O fundador do Digg, Kevin Rose, está mesmo empolgado com os chás. Já faz alguns meses que criou um programa nos moldes do já clássico Wine Library TV para ensinar aos geeks como consumir a tradicional bebida.
Logo ela, que, segundo certos clichês, não têm nada a ver com usuários de computador, tidos como consumidores de fast food e café. Aliás, várias celebridades do mercado de tecnologia têm aderido ao novo hábito. Tanto que um articulista da revista Wired já questionou se, afinal, o chá é o novo café.
De qualquer forma, mesmo o já citado programa sobre vinhos de Gary Vaynerchuk, mostra uma tendência bem interessante na web: a popularização de certos especialistas. Ou melhor, a geekização de baristas, someliers e entendidos em culinária.
Estamos assistindo ao cruzamento de duas culturas que antes pareciam distantes. Hoje é possível encontrar quem fale sobre artigos tidos como sofisticados, mas a partir de um ponto de vista despojado, cheio de humor geek. Ainda assim, mantém-se certo nível de profundidade.
Está aí mais uma fronteira que a web está invadindo: a da chamada sofisticação. Quero ver quando surgir um programa tentando explicar James Joyce.
Parece que cada vez mais a vida migra para dentro de monitores, certo? Pois o pessoal do Detroit Institute of Arts não quis esperar o update completo e já inaugurou uma exposição mostrando como seria o mundo touchscreen. Confira no vídeo acima.
Via Work for Food. Abre um precedente para várias outras imagens dessa. Carreira de jornalista, por exemplo. Do Word ao Excel ao Prozac.
Update: Pediram-me para fazer uma legenda. Da esquerda para a direita e de cima para baixo, os ícones são: Dreamweaver, Flash, Adobe Illustrator, Photoshop. O X é de Excel, o P de Power Point e o E de Entourage (o Outlook, da própria Microsoft, versão Mac OS).
Quem me segue no Twitter sabe que, depois de muitos testes, resolvi abandonar o meu perfil no YouTube. Ok, os vídeos postados lá sempre dão mais audiência do que quando são publicados em outros serviços. Mas há três fatores a considerar:
1. A compressão de vídeo é ruim, mesmo quando usamos o velho e bom YouTube Hack.
2. Não posso escolher boas imagens para as miniaturas dos vídeos. Só as opções que o próprio YouTube dá.
3. Não não sou Faustão e Gugu para ser paranóico com audiência. Estou bem mais interessado em construir uma comunidade interessante, divertida e útil.
Portanto, não poderia ter escolhido outro serviço de hospedagem de vídeos. Tinha que ser o Vimeo. Além de ter gerenciamento de thumbnails flexível, boa qualidade de compressão, permitir downloads, canais RSS e HD, ainda tem seu próprio The Office.
Assista ao vídeo acima, no qual um editor tenta trabalhar com um designer viciado no aplicativo de produção musical Autotune.
Depois de ler o post sobre moralismo digital, várias pessoas me mandaram e-mails contando as dificuldades que enfrentam na procura por emprego. Algumas histórias me fizeram lembrar da saída maluca criada pelo californiano Daniel Seddiqui, de 26 anos. Depois de ser barrado em 40 entrevistas, o sujeito resolveu tentar outros 50 empregos, um em cada estado dos EUA (ou seja: 50, se você não é fã do New Model Army). A ideia rendeu algumas aparições na TV e até mesmo uma página exclusiva no portal Mahalo. A aventura do garoto começou em agosto de 2008. Até fevereiro, ele deu conta de quase metade do objetivo: já encarou 26 trabalhos em 23 estados, de barman a coordenador de festas de casamento. Esse virou especialista em entrevistas.
Sei que alguns de vocês ficam putos quando posto um vídeo em inglês. Mas não poderia deixar passar essa conversa do comediante Louis CK no programa de Conan Obrien. Basicamente, ele brinca com o fato de que hoje, graças a diversos avanços tecnológicos, nossas vidas estão incrivelmente mais práticas, porém, viramos um bando de reclamões.
Que diabo (ops) de anúncio é esse? O etólogo e um dos mais conhecidos defensores do ateísmo, Richard Dawkins, mostra para que usa o MacBook Pro: ler e-mails de cristãos cheios de ódio contra seus livros. Guinada nas propagandas da Apple. De criticar a Microsoft para mostrar famosos usando os produtos da empresa.
Lançado mais um sistema de peso para gerenciar entretenimento eletrônico. Desta vez de código aberto. Chama-se Boxee e vem despertando a atenção do New York Times e das maiores empresas de mídia dos EUA. Basicamente, o aplicativo busca informações sobre vídeo, música, cinema e até imagens na web e integra tudo num sistema fácil de usar, que pode ser conectado a HDTVs. Ele conversa com os sites como Hulu, Netflix, ABC, CBS, Comedy Central e até Last.fm e Flickr. E permite também que você comente aquilo que acabou de assistir no seu blog, Twitter, Facebook etc. O vídeo acima explica como o Boxee funciona.
Só uma coisa me incomoda no site oficial do projeto: o slogan “a liberdade de ser entretido”. Soa mais a advertência do que publicidade. “Ser entretido” em vez de “entreter-se”. Será que consumir entretenimento, ser distraído, é o mesmo que se divertir? Não sei. Pensem por aí.
O natal é uma festa dos adeptos do cristianismo, certo? Errado. Pelo menos segundo o Reverendo Billy e sua Church of Stop Shopping (algo como “Igreja do Parar de Comprar”). Acima você vê o trailer do hilariante documentário feito sobre as atividades do pastor nos EUA. Detalhe: o produtor do filme é Morgan Spurlock, o mesmo de Supersize Me.
Escrever uma novela de 175 páginas em apenas um mês. Esse é o desafio lançado pelos organizadores do National Novel Writing Month. A corrida maluca de escritores vai de 01 a 30/11. Funciona assim: você se cadastra no site, define o local de onde está escrevendo e, na data indicada, começa a sua história. Se conseguir escrever 50 mil palavras de ficção até o final do prazo, ganhará um incrível… certificado de participação. Além de ter seu nome publicado no site.
Você pode inclusive solicitar patrocínio para sua empreitada. Medo. Explorar a ingenuidade de novos escritores é um esporte praticado em todo o mundo, mas o pessoal da NaNoWriMo garante que a coisa é séria. Tanto que o concurso tem 10 anos de idade e só em 2007 participaram mais de 100 mil pessoas. E ainda há uma lista de vencedores que depois foram publicados por editoras como HarperCollins.
Quer tentar a sorte? Visite o site do concurso. Aparentemente, não há restrições sobre textos em português. No mínimo é um exercício de controle de procrastinação e capacidade de manter o foco.
Pense rapidamente em duas coisas que não evoluem há pelo menos 40 trilhões de anos: frigideiras? Guarda-chuvas? Provavelmente nossos tatara-tatara-tatara-tatara avós australopitecus ramidus já sofriam com sombrinhas voando em dias de vento forte. Mas parece que, finalmente, alguém resolveu o problema. Senz Aerodynamic Umbrella é o nome de um modelo de guarda-chuva aerodinâmico, desenvolvido por uma companhia de design alemã. O formato é bastante estranho, mas a propaganda oficial garante que ele resiste, sem inverter, a 112 km/h de vento (versão grande) e 64 km/h (mini). Os preços variam de U$54 a US$60 a unidade. Será que resistem a tempestades econômicas?
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.