Que tal moderar os comentários do(s) seu(s) blog(s) direto do desktop? É para isso que serve o Moderator, um aplicativo baseado na plataforma Air, da Adobe.
Antes de instalá-lo no seu computador, é necessário configurar um plugin do Wordpress, que você pode baixar aqui. Processo simples e indolor. Usuários do WP 2.7.1 podem fazê-lo automaticamente, em Plugins / Ad New.
Depois disso, você tem acesso a uma interface simples e direta, na qual edita e responde comentários, sem se preocupar com spams (se você usa um bloqueador como o Akismet). Interessou? Saiba mais no site oficial do programa.
Mais Wordpress News
Por falar nisso, o Wordpress 2.8 já está no forno. Deve sair ainda em abril. E a versão para múltiplos blogs, MU, também foi atualizada. Mas, se você acha complicado demais instalar e configurá-la, o WP.MU faz todo o trabalho sujo para você, além de hospedar seu portal de blogs (cobrando U$ 195, claro).
Houve um tempo em que a leitura parecia ser uma atividade solitária. Mas, na verdade, sempre lemos acompanhados de inúmeros condicionamentos sociais: linguagem, convicções políticas, ideológicas e religiosas etc. Ler sempre foi dialogar com inúmeros “universos paralelos”.
Mas aí está a internet pós-web 2.0, que reflete uma certa carência de fazer amigos e influenciar as pessoas (às vezes, evocando aqueles filmes colegiais norte-americanos que passam na TV). Obviamente, teria de surgir uma ferramenta para compartilhar suas leituras on-line. Chama-se Readernaut.
O aplicativo traz recursos como uma timeline, na qual você pode mostrar o quanto do livro que já leu, espaços para colecionar e classificar citações, listas para debater títulos, entre outras coisas.
Pode parecer algo um tanto egocêntrico – especialmente no Brasil, país no qual tão pouca gente lê livros, que aqueles que o fazem às vezes se acham o próprio Mefisto. Mas sejamos otimistas. O programa pode funcionar como uma espécie de ficha de leitura na web, o que seria bem útil para estudantes de um mesmo curso.
E, claro, também facilita a vida dos folgados que não querem ler as obras indicadas pelos professores.
O Google lançou uma ferramenta para legendas vídeos do YouTube. Você se loga (usando sua conta do big G – não é preciso fazer outra) e escolhe os vídeos que quer traduzir. Depois de terminar o serviço, é só publicar as legendas. Elas ficam disponíveis para os demais usuários do YouTube. De quebra, nesse processo, você cria transcrições para o vídeo e ajuda a indexá-lo para que ele apareça melhor nas buscas.
Ironia: São Paulo levou só 43 pontos no critério Paulo de Tarso. O cristão que dá nome à cidade foi um dos maiores andarilhos da história. Confira o mapa.
Sua cidade é “andável”? Descubra no Walk Score. Trata-se de uma ferramenta on-line saída do Google I/O. Analisando mapas, o site compara as vias de acesso de pedestres de uma cidade com a vida cultural, supermercados e etecéteras dela. Disso sai uma taxa de “andabilidade”. Ou seja: o quão fácil é chegar nos locais sem usar o carro. Por exemplo, São Paulo tem 43 pontos de 100 possíveis – fraquinha. O objetivo do Walk Score é que as pessoas possam escolher onde morar ou que lugar visitar baseando-se no tal critério pedestre. No caso de SP, andar logo mais será mais rápido do que sair de carro mesmo – em especial nos horários de pico.
Exibir vídeo ao vivo on-line deixou de ser difícil. E isso já faz algum tempo. Você deve conhecer os principais sites dessa área, como o Ustream TV. Mas talvez não saiba que o principal concorrente do Ustream, o Mogulus, lançou um aplicativo que facilita ainda mais a vida dos videocasters.
Chama-se ProCaster e é gratuito. Você instala no seu PC – uma versão para Mac foi prometida para breve – e ele cria uma mistura de central de controle de streaming, ilha de edição simplificada e gerenciador de chats.
Ou seja: tudo o que o Mogulus faz no navegador, agora pode ser feito de um jeito mais amigável no desktop. De screencasts – com direito a zoom e diversas imagens numa mesma tela – a publicação no Twitter. De interação imediata com o público até gravação de vídeos para serem assistidos depois.
O lado ruim é que o material tem que ficar hospedado no Mogulus. Gratuitamente, mas com anúncios e apenas 10GB de armazenamento. Se quiser desembolsar de U$ 350 a U$ 1250 por mês, pode chegar a planos de até 200GB. Passe no Mogulus e veja o que cabe no seu bolso.
Mais
∞ Programa do jornalista Leo Laporte, ao vivo, sobre tecnologia (usando Ustream TV).
∞ Chris Pirillo, tradicional videocaster, que deixa a câmera ligada enquanto trabalha durante o dia e vai compartilhando suas dicas e opiniões ao vivo.
O desenvolvedor Aza Raskin, vem publicando vídeos sobre como vai ser o TaskFox, plugin do Firefox baseado no Ubiquity. Já falei sobre ele no Magaiver, confira. Acima uma rápida demonstração de como a barra de tarefas do navegador da Mozilla vai se tornar uma espécie de ferramenta de linha de comando.
O TaskFox ainda não está disponível para uso público. Mas você pode testar o Ubiquity.
Apesar de estar há pouco tempo no mercado, o Twitter é cheio de tradições. Uma das mais interessantes é a de recomendar usuários todas as sextas-feiras. A prática é conhecida como Follow Fridays e funciona assim: você escolhe uma ou mais pessoas entre os seus contatos; a seguir, posta uma mensagem, como no exemplo:
#followfriday @gtdguy@freakonomics para quem acha que Twitter = confissões de adolescentes.
O sinal # indica um tema de conversa. @usuário é o jeito que o Twitter identifica um pessoa. Clicando na palavra, você visita o perfil dela. O resto do texto é o motivo pelo qual seus seguidores devem prestar atenção na sua recomendação.
O costume do Follow Friday ficou tão popular que acabou de ganhar um site. Ele é o perfeito antídoto para a cultura das celebridades no Twitter – gente que só seguimos porque, afinal, todo mundo segue. Ou porque não sabemos que há várias pessoas, sites e empresas interessantes publicando material relevante para nossa área de trabalho.
Leitores mais antigos do Magaiver devem se lembrar de que eu mesmo não enxerguei muita utilidade no Twitter quando foi lançado. Mas, felizmente, hoje há muita coisa interessante sendo divulgada lá. Até mesmo o guru da produtividade, David Allen, do Get Things Done, posta com certa frequência no seu perfil @gtdguy, indicado acima.
Quando usado com inteligência, o Twitter pode ajudar no seu trabalho. Seguiu o raciocínio?
O FriendFeed começou a testar uma nova versão do seu serviço de lifestreaming. Além de um estranho design com fundo cinza, agora não há mais necessidade de recarregar a página para ver as atualizações na sua conta. O vídeo acima mostra como funciona.
Imagine poder ficar o dia inteiro diante de uma tela, interagindo imediatamente com seus sites, blogs, contas no Twitter e redes sociais. E sem precisar sequer esperar pelo tempo do “reload”. É um fluxo contínuo de pedidos de atenção. Por um lado, usar o FriendFeed pode ser mais inteligente do que dispersar sua atenção em diversos outros serviços. Por outro, pode ser uma prática muito perigosa, dispersiva e viciante.
De qualquer forma, parece que o serviço finalmente começou a ganhar identidade. Vamos ver o que os usuários vão criar a partir de agora.
Para fazer um bom trabalho, designers e fotógrafos precisam que as cores exibidas nas telas dos computadores sejam minimamente precisas. Assim, os monitores são geralmente calibrados. Ou seja, ajustados para se relacionar corretamente com a quantidade de luz do ambiente. Mas, é claro, durante um mesmo dia, a luz pode mudar muitas vezes. Sol, pancadas de chuva, dias nublados: cada situação traz suas variações, ainda que os computadores estejam em locais fechados e com luzes frias acesas. Para ajudar a diminuir essas variações, foi criado o F.lux, um aplicativo que controla o brilho do monitor quase em tempo real. De quebra, esse processo ainda ajuda a economizar energia. O programa é gratuito e funciona em Windows, Mac e Linux.
“Para ver a banda passar / esgotando o servidor”, cantaria Chico Buarque.
Quanta banda de internet você está usando agora? Há várias maneiras de responder a essa pergunta. Mas vamos direto a uma fácil e gratuita: baixe e instale o FreeMeter. O aplicativo mostra, por meio de gráficos simples e diretos, a quantidade de dados que você envia e recebe por minuto quando usa a web. Saber essas coisas é especialmente útil se você usa uma conexão 3G. Ou um daqueles planos “ilimitados” de internet que, após alguns gigabites de transferência, começam a apresentar quedas de desempenho. A má notícia: só roda no Windows. Usa Mac? Tente esta ferramenta. Linux? Use esta extensão para Firefox.
Você tem uma conta no Flickr e algumas imagens no Picasa. Faz podcasts, cria vídeos etc. Mas como distribuir esse material? Qual é o melhor player? Como manter todos os arquivos organizados num só lugar? Um novo media-center on-line chamado Joggle pode ajudá-lo. Ele é uma mistura de disco virtual com iTunes. Mas com uma vantagem: cria códigos simples e eficientes que permitem embedar o material em outros sites. Assim como você faz com o YouTube.
A seguir, um screenshot tour pelo aplicativo.
Arquivando imagens.
No canto inferior da tela, as opções de compartilhamento.
Gerando código para embedar o conteúdo em outros sites.
Talvez alguns de vocês já conheçam o serviço, mas não custa lembrar. Visual Thesaurus é um dicionário inglês / inglês diferente: além de dar os significados das palavras, ainda mostra graficamente a conexão entre elas. Isso pode ser especialmente útil quando você precisa fazer traduções de termos técnicos ou de textos literários. E, já que estamos tratando do assunto, vale lembrar também do Urban Dictionary, que é colaborativo, cobre gírias, expressões locais, palavrões e até onomatopéias. Lembra de mais algum dicionário útil / pitoresco? Compartilhe nos comentários.
A Six Apart, dona do Movable Type, anunciou o lançamento de Motion, uma nova plataforma de agregação de conteúdo.
Para que serve?
Integra textos, imagens, vídeo e áudio publicados no Facebook, Twitter, MySpace, entre outros sites.
Parece com o quê?
Com o FriendFeed. Publica toda nossa vida on-line num único espaço, permitindo que nossos “seguidores” interajam conosco sem precisar ir a cada um dos serviços que costumamos usar.
No limite, assim como o FriendFeed, o Motion é mais um programa a seguir a linha das redes meta sociais. Quer dizer, ferramentas que criam comunidades on-line em torno do que já fazemos em comunidades on-line. É como colocar espelhos em frente de espelhos. Mas vamos ver se sairá algo bom disso.
Desvangatens
O grande problema dos produtos da Six Apart é que são pagos. Neste caso, o Motion é ligado ao Movable Type Pro.
A ideia de fazer capas personalizadas em couro para os famosos blocos de notas Moleskines é boa. E é exatamente o que você pode encomendar no site Engrave Your Book. Mas não é dele que eu quero falar. É do aplicativo on-line que usei para tirar o screenshot que você vê acima. Chama-se Kwout e corta, otimiza e dimensiona as imagens. A seguir, cria um código que você pode embedar (inserir) no seu site / blog. Se você usa Tumblr ou Blogger, consegue postar o material automaticamente. De quebra, ainda há como inserir bordas, cantos arredondados, entre outros recursos. Se você não está com o Photoshop à mão, o Kwout pode ser uma boa e rápida ajuda.
Está difícil de ler seu blog favorito? É só acessar o Readability. No site, você encontra algumas opções de layout simples e diretos. É só escolher aquele que lhe parecer mais confortável. A seguir, é gerado um bookmarklet – um botão que você arrasta para a barra de favoritos do seu navegador. E então, toda vez que encontrar um site confuso e ilegível, basta clicar no botão e, voilá, o Readability limpa toda a confusão do layout. É um paliativo para sites que não oferecem feeds de RSS, geralmente bem mais amigáveis e adaptáveis do que os sites originais.
Assistindo ao vídeo acima, pensei em comentar que o design do Braun T1000, rádio produzido no começo dos anos 1960, se parece com o dos atuais produtos da Apple. Mas, o pessoal do Gizmodo já havia notado isso antes.
O fato é que o rádio me fez lembrar de um equipamento de som um tanto menos sofisticado, quase steampunk, que fez parte da minha adolescência. Na real, ele foi responsável pelas minhas primeiras experiências em produção de áudio. Refiro-me a um 3 em 1 da National.
Na época, sem qualquer conhecimento técnico, descobri que se eu ligasse um cabo P10 / P10 em duas das saídas do aparelho (não me lembro quais), ele conseguiria tocar fitas k7 e discos ao mesmo tempo. Isso me levou a produzir remixes estranhíssimos.
Às vezes, eu tocava a mesma música em fita e disco ao mesmo tempo. Obviamente, havia diferenças mínimas de rotação entre as duas execuções, o que resultava em efeitos de pitch, delay e até flanger. O toca-fitas tinha um botão de pause diferente: uma lingueta preta, que ficava em pé e movia-se para frente e para trás, não era uma tecla pressionável. Assim, eu podia atingir níveis de ninja na operação do pause, controlando a rotação da fita e, portanto, o efeito.
Enfim, aonde eu quero chegar? Acho que nisso:
1. O design de produtos não é uma coisa linear. Muitas vezes é preciso muita nova tecnologia para atingir o nível de certas antiguidades.
2. Nem sempre o valor do aparelho vem da capacidade tecnológica dos seus componentes. E sim da capacidade que ele tem de inspirar – ou permitir – o surgimento da criatividade.
3. Limites tecnológicos e falta de recursos, até certo ponto, podem ser uma vantagem porque nos impulsionam a ser criativos.
4. Em alguns casos, queremos comprar aparelhos novos, de última geração, quando há muita inteligência ali mesmo, nas tralhas da garagem. Vale sempre uma boa passada lá para “recontextualizar” aparelhos.
O AIR vem provando ser um dos melhores projetos da Adobe. Desde o lançamento do produto há alguns anos, não param de surgir novos aplicativos gratuitos e interessantes, que podem ser usados em qualquer sistema operacional. Confira alguns:
Snippage
Você é terrivelmente fã de um site e quer tê-lo no desktop para receber as últimas atualizações? É só instalar o Snippage.
Pixus
Você é um webdesigner e precisa medir uma imagem que está na tela. Como fazer? Tirar um screenshot e abrí-lo no Photoshop? Trabalho demais. O Pixus cria uma régua na sua tela e resolve o assunto de maneira bem mais rápida.
Shrink O’Matic
Quer alterar o tamanho de várias imagens sem ter que abri-las uma por uma e depois salvá-las? Shrink O’Matic é o seu programa. Aceita os formatos mais populares em uso (jpg, png, gif, entre outros).
Kuler
Quais são as melhores paletas de cor para aplicar ao seu layout? Quais cores combinam melhor? Em vez de perder tempo buscando inúmeras referências por aí, use o Kuler, versão desktop do gerador de esquemas de cores criado pela Adobe.
Websnapshot
Precisa tirar um screenshot completo de um site e não quer montar inúmeras telas no Photoshop? Use o Websnapshot. É só digitar o endereço e o programa faz o resto. E dá opções para controlar o resultado, claro.
Desktube
Que tal assistir vídeos do YouTube sem ter que acessar o site? O Desktube é um mini videoplayer que ainda cria playlists e permite fazer upload de seus próprios vídeos.
Aplicativo integra Twitter, Facebook e outros serviços com a sua caixa postal. Baixe agora.
Talvez você já tenha ouvido falar do Postbox. É um novo cliente de e-mail baseado em tecnologias criadas pela Mozilla, mas voltado para pessoas que participam de redes sociais como Twitter, Facebook etc. Ou seja: está para o Thunderbird assim como o Flock está para o Firefox. A base do aplicativo é semelhante, mas os acessórios é que fazem a diferença. Leia mais »
Editores de texto on-line (como o Google Docs) já deixaram de ser novidade. Mas, para os programadores, esses aplicativos ainda são limitados. Afinal, escrever código é muito diferente de criar redações. Os desenvolvedores do Mozilla Labs resolveram esse problema, lançando o Bespin. Leia mais »
Lançado mais um sistema de peso para gerenciar entretenimento eletrônico. Desta vez de código aberto. Chama-se Boxee e vem despertando a atenção do New York Times e das maiores empresas de mídia dos EUA. Basicamente, o aplicativo busca informações sobre vídeo, música, cinema e até imagens na web e integra tudo num sistema fácil de usar, que pode ser conectado a HDTVs. Ele conversa com os sites como Hulu, Netflix, ABC, CBS, Comedy Central e até Last.fm e Flickr. E permite também que você comente aquilo que acabou de assistir no seu blog, Twitter, Facebook etc. O vídeo acima explica como o Boxee funciona.
Só uma coisa me incomoda no site oficial do projeto: o slogan “a liberdade de ser entretido”. Soa mais a advertência do que publicidade. “Ser entretido” em vez de “entreter-se”. Será que consumir entretenimento, ser distraído, é o mesmo que se divertir? Não sei. Pensem por aí.
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.