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06/03/2009 - 17:08

Twitter e a arte de perder o controle

Como controlar suas próprias criações? Devemos tentar fazê-lo?

Na apresentação acima, Evan Williams mostra como o sistema de microbloging que ele criou, , foi muito além dos seus objetivos iniciais. No começo, era um projeto paralelo, despretensioso e até ingênuo – vide os diversos problemas que enfrentou por crescer rápido demais. Mas, à medida em que se popularizou, a ferramenta ganhou vida própria. Conectou-se à criatividade das pessoas e foi para caminhos inesperados.

No início, os desenvolvedores sugeriram que os usuários respondessem o que estavam fazendo. E eles responderam: subvertendo suas ideias. É como se chamassem o pai da criança de canto e mostrassem que poderiam cuidar melhor dela. Hoje o Twitter serve para inúmeras coisas, de traduzir textos a conferir cotação do dólar. Imagine se Williams batesse o pé e quisesse que as coisas fossem exatamente do seu jeito. Muitas vezes, o caos é muito mais esperto do que o plano.

Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento, vídeo Tags: , ,
02/12/2008 - 16:58

Falhas de comunicação

Continuo a dividir minhas experiências sobre os últimos dias de preparação para a inauguração da Terra Pura de Padmasambava. As coisas ficam cada vez mais agitadas. E tudo muda o tempo todo – horários, disponibilidade da equipe, condições climáticas, entre outras coisas.

Em ambientes em ebulição como esse, fica ainda mais importante manter uma comunicação clara e aberta. Isso porque muitas vezes trabalhamos por motivos muito mais complexos do que ganhar dinheiro. Buscamos aceitação, reconhecimento, a adrenalina e o sentimento de estar (ou ser) “ocupado”, além da realização de desejos que muitas vezes nem sabemos claramente quais são. É muito fácil se melindrar.

Falar sem saber

Como há muita informação e tensão circulando, tendemos a fofocar mais. Seja reclamando, seja criticando os outros por meio do humor. Geralmente, baseados em visões parciais e desinformadas.

Assim, qualquer palavra ou tom de voz pode ser interpretado erroneamente, gerando estresse e irritação. Esses sentimentos precisam ser esclarecidos preferencialmente na hora, antes que atinja a equipe toda, em gradações e coloridos diferentes, causando um efeito dominó.

É muito importante criar um sentimento de time, preparado para lidar com falhas de comunicação. Gente que saiba tolerar quando formos rudes. Mas, principalmente, habituada a cortar o hábito da fofoca e o de divulgar informações incertas.

Uma diversão pseudo-inocente pode acabar com um projeto. É preciso manter atenção plena, tentando imaginar – sem paranóia, claro – qual será o impacto da sua fala. Ou da sua omissão. Ou da preguiça em explicar uma tarefa para todos os envolvidos.

Falhas de comunicação agem como vírus. E são divertidas. Há quem adore se agendar baseado em rumores – vide a imprensa de tecnologia. Mas toda equipe precisa ter alguém que pare e diga: estamos falando demais.

Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento, gtd e produtividade, organização pessoal Tags: ,
23/10/2008 - 10:48

Afinal, você precisa de redes sociais?

Como você faz para ter tantas redes sociais?
Twitter, facebook, o blog, emails…
Preciso encontrar uma disciplina urgente, algumas regras…

–Pergunta do leitor Herik Mourão.

Tenha foco.A maioria das minhas contas em redes sociais existe por motivos profissionais. Como ganho a vida escrevendo sobre tecnologia, tenho que testar serviços. Geralmente, antes do seu lançamento para o público.

No fundo, acho boa parte deles um verdadeiro desperdício de tempo e energia. E uma “diversão” um pouco perigosa, por deixar dados e perfís espalhados pela web, podendo ser clonados, mal interpretados etc. Mas faz parte.

Sou um dinossauro. Detesto que façam marketing da minha intimidade por aí. É como ser uma micro Britney Spears. Só que sem o dinheiro.

Tento não ser taxativo nas minhas avaliações, porque sempre há quem encontre utilidades e aproveite as redes sociais de maneira criativa. Não é meu papel condenar, mas selecionar, dizer como as coisas funcionam e torcer para que as pessoas façam bons usos das ferramentas.

As redes sociais não estão na minha “lista de prioridades”. Assim, me descadastrei de quase todas as que deixam o “freguês” ir embora. No entanto, nem todas o permitem. O que é uma vergonha – para usar uma expressão Boris Casóica.

É bom ter muita atenção ao usar serviços web 2.0. Eles podem se tornar uma espécie de spam voluntário, .

Pior: podem criar um hábito mental, o de comunicar tudo o que passa pela sua cabeça. Cada resmungo, opinião, medo ou expectativa. Achar que você está sempre no palco, precisando entreter as pessoas ou implorar por atenção.

É preciso ter consciência do seu impacto intelectual no mundo. Isso é uma necessidade urgente para a “ecologia cognitiva”. Se achamos problemático jogar lixo na rua, porque jogamos na web?

Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento, segurança, tecnologia Tags: , ,
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