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19/01/2009 - 05:00

Mão na Massa: Como criar sites para sua empresa?

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Em quase todos os meus trabalhos – seja em consultoria ou em desenvolvimento projetos para web – as pessoas me dizem que querem “criar um site para a marca”. Quando ouço esse tipo de expressão, já começo a passar mal. E tento explicar que não criamos sites para empresas e sim para pessoas.

Parece retórica, mas está bem longe disso.

Imagine que você queira criar uma página institucional simples para “marcar presença na web”. Se pensar apenas na empresa, o que fará? Publicará fotos do CEO? Tratará das instalações da sede? Fará um site completamente umbigoalista e chato, que será um porre de atualizar.

Assim nascem os sites dinossauros, parados, obsoletos e com baixa audiência. A quem, afinal, você quer agradar? À estrutura burocrática da companhia?

O mesmíssimo projeto, quando visa servir ao consumidor, não está preocupado em marcar presença. Seu objetivo é satisfazer necessidades concretas. Por exemplo: onde a empresa fica? Como chegar? Onde posso ser atendido em caso de problemas? Um pouco mais além, responde a perguntas como essas: o que a companhia produz de especial? Qual tecnologias utiliza? E por aí vai.

O que realmente importa?

A primeira coisa que uma empresa precisa fazer para se manter com sucesso na web, é se livrar da própria arrogância. Você pode ser a maior companhia de plásticos do sistema solar, mas o público não necessariamente se importa com isso. O consumidor quer saber que tipo de relação humana você estabelece com ele. Seu plástico está na fralda do primeiro filho dele?

Quando visitamos um site, estamos concedendo atenção e tempo, coisas muito escassas hoje em dia. Assim, o que nos move são coisas completamente subjetivas como beleza, estilo, bom atendimento, eficiência. O bom desenvolvedor de internet tem que descobrir o que esses conceitos significam para cada público e traduzi-los em interações entre gente e interfaces.

Já é uma tarefa suficientemente grande. Mas fica praticamente impossível de realizar quando é preciso gastar tempo agradando ao dono da companhia. Ou pior: aos grupos de profissionais medrosos que falam em nome dele, temendo tanto pelo próprio emprego que criam projetos completamente irrelevantes. Apenas porque acham que o chefe gosta deles assim.

Sua marca como apoio

Os melhores projetos para divulgar marcas são aqueles que descobrem quais são os interesses dos consumidores. Depois, oferecem serviços criativos e relevantes, sem o desespero para colocar seu logotipo em todos os cantos.

Bons sites também não brincam com a paciência alheia. Você pode até criar um produto incrível. Mas, se para ter acesso a ele for necessário passar por flashs, formulários, inscrições e quase implorar para Santa Rita de Cássia, isso pode ser pior do que fazer um site insoso. É como tirar o doce da boca da criança, que pode acabar odiando sua marca.

Sua empresa não precisa “marcar presença na web”. Mas permear sutilmente as relações do seu consumidor. O resto deve acontecer por si mesmo.

Autor: Eduf - Categoria(s): mão na massa Tags: , , ,
31/10/2008 - 09:43

[De olho no jargão] Feature freeze

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Feature freeze – Você está finalizando um projeto. É hora de verificar cada detalhe para encontrar erros e omissões. O prazo do lançamento já está quase chegando, mas o cliente não para de pedir novos recursos. Cada um deles pode ser a fonte de novos erros. Pior: desviam sua atenção, que deveria estar concentrada em corrigir os atuais problemas.

Axl Rose, do Guns N\' Roses.

Desnecessário dizer que isso pode atrasar a entrega do projeto. Ou torná-lo um elefante branco, sempre adiado, no melhor estilo Chinese Democracy (o disco-piada-interna da banda Guns ‘N Roses, ao lado).

Para evitar situações como essa, os programadores criaram um procedimento chamado feature freeze, algo como “congelamento de recursos”. Funciona como um aviso. A partir do momento em que ele é declarado, as regras para fazer mudanças no projeto se tornam bem mais restritas e duras. Só muda o que for realmente vital.

Esse é mais um dos jargões do desenvolvimento de softwares que poderiam ser aproveitados em outras áreas do cotidiano. Por exemplo: teses de mestrado, relacionamentos e até desenvolvimento pessoal. Explico.

Há pessoas que nunca param de adicionar recursos às suas personalidades. Prometem a si mesmas que um dia finalmente irão viver, “serão lançadas no mercado”. Mas, antes, precisam fazer mais um curso, fundar mais um blog, procurar outro emprego, ganhar mais mil reais. E nunca fazem nada, só planejam. Ou passam o tempo todo gerenciando os problemas decorrentes das novas funcionalidades.

Nessa hora, o melhor é daclarar um sonoro feature freeze e seguir adiante.

Autor: Eduf - Categoria(s): de olho no jargão, tecnologia Tags: , , , ,
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