<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Magaiver &#187; controle remoto</title>
	<atom:link href="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/tag/controle-remoto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver</link>
	<description>criatividade + comportamento + tecnologia</description>
	<lastBuildDate>Fri, 08 May 2009 00:05:12 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A Era do Alt + Tab</title>
		<link>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2008/11/04/a-era-do-alt-tab/</link>
		<comments>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2008/11/04/a-era-do-alt-tab/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 00:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[gtd e produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[alt+tab]]></category>
		<category><![CDATA[controle remoto]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[procrastinação]]></category>
		<category><![CDATA[produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[zapers]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://colunistas.ig.com.br/magaiver/?p=4661</guid>
		<description><![CDATA[
Outro dia estava descadastrando uns feeds do meu leitor de RSS. Isso me fez voltar a ler alguns sites norte-americanos sobre produtividade pessoal. Senti um certo mal-estar. Queria fugir daquele tipo de leitura o mais rápido possível. Vou tentar explicar porquê.
Muito do discurso sobre produtividade está baseado numa espécie de agressividade. Não falo de textos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/11/remote.jpg" alt="Controle Remoto" width="500" height="332" class="alignnone size-full wp-image-4671" /></p>
<p>Outro dia estava descadastrando uns feeds do meu leitor de RSS. Isso me fez voltar a ler alguns sites norte-americanos sobre produtividade pessoal. Senti um certo mal-estar. Queria fugir daquele tipo de leitura o mais rápido possível. Vou tentar explicar porquê.</p>
<p>Muito do discurso sobre produtividade está baseado numa espécie de agressividade. Não falo de textos rudes ou algo assim. Mas de uma revolta <strong>contra si mesmo</strong>, que se expressa em crises de culpa, infinitas cobranças de adaptação a metas e procedimentos. &#8220;Não fiz isso, não consegui aquilo, deveria adotar tal prática&#8221;. <span id="more-4661"></span></p>
<h3>Ódio ao patrão datou</h3>
<p>Até meados do século 20, muita da agressividade no ambiente de trabalho era voltada contra o &#8220;patrão explorador&#8221;. Agora muitos lutam contra si mesmos, usando como ferramentas certas <strong>tiranias conceituais</strong> &#8211; expedientes, técnicas gerenciais, procrastinação, entre outros fatores.</p>
<p>Ou algo muito mais sutil. E até inconsciente. Por exemplo: a pessoa gasta o dia inteiro em <em>navegação-sem-cérebro</em> pela web e depois a noite toda no ALT+Tab entre autopiedade e autocondenação. É como se torturar sistematicamente.</p>
<h3>Outros controles remotos</h3>
<p>Os anos 80 formaram a <strong>Era do Controle Remoto</strong>, dando origem aos zappers &#8211; que mudavam de canal frenéticamente e nunca assistiam propriamente a nada. Consequentemente, surgiram os <em>cough potatos</em>, cujo maior exemplo é Homer Simpson, sua obesidade pouco genética, seu sofá e sua cerveja.</p>
<p>Já os 2000 formam a <strong>Era do ALT+Tab</strong>, na qual zapeamos entre diversos sites, janelas e aplicativos, deixando um rastro de logins, contas, senhas e cadastros. Nosso personagem agora é outro, que compra (ou deseja) gadgets, é fã de popstars da indústria da tecnologia, sofre de lesão por esforço repetitivo (LER) e quer desesperadamente ser produtivo.</p>
<h3>Do tráfico ao tráfego</h3>
<p>Nos dois casos está uma mesma raiz: <strong>o entorpecimento</strong>, de alguma forma semelhante aos vícios químicos. Amy Winehouse encontra algum tipo de coragem ignorante para destruir-se com drogas pesadas. Nós preferimos nos entorpecer lentamente, assistindo ao pesadelo da cantora. Ainda assim, nos dopamos.</p>
<p>E, por trás de toda esse movimento, está a velha agressividade contra nós mesmos. Preferimos assimilar 4 milhões de informações por hora do que gastar um minuto para nos olhar no espelho. Honestamente, sem preconceitos e metas. Apenas na nudez do que somos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://colunistas.ig.com.br/magaiver/2008/11/04/a-era-do-alt-tab/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
