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	<title>Magaiver &#187; vida de frila</title>
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	<description>criatividade + comportamento + tecnologia</description>
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		<title>Vida de frila: selecionando os clientes</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Apr 2009 16:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[vida de frila]]></category>

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		<description><![CDATA[No começo da vida de frila, é normal ficar inseguro. Você acha que precisa aceitar qualquer trabalho que apareça. Afinal, é preciso pagar as contas. Mas, aos poucos, fica evidente que essa atitude é contraproducente. De certa forma, impede o aparecimento de bons clientes.
Isso acontece por alguns motivos:
1. Você gasta tempo tentando explicar seu trabalho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="float: left;margin-right: 5px;font-size: 48px;color: #ccc">N</span>o começo da vida de frila, é normal ficar inseguro. Você acha que precisa aceitar qualquer trabalho que apareça. Afinal, é preciso pagar as contas. Mas, aos poucos, fica evidente que essa atitude é contraproducente. De certa forma, impede o aparecimento de bons clientes.</p>
<p>Isso acontece por alguns motivos:</p>
<p>1. Você gasta tempo tentando explicar seu trabalho e, consequentemente, seu preço.<br />
2. Perde tempo e dinheiro tentando fazer o cliente pagar na data combinada.<span id="more-5826"></span></p>
<p>Não sei como funciona sua área de trabalho, mas na minha (design para internet e jornalismo), geralmente os clientes caloteiros &#8211; ou que enrolam para pagar &#8211; coincidentemente são os mais leigos. Quer dizer, aqueles que não sabem o que é criar um site e, principalmente, mantê-lo.</p>
<div style="color:#333;padding:15px;border:1px solid #660000"><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/10/warningico.gif" align="left" style="padding:5px">
<p>Isso não quer dizer que todos os clientes inexperientes sejam idiotas. Nem que se deva fugir deles como se fossem portadores da gripe suína. Mas que <strong>lidar com a inexperiência tem um custo</strong>. E isso deve ser incluído na hora de estabelecer o preço do trabalho.</p>
</div>
<p>No meu caso, incluo o tempo que gasto explicando como funciona a web, quais são as tendências mais importantes da atualidade e porque é importante saber essas coisas. A ideia é <strong>defender o interesse do cliente</strong>. Por exemplo: para que criar um sistema de blogs caro, se você pode ensiná-lo que existe o Wordpress? O custo da consultoria diminui o da mão de obra.</p>
<h4>Não rejeite os leigos</h4>
<p>Os bons leigos são aqueles que estão dispostos a aprender. Mas há também os que não o estão. Com esses, às vezes não compensa trabalhar. Ou podemos cobrar mais caro, porque, enquanto refazemos trabalhos amadores, perdemos tempo que poderíamos usar criando um portfólio, pesquisando ou buscando propostas mais profissionais.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>é preciso sempre pesquisar sobre o passado do cliente</strong> e suas atividades. Como ao abrir um crediário. Em certos casos, ligo para os amigos e pergunto: &#8220;tal empresa paga direito? Como é trabalhar com ela?&#8221;</p>
<h4>Nem sempre faz sentido</h4>
<p>Às vezes, a escolha de um cliente é mais intuitiva do que racional. Geralmente, os piores clientes são cheios de lábias e promessas. Mas, aos poucos, você vai afinando seu detector de bombas. Se tiver sorte (eu diria carma), vai achar um grupo de clientes que se tornam parceiros, empresas de confiança com as quais você gosta de trabalhar. É melhor ter duas dessas do que vinte ruins supostamente pagando fortunas.</p>
<div style="color:#333;padding:15px;border:1px solid #660000"><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/10/warningico.gif" align="left" style="padding:5px">
<p>O mais importante é <strong>não confundir a seleção de clientes com preconceito</strong>. Ou satisfação do seu próprio ego. Você escolhe para atender melhor, não porque o cliente discorda da sua concepção do que é um layout bonito. Vaidade autoral só atrapalha. E há pessoas que sofrem uma vida inteira para descobri-lo.</p>
</div>
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		<title>[Vida de frila] Três coisas que você precisa saber antes de virar patrão</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 19:45:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduf</dc:creator>
				<category><![CDATA[vida de frila]]></category>
		<category><![CDATA[freelancer]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente quer ser seu próprio patrão, mas desiste ao se deparar com a incerteza. &#8220;Será que darei conta de minhas dívidas regulares?&#8221; Parece algo terrivelmente preocupante. Mas, com o tempo, você percebe que esse não é o maior problema da vida de frila.
Segurança? Onde?
Também há muita insegurança na vida corporativa. Por mais que haja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2009/04/chefe2.jpg" alt="" width="424" height="300" style="float:right;margin:0 0 20px 20px" /><span style="float: left;margin-right: 5px;font-size: 48px;color: #ccc">M</span>uita gente quer ser seu próprio patrão, mas desiste ao se deparar com a incerteza. &#8220;Será que darei conta de minhas dívidas regulares?&#8221; Parece algo terrivelmente preocupante. Mas, com o tempo, você percebe que esse <strong>não é</strong> o maior problema da vida de frila.</p>
<h4>Segurança? Onde?</h4>
<p>Também há muita insegurança na vida corporativa. Por mais que haja direitos trabalhistas, no limite, são todos temporários. Cedo ou tarde, seguro desemprego e fundo de garantia acabam. Já o estilo de vida frila pode ensinar a arte do planejamento financeiro. A <strong>incerteza contínua</strong> ajuda prestar mais atenção nos gastos. Você começa a eliminar &#8220;vazamentos&#8221; na conta bancária.</p>
<p>Mas, se dinheiro não é a principal questão, qual é o problema, afinal? São três.<span id="more-5814"></span></p>
<h4>A santíssima trindade</h4>
<p><strong>1. A falta de disciplina.</strong> Sem ela, você troca seu patrão físico pelo psicológico. Suas finanças vão para o buraco, você escolhe clientes que só dão problema e se enrola na procrastinação. Até família e saúde ficam comprometidas.</p>
<div style="color:#333;padding:15px;border:1px solid #660000"><img src="http://colunistas.ig.com.br/magaiver/files/2008/10/warningico.gif" align="left" style="padding:5px;margin:0 0 15px 0">
<p>A pessoa que não consegue controlar seu uso do tempo e de recursos materiais, <strong>vive se equilibrando entre a preguiça e o sentimento de culpa</strong>. Entre o ser metódico e o ser relaxado. Isso pode causar uma situação ainda mais claustrofóbica do que conviver com um emprego formal rígido. É como tentar fazer happy hour no colo do patrão.</p>
</div>
<p>Discilpina é a qualidade chave para ser um frila feliz. E ela pode dar prazer ou ser encarada como superação de desafios &#8211; coisa que os atletas já sabem há milênios.</p>
<p><strong>2. O excesso de expectativa. </strong>Muitos frilas querem ganhar dinheiro e ter os melhores clientes logo nos primeiros meses de atividade. Geralmente, não funciona assim.</p>
<p>No começo, muito dinheiro vai para impostos. Muito tempo é gasto com burocracia. E muita energia é desperdiçada até que você crie um sistema de seleção natural para evitar clientes problemáticos e caloteiros.</p>
<p>Passada a fase inicial de adaptação, ainda é preciso contar com crises econômicas, variações em preços de equipamentos etc. O bom frila mantém sempre algum estoque de dinheiro, recursos e jogo de cintura para épocas difíceis.</p>
<p><strong>3. O governo.</strong> Esse é um obstáculo em vários níveis. Da burocracia aos impostos. Às vezes aparecem taxas malucas que você nunca sabe exatamente para que servem &#8211; por exemplo: meu escritório fica no laptop, mas, mesmo assim, pago taxa de <em>fiscalização de estabelecimento</em> comercial.</p>
<p>Obviamente, as regras também atingem as empresas para as quais você presta serviços. Cedo ou tarde, você terá que se adaptar ao jeito como estas lidam com o governo. É o que eu chamo múltiplas camadas de regras.</p>
<h4>E daí?</h4>
<p>Se você é do tipo apressadinho, já deve estar se perguntando: &#8220;e aí, vale a pena ou não ser fila?&#8221;</p>
<p>Só você vai poder decidir. Para mim, a resposta é sim. Mas, como se diz por aí, cada um no seu quadrado.</p>
<p><em>PS &#8211; Vocês pediram e aí vai. Posts regulares sobre a vida de frila. Semana que vem deve haver mais.</em></p>
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