O Google agora quer ajudá-lo a controlar a quantidade de energia que você consome. A empresa distribuiu mundialmente cerca de 40 milhões do que eles chamam de smart meters, aparelhos criados para medir seus gastos com aparelhos domésticos. A ideia é distribuir mais 100 milhões nos próximos anos, numa iniciativa do Google.org, a área filantrópica da companhia. E qual é o nome do projeto? Google Powermeter, claro. Se você topar participar do esquema, vai poder consultar sua “conta de luz” direto no iGoogle. Parece interessante?
Agora, arme e efetue: o que você pensa que as companhias de energia vão achar de ter alguém aferindo números provavelmente diferentes dos que elas medem? Pode ser que funcione nos EUA. Mas, no Brasil, deve dar briga. Ou burocracia.
Em todo caso, se a brincadeira chegar por aqui, por favor ALGUÉM me responda:
1. Vamos ter que dar caixinha no fim do ano para o smart meter?
2. O Google também tem como detectar gatos na fiação (smart cat meter)?
3. Quem vai instalar essas encrencas na favela?
Vamos ver se essa conversa é para valer ou só marketing. Ou pior: ingenuidade ou greenwashing. Torcemos para que, de algum jeito, ajude a mudar nossa relação com o consumo de energia. Ainda que aos poucos.
Update: O Meio Bit também também falou sobre o assunto. Vale conferir.
Quando eu era criança pequena lá em SP e fazia faculdade de Ciências Sociais, li centenas de textos sobre privacidade. A maioria alertava sobre como seria política e socialmente detestável se instituições, governos ou empresas soubessem detalhadamente o que fazemos e onde estamos. Essas reflexões nasceram durante a Guerra Fria, época em que éramos extremamente desconfiados. Achávamos que, a qualquer momento, poderíamos ser vítimas de bombas, conspirações ou atentados terroristas. Hoje tudo está bem. Não há mais interesses políticos e comerciais em jogo, nem fanáticos religiosos governando o mundo. E, claro, nossos sistemas são completamente seguros. Hackers não têm acesso aos nossos dados.
É espantoso como nossas percepções sobre o mundo mudam rapidamente. Capisce?
É por isso que não param de aparecer ferramentas para nos deixar cada vez mais encontráveis e imediatamente acessíveis. O Google acabou de lançar mais uma, chamada Latitude. O sistema integra iGoogle, Gmail e até o Android ao Google Maps. Você cadastra o número do seu celular, informa onde está e depois pode ser “acompanhado” pelos seus amigos. Mesmo que esteja traficando armas em Mumbai ou tentando voltar para a ilha de Lost, sua localização aparecerá para os contatos que você cadastrar (ou aceitar) no Latitude.
O vídeo acima explica melhor como a brincadeira funciona. E no site oficial, você pode se cadastrar. Nos vemos no FBI.
O vídeo acima já está circulando pela web, mas vale mostrá-lo aqui. É uma apresentação de como funciona o Gmail no Android, o sistema desenvolvido pelo Google para gerenciar celulares. O screencast lembra a propaganda Mac x PC, da Apple. Mas o aplicativo – que é o que interessa – já mostra que consegue reproduzir parte da experiência de usar e-mails em iPhones. Ainda que o visual branco esteja mais para o dos primeiros Mac OS (abaixo), o Gmail no Android faz um bom uso dos recursos touchscreen para marcar, deletar e organizar mensagens.
A boa notícia é que a Motorola deve lançar um celular com o Android. Isso deve facilitar a chegada do sistema ao Brasil, já que o G1, da HTC + T-Mobile, por enquanto só pode ser conseguido via importação ou gambiarra. Muita gente acredita que o sistema do Google possa ser uma boa alternativa ao iPhone. Em especial porque, em terras tupis, o aparelho da Apple custa uma facada. Se você é dos que acreditam nisso, junte-se ao grupo de discussão do Android no Brasil. Se nem quer saber dessa história, mas quer usar produtos do Google no seu celular, haga un clic aquí, cabrón.
Geralmente, calendários impressos são extremamente chatos (exceto, talvez, o da Pirelli). Aplicativos de desktop para calendários são mais tediosos ainda. Suas versões on-line, então, Ave Maria. Em especial, porque são cheios de regras e demandam certo esforço para aprender a utilizá-los corretamente.
Costumo usar o iCal, do Mac OS X, sincronizado com o Google Calendar e meu celular, um Nokia N95. Optei pelo serviço do Google porque ele dá acesso a inúmeras agendas públicas. Lá posso encontrar desde datas importantes para o mercado de tecnologia a até dias específicos para práticas do budismo tibetano. Além de fases da lua, previsão do tempo e de recursos para compartilhar minhas agendas públicas em sites e blogs.
Mas o Yahoo acaba de lançar uma versão turbinada do seu gerenciador de calendários on-line. Veja a seguir o que mudou. Leia mais »
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.