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23/10/2008 - 10:48

Afinal, você precisa de redes sociais?

Como você faz para ter tantas redes sociais?
Twitter, facebook, o blog, emails…
Preciso encontrar uma disciplina urgente, algumas regras…

–Pergunta do leitor Herik Mourão.

Tenha foco.A maioria das minhas contas em redes sociais existe por motivos profissionais. Como ganho a vida escrevendo sobre tecnologia, tenho que testar serviços. Geralmente, antes do seu lançamento para o público.

No fundo, acho boa parte deles um verdadeiro desperdício de tempo e energia. E uma “diversão” um pouco perigosa, por deixar dados e perfís espalhados pela web, podendo ser clonados, mal interpretados etc. Mas faz parte.

Sou um dinossauro. Detesto que façam marketing da minha intimidade por aí. É como ser uma micro Britney Spears. Só que sem o dinheiro.

Tento não ser taxativo nas minhas avaliações, porque sempre há quem encontre utilidades e aproveite as redes sociais de maneira criativa. Não é meu papel condenar, mas selecionar, dizer como as coisas funcionam e torcer para que as pessoas façam bons usos das ferramentas.

As redes sociais não estão na minha “lista de prioridades”. Assim, me descadastrei de quase todas as que deixam o “freguês” ir embora. No entanto, nem todas o permitem. O que é uma vergonha – para usar uma expressão Boris Casóica.

É bom ter muita atenção ao usar serviços web 2.0. Eles podem se tornar uma espécie de spam voluntário, .

Pior: podem criar um hábito mental, o de comunicar tudo o que passa pela sua cabeça. Cada resmungo, opinião, medo ou expectativa. Achar que você está sempre no palco, precisando entreter as pessoas ou implorar por atenção.

É preciso ter consciência do seu impacto intelectual no mundo. Isso é uma necessidade urgente para a “ecologia cognitiva”. Se achamos problemático jogar lixo na rua, porque jogamos na web?

Autor: Eduf - Categoria(s): comportamento, segurança, tecnologia Tags: , ,

6 comentários para “Afinal, você precisa de redes sociais?”

  1. Herik Mourão disse:

    Ter foco é importante e ser antenado também rende frutos na vida profissional. Já tirei muito proveito de ferramentas como Orkut, Google docs, mercado livre, zoho, think free, blogger, podcast e AdWords.

    Eu vejo as redes sociais como uma ferramenta de troca de informações, mas está cada vez mais dificil produzir e “trocar informações”.

    Tenho vontade de ter blog, de fazer arvore genealogica de toda a familia (e de maneira colaborativa e online), de descobrir o tão falado twitter, de organizar e adquirir mais mp3, de centralizar todos meus contatos e emails e etc…

  2. Olá Eduardo

    Não conhecia o seu blog. Parabéns, muito bom. Cheguei aqui via email do Herik.

    Bem, vários assuntos e sub-assuntos aqui no seu posting.

    Infelizmente (ou não), aqui no Brasil, a referência para o assunto redes sociais é o Orkut. Que do ponto de vista técnico/funcional fica muito a desejar. Basta ver sua história. Ele nasceu num daqueles projetos 20% do Google, evoluiu mas nunca conseguiu conquistar atenção da cúpula da empresa. O aplicativo em si era ruim, cheio de bugs, inconsistências e problemas de segurança. Esses problemas geram outros problemas na esfera do serviço, também capenga. Essa somatória de fatores negativos gerou a percepção que a maioria de nós tem a respeito de redes sociais. Escrevemos sobre redes sociais, mas o Orkut não sai da cabeça.

    Rede sociais mais atuais e orientadas ao negócio como Facebook, MySpace, LinkedIn e Via6 têm um time de profissionais mais focado no negócio “rede sociais”, com vetores de receita bem definidos, segurança total da informação, e normas de conduta interna que funcionam. Quem nasceu e cresceu com essas não vê problema algum na forma como a interação se dá, muito menos com o grau de exposição, já que é controlado pelo próprio usuário.

    Os ditos “digital natives” estão usando cada vez menos email… e blogs. Sim, isso foi tema na WiredNews essa semana. Os “digital natives” não vêem sentido na troca velada de informações via email. Eles nem usam isso mais. A troca em ambiente social é uma troca contextualizada, mais rica, com mais possibilidades de intervenção por parte dos participantes da rede. Este blog está associado ao iG, o que te dá uma certa visibilidade. Mas outros por ai, como o meu, tem uma visibilidade relativamente mais baixa, então por que se dar o trabalho de escrever? Por isso que o Multiply foi visionário e criou a funcionalidade blog dentro de sua rede social. Sucesso.

    Meu primeiro ponto é, então, o contexto de comunicação das redes sociais que determina a possibilidade de troca de informações mais ricas e relevantes entre membros.

    Meu segundo ponto é o aspecto comercial das redes sociais. Isso você sabe: ninguém está na web para fazer (só) filantropia. Alguém precisa pagar a conta. A estrutura de hardware e rede que esses caras precisam manter para que o serviço funcione é brutal. No ano passado fui visitar uma fábrica da HP em Houston, e lá vi um rack de storage sendo montado para o MySpace. Quanto? 128 discos de 500Gb + software de gerenciamento. Isso não é algo que você compra nas Americanas.com… e conversando com o rapaz que montava o rack ouvi: “Eles compram isso toda semana”. Bem, em suma, é caro. Então, você precisa ser muito agressivo com anunciantes, precisa investir pesado em tecnologias de “web semântica” para fazer distribuição de conteúdo. Só assim o dinheiro entra. LinkedIn e Plaxo cobram mensalidades/anuidades de alguns de seus membros. Por que?

    Então, concluindo, nossa única salvação é sermos mais inteligentes na hora de filtrar informações, de definir corretamente nosso nível de privacidade/exposição e como queremos ser abordados por anunciantes e patrocinadores.

    Tem muita gente por ai ganhando dinheiro com redes sociais, conseguindo emprego, buscando ajuda com festas de casamento, ensinando os outros a mexer no photoshop… o copo está meio vazio, mas não deixa de estar meio cheio também!

    Um abraço

  3. Primeira vez aqui, virei seu fã!

  4. Eduf disse:

    @Rodolpho. Como eu disse, redes sociais não servem para mim, mas podem servir para outros.

    Quanto à visibilidade, é algo muito relativo. Prefiro falar para pessoas que criem uma ligação com o blog, que visitem sempre, que colaborem.

  5. Felipe disse:

    Incrível com tem uma galera que vive em função de redes sociais. Gostei muito do post. Gostaria de citá-lo em meu blog, qual seria o melhor procedimento?

  6. [...] 30 segundos Como colocar ordem em idéias? Não subestime a influência do corpo nas suas opiniões Afinal, você precisa de redes sociais? Como eliminar os momentos de [...]

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