Procrastinação 3: contra os workaholics

Douglas Adams, do Guia do Michileiro das Galáxias: um dos maiores procrastinadores da literatura.
Desde os anos 80, uma outra indústria explora o nicho da procrastinação: a da auto-ajuda. Um dos livros mais importantes nessa área chama-se The Now Habit (O Hábito do Agora, que as editoras brasileiras estão procrastinando para lançar em português). Nele, o pesquisador Neil Fiore propõe uma visão mais “positiva” para o problema.
Fiore não acha que procrastinação seja uma doença. Pelo contrário: seria um indicador de saúde mental. Mostraria que algo precisa ser mudado no trabalho e na vida da pessoa. Ele propõe que aprendamos a arte de desagendar. Quer dizer: de se livrar do excesso de compromissos e criar períodos regulares de descanso sem culpa.
Para Fiore, nada seria mais improdutivo do que um workaholic. Quem precisa passar muito tempo no escritório, mostra que não trabalha direito. Ou que vive preso a outro tipo de agenda: culpa, insegurança, medo de não ser aceito socialmente, solidão, entre outros fatores.
Mas a literatura sobre o assunto é farta, não só na auto-ajuda. Afinal, escritores, cineastas e outros tipos de artistas documentaram bem sua relação com as tarefas diárias. Temos desde procrastinadores crônicos como Douglas Adams, do Guia do Mochileiro das Galáxias – que, para escrever, precisava ser trancado num quarto de hotel sob supervisão do seu editor – , a até funcionários do mês como Ernest Hemingway, que, para “funcionar”, precisava se sentar todos os dias praticamente no mesmo horário e escrever. Mesmo que não aproveitasse uma linha do material produzido.
Autor: Eduf - Categoria(s): gtd e produtividade Tags: procrastinação, produtividade