu leitor de RSS. Isso me fez voltar a ler alguns sites norte-americanos sobre produtividade pessoal. Senti um certo mal-estar. Queria fugir daquele tipo de leitura o mais rápido possível. Vou tentar explicar porquê.
Muito do discurso sobre produtividade está baseado numa espécie de agressividade. Não falo de textos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/11/remote.jpg" alt="Controle Remoto" width="500" height="332" class="alignnone size-full wp-image-4671" /></p>
<p>Outro dia estava descadastrando uns feeds do meu leitor de RSS. Isso me fez voltar a ler alguns sites norte-americanos sobre produtividade pessoal. Senti um certo mal-estar. Queria fugir daquele tipo de leitura o mais rápido possível. Vou tentar explicar porquê.</p>
<p>Muito do discurso sobre produtividade está baseado numa espécie de agressividade. Não falo de textos rudes ou algo assim. Mas de uma revolta <strong>contra si mesmo</strong>, que se expressa em crises de culpa, infinitas cobranças de adaptação a metas e procedimentos. &#8220;Não fiz isso, não consegui aquilo, deveria adotar tal prática&#8221;. <span id="more-4661"></span></p>
<h3>Ódio ao patrão datou</h3>
<p>Até meados do século 20, muita da agressividade no ambiente de trabalho era voltada contra o &#8220;patrão explorador&#8221;. Agora muitos lutam contra si mesmos, usando como ferramentas certas <strong>tiranias conceituais</strong> &#8211; expedientes, técnicas gerenciais, procrastinação, entre outros fatores.</p>
<p>Ou algo muito mais sutil. E até inconsciente. Por exemplo: a pessoa gasta o dia inteiro em <em>navegação-sem-cérebro</em> pela web e depois a noite toda no ALT+Tab entre autopiedade e autocondenação. É como se torturar sistematicamente.</p>
<h3>Outros controles remotos</h3>
<p>Os anos 80 formaram a <strong>Era do Controle Remoto</strong>, dando origem aos zappers &#8211; que mudavam de canal frenéticamente e nunca assistiam propriamente a nada. Consequentemente, surgiram os <em>cough potatos</em>, cujo maior exemplo é Homer Simpson, sua obesidade pouco genética, seu sofá e sua cerveja.</p>
<p>Já os 2000 formam a <strong>Era do ALT+Tab</strong>, na qual zapeamos entre diversos sites, janelas e aplicativos, deixando um rastro de logins, contas, senhas e cadastros. Nosso personagem agora é outro, que compra (ou deseja) gadgets, é fã de popstars da indústria da tecnologia, sofre de lesão por esforço repetitivo (LER) e quer desesperadamente ser produtivo.</p>
<h3>Do tráfico ao tráfego</h3>
<p>Nos dois casos está uma mesma raiz: <strong>o entorpecimento</strong>, de alguma forma semelhante aos vícios químicos. Amy Winehouse encontra algum tipo de coragem ignorante para destruir-se com drogas pesadas. Nós preferimos nos entorpecer lentamente, assistindo ao pesadelo da cantora. Ainda assim, nos dopamos.</p>
<p>E, por trás de toda esse movimento, está a velha agressividade contra nós mesmos. Preferimos assimilar 4 milhões de informações por hora do que gastar um minuto para nos olhar no espelho. Honestamente, sem preconceitos e metas. Apenas na nudez do que somos.</p>
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