Parece que a cara do Mac OS X vai mudar. O blog Apple Insider divulgou algumas imagens do que pode ser o visual do esperado Snow Leopard (Mac OS 10.6), que deve ser lançado até o final de 2009. O visual Aqua deve sair de cena de vez e dar lugar ao Marble (mármore). Talvez os designers do produto tenham se inspirado no Pixelmator, com um toque de iTunes.
Aliás, você não precisa esperar. Se você quer deixar o Mac OS com cara de iTunes, pode usar o ótimo e gratuito iLeopard. Se você já viu meus screencasts, deve ter percebido que já uso esse tema há tempos.
Está difícil de ler seu blog favorito? É só acessar o Readability. No site, você encontra algumas opções de layout simples e diretos. É só escolher aquele que lhe parecer mais confortável. A seguir, é gerado um bookmarklet – um botão que você arrasta para a barra de favoritos do seu navegador. E então, toda vez que encontrar um site confuso e ilegível, basta clicar no botão e, voilá, o Readability limpa toda a confusão do layout. É um paliativo para sites que não oferecem feeds de RSS, geralmente bem mais amigáveis e adaptáveis do que os sites originais.
Assistindo ao vídeo acima, pensei em comentar que o design do Braun T1000, rádio produzido no começo dos anos 1960, se parece com o dos atuais produtos da Apple. Mas, o pessoal do Gizmodo já havia notado isso antes.
O fato é que o rádio me fez lembrar de um equipamento de som um tanto menos sofisticado, quase steampunk, que fez parte da minha adolescência. Na real, ele foi responsável pelas minhas primeiras experiências em produção de áudio. Refiro-me a um 3 em 1 da National.
Na época, sem qualquer conhecimento técnico, descobri que se eu ligasse um cabo P10 / P10 em duas das saídas do aparelho (não me lembro quais), ele conseguiria tocar fitas k7 e discos ao mesmo tempo. Isso me levou a produzir remixes estranhíssimos.
Às vezes, eu tocava a mesma música em fita e disco ao mesmo tempo. Obviamente, havia diferenças mínimas de rotação entre as duas execuções, o que resultava em efeitos de pitch, delay e até flanger. O toca-fitas tinha um botão de pause diferente: uma lingueta preta, que ficava em pé e movia-se para frente e para trás, não era uma tecla pressionável. Assim, eu podia atingir níveis de ninja na operação do pause, controlando a rotação da fita e, portanto, o efeito.
Enfim, aonde eu quero chegar? Acho que nisso:
1. O design de produtos não é uma coisa linear. Muitas vezes é preciso muita nova tecnologia para atingir o nível de certas antiguidades.
2. Nem sempre o valor do aparelho vem da capacidade tecnológica dos seus componentes. E sim da capacidade que ele tem de inspirar – ou permitir – o surgimento da criatividade.
3. Limites tecnológicos e falta de recursos, até certo ponto, podem ser uma vantagem porque nos impulsionam a ser criativos.
4. Em alguns casos, queremos comprar aparelhos novos, de última geração, quando há muita inteligência ali mesmo, nas tralhas da garagem. Vale sempre uma boa passada lá para “recontextualizar” aparelhos.
O diretor de engenharia da Apple, Michael Lopp, mais conhecido como Rands.
Em março do ano passado, na SxSW, o diretor de engenharia da empresa, Michael Lopp, que mantém o blog Rands in Repose, contou em detalhes o processo de criar o design dos produtos da Apple:
1. Fazer mock-ups perfeitos. Com todos os detalhes. Sem textos falsos.
Mock-up é uma versão simplificada do design de um produto em fase de criação. Por exemplo, num site, seria uma versão da interface feita no Photoshop. Clicando nos botões e links, nada aconteceria. Isso porque é só uma sugestão de layout. Geralmente, o mock-up traz textos falsos, os famosos Lorem Ipsum. Mas a estratégia da Apple é fazer mock-ups bastante realistas. Todos os detalhes devem estar inclusos. Texturas, entrelinhas, textos, nada deve ser deduzido.
2. Quantidade leva à qualidade.
Essa técnica é praticada em boa parte das empresas. De 10 sugestões, você aproveita 3, que são combinadas em 1. A diferença nasce da capacidade de filtrar e selecionar ideias.
3. Elimine. Foque a atenção.
Os engenheiros e designers da Apple são conhecidos pela capacidade de dizer não. Eliminam funções e até hardwares que possam confundir ou dispersar a atenção do usuário. Decidem o que é ou não importante para os seus consumidores. Não adianta criar algo incrível, é preciso eliminar as coisas medíocres que impedem o público de perceber as melhores.
4. Reuniões regulares juntando engenheiros e designers.
Na Apple, eles têm que participar, juntos, de pelo menos duas reuniões periódicas. Numa, praticam brainstorm. Na outra, resolvem problemas da implementação de ideias. As duas equipes devem se considerar como um único time. Geralmente, o engenheiro acha que o designer é um maluco sem noção que manda sugestões impraticáveis. Já os designers pensam que os engenheiros são limitadores e chatos. Trabalhando em conjunto, é possível entender as limitações de cada grupo.
5. Chefes têm que saber evangelizar.
Obviamente, um chefe deve saber quais ideias merecem maior atenção das equipes. Mas é preciso comunicar prioridades de um modo que elas pareçam verdadeiros objetivos de vida. Aquela ideia é fundamental, memorável, uma meta a ser perseguida com entusiasmo. Não uma obrigação, um luxo ou um detalhe desnecessário.
6. Crie experiências, emoções. Não só objetos.
Você não está criando um produto para ser apenas vendido. Está entrando na casa das pessoas e estabelecendo relações humanas. Pense na pessoa tendo prazer ao clicar num botão bem desenhado. Não em “ok” e “cancela”.
Muita gente acha que boa parte das revistas hoje em dia serve apenas como artigo de decoração – uma vez que vem com mais propaganda do que conteúdo. Se você concorda, talvez essa ideia de revisteiro lhe seja útil. Via Designers Library.
Você acha que conhece estacionamentos bem sinalizados? Veja imagens do Eurekapark, em Melbourne, desenvolvido pelo designer Axel Peemoeller. As pinturas são feitas nas paredes e no chão, para dar a sensação de três dimensões. Você se perderia? Leia mais »
Eu me interesso tanto por carros quanto pelos sistemas migratórios dos lactobacilos vivos (nunca tive nem um Fusca). Mas, neste caso, é preciso prestar atenção: a BMW abandonou boa parte dos conceitos do que significa fazer um automóvel. Construiu um carro em tecido e fibra de carbono. O nome do estranho e flexível objeto é GINA. Só assistindo o vídeo acima para entender como funciona. Mais informações com quem entende do assunto.
Postei a notícia aqui na esperança de que esse tipo de idéias inovadoras e ousadas cause em vocês o mesmo tipo de efeito que causa em mim: uma vontade de buscar outras saídas para problemas cotidianos, experimentar e criar. Ou seja: a inspiração.
Inspiração sempre ajuda a “limpar nossos canais”, obstruídos pela mania de apenas reclamar e reproduzir idéias pré-fabricadas. Ou pelo hábito do “argumentismo” (quando queremos ter razão a qualquer custo e começamos a gastar nossa retórica), da auto-condenação e do tagarelismo mental. Não sei de vocês, mas, às vezes, tudo o que eu preciso é da velha expressão: “e se…?”
A Dell anunciou que está ampliando suas políticas de sustentabilidade. Assim como a Apple, a empresa resolveu diminuir o tamanho das embalagens de seus produtos — no caso, em até 10%. Designers e engenheiros estudam maneiras de eliminar componentes tóxicos das peças de proteção contra impactos (isopores), além de formas de usar apenas material reciclável nos pacotes. A informação é do Tree Hugger, que também fala sobre outras iniciativas da companhia na área. Se você é designer gráfico ou tem algum tipo de negócio que precise usar embalagens, vale ficar ligado nesse tipo de tendências de sustentabilidade.
Pense rapidamente em duas coisas que não evoluem há pelo menos 40 trilhões de anos: frigideiras? Guarda-chuvas? Provavelmente nossos tatara-tatara-tatara-tatara avós australopitecus ramidus já sofriam com sombrinhas voando em dias de vento forte. Mas parece que, finalmente, alguém resolveu o problema. Senz Aerodynamic Umbrella é o nome de um modelo de guarda-chuva aerodinâmico, desenvolvido por uma companhia de design alemã. O formato é bastante estranho, mas a propaganda oficial garante que ele resiste, sem inverter, a 112 km/h de vento (versão grande) e 64 km/h (mini). Os preços variam de U$54 a US$60 a unidade. Será que resistem a tempestades econômicas?
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.