Atenção, usuários de Windows. Amanhã é o dia do ataque do famigerado Conficker. Trata-se de um worm que já foi promovido por Barack Obama como (contextualmente) mais perigoso do que Bin Laden. A Microsoft ofereceu U$ 250 mil para quem der informações que levem ao criador do vírus.
Há estimativas de que de 9 a 15 milhões de computadores no mundo todo já estejam infectados. E as consequências do ataque são variadas, já que o vírus é polimorfo. Ou seja: pode desde usar os recursos do seu computador via web para mandar spams até roubar senhas.
Mas, calma, não saia formatando seu computador ou coloque uma arma na cabeça do rapaz do suporte técnico. Já existem alguns antivírus que supostamente podem evitar infecções. Siga os links de download abaixo.
Se você está numa empresa, fale com o administrador da sua rede antes.
Os usuários do Avast só precisam deixar que o programa se atualize automaticamente. Em boa parte dos computadores, inclusive, isso já deve ter sido feito.
PS – Apesar do vírus atacar no dia 1º de Abril, parece que a coisa é séria. E, mesmo que o vírus não faça nada além de enviar uma mensagem de “April Fools”, é bom se prevenir.
PS2 – Ao visitar a página do vírus na Wikipedia, cuidado com as sugestões de antivírus. Há suspeitas de que a página tenha informações incorretas nessa área.
Via Extreme Tech e Eduardo Pinheiro (Pessoalmente. O blog dele – sobre cinema – é este).
Nova versão do FeedDemon na área. O programa da News Gator já era um dos melhores leitores de RSS off-line disponíveis no mercado. Agora traz vários recursos interessantes para os usuários do Twitter:
• Criação de micro-URLs (sistema para encurtar os endereços dos sites),
• Suporte a avatares,
• Buscas nos posts,
• Alertas no desktop,
• Links automáticos para ter acesso a toda a sequência de uma determinada conversa (exemplo #magaiver) e
• envio de respostas (reply) direto do programa.
Se você não gosta da interface do Google Reader, o FeedDemon pode ser uma ótima opção. Você pode até mesmo integrar os dois ambientes, como ensina o Digital Inspiration.
PS – Para os não-webmasters, SEO significa Search Engine Optimization. Trata-se de um conjunto de práticas que ajudam os sites a aparecerem em melhores posições nas buscas do Google.
Mais uma do pessoal da Common Craft, uma pequena equipe de vídeo (um homem, uma mulher e um cachorro) especializada em traduzir a tecnologia para leigos. Além de espalhar ótimas animações gratuitas pela web, eles ainda podem ser contratados para explicar produtos de empresas.
Tcho é uma marca norte-americana de chocolates. Mas cheia de filosofia. Se a 37 Signals diz ter criado o software com opinião, a Tcho tenta criar o chocolate conceitual.
Seus produtos não usam agrotóxicos. E nem são feitos com mão-de-obra polemicamente contratada (escrava, infantil ou coisa pior). Além disso, os diretores da empresa fazem questão de que as pequenas famílias de produtores de cacau tenham acesso ao chocolate que ajudaram a produzir – e não só uma elite dos EUA e Europa.
Resultado: o produto tornou-se exclusivo, artezanal e tem venda restrita.
Até aí, nenhuma novidade: é um discurso encontrável em outros produtos premium. Mas vale a pena notar a maneira como a Tcho usa a internet para criar uma comunidade de clientes / usuários.
Mostrando o porão
Primeiro, o seu apaixonado fundador, Timothy Childs, chamou os editores do conhecido blog Boing Boing, para visitar a sua fábrica. A viagem rendeu nada menos que 3 vídeos, assistidos mundialmente.
É claro: havia o que mostrar. Não era só a “moça das relações públicas” tentando esconder os defeitos da empresa. O local é praticamente controlado via iPhone, além de ter engenhocas especialmente desenvolvidas para testar sabores, temperaturas e texturas. Coisas compradas em liquidações se tornam equipamentos caríssimos.
Assim, a Tcho se apresenta como uma combinação complexa entre tecnologia atual e antiga. Seu produto não é algo genérico, desesperado por conseguir consumidores. Quer os clientes certos, que saibam apreciar todo esforço envolvido em criá-lo.
Premium são os outros
Por mais que às vezes o discurso premium caia na hipocrisia ou no exibicionismo, é importante perceber como a internet ajuda a manter e divulgar negócios menores e sustentáveis. A estratégia é usar mídias de nicho para atingir grupos especializados e fiéis. Assim, sua mensagem tem menos chance de ser ignorada.
Parece que a cara do Mac OS X vai mudar. O blog Apple Insider divulgou algumas imagens do que pode ser o visual do esperado Snow Leopard (Mac OS 10.6), que deve ser lançado até o final de 2009. O visual Aqua deve sair de cena de vez e dar lugar ao Marble (mármore). Talvez os designers do produto tenham se inspirado no Pixelmator, com um toque de iTunes.
Aliás, você não precisa esperar. Se você quer deixar o Mac OS com cara de iTunes, pode usar o ótimo e gratuito iLeopard. Se você já viu meus screencasts, deve ter percebido que já uso esse tema há tempos.
O vídeo acima mostra o que acontece quando Pete Cashmore, do blog sobre mídias sociais, Mashable, escreve sobre seu site. O programa usado acima, Woopra, descreve com certa precisão qual é o seu impacto intelectual na rede: quantas pessoas acessam seu conteúdo, de que lugar etc. Tudo em tempo real. O Woopra é um cliente de desktop – instalável em seu computador – e roda em java. Business man e paranóicos de todo o mundo, uni-vos.
A série de posts “As 5 famílias de usuários de internet” discute 5 diferentes jeitos de se relacionar com a informação na web.
A quinta família a ser analisada é a dos desligados. Sua palavra de ordem é a tranquilidade.
Características gerais
Lado positivo: sossego, calma, despreocupação. Lado negativo: preguiça, ignorância, egoísmo.
Comportamentos
O usuário de internet da família dos desligados:
• Gosta de usar a web para se divertir.
• Não se preocupa com vírus, phishing ou cavalos de tróia.
• Não costuma refletir sobre como usa a internet. Não acha que isso seja um grande problema. Tudo está ok. Ele liga o computador e faz o que lhe der na telha.
• Não se importa se desperdiça o seu tempo e o dos outros. Na verdade, não pensa que tempo seja algo escasso e limitado. Leia mais »
A série de posts “As 5 famílias de usuários de internet” discute 5 diferentes jeitos de se relacionar com a informação na web.
A terceira família a ser analisada é a dos sedutores.
Características gerais
Lado positivo: gentileza, amabilidade, elegância, sensualidade, carisma. Lado negativo: paixão, desejo de possuir, vontade de seduzir o mundo, sem se comunicar realmente com ele. Leia mais »
Quem me segue no Twitter sabe que, depois de muitos testes, resolvi abandonar o meu perfil no YouTube. Ok, os vídeos postados lá sempre dão mais audiência do que quando são publicados em outros serviços. Mas há três fatores a considerar:
1. A compressão de vídeo é ruim, mesmo quando usamos o velho e bom YouTube Hack.
2. Não posso escolher boas imagens para as miniaturas dos vídeos. Só as opções que o próprio YouTube dá.
3. Não não sou Faustão e Gugu para ser paranóico com audiência. Estou bem mais interessado em construir uma comunidade interessante, divertida e útil.
Portanto, não poderia ter escolhido outro serviço de hospedagem de vídeos. Tinha que ser o Vimeo. Além de ter gerenciamento de thumbnails flexível, boa qualidade de compressão, permitir downloads, canais RSS e HD, ainda tem seu próprio The Office.
Assista ao vídeo acima, no qual um editor tenta trabalhar com um designer viciado no aplicativo de produção musical Autotune.
A série de posts “As 5 famílias de usuários de internet” discute 5 diferentes jeitos de se relacionar com a informação na web.
A primeira família de que vamos tratar é a dos intelectualistas, que também pode ser chamada de diamante.
Características gerais
Lado positivo: Dureza, agudeza, preciosidade, inteligência, informação. Lado negativo: Fixação intelectual, ansiedade, preconceito.
Comportamentos
Conhece a relação entre as ideias, é extremamente lógica e intelectualizada. Tem o que chamam de senso crítico bastante apurado.
Por exemplo, um intelectualista não assiste a um filme sem passar antes no Internet Movie Database ou na Wikipedia. Quer saber quem é o diretor, quem o critica, quem o elogia e porquê. Leia mais »
Muita gente sente que sofre para lidar com o excesso de informação. E então quer fórmulas, tópicos, bullets, aplicativos e técnicas milagrosas para resolver o problema. Mas cedo ou tarde descobre que a maioria delas não funciona.
Cada pessoa tem um tipo de personalidade. Assim, não existe um excesso de informação genérico, nem uma procrastinação genérica. Assim, é muito mais eficiente entender primeiro quais são seus hábitos ao se relacionar com a informação. Depois escolher a técnica ou o programa que você precisa usar.
Na série de 5 posts a seguir, separei 5 tipos de comportamentos em relação à informação. Vamos discutir uma família por dia, para os textos não ficarem grandes demais.
Talvez alguns de vocês já conheçam o serviço, mas não custa lembrar. Visual Thesaurus é um dicionário inglês / inglês diferente: além de dar os significados das palavras, ainda mostra graficamente a conexão entre elas. Isso pode ser especialmente útil quando você precisa fazer traduções de termos técnicos ou de textos literários. E, já que estamos tratando do assunto, vale lembrar também do Urban Dictionary, que é colaborativo, cobre gírias, expressões locais, palavrões e até onomatopéias. Lembra de mais algum dicionário útil / pitoresco? Compartilhe nos comentários.
A Six Apart, dona do Movable Type, anunciou o lançamento de Motion, uma nova plataforma de agregação de conteúdo.
Para que serve?
Integra textos, imagens, vídeo e áudio publicados no Facebook, Twitter, MySpace, entre outros sites.
Parece com o quê?
Com o FriendFeed. Publica toda nossa vida on-line num único espaço, permitindo que nossos “seguidores” interajam conosco sem precisar ir a cada um dos serviços que costumamos usar.
No limite, assim como o FriendFeed, o Motion é mais um programa a seguir a linha das redes meta sociais. Quer dizer, ferramentas que criam comunidades on-line em torno do que já fazemos em comunidades on-line. É como colocar espelhos em frente de espelhos. Mas vamos ver se sairá algo bom disso.
Desvangatens
O grande problema dos produtos da Six Apart é que são pagos. Neste caso, o Motion é ligado ao Movable Type Pro.
Algumas pessoas me escrevem dizendo que não conseguem ser produtivas. Faço o possível para consolá-las, oferecendo todo tipo de placebos. Técnicas, dicas etc. Mas a verdade é que a coisa mais útil que posso fazer é perguntar, honestamente:
Você quer mesmo ser produtivo?
Muitos podem responder automaticamente que sim. Mas pense melhor. Leia mais »
Review do livro A Cabeça de Steve Jobs, de um dos editores da Wired, Leander Kahney, sobre o mítico CEO da Apple. Lançado no Brasil pela Agir, é uma espécie de biografia de negócios: em vez de tratar da vida pessoal de Jobs, traça seu perfil profissional, mostrando as decisões mais controversas, as ideias mais ousadas e as parcerias que deram ou não deram certo.
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.