Talvez alguns de vocês já conheçam o Jataxi. Trata-se do taxi high tech de José Jailson Pereira, de que tratei em 2007, quando era editor do site da Superinteressante.
Fizemos um vídeo, apresentado pelo jornalista Bruno Garattoni, que mostrou os recursos multimídia do carro e o talento único de Jailson para usar o Orkut, iPod, e-mail e, em especial, o humor para dar personalidade para um negócio tão tradicional quanto o de transportar pessoas.
Vale entender bem o que Jailson fez com seu taxi: criou uma marca.
De lá para cá, ele continuou melhorando o taxi. Acima, você pode ver um vídeo feito pelo próprio Jailson, no qual ele diz ter encontrado a solução para os problemas econômicos da atualidade: um telefone-mouse. (Note que Jailson vai direto à necessidade cotidiana das pessoas. Liga para a própria mãe, em tempo real, sem “maquiagem”).
Muita gente vê só o lado engraçado da situação. Mas vale entender bem o que Jailson fez com seu taxi: criou uma marca. E fazendo o que gosta, brincando com seu interesse por tecnologia e por gastar pouco com ela. Deu a si mesmo espaço mental para experimentar. Não se prendeu nem à preguiça, nem ao convencionalismo.
Divertindo-se consigo mesmo
Jailson se diverte em ser o que é. Está aí uma das maiores dicas para sustentar um negócio. Mas isso não significa olhar apenas para o próprio umbigo. Jailson pensa no bem-estar do seu cliente, em como pode fazer parte da vida e dos gostos da pessoa. Por isso que é relativamente difícil conseguir uma vaga para viajar com ele. Seus clientes são fiéis.
A ideia é deixar seu carisma tomar conta do seu empreendimento.
Ao contrário do que possa parecer, Jailson não é de falar muito. Não tenta convencê-lo de que é um sujeito divertido. Apenas deixa seu carisma tomar conta do seu empreendimento. E, em 5 minutos, você tem certeza de que a experiência de viajar no Jataxi é única. Quantas empresas gastam fortunas em pesquisa para chegar a esse ponto. E ainda soam falsas, forçadas.
Vaidade é preservar-se demais
Pensei em postar sobre o Jataxi hoje porque, sendo realista, o ano começa mesmo na semana que vem. E muita gente está envolvida no pessimismo e na falta de perspectivas do atual cenário econômico. Outros vivem num mundo fechado de ódio a si mesmo e ao seu trabalho. Preservam-se tanto do ridículo que acabam fazendo nada.
De alguma forma, Jailson é uma inspiração para renovar o repertório mental. Mais ou menos como o espalhafatoso Gary Vaynerchuk: no começo é um tanto estranho, mas você se contagia com a capacidade que ele tem de se divertir com aquilo que é.
Sei que alguns de vocês ficam putos quando posto um vídeo em inglês. Mas não poderia deixar passar essa conversa do comediante Louis CK no programa de Conan Obrien. Basicamente, ele brinca com o fato de que hoje, graças a diversos avanços tecnológicos, nossas vidas estão incrivelmente mais práticas, porém, viramos um bando de reclamões.
Alguém ainda se lembra do Chrome, navegador lançado pelo Google? No ano passado, ele fez um enorme barulho na imprensa especializada, mas ainda “não pegou”. Muita gente inclusive ficou irritada com a falta de versões para Mac OS X e Linux. Agora a Apple acabou de resolver parte do problema: liberou a versão beta do Safari 4 para download.
E o que isso tem a ver? Muita coisa. O Chrome foi construído a partir do mesmo sistema de renderização de páginas usado pelo Safari, o WebKit. Assim, com exceção de detalhes menores, a única novidade considerável do browser do Google é a interface. Basicamente, ela traz uma página inicial inspirada no Opera (Speed Dial), além das famosas abas acima da barra de endereços. De resto, a fama do Chrome é a de ser mais rápido e estável do que o Explorer e o Firefox – o que nem sempre é verdade.
Menu com recursos para desenvolvedores e webdesigners.
Então o que fez a Apple? Lançou o novo Safari com as tais abas do Chrome. E, na página inicial, batizada de “Top Sites”, colocou um dos recursos mais carismáticos do Leopard / iPod, o Cover Flow. Além de aplicar o padrão Finder / iTunes para a navegação dos bookmarks.
Ou seja: quem precisa esperar a versão do Chrome para Mac? Ou mesmo usar alternativas como o Stainless? Com um detalhe adicional: o navegador da Apple já tem sua versão para Windows. Vamos ver como o Google vai responder a esse lançamento.
Nos primeiros testes que fiz no Mac OS X, o Safari é realmente mais rápido do que os betas do novo Firefox. Em especial no Gmail e em sites com muito javascript. Mas ainda é preciso conviver um pouco mais com o navegador para dar uma opinião mais fundamentada.
Fences ajuda a organizar áreas de trabalho cheias de ícones empilhados. Baixe agora.
Tenho a impressão de que a maioria dos usuários de Windows usa o desktop como principal depósito de arquivos. Aos poucos, os ícones vão tomando conta de toda a tela – até aparecer um balão pedindo para que você se livre do que não usa. Estranho.
Enfim, a pessoa se organiza por meio de uma memória visual. Ela rejeita os meios tecnológicos de organização do Windows e cria seus próprios jeitos cerebrais.
Na verdade, muitos de nós não gostamos de classificar coisas. Não queremos nos adaptar aos critérios do computador e nos tornar espécies de bibliotecários. É o que os desenvolvedores do Gmail perceberam: deixe tudo no banco de dados. Quando quiser encontrar algo, vá até a caixa de busca.
No Mac é sempre possível usar o Spotlight, ferramenta de busca nativa do programa. No Windows, há o Google Desktop e o Copernic.
Mas se você não está disposto a mudar seus hábitos de entupir o desktop, o Fences pode ajudá-lo. Trata-se de um prático e rápido organizador de desktops. Ele engana o usuário bagunceiro. Cria janelas na área de trabalho, coisa que desde o Windows CroMagnum é possível fazer (afinal, é por isso o programa se chama Janelas, certo?). No caso do Fences, as janelas são transparentes, o que deixa a área de trabalho visível.
E qual é a vantagem disso, afinal? Você pode criar janelas com muita rapidez. Basta arrastar o mouse, selecionar os ícones desejados e criar um nome para enquadrá-los. O vídeo acima mostra como funciona. Basicamente, é um paliativo. Ainda é bibliotequismo. Mas organizar a área de trabalho ainda é mais uma questão de disciplina do que de interface gráfica, certo?
Aplicativo integra Twitter, Facebook e outros serviços com a sua caixa postal. Baixe agora.
Talvez você já tenha ouvido falar do Postbox. É um novo cliente de e-mail baseado em tecnologias criadas pela Mozilla, mas voltado para pessoas que participam de redes sociais como Twitter, Facebook etc. Ou seja: está para o Thunderbird assim como o Flock está para o Firefox. A base do aplicativo é semelhante, mas os acessórios é que fazem a diferença. Leia mais »
O site da revista Wired publicou uma interessante matéria sobre fragmentação da atenção. Segundo a jornalista especializada em ciência, Maggie Jackson, vivemos numa era com cada vez mais distrações competindo entre si, o que nos leva a prestar menos atenção no que lemos, ouvimos e até mesmo nas conversas que temos uns com os outros. Tudo isso estaria nos deixando limitados e menos criativos:
Esse nível de interrupções está relacionado com estresse, frustração e diminuição da criatividade. Isso faz sentido. Quando você está disperso e difuso, você é menos criativo. Quando seu tempo para refletir está sempre esburacado, é difícil resolver problemas, criar relações entre pensamentos e pensar.
Editores de texto on-line (como o Google Docs) já deixaram de ser novidade. Mas, para os programadores, esses aplicativos ainda são limitados. Afinal, escrever código é muito diferente de criar redações. Os desenvolvedores do Mozilla Labs resolveram esse problema, lançando o Bespin. Leia mais »
Lunascape reveza automaticamente entre os sistemas Webkit + Gecko + Trident. Baixe (Windows).
Você já deve saber que existem vários navegadores. Também sabe que há muitas diferenças entre eles, da interface até os recursos. Mas o que mais influencia na experiência de navegar na web é o “motor” de renderização usado pelo software. Ele é um dos principais fatores a tornar as páginas rápidas ou lentas para carregar.
Basicamente, os browsers mais usados da atualidade se dividem em três tipos de sistemas:
• Internet Explorer – Trident
• Firefox e derivados – Gecko
• Chome, Safari e derivados – Webkit
Pesquisas indicam que hoje o Webkit é o sistema mais rápido e enxuto disponível no mercado. Em especial na hora de carregar JavaScript – que pode estar por trás de muitos recursos, da publicação de anúncios ao envio de formulários e efeitos visuais. Mas o Gecko está cada vez mais próximo do desempenho do concorrente.
Já o Trident… tem o monopólio do mercado, graças a falta de conhecimento da maior parte dos usuários de computadores.
Enfim. Mas por que não usar os três sistemas num único aplicativo? Agora isso é possível. É só baixar o Lunascape, um dos primeiros navegadores “triple-engine”. Por enquanto, só está disponível para Windows (não reclame, o Chrome também é assim).
Para os especialistas, a vantagem de usar o Lunascape é poder definir que sistema se relaciona melhor com cada site. Mas se você não quer se dar a todo esse trabalho, o aplicativo faz as mudanças automaticamente.
Que diabo (ops) de anúncio é esse? O etólogo e um dos mais conhecidos defensores do ateísmo, Richard Dawkins, mostra para que usa o MacBook Pro: ler e-mails de cristãos cheios de ódio contra seus livros. Guinada nas propagandas da Apple. De criticar a Microsoft para mostrar famosos usando os produtos da empresa.
Lançado mais um sistema de peso para gerenciar entretenimento eletrônico. Desta vez de código aberto. Chama-se Boxee e vem despertando a atenção do New York Times e das maiores empresas de mídia dos EUA. Basicamente, o aplicativo busca informações sobre vídeo, música, cinema e até imagens na web e integra tudo num sistema fácil de usar, que pode ser conectado a HDTVs. Ele conversa com os sites como Hulu, Netflix, ABC, CBS, Comedy Central e até Last.fm e Flickr. E permite também que você comente aquilo que acabou de assistir no seu blog, Twitter, Facebook etc. O vídeo acima explica como o Boxee funciona.
Só uma coisa me incomoda no site oficial do projeto: o slogan “a liberdade de ser entretido”. Soa mais a advertência do que publicidade. “Ser entretido” em vez de “entreter-se”. Será que consumir entretenimento, ser distraído, é o mesmo que se divertir? Não sei. Pensem por aí.
O Google agora quer ajudá-lo a controlar a quantidade de energia que você consome. A empresa distribuiu mundialmente cerca de 40 milhões do que eles chamam de smart meters, aparelhos criados para medir seus gastos com aparelhos domésticos. A ideia é distribuir mais 100 milhões nos próximos anos, numa iniciativa do Google.org, a área filantrópica da companhia. E qual é o nome do projeto? Google Powermeter, claro. Se você topar participar do esquema, vai poder consultar sua “conta de luz” direto no iGoogle. Parece interessante?
Agora, arme e efetue: o que você pensa que as companhias de energia vão achar de ter alguém aferindo números provavelmente diferentes dos que elas medem? Pode ser que funcione nos EUA. Mas, no Brasil, deve dar briga. Ou burocracia.
Em todo caso, se a brincadeira chegar por aqui, por favor ALGUÉM me responda:
1. Vamos ter que dar caixinha no fim do ano para o smart meter?
2. O Google também tem como detectar gatos na fiação (smart cat meter)?
3. Quem vai instalar essas encrencas na favela?
Vamos ver se essa conversa é para valer ou só marketing. Ou pior: ingenuidade ou greenwashing. Torcemos para que, de algum jeito, ajude a mudar nossa relação com o consumo de energia. Ainda que aos poucos.
Update: O Meio Bit também também falou sobre o assunto. Vale conferir.
Trabalho há cerca de 15 anos com design e webdevelopment. É uma das melhores profissões para domar o ego, porque você precisa aprender a fazer exatamente o que o cliente quer / deseja. Ele o procura para ter soluções, ideias e opiniões de “um profissional”, mas, no fundo, quer dar a palavra final, por mais desinformada que seja.
Depois que passa sua adolescência criativa, fazer o que os outros querem não é exatamente um problema. Você se acostuma a não levar cada trabalho para o lado pessoal. Se tem uma necessidade muito grande de autoria, sempre pode criar seus próprios sites e projetos experimentais. A dificuldade é outra: boa parte das pessoas não sabe o que quer. Ou será que sabe? Leia mais »
Você se lembra do Zemanta? Ele mesmo, o sistema de busca semântica que serve para ajudar blogueiros a achar novas fontes de pesquisa e incluir links, imagens, entre outras informações, automaticamente nos posts. Agora o serviço funciona também no Gmail. O vídeo acima mostra como. Infelizmente, o Zemanta ainda é muito voltado aos que escrevem em inglês. Mas, com alguma paciência, é possível usá-lo perfeitamente em português.
O diretor de engenharia da Apple, Michael Lopp, mais conhecido como Rands.
Em março do ano passado, na SxSW, o diretor de engenharia da empresa, Michael Lopp, que mantém o blog Rands in Repose, contou em detalhes o processo de criar o design dos produtos da Apple:
1. Fazer mock-ups perfeitos. Com todos os detalhes. Sem textos falsos.
Mock-up é uma versão simplificada do design de um produto em fase de criação. Por exemplo, num site, seria uma versão da interface feita no Photoshop. Clicando nos botões e links, nada aconteceria. Isso porque é só uma sugestão de layout. Geralmente, o mock-up traz textos falsos, os famosos Lorem Ipsum. Mas a estratégia da Apple é fazer mock-ups bastante realistas. Todos os detalhes devem estar inclusos. Texturas, entrelinhas, textos, nada deve ser deduzido.
2. Quantidade leva à qualidade.
Essa técnica é praticada em boa parte das empresas. De 10 sugestões, você aproveita 3, que são combinadas em 1. A diferença nasce da capacidade de filtrar e selecionar ideias.
3. Elimine. Foque a atenção.
Os engenheiros e designers da Apple são conhecidos pela capacidade de dizer não. Eliminam funções e até hardwares que possam confundir ou dispersar a atenção do usuário. Decidem o que é ou não importante para os seus consumidores. Não adianta criar algo incrível, é preciso eliminar as coisas medíocres que impedem o público de perceber as melhores.
4. Reuniões regulares juntando engenheiros e designers.
Na Apple, eles têm que participar, juntos, de pelo menos duas reuniões periódicas. Numa, praticam brainstorm. Na outra, resolvem problemas da implementação de ideias. As duas equipes devem se considerar como um único time. Geralmente, o engenheiro acha que o designer é um maluco sem noção que manda sugestões impraticáveis. Já os designers pensam que os engenheiros são limitadores e chatos. Trabalhando em conjunto, é possível entender as limitações de cada grupo.
5. Chefes têm que saber evangelizar.
Obviamente, um chefe deve saber quais ideias merecem maior atenção das equipes. Mas é preciso comunicar prioridades de um modo que elas pareçam verdadeiros objetivos de vida. Aquela ideia é fundamental, memorável, uma meta a ser perseguida com entusiasmo. Não uma obrigação, um luxo ou um detalhe desnecessário.
6. Crie experiências, emoções. Não só objetos.
Você não está criando um produto para ser apenas vendido. Está entrando na casa das pessoas e estabelecendo relações humanas. Pense na pessoa tendo prazer ao clicar num botão bem desenhado. Não em “ok” e “cancela”.
Você é daqueles que adoram guardar tralhas em casa? Entope armários e gavetas de velharias e inutilidades, sem conseguir se desfazer dos objetos? Pode ser que você esteja doente. Pelo menos é o que pensam os integrantes dos Clutterers Anonymous. Eles formam uma associação semelhante aos Alcoólicos Anônimos, só que dedicada a ajudar pessoas e famílias a conviver com guardadores compulsivos.
Acha pouco? Pois saiba que nem todo armazenador é necessariamente organizado. Há quem atrapalhe a vida de parentes e colegas de trabalho com níveis assustadores de bagunça. Por isso, os bagunceiros também têm suas instituições de recuperação nos EUA. Muitas delas tratam a baguncite como um tipo de transtorno obsessivo compulsivo.
E agora? Ficou na dúvida? Quer saber se sua desorganização é patológica ou apenas relaxo? Faça o teste do site Squalor Survivors. Também vale a pena ver as fotos das casas de pessoas realmente portadoras de problemas. São impressionantes.
Falta apenas levar os estudos dessa área para os ambientes digitais. Há quem guarde tanta bagunça no desktop do computador que precisaria de dois monitores de 24″ só para visualizar os documentos urgentes. Sem falar nas famigeradas caixas postais. Já trabalhei com pessoas tão desorganizadas que, pelo menos uma vez a cada dois meses, me encaminhavam por acidente algum e-mail confidencial do chefe ou de outros colegas. Imagine o problema que isso poderia causar se eu fosse um jornalista.
Quando eu era criança pequena lá em SP e fazia faculdade de Ciências Sociais, li centenas de textos sobre privacidade. A maioria alertava sobre como seria política e socialmente detestável se instituições, governos ou empresas soubessem detalhadamente o que fazemos e onde estamos. Essas reflexões nasceram durante a Guerra Fria, época em que éramos extremamente desconfiados. Achávamos que, a qualquer momento, poderíamos ser vítimas de bombas, conspirações ou atentados terroristas. Hoje tudo está bem. Não há mais interesses políticos e comerciais em jogo, nem fanáticos religiosos governando o mundo. E, claro, nossos sistemas são completamente seguros. Hackers não têm acesso aos nossos dados.
É espantoso como nossas percepções sobre o mundo mudam rapidamente. Capisce?
É por isso que não param de aparecer ferramentas para nos deixar cada vez mais encontráveis e imediatamente acessíveis. O Google acabou de lançar mais uma, chamada Latitude. O sistema integra iGoogle, Gmail e até o Android ao Google Maps. Você cadastra o número do seu celular, informa onde está e depois pode ser “acompanhado” pelos seus amigos. Mesmo que esteja traficando armas em Mumbai ou tentando voltar para a ilha de Lost, sua localização aparecerá para os contatos que você cadastrar (ou aceitar) no Latitude.
O vídeo acima explica melhor como a brincadeira funciona. E no site oficial, você pode se cadastrar. Nos vemos no FBI.
Muita gente ainda se apega ao ato de folhear revistas. Tanto que, há alguns anos, várias publicações tradicionais tinham “versões eletrônicas” que tentavam simular no site a experiência de ter a papelada nas mãos. A ideia não funcionou muito e ficou meio que esquecida. Mas um serviço on-line chamado Issuu pode reabilitá-la. Trata-se de um site no qual você pode publicar sua própria revista a partir de documentos de texto, PDF ou outros formatos e depois embedá-la no seu site ou blog. Tudo muito simples e de graça. E sabe o que algumas almas mais caridosas fizeram? Escanearam publicações raras e mandaram para o Issuu. Não é uma maravilha? E você nem precisa conhecer as mumunhas do Flash, programa de animações da Adobe.
O que as pessoas fazem para combater a depressão psicológica quando perdem os empregos durante depressões econômicas? O Wall Street Journal publicou uma matéria que compara a crise dos anos 30 com a atual. Naquela época, o cinema e os quadrinhos eram a grande válvula de escape. Hoje são os games via web. Pesquisadores norte-americanos acreditam que os jogos on-line assumiram um papel parecido com o da chamada Indústria Cultural de massa, nos seu primórdios:
Isso acontece em parte porque é uma diversão relativamente barata comparada a pagar U$ 10 por uma entrada de cinema, por exemplo, para ter apenas algumas horas de entretenimento. ‘A internet, em particular, detonou tudo’, afirma Gary Handman, diretor de pesquisas da Universidade da Califórnia. ‘As pessoas estão obtendo diversão de graça onde quer que possam encontrá-la’.
Segundo o artigo, outras tendências também ganham destaque: os sites e blogs de a auto-ajuda, os de recolocação profissional (LinkedIn) e as redes sociais mais populares (como o Facebook, nos EUA). Mas a grande consumidora de tempo e atenção ainda parece ser a indústria do entretenimento on-line. A atual crise financeira pode significar uma popularização ainda maior da web. Vamos ver no que dá.
Há dois anos, parecia que toda marca precisava aparecer numa rede social (Orkut, Facebook, Second Life). Agora poucas empresas se interessam pelo assunto. Mas ainda é possível engajar e manter um bom diálogo com seus consumidores via comunidades na web? Confira neste episódio de Mão na Massa.
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.