Banda larga no Brasil: a miséria continua

O Cris Dias postou um interessante artigo sobre os nossos velhos conhecidos planos de banda larga ilimitados, mas com limitações:
(…) Você contrata uma determinada velocidade máxima (jamais garantida) e pode baixar quanto quiser sem ficar se preocupando em monitorar o tráfego. Sem limites. Até, veja você, atingir o limite de 1GB de dados baixados no mês, momento em que sua velocidade cai drasticamente (…). Esse pessoal realmente entende de uso de Internet rápida? A Oi ainda está apanhando para montar sua rede 3G em São Paulo. Na Claro a coisa anda na mesma, como narrado pelo Neto no texto que me motivou a sentar o rabo e escrever esse aqui. “Luciana, você acha que a Claro sabe o que ‘ilimitado’ quer dizer?”
Tratei desse assunto há algum tempo aqui. Inclusive dando ferramentas para que você pudesse reclamar e se defender das operadoras. Mas, na verdade, por mais insistente que você seja ao exigir seus direitos, nada muda. E agora entendo o motivo. A revista Carta Capital fez um especial explicando – do ponto de vista político e jurídico – porque, de modo geral, a banda larga no Brasil ainda é esse apavorante caso de desrespeito ao consumidor:
Uma das razões para este descompasso na popularização da banda larga no Brasil é justamente a ausência de um modelo definido de política para a universalização do acesso às conexões rápidas. (…) Nem o mercado nem o Estado ainda encontraram a fórmula capaz de prover de internet rápida a população de baixa renda e as cidades distantes dos grandes centros urbanos. Para parte dos especialistas, falta uma intervenção estatal mais clara. Para outros, o problema é a ausência de competição e regras pouco flexíveis, que, em alguns casos, criam monopólios virtuais. Enquanto a concepção de um modelo não avança, a União continua sentada sobre os cerca de 7 bilhões de reais do Fundo Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), criado na época da privatização do Sistema Telebrás.
A matéria completa está aqui. Mas é extremamente longa e chata. Sugiro comprar a revista, que ainda está nas bancas, para que a leitura seja menos dolorosa. É importante entender melhor que tipo de interesses políticos e econômicos estão envolvidos no assunto. Pelo menos para saber como economizar dinheiro rejeitando serviços vendidos de maneira mentirosa e desinformada.

A qui em manaus a internete e muito cara a qualidade e pessima as operadoras nao oferecem um seviço de qualidade, por favor venha mais operadoras sem fio para manaus.
bom dia.gostaria de ter confirmação,sobre algo que li a respeito da bamda larga na europa.no artigo em questão,li que por la ao contratar-se determinada velocidade,por lei do consumidor,a margem de defasagem ,não poderia ser superior a 5%,ex;250KB ,teriam que estar dicponiveis pelo menos 237,5KB.pergunto:isto é verdade?
atenciosamente.domingos
É um descaso tão grande com os consumidores, que chega a ser ridículo que um país em que 80% da população acessa e muitos destes fazem uso da rede também para fins profissionais, que a internet aqui ainda seja este caos e de qualidade tão inferior até de países menos desenvolvidos que o Brasil!
@domingos Sei pouca coisa sobre banda larga na Europa. Talvez o Google possa ajudá-lo: http://tr.im/hnVQ
adquiri um modem da tim e com ele varias promessas de internet rapida mas mesmo morando em um local que teria um potencial para ter uma velocidade boa. o serviço não é aquelas coisas , então fica aqui o meu singelo desapontamento com a operadora….
Realmente o país esta padecido mesmo na indicação de comunicação . Quando há pouco tempo comprei um Notebook Dv5, não fui informado de seus acessorios e nem do modem que lhe cabia ou seja era 3D é Mídia ; Vivo na Metropole mais movimentada da América do Sul…
Oi, bom dia, concordo plenamente com os comentários dos colegas pois é porcaria as nossa conecções, bem que deveria melhorar pois todos seriam beneficiados. Grato
A falta de uma competição mais acirrada neste setor é clara mais não podemos deixar de mencionar que durante a privatização das telecomunicações o governo deixou bem claro que não queria uma competição acirrada ao definir áreas de atuação para as operadoras de telefonia por região fazendo as operadoras competir com empresas espelhos que não passavam de empresas virtuais em sua maioria, isso claramente inibiu a competição acirrada desde o inicio e se tornou muito conveniente para o lucro fácil e algumas amarras artificiais como o ilimitado meio limitado e outras firulas a mais, portanto o problemas não é de partido A ou B não importa quem esta no poder as coisas no Brasil são direcionadas para o lucro sem trabalho, como podemos verificar pois a privatização foi realizada pelo partido que hoje prega pela moralização é incrível isso não.
bom, eu uso o 3G da OI aqui na baixada no rio de janeiro, faz uns 3 meses, no inicio tive problemas, mas como nao deixava barato pra eles, minha conexao melhorou e navego a 800Kbps a 1024kbps, os downloads chegam a 139Kbps e pago 84,00 pelo plano de 10G que mesmo eu baixando musicas, jogos e filmes, nao ultrapasso os 6G mensais, como aqui nao tem velox tradicional usasva net discada, entao ficou otimo, mas o serviço tem que melhorar muito pra valer o preço que pagamos por ele.
[...] que ganham mais ou menos aquilo por que pagam em termos de banda de internet. Passando isso para a realidade da banda larga brasileira, eu diria que o mínimo seria uma conexão de 4 mega. E mesmo assim com um pouco de esperança, [...]
[...] mais ou menos aquilo por que pagam em termos de banda de internet. Passando isso para a realidade da banda larga brasileira, eu diria que o mínimo seria uma conexão de 4MB. E claro que mesmo assim, com esperança, visto [...]