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Arquivo de setembro, 2008

16/09/2008 - 17:30

Hoje vou fazer uma coisa só

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hoje vou fazer uma coisa só

Então tá…

Bloco de notas para quem quer simplificar a vida radicalmente e fazer uma coisa só por dia. Divertido. Mas precisamos mesmo disso? Melhor é fazer muitas coisas. Uma por vez e com a mente presente em cada uma delas no momento da execução.

Você pode fazer uma só tarefa, mas, se na hora continuar pensando em milhares, vai continuar estressado. E mesmo se ficar, cedo ou tarde passará. Desculpem-me se isso parece simples demais. Posso colocar numa fórmula matemática, se ajudar a dar credibilidade.

É engraçado como parte da nossa sociedade cultiva a aceleração, o multitasking, enquanto sonha com a utopia da completa simplicidade e ausência de tensão. De modo geral, fico muito mais estressado tentando produzir um mundo perfeito (e me decepcionando quando não consigo fazê-lo) do que resolvendo problemas cotidianos.

Por baixo de cada tarefa que realizamos, existem os trojans, os malwares da esperança e do medo. Mas o senso de humor ainda é o nosso melhor antivírus.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/09/2008 - 17:33

Nova ferramenta pode revolucionar a distribuição de cinema

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Vídeo (em inglês) do lançamento do MeDeploy, na DEMO.

Primeiro foi a indústria do jornalismo, depois a de música e, mais recentemente, . Agora é a de cinema que começa a se reinventar. Foi lançada na edição mais recente da , uma nova ferramenta, que pretende devolver o controle da distribuição de filmes às mãos dos cineastas e produtoras.

Chama-se , fundada por Christian Taylor, Joelle Musante e Abe Lettelleir, três profissionais relativamente conceituados na área de marketing on-line para cinema.

Basicamente, o aplicativo é um gerenciador de conteúdo. Uma espécie de Wordpress. Só que permite espalhar, numa só tacada, vídeos para diversas redes sociais e publicadores como o YouTube. Mais que isso: há todo um sistema de controle de acesso e de venda.

Para estabelecer uma comparação um tanto grosseira, o MeDeploy funciona como uma mistura de criador de widgets (que podem ser inseridos em qualquer site ou blog), iTunes Store e publicador múltiplo, como o . Tudo isso por preços que variam de $19,95 a $199,95 mensais.

E aí você pergunta: como é que alguém vai publicar on-line – e com qualidade – um filme de duas horas, feito para ser exibido num telão? Exato, não vai dar muito certo. Por isso, os desenvolvedores tentam nos convencer de que, mais do que rodar filmes, a ferramenta servirá como um instrumento de marketing para quem não pode bancar acordos com empresas como a Apple e nem consegue veicular comerciais de TV ou anunciar em outros tipos de mídia.

Se o projeto for um sucesso, pode ser que em breve você possa receber no seu Facebook o aviso de lançamento de um filme de um autor estreante, comprar o material ali mesmo, baixar o arquivo e assistir o filme na sua própria TV. Direto do criador para o consumidor.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/09/2008 - 16:21

E Text Editor facilita a vida dos programadores e blogueiros

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e text editor

Quem acompanha o Magaiver regularmente deve estar cansado de ler sobre o TextMate. Trata-se do melhor editor de texto para quem, como eu, vive de escrever html, php e css, ou posts para blogs, que sempre precisam de algum código adicional.

Não estou falando de Word for Windows, Open Office (que acabou de lançar uma ), dicionários, corretores ortográficos etc. Trata-se de outro tipo de “construção literária”. Nela, precisamos de organização, praticidade e muitas, muitas teclas de atalho.

E isso é o que o TextMate mais tem. Ele faz : de buscar links automaticamente na web a permitir abrir e fechar tags em múltiplas linhas ao mesmo tempo, o programa agiliza minha vida, a ponto de considerá-lo minha principal ferramenta de produtividade – e não calendários, e-mails e gerenciadores de projeto. Se você é desenvolvedor, .

O problema do TextMate é que ele só roda em Mac OS X, o que deve frustrar a maioria dos leitores deste blog. E, por mais que se procure alternativas para Windows – como o excelente Notepad++ – elas não chegam nem perto do programa da Macromates.

Até agora. Surgiu um aplicativo que é praticamente uma cópia do TextMate, só que instalável no sistema operacional da Microsoft. Chama-se E Text Editor. Infelizmente, não é gratuito (custa US$34,95). Pelo menos, é capaz de importar todos os Bundles (teclas de atalho e utilidades) do aplicativo original desenvolvido para Mac. Agora vai.

Leitores que trabalham com Linux, que sugestões de editores de texto vocês dariam?

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/09/2008 - 17:27

Sua banda é realmente larga?

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speedio

Contratar um serviço de banda larga no Brasil é uma das tarefas mais estranhas que existe. Você nunca sabe o quanto de velocidade vai ter disponível efetivamente.

, contratos garantindo apenas 40% da banda prometida nas propagandas, sem falar das pavorosas , são práticas tidas como comuns e aceitas sem muita resistência por parte do consumidor. Até porque, sejamos práticos, pouca gente entende os discursos intrincados dos processos de contratação.

O usuário comum geralmente segue a propaganda: “30 Megas. Você vai navegar à velocidade da luz”. Depois mal se arrasta nos 500 kbps. E então você liga para alguns suportes técnicos. Em vez de resolver problemas, gastam seu tempo perguntando várias vezes seguidas pelos mesmos números do RG ou CPF – .

Não precisa ser assim: você pode consultar vários sites para medir a velocidade da sua conexão. Só que os resultados serão muito variados. Afinal, cada um deles será o retrato do momento no qual você a mediu. E isso envolve o estado da internet no seu provedor, no seu país, entre muitos outros detalhes. Não se esqueça de que estamos falando de uma rede.

Mas vamos simplificar. Um dos mais tradicionais medidores on-line é o Numion, que testa seus downloads / uploads e compara dados mundialmente. É um jeito de ter uma visão mais realista do processo e ter melhores argumentos para apresentar ao suporte. Agora, se você não quiser detalhes, pode usar o (que não tem nada a ver com o serviço de banda larga da Telefónica). O site tem uma interface bem eficiente, faz diagnósticos simples e relativamente rápidos.

É claro que o mais eficiente é você se aprofundar e entender o que, afinal, está medindo. Mas é melhor não ensinar métodos mais avançados aqui, para evitar problemas com usuários menos experientes e mais ousados. Se você quer saber mais, há vários fóruns e sites interessantes espalhados pela web. Mande ver:





Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/09/2008 - 16:38

Menos informação pode levar a mais criatividade

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criatividade

Você já deve ter lido por aí todo tipo de dicas de criatividade. A maioria fala em acumular muitas informações provenientes de áreas diferentes do conhecimento, para então criar conexões inesperadas entre assuntos. Mas será que essa é toda a verdade?

Informação sem algum tipo de método cria dispersão e cansaço, não necessariamente insights brilhantes. Por mais estranho que pareça, a criatividade vem, em especial, da capacidade de selecionar e de eliminar ruídos de informação.

Pense nos cientistas tidos como revolucionários, como Einstein ou Planck (um dos responsáveis pela mecânica quântica). Por mais diferentes que tenham sido seus trabalhos, de alguma forma, eles tiveram que descartar muita informação para conseguir construir suas teorias. Gastaram muito tempo refinando seus métodos para ignorar o que não interessava.

Não é preciso ser cientista para saber ignorar. Aparentemente, estamos ficando cada vez melhores nisso.

criatividade

Pense na publicidade. Quantos de nós simplesmente já “não enxergam” mais anúncios? Criamos até programas especializados em eliminá-los. E depois novas estratégias para despertar atenção para propaganda, como o marketing viral – que geralmente passa da diversão ao tédio em poucos dias.

Assim, a criatividade também vem da eliminação ou do bloqueio da informação. Conceitos e idéias podem ser tanto um combustível quanto assassinos de inovação. Dependendo da dose, o veneno pode ser vacina ou doença.

Então, para ser criativo, devo me sentar numa pedra e tentar nunca mais me informar? É claro que não. Nem a simplicidade e nem a complexidade garantem inovação. Nem informação, nem ausência dela.

A história mostra que a criatividade nasceu de muitos fatores: do conhecimento, do erro e até da arrogância. Mas todos esses fatores tiveram que se fundamentar num “ambiente mental” de flexibilidade. Às vezes voluntária, às vezes forçada.

Por exemplo, há algumas décadas, os executivos da Xerox estavam tão presos aos seus conceitos de certo ou errado que não conseguiram enxergar o potencial comercial das interfaces gráficas.

Se hoje usamos Macintoshs e Windows, devemos isso à certa megalomania e hiponguismo de Steve Jobs. Sua mente estava mais aberta e flexível para o inesperado. E ele conseguiu ver negócio num estranho aparelho chamado de rato (mouse). O que poderia ser mais improvável na época?

Existe uma fórmula?
Fórmulas são úteis, mas limitadas. Muitas vezes, buscamos saídas prontas, por pura preguiça de pensar. Ou corremos atrás de zilhões de informações, acreditando que um dia teremos um insight incrível, que resolverá nossos problemas.

Mas a saída parece não estar nem no excesso de esforço, nem na preguiça. Nem no shopping center de informações, nem na ignorância. Nem na regra, nem na suposta ausência delas. A criatividade pode estar bem ali no meio. Numa atitude de abertura e flexibilidade.

Imagens via

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/09/2008 - 15:59

10 dicas para se livrar dos spams

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Perdido no spam? Sua caixa postal é uma selva de alargadores de pênis e produtos bizarros? Ainda há esperança, irmão.

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que os spammers exploram nossos desejos e, claro, ingenuidades. Portanto, quanto mais gostarmos de besteirol, auto-ajuda e pornografia, mais exposto estaremos aos spams. É mais ou menos como quem gosta de esportes radicais, que envolvem riscos. Você não vai praticar Bungee Jumping usando apenas uma cueca de seda, vai? Precisa se cercar de alguns cuidados.

Assim, o anti-spam mais eficiente que existe chama-se cérebro. Entendendo isso, todo o resto ficará mais simples. Acenda uma vela e vamos às dicas.

1. Não publique seu e-mail na internet. Isso inclui scraps no Orkut, mensagens no Twitter ou posts no Facebook.

Se precisar postá-lo abertamente, escreva de tal forma que dificilmente será entendido por máquinas. Por exemplo, em vez de “meuemail@provedor.com”, escreva “meuemail_arroba_provedor_ponto_com”. Já há scripts robôs que são capazes de desvendar esse tipo de truque, mas eles são mais raros. Portanto, alguma coisa já é melhor que nada.

Esse cuidado vale até mesmo para as assinaturas no rodapé do e-mail. Só envie seu endereço por vias eletrônicas em mensagens privadas e quando alguém pedi-lo diretamente.

2. Vá até o Google e digite seu e-mail na caixa de busca. O ideal é que apareça isso: “Sua pesquisa – meuemail@provedor.com – não encontrou nenhum documento correspondente”. E se achar? Se possível, tente apagar as referências dos sites que aparecerem.

3. Tenha sempre mais de uma conta de e-mail. Uma para cada contexto. Por exemplo:

a) pessoal – família e pessoas mais íntimas.
b) trabalho – deve ser usado com cuidado redobrado, porque você pode atrapalhar a vida dos colegas se o endereço cair nas listas de spammers.
c) social – para listas de discussão, fóruns, newsletters e cadastros em redes sociais.

Se mantidas separadas, as diversas contas de e-mail podem ser checadas de acordo com seu tempo, prioridades e disponibilidade. Só isso já ajuda a combater a .

4. Ative os anti-spams do seu provedor e cliente de e-mail. Não se esqueça de marcar mensagens como spams sempre que for o caso. Isso ajuda o detector de lixo eletrônico a ficar cada vez mais inteligente.

5. Quando tiver que “responder para todos” (“reply to all”) ou encaminhar uma mensagem, nunca publique seu e-mail ou o dos seus contatos. Apague-os da caixa “De” e coloque-os em “CC” ou cópia oculta.

6. Cuidado com os formulários on-line. Antes de se cadastrar, verifique sempre se o site é tido como confiável.

Você também pode usar as extensões do Firefox ou (esta também disponível para Internet Explorer). Ambas verificam pela web os índices de sites classificados como inseguros. E toda vez que você passar por um, será alertado.

7. Nunca responda aos spams. Nem para dizer “me tire dessa lista”. Há alguns scripts que se aproveitam desse ato de ingenuidade para acessar seu cliente de e-mail e mandar spams para todos os seus contatos.

8. Configure o cliente de e-mail para receber mensagens em texto simples (TXT, plain text) ou convertê-las para esse formato. Isso elimina boa parte dos códigos por trás do e-mail, evitando carregar scripts mal intencionados. Assim, você pode fazer como no Gmail que, por padrão, sempre pergunta antes de exibir imagens e recursos das mensagens.

9. Se abrir um spam, não clique nos links ou imagens da mensagem.

10. Se seu e-mail já está um verdadeiro lixo porque você nunca soube gerenciá-lo, às vezes é melhor declarar perda total. Mude de endereço eletrônico e vise seus contatos mais importantes. Não é a melhor saída, mas vai facilitar sua vida daqui para a frente.

Baseado em , da McAfee. Sugestão de Vivian Clark, nos EUA.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/09/2008 - 16:52

Checando e-mail de novo? A importância das pausas

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Festa no escritório
Dependendo do grau de exagero, pequenas quebras na rotina de trabalho ajudam na produtividade.

Na relação diária com computadores, às vezes desenvolvemos comportamentos compulsivos, como checar e-mails a cada dois segundos, buscar atualizações em sites que acabamos de visitar, ler pedaços de feeds ou textos (sem nem ao menos chegar ao fim das frases). Algumas vezes até nos parecemos com ratos presos em gaiolas, cheirando, andando, mexendo nossos braços e pernas como se quiséssemos fugir.

Muitos desses comportamentos servem como uma espécie de gerenciamento de ansiedade.

Explico.

Quando trabalhava numa conhecida revista brasileira, os fechamentos (período em que se finaliza textos e diagramação) eram muito intensos. Existia uma energia de ansiedade e necessidade de total concentração. Mas exatamente nessas horas o diretor de arte gostava de cantar em falsete e colocar funk carioca para tocar em toda a redação.

Isso fazia com que todos nós nos distraíssemos, é claro. Mas liberava a energia da tensão, que a qualquer momento poderia virar estresse ou negatividade. Poderíamos dizer que o diretor de arte diminuia nossa produtividade? Não necessariamente. Ele criava pequenas pausas caóticas que, por meio do bom humor, restauravam nossos ânimos para mais um período de concentração.

Muitas vezes, o que causa improdutividade é exatamente a tentativa de ser rígido demais e perfeitamente organizado. Nós, que trabalhamos com informação e computadores, geralmente precisamos de frequentes micro-pausas. E nem sempre é possível organizá-las em planilhas, agendas e calendários. Elas acontecem naturalmente no momento de tensão.

Mas existe uma linha sutil que separa a procrastinação do descanso estratégico. Você pode percebê-la quando começa a se entregar a comportamentos compulsivos. Quando as pausas são frequentes demais ou são usadas para evitar o trabalho.

Aos poucos, você precisa aprender a enxergar quando e como isso acontece com você, porque esse é um fenômeno incrivelmente variado.

Mas há um jeito relativamente simples de perceber quando as pausas estão começando a cruzar a linha da produtividade: suas ações ficam sempre pela metade e são trocadas constantemente. Por exemplo, você lê duas palavras de uma frase e pula para outra coisa, abre seus e-mails mas não chega a responder mensagens. Seu cérebro apenas pula de lá para cá, como um animal selvagem. Nesse estágio, só há dois resultados possíveis: tédio e culpa.

Quando sentir que começou a desenvolver comportamentos compulsivos, ligue o sinal de alerta. Mas relaxe. Redirecione gentilmente sua concentração para o trabalho. Quanto mais você se entregar às distrações, mais difícil vai ficar de extrair algum prazer do trabalho, porque, em 90% do tempo, a chatice é um subproduto da falta de concentração. Pense com calma nisso.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/09/2008 - 11:59

Você está fazendo o que gostaria de fazer agora?

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merlin mann

Merlin Mann está cansado. Há 4 anos, ele foi um dos primeiros escritores a criar um blog sobre produtividade pessoal, o 43 Folders (que, de certa forma, inspirou o surgimento do Magaiver). Ainda que seus escritos on-line continuem populares e lucrativos, Mann está farto da profusão de dicas e conselhos inúteis que têm aparecido na internet e na mídia nos últimos anos. Para ele, o discurso da busca da produtividade se tornou uma nova forma de procrastinação – . Assim, ele acredita que precisa mudar os rumos do seu trabalho. Mas ainda não sabe bem para onde. Seja lá no que isso dará, pelo menos Mann parte de um ponto muito preciso. Recentemente, escreveu um manual um tanto diferente: “Como usar o 43 Folders”:

Pergunte a si mesmo…
Por que estou aqui em vez de fazer algo interessante por mim mesmo? O que me impede de começar agora?
Isso não é um insulto ou uma expulsão. É uma questão útil. Por favor, pense sobre isso, então procure no site se tenho algo que possa inspirá-lo a fazer algo incrível hoje mesmo.

Muitos de nós passamos o tempo todo procurando “pílulas de sabedoria”. E até nos irritamos quando não as encontramos regularmente onde esperamos que estejam. Quando estão, usamos as palavras como paliativos, anestésicos. Elas se tornam distrações, enquanto jogamos tempo e energia no lixo.

Esperamos que algo externo nos aconteça e nos tire do marasmo. Ou que alguém diga uma palavra, publique um livro, faça um filme, arranje um contrato, qualquer coisa que pareça trazer inspiração. Ainda que só por alguns momentos. Assim, poderemos continuar as mesmas pessoas. Ou pior: dependentes, passivos. E dentro da zona de conforto, que sempre traz alguma amargura e fingimento.

Raras pessoas têm a mesma coragem de Merlin Mann. A de parar tudo e perguntar: afinal, o que estou fazendo da minha vida? É isso o que queria fazer? O que, exatamente, me impede de agir? Para mim, essa atitude foi a melhor dica de produtividade que ele deu no ano inteiro.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/09/2008 - 15:39

Inovação sem prática é especulação

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Todos querem ‘inovar’. As notícias falam de ‘quem está inovando’. As campanhas de marketing insistem que são ‘inovadoras’. Mas, na verdade, não é a inovação que leva ao sucesso. É sua execução. Não importa o quão boa ou nova minha idéia é. O que realmente importa é como eu consigo fazê-la aparecer no mundo real.

Max Kanat-Alexander, do , que faz parte da rede de blogs da Fundação Mozilla.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/09/2008 - 15:09

Meu nome é Enéas: site permite fazer vídeos de 15 segundos

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No começo, o Twitter parecia uma ferramenta inútil, mais um site para expor egocentrismos, só que em apenas 140 caracteres. Meses depois, muitos usuários subverteram o uso do serviço e deixaram de responder à infame pergunta “o que você está fazendo?”. Hoje há até quem acompanhe cotações da bolsa pelo Twitter.

Agora surge mais um site que inicialmente parece ser uma enorme perda de tempo, mas nunca se sabe. Chama-se e é uma espécie de micro-videoblogging. Você só pode postar mensagens em vídeo com até 15 segundos de duração. Na sequência, elas são publicadas no próprio Twitter com um link para o vídeo.

De certa forma, a Seesmic já vinha mudando a nossa relação com os vídeos on-line. Ou melhor, “dessacralizando” essa relacão, tornando cada vez mais aceitável assistir a vídeos ruins e com qualidade técnica fraca, desde que, supostamente, haja uma mensagem ou pelo menos diversão. A empresa do frances Loic LeMeur lançou um aplicativo que permite postar comentários em blogs gravados direto de uma webcam. O Disqus, por exemplo, já integra essa novidade.

Se alguns comentários em texto já desafiam nossos preconceitos (por assim dizer), imagine o que pode acontecer quando são acrescentadas imagens e sons.

Talvez as pessoas fiquem menos afoitas, já que é mais difícil garantir o anonimato no vídeo. Mas sei lá. Faço um esforço para ser otimista e acreditar que, assim como no Twitter, alguns usuários vão encontrar usos criativos e úteis para serviços como esse. De qualquer forma, meu teste do 15′ Viddler está publicado acima. .

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/09/2008 - 11:05

Monte e hospede seu próprio escritório on-line

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open goo
A tela inicial do OpenGoo, um GoogleDocs que você pode instalar no seu servidor.

Conheço muita gente que já está completamente dependente de serviços de escritório on-line, como o GoogleDocs ou Zoho. São gratuitos, eficientes, podem ser acessados a partir de qualquer computador conectado à internet. O grande problema é que seus documentos ficam em servidores sobre os quais você tem pouco ou nenhum controle. Ainda que esse tipo de aplicativos seja gratuito, usá-lo às vezes pode ser arriscado. E se seus documentos forem perdidos, para quem reclamar? O OpenGoo surgiu para resolver esse tipo de problema. Também é um conjunto de programas para web office, só que você pode instalá-lo no seu próprio serviço de hospedagem, desde que ele tenha um espaço razoável, Apache 2.0+, PHP 5 ou 5.2 e MySQL 4.1. Ou seja, recursos que a maior parte dos planos oferece a preços por volta dos R$ 20 por mês. O OpenGoo é open source, gratuito e vem com editor de texto, de apresentações, lista de tarefas, e-mails, calendários, gerenciador de contatos, entre outras coisas. Infelizmente, não há um gerenciador de planilhas, no estilo do Excel. Mas os desenvolvedores dizem estar trabalhando nisso. Se você tem um pouco mais de experiência com publicação na internet, já deve ter deduzido que também pode fazer uma instalação local e fazer uma espécie de escritório colaborativo off-line. Quer testar por si mesmo? Visite um .

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/09/2008 - 17:26

Lançado um Orkut só para neuróticos

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Woody Allen
Woody Allen, uma dos maiores especialistas em pequenas obsessões cotidianas. Elas parecem triviais, mas governam nossas vidas.

Finalmente um site para Cacá Rosset chamar de seu. I am a Neurotic é uma espécie de comunidade social, só que voltada para um público muito específico, os neuróticos.

Quer dizer, pelo teor dos textos publicados até agora, está mais para um espaço para portadores de transtornos obsessivos-compulsivos compartilharem suas experiências. Confira por si mesmo:

Toda vez que toco alguma coisa, digo “dot” na minha cabeça . E então tenho que tocá-la novamente e pensar “apagar”. Acabo tocando tudo duas vezes. Às vezes consigo fazê-lo três vezes e pensar “dot, dot, dot”.

O depoimento seguinte vai por um caminho mais big brother:

Quando eu era criança, achava que era perseguido por um grupo de pessoas com câmeras ocultas. Isso me deixava muito paranóico, em especial quando fazia algo errado, mesmo que estivesse completamente só. Uma vez me escondi debaixo da cama para comer um biscoito que havia afanado. Não tenho a mínima idéia de onde isso vem. Isso desapareceu quando tinha 9 anos.

Quando lemos textos assim, logo disparamos o mecanismo de defesa, classificando os autores em algum rótulo médico. Achamos que não temos nada a ver com eles. Mas atire o primeiro prozac quem não tiver pelo menos uma “pequena” obsessão para confessar. Por exemplo, muitos de nós passamos uma vida inteira nos sentindo perseguidos nos empregos. Ou pelas câmeras ocultas das opiniões alheias.

Woody Allen é um dos maiores especialistas em apontar essas obsessões, no que têm de mais ridículas e engraçadas. Em seus filmes, as pessoas criam tanta tagarelice mental, auto-justificações e medos, desenvolvem tamanha vergonha de viver e ser o que são, que se atrapalham o tempo todo. São improdutivas e infelizes.

É por isso que acredito que ser produtivo tem muito pouco a ver com aprender novas técnicas. Pelo contrario, é um processo de se livrar de obstáculos e manias. Está mais para limpeza do que para upgrade.

Por meio de um contínuo processo de cortar minúsculos hábitos que nos escravizam, podemos derrubar toda a rede de comportamentos e pensamentos que nos tornam lentos, egoístas, paranóicos, medrosos, iludidos e cheio de apegos. Criamos espaços para respirar no meio das obsessões.

Não se trata de melhorar a si mesmo. Nem de pendurar mais uma medalha na farda. Não é o consumismo voltado para o desenvolvimento pessoal. Mas a capacidade de criar inúmeras e contínuas liberações no cotidiano.

Enfim, mas muitos de nós adoramos ter manias. Se é o seu caso, pode compartilhá-las on-line, enviando seu texto em inglês para o I am Neurotic. O problema é que o material passa por uma seleção antes de ser publicado. Não vai ser nada fácil para quem tem problemas de baixa auto-estima. Imagine ser rejeitado por um site de neuróticos.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/09/2008 - 11:30

Afinal, vale a pena usar o novo navegador do Google?

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O Chrome renderiza bem efeitos avançados de CSS 3. Já o Firefox…

Ainda aguenta ler mais um pouco sobre o Chrome, o novo navegador do Google? Então vamos aos fatos:

1. É rápido? Sim. Mas por causa do motor de renderização das páginas, o Webkit, que já está no Safari, da Apple.

2. É estável? Sim, para um programa em fase beta. Todos os testes que fiz revelaram um navegador promissor. Num deles, abri mais de 10 abas e não houve travamentos. A queda de desempenho foi menor do que o esperado. O Chrome revelou um bom uso da memória RAM do computador.

janela de códigos
Janela de visualização de códigos: mostrando a matrix sem grandes novidades.

3. Posso acessar bancos? Não. Os plugins java não funcionam. De resto, é sempre arriscado usar navegadores beta para esse tipo de operação. Menos do que usar o Explorer 6. Mas vale esperar alguns meses até que sejam detectados os primeiros e naturais problemas de segurança.

4. O Chrome renderiza bem fontes? Dá para o gasto. Mas, em Windows, o Firefox ainda é melhor. Nos meus testes, fontes como a Georgia, ganharam mais espaçamento entre letras (kerning) e ficaram mais serrilhadas do que no Firefox 3. Designers não vão gostar muito disso.

5. Aceita complementos do Firefox? Não.

6. Entende HTML 5 e CSS 3? Sim. Exibe adequadamente sombras em letras e boxes, cantos arredondados, entre outros recursos usados pelos webdesigners atualmente (veja imagem). Sigo testando outras funcionalidades mais avançadas do HTML 5.

7. E a experiência de usuário? Melhorou pouquíssima coisa.

a) Quando você abre o navegador, aparecem miniaturas clicáveis das últimas páginas que você visitou – um recurso que o Opera tem faz tempo. Seria mais útil se os desenvolvedores do Chrome tivessem copiado a página inicial do Flock, que permite cadastrar canais de vídeo, RSS, entre outras coisas.

b) Os menus de configuração do Chrome são parecidos com os do Explorer 7. Ou seja: ficam agrupados no canto superior direito. Nos testes que fiz, notei que os usuários menos experientes se confundem.

c) A boa idéia foi juntar a barra de endereços com a de buscas. Deixa o visual mais limpo. Mas, na prática, isso já existe faz tempo no Firefox. Você pode digitar qualquer palavra que ele vai procurá-la no sistema de busca padrão do navegador.

Gerenciador de Downloads do Chrome
O gerenciador de Downloads do Chrome, com uma caixa de buscas e sem popup.

d) O gerenciador de downloads está um pouco mais parecido com o do Opera. E contém uma caixa de busca que permite encontrar arquivos no histórico dos seus downloads. Isso pode ser útil? Só para quem não costuma limpar seus dados pessoais periodicamente.

Enfim. Pelo menos não abre um popup.

8. E as abas, mermão? No Chrome elas ficam acima da barra de endereços. Supostamente, isso indicaria que elas são mais importantes na experiência de usuário. Mas, na prática, é pura perfumaria. Se você quiser ser mais crítico, pode dizer até que o recurso é contra-intuitivo. A barra de endereços continua sendo o controle mais importante do navegador. Ela é que permite acesso às abas. E não o contrário. Assim, nas “regras” de design, o Chrome supostamente teria problemas de hierarquia e confundiria o usuário.

Os menus
Menus do Chrome, parecidos com os do Internet Explorer 7.

9. É mais simples e “invisível”? Os desenvolvedores anunciaram que tentaram criar um navegador que parecesse invisível para o usuário. Quer dizer, ele deveria experimentar mais os sites e menos o programa.

Na verdade, isso já acontece. A maior parte dos que usam o Internet Explorer 6 nem sabe o que é um navegador. Clica no E Azul e a internet surge.

A grande questão é se seria útil manter os usuários ignorantes. Acho que não. Eles precisam estar minimamente alertas sobre o que fazem on-line. É como dirigir um carro: você não precisa ser mecânico, mas tem que conhecer os sinais de trânsito e saber como operar certos equipamentos em caso de problemas.

Resumindo: o Chrome parece um bom navegador. Mas é conservador. Não inova, não avança. Apenas une recursos já desenvolvidos por outros projetos.

Por enquanto, do ponto de vista de desenvolvedor de web e de usuário, só vejo duas vantagens na criação do navegador:

1. Acelerar a concorrência, para que os outros programas (e o W3C) avancem mais rapidamente.

2. Graças ao incrível poder de marketing do Google, talvez o Internet Explorer 6 possa perder mais e mais fatias de mercado. Quem sabe um dia saia definitivamente dos nossos computadores. Mas isso é uma outra história.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/09/2008 - 10:53

Coringa e os astronautas da produtividade

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coringa

Eu adoro a série de posts de Joel Spolsky sobre os astronautas da arquitetura (no caso, de software, não de prédios). Sempre me lembram que também há os astronautas da produtividade, aqueles que tentam ser espertos com tamanho afinco que acabam não fazendo nada de prático.

Pensar demais sobre produtividade pode ser algo muito improdutivo. Lutar, buscar a melhor técnica, o aparelho mais eficiente, o método mais rápido, tudo isso às vezes pode gerar mais tensão, procrastinação e confusão.

Ah, então melhor não ter sistema, certo? Não é bem assim.

Se você assistiu ao Batman Cavaleiro das Trevas, deve se lembrar de um discurso do Coringa para o promotor Harvey Dent. O vilão faz uma espécie de apologia do caos: “Vocês são os planejadores, cheios de esquemas. Eu sou o caos, só reajo ao que aparece”.

Sei. Basta ver o assalto do começo do filme para perceber o quanto seus movimentos são friamente calculados. Inclusive é isso que permite que ele seja derrotado sempre.

Caos é uma questão de ponto de vista. Para o Coringa, é representando pelo Batman. Para Gotham, pelo Coringa. Caos é um conceito criado por “esquemeiros” para enquadrar o inesperado em alguma ordem. A vida não se importa com nada disso. Às vezes obedece a padrões, às vezes não. Ela é movimento, criatividade, mutação, forçando sempre readaptações.

Por isso, muitos esquemeiros vivem numa relação tensa e agressiva consigo mesmos. “Preciso ser mais, melhorar, me tornar como fulano ou beltrano”. Vivem num mundo de escassez, medo e expectativa. Por outro lado, muitos caóticos acham que são cool, mas, no fundo, também obedecem às mesmas regras, senão pelo menos as ditadas pelos seus próprios hábitos inconscientes.

Não há como fugir da biodegradabilidade das nossa técnicas de produtividade. Elas vão falhar. E sempre vão surgir melhores.

O que precisamos é criar uma certa confiança em nós mesmos e no ambiente. É uma espécie de burrice estratégica, que libera espaço para praticidade. Você sabe que poderia fazer melhor. Sabe que isso até seria desejável. Mas não é preciso provar nada a ninguém. É a hora da rapidez e da precisão. De água de torneira, não Perrier.

Só assim conseguimos eliminar o excesso de teorias e de acessórios. Partimos para o que é básico e direto. Deixamos de ser agressivos conosco.

É claro que isso nem sempre vai funcionar. E não devemos transformar a teoria em inimiga. Pelo contrário. A idéia é nos livrar do comportamento astronauta, que voa tão alto que acaba num ambiente sem ar.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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