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15/12/2008 - 20:31

Ilusões de ótica (e de objetivos)

Arthur Shapiro, professor da Bucknell University, no departamento de psicologia e neurociência, tem uma das profissões mais divertidas que se pode imaginar: enganar o cérebro. Ele cria jogos e animações que produzem ilusões de ótica.

No blog Illusion Sciences, publica parte desse impressionante material. Mesmo sem precisar enfrentar um xamã e tomar Aihuasca, como fez Marcelo Tas, é possível notar como nossa percepção daquilo que chamamos de realidade é frágil. Pequenas alterações nos gráficos fazem com que mudemos completamente de idéia a respeito dos movimentos, cores e formas. É espantoso imaginar que estamos imersos diariamente nessa fragilidade.

Boa parte do que pensamos e fazemos durante o dia tem a ver com fantasmas da percepção, falta de conhecimento amplo das situações e imperfeições de comunicação. Somos como náufragos da entropia, surfistas dos erros.

Um emprego insuportável nada mais é do que seu cérebro produzindo enzimas. Aquilo que lhe dá mais raiva, não passa de um padrão cultural que amanhã pode estar completamente obsoleto. A felicidade que você deseja pode ser uma ilusão que se tornará um pesadelo assim que você conquistá-la. Tudo isso são palavras e conceitos colidindo à nossa frente.

Desde o século 18, somos convencidos de que a felicidade estaria em encontrarmos vocações, aquilo que temos “tesão” em fazer, no qual seríamos “bons”. Mas boa parte da população nunca chega a isso. Ou pior: nunca se convence de ter chegado.

Uma vez que nossa percepção pode ser alterada tão facilmente como nos gráficos de Shapiro ou na química dos xamãs, como podemos levar tão à sério nossos sonhos, ou a ausência de realização deles?

Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento, cérebro Tags: , , ,
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