Arquivo de setembro, 2008
30/09/2008 - 17:27
Foto do site www.stallman.org
Quantos documentos e dados importantes você armazena em serviços como Yahoo, Hotmail, Gmail, Zoho, entre outros? Você confia 100% nessas empresas? Richard Stallman afirma que não. O guru máximo do movimento do software livre deu uma entrevista ao jornal The Guardian desancando a chamada computação em nuvem:
“É estupidez. É pior que estupidez: é uma campanha de marketing deslumbrado. Alguém está dizendo que (a computação em nuvem) é inevitável – e toda vez que você ouve alguém dizendo isso, é muito provável que haja uma estratégia de negócios em processo para tornar a ideia verdadeira”.
E completa:
Uma razão para evitar aplicações web é que você perde controle. É tão ruim quanto usar um programa proprietário. Trabalhe no seu próprio computador, com sua própria cópia de um software que respeite a liberdade. Se você usa um programa proprietário num servidor de outra pessoa, você está indefeso. Está nas mãos de quem quer que tenha desenvolvido o software.
O site Ars Tecnica criticou a argumentação de Stallman , sugerindo que já há um movimento para levar o software livre para a área da computação em nuvem. Por exemplo, em vez de usar o Twitter, você pode optar pelo Identi.ca . Entre tantos outros serviços que já indicamos ao longo de um ano de Magaiver. Sem falar que a maior parte dos aplicativos on-line deixa seus códigos disponÃveis para serem usados e alterados pelos usuários (as famosas APIs).
Tendo a concordar tanto com Stallman quanto com o Ars Tecnica. Mas é bom lembrar que, mesmo que usemos software livre, poucos de nós temos a capacidade de criar um serviço de hospedagem próprio.
Ou seja: nossos dados ainda estariam nos servidores da Locaweb, do Media Temple, ou qualquer uma dessas “hospedagens proprietárias”. Pior: boa parte dos principais usuários do Gmail, por exemplo, nem sequer sabe do que estamos falando aqui.
Portanto, acho que a luta de Stallman precisa estar não só no nÃvel da criação de aplicativos livres. Para os não-geeks, ainda precisamos de gente traduzindo, explicando e ensinando como usar coisas muito básicas, como as leis e os direitos do consumidor .
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29/09/2008 - 16:56
Momento Acme. Quando você planeja todos os passos de uma ação ou evento, gasta dinheiro e energia deixando tudo supostamente perfeito. Na hora de colocar a coisa toda em prática, ela se volta contra você. O nome refere-se à empresa que fornecia a maior parte dos equipamentos utilizados pelo Coiote, do tradicional desenho Papa Léguas.
Momentos Acme são bons para nos alertar para os riscos:
1. Do excesso de competitividade.
2. Dos usos incorretos e preguiçosos de produtos tecnológicos.
3. Da crença cega em métodos e esquemas.
4. Da falta de flexibilidade.
5. Do sadismo dos roteiristas de desenhos animados.
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29/09/2008 - 15:08
Que o Google fez 10 anos de vida todo mundo já sabe. Mas, afinal, você tem noção do que a empresa realizou nesse tempo? Coisas demais? Só no último mês lançou um navegador e um sistema para celulares . E isso é o que sabemos publicamente. Imagine o que deve acontecer nos bastidores. Mas, enfim, agora você pode conferir toda a história do Big G numa timeline e direta, com direito a fotos, acontecimentos caricaturais, os diferentes logotipos etc. Por exemplo, a imagem acima é da página inicial do site em 1998, quando era hospedado nos servidores da Universidade de Stanford.
∞ Google Timeline: 10 anos
∞
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29/09/2008 - 10:53
Dias atrás, uma colega de trabalho me perguntou como organizar tabelas alfabeticamente no Excel. Trata-se de uma norte-americana, 30 e poucos anos, inteligente, nada preguiçosa e não exatamente leiga em informática. Como, de modo geral, não tenho o hábito de usar produtos da Microsoft, fui ao São Google e fiz a mesmÃssima pergunta. Obviamente, obtive a resposta exata, ensinando passo-a-passo o que eu precisava fazer. Li o tutorial em voz alta para a colega. E, quando o procedimento funcionou, a pessoa quase teve um orgasmo de satisfação.
Comecei a me questionar: por que, afinal, ela mesma não fez a busca? Veja: eu não estava irritado porque me pediram uma informação que poderia ser encontrada facilmente on-line. Como designer de interfaces, eu apenas queria entender que lógica leva alguém a consultar primeiro um ser humano em vez de um sistema simples , completamente otimizado para responder esse tipo de perguntas. E hoje, nem sequer podemos dizer que é difÃcil fazer buscas. Se você tem algo como o Google Desktop instalado, nem mesmo precisa abrir o navegador.
É claro que isso não tem uma resposta simples. Mas vamos pensar em algumas hipóteses:
1. Muitos usuários ainda não sabem fazer buscas corretamente. Apenas digitam termos no local indicado na tela e recebem uma massa genérica de informação. Depois precisam gastar tempo e atenção na triagem do material.
Para melhorar a situação, encontrei o vÃdeo no começo do texto, que explica um pouco como melhorar sua relação com ferramentas de busca.
2. Quando alguém lhe pede uma informação, não quer exatamente uma resposta. Quer interação social. Por exemplo, muitos precisam, de alguma forma, conversar sobre sua suposta inabilidade de lidar com informática. Querem algum calor humano, não só eficiência, simplicidade e objetividade. Você é o ombro geek disponÃvel.
3. Também precisamos confiar em referências. E você é uma.
Mas o Google também, certo? Em tese, ele é muito mais “informado” do que qualquer um de nós. Mas poucos entendem que referência significa muito mais do que algorÃtimos, page rank , confiabilidade ou tradição no mercado. É algo bem mais complexo: queremos rostos, nomes, personalidades e histórias de vida.
Ainda que as chamadas ferramentas de “busca social”, como o Mahalo , não tenham se tornado populares, no cotidiano as pessoas ainda procuram triagens e reputações pessoais para traduzir informações técnicas ou corporativas.
Imagino que, no futuro, um bom mecanismo de buscas seja socialmente personalizado . Ou seja: capaz de ler meus feeds, posts em blogs, Twitter, MSN etc. e entender quem eu admiro, confio e respeito.
Pense no antigo Pandora , no Genius (iTunes ou no Stumble Upon . Os algorÃtimos vão traçando uma espécie de perfil dos meus gostos pessoais e sociais. Não é preciso gastar tempo se adaptando à linguagem das máquinas. Você só diz “sim”, “não”, “gostei”, “não gostei” – o que, do ponto de vista de uma mente comum, é uma interação extremamente divertida.
Assim, não é um absurdo pensar que, em breve, todos teremos algo como nossas próprias ferramentas de busca. E interagindo com os celulares.
4. Texto é uma forma muito lenta de comunicação. Ainda que, mesmo ao consultar humanos, precisemos adaptar a linguagem, falar do jeito que o outro entenda, aparentemente, pessoas são mais rápidas e flexÃveis do que programas.
Isso porque são capazes de entender gestos, sinais corporais, não só texto. As buscas do futuro talvez saibam interpretar o movimento dos olhos ou gestos de mouse.
5. Gente é mais eficiente na arte da triagem. Continuando no exemplo acima, minha colega só entendeu as instruções que li em voz alta assim que eu guiei diretamente sua atenção por meio dos menus do Excel. Quer dizer, eu “desmenuzei” os menus. O que fiz foi simplesmente ajudá-la a ignorar informações paralelas e focar-se onde precisava.
Concentração traz um enorme prazer. Em especial quando você enfrenta um problema irritante. Mas, hoje em dia, o texto tem perdido sua capacidade de prender atenção. Por mais que se use bullets, Ãcones e concisão, massas de letras, em especial quando exibidas em telas, são fatores repugnantes .
Aliás, se você chegou linearmente até o final desse texto, hoje pode ser considerado uma exceção. A maioria deve ter vindo diretamente aqui por causa do Ãcone e da diferença visual no estilo.
De qualquer forma, estamos sempre fazendo buscas. Dentro e fora do computador. Há tanta informação disponÃvel, que a seleção da melhor fonte ainda depende de coisas muito prosaicas e antigas como a sensação de que há alguém do outro lado ouvindo e se preocupando com o que você deseja.
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28/09/2008 - 14:37
“Vamos falar de uma interface social de sucesso. Muitos humanos são menos inibidos digitando do que falando cara-a-cara. Adolescentes são menos tÃmidos. Usando mensagens de texto de celular, são mais propensos a convidarem outros para encontros. Esse tipo de software está melhorando radicalmente a vida amorosa de milhões de pessoas (ou pelo menos seus calendários sociais). Mesmo que mensagens de texto tenham uma interface horrÃvel, ela se tornou extremamente popular entre as crianças. O lado irônico é que há uma interface para comunicação entre humanos muito melhor no próprio aparelho: essa coisa inteligente chamada ‘telefonema’. Você disca um número e tudo que diz pode ser ouvido por outra pessoa, e vice-versa. É assim simples. Mas você detona seus dedos digitando apenas para dizer ‘droga, você é gostosa’, porque aquela string arranja um encontro para você, e nunca teria coragem para dizer ‘droga, você é gostosa’ usando sua laringe”.
Joel Spolsky , (foto acima) tentando explicar porque não podemos ser simplistas quando pensamos em experiência de usuário ou em coisas como facilidade ou dificuldade para usar equipamentos eletrônicos.
Não sabia dessa. Existe uma versão em português com alguns dos textos clássicos de Joel Spolsky, do Joel on Software , um dos blogs mais interessantes e divertidos para quem gosta de ler sobre o que significa conviver diariamente com informação e tecnologia. As traduções não são exatamente boas, mas ajudam quem não lê inglês a ter acesso a textos clássicos como o citado acima, “Não é apenas usabilidade “. Agora, que tal traduzirem o Coding Horror ?
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26/09/2008 - 13:10
Por falar na fundação que mantém o Firefox, se você escreve roteiros para vÃdeos, screencasts e até cinema, provavelmente vai gostar do Celtx . Mais que um editor de texto, o programa se integra a algumas das tecnologias de calendários e comunicações desenvolvidos pela Mozilla. A idéia é escrever, organizar storyboards, referências, contextualizar personagens, locações e, de quebra, já agendar datas com seus colaboradores. Baixe o Celtx aqui .
Se você acha que o Google Docs é um editor de texto colaborativo, precisa conhecer o SubEthaEdit , para Mac OS X. Ele é uma mistura de editor de texto com instant messenger. Usado em coberturas jornalÃsticas de eventos ao vivo, permite que você abra uma janela lateral com seus contatos e escreva junto com eles, como se estivessem ao seu lado, corrigindo ou editando o material na hora em que está sendo digitado. Funciona bem tanto para programadores quanto para escritos sem códigos. Para ter uma idéia melhor de como funciona, confira o vÃdeo . Pensando bem, não use se tiver pouca concentração, chefes obsessivos ou crises de ego.
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26/09/2008 - 13:10
Faz tempo que o Evolution é um dos melhores cliente de e-mails para Linux, em especial para os usuários que precisam de recursos parecidos com os do Outlook, como intergração com agendas, calendários e listas de tarefas. Já existiam versões para Windows circulando na web, mas nenhuma era exatamente fácil de achar. Agora a Digital Intellectual Property Consultants publicou o software numa página simples e funcional, para que usuários menos geeks possam baixar e instalar o programa facilmente. Basicamente, você encontrará um gerenciador de e-mails parrudo e fácil de configurar. Praticamente igual ao da Microsoft. Mas um pouco menos confuso. E gratuito (baixe aqui ). É claro que você sempre pode optar pelo Thunderbird (e-mail) + Sunbird (calendário) e Lightning (que junta os dois), todos da Mozilla.
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26/09/2008 - 12:01
Não pude resistir a traduzir esse quadrinho do xkcd . Já voltamos à nossa programação normal.
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26/09/2008 - 11:17
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25/09/2008 - 12:18
A nova versão do Gnome (2.24) já está disponÃvel para download . O ambiente de trabalho para Linux trouxe poucas novidades, mas avançou um bom terreno na corrida para deixá-lo cada vez mais confortável para os usuários acostumados a outros sistemas operacionais. Agora inclui um novo gerenciador nativo para mensagens instantâneas – como o iChat ou o MSN. Também traz uma versão turbinada do comunicador Ekiga , com direito a nova interface, recursos para video-conferência e gerenciamento de contatos (na linha do Skype). Outras atualizações interessantes foram feitas nos gerenciadores de arquivos e na configuração de múltiplos monitores. Para ver tudo o que mudou ou foi melhorado no Gnome, visite o site oficial .
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25/09/2008 - 10:11
Coisas que me alienavam no passado, agora percebo que, bem, é só o jeito que a pessoa é ou como as coisas são. Não vou deixar isso me aborrecer tanto. Talvez porque ao envelhecer desenvolvamos um certo tipo de atitude “não estou nem aÔ, mas num bom sentido. Não é que eu tenha deixado de me importar com o que faço. Mas não considero cada pequena coisa como se fosse um caso de tudo ou nada. Nem que cada frase minha ou dos outros precise estar perfeitamente correta. Às vezes os resultados terminam por ser melhores do que quando você está envolvido obsessivamente… É um tipo de paranóia que demanda que tudo seja certo.
David Byrne , ex-Talking Heads e artista multimÃdia, em entrevista ao site Pitchforkmedia .
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24/09/2008 - 17:20
Jogo engajado é outra coisa. No Free Culture Game , você é um simbolo do copyleft que tem que distribuir o máximo possÃvel de conhecimento para as pessoas, antes que ele seja completamente sugado pelo emblema do copyright. O game, apelidado de “A teoria jogável”, foi desenvolvido pela empresa La molleindustria , a mesma já que havia criado um contra a intolerância religiosa , entre outros. Não deve converter muita gente à causa, mas pode ajudar professores em escolas secundárias a introduzir o assunto propriedade intelectual de uma maneira divertida.
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24/09/2008 - 16:51
Queremos seu cérebro…
Segundo o blog Sharp Brains , empresas como Google, Microsoft, Amazon, entre outras, começaram a aplicar testes neurológicos em entrevistas de emprego. Calma, ainda não penduram eletrodos nas pessoas. Elas são convidadas a resolver quebra-cabeças ou a tentar adivinhar rapidamente:
1. Quantas vezes um elefante é mais pesado do que um rato?
2. Quantos bombeiros há no Central Park, Nova Iorque?
3. Quantos sapatos você teve ao longo da vida?
4. Quantas bolas de golf cabem num ônibus escolar?
Para tudo isso há respostas concretas ou estimadas (confira no Sharp Brains ). Mas não se trata de um vestibular baseado no Guia dos Curiosos . A idéia é “medir” a capacidade lógica, a rapidez de raciocÃnio, a flexibilidade cognitiva e a capacidade de solucionar problemas dos candidatos a vagas.
Deveriam medir também a capacidade de resistência fÃsica, já que muitos dos trabalhadores da área de TI fazem jornadas de trabalho bastante longas e estressantes. Não é difÃcil encontrar funcionários que são obrigados a manter um celular sempre por perto para resolver problemas que surjam fora do expediente.
Se você quer ter uma noção bastante realista do que pode vir a ser uma carreira numa startup no Vale do SilÃcio, assista ao documentário Code Rush e aos filmes August e
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24/09/2008 - 09:04
O Google lançou mais um dos seus projetos malucos, mas aparentemente bem intencionados. Chama-se 100 elevado a 100 . A idéia é simples: você vai até o site da campanha e posta sua idéia de como tornar o mundo melhor.
Tem que ser algo concreto, passÃvel de ser posto em prática. Os melhores projetos serão escolhidos em 27 de janeiro de 2009 e o vencedor receberá U$ 10 milhões para ser implementado. Isso mesmo: 10 milhões de dólares.
Mas quais serão os critérios para a escolha? Ora, você sabe como é o Google, cheio de estatÃsticas, cálculos e algorÃtimos. O melhor projeto será aquele que conseguir demonstrar que pode ajudar ao maior número de pessoas. O vÃdeo acima dá uma idéia do espÃrito da campanha. Por isso o nome 100 elevado a 100.
Quer tentar a sorte? Envie sua idéia aqui . Mas fique esperto: o prazo de participação será encerrado em 20 de Outubro.
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22/09/2008 - 15:46
A visualização múltipla do Sunbird, da Mozilla.
Quando se fala em Mozilla, você pensa no quê? Firefox ? Thunderbird ? Já há alguns anos a Fundação nascida das cinzas da Netscape vem criando outros aplicativos menos conhecidos, porém igualmente interessantes. Um deles é o Sunbird , um gerenciador de calendários para desktop. Mais ou menos no estilo do iCal (Mac OS X), só que funciona em todos os sistemas operacionais. A versão 0.8 do aplicativo acabou de ser lançado e pode ser baixado gratuitamente aqui . Os sistemas de tarefas, notificações e listas continuam bem funcionais, oferecendo todos os recursos disponÃveis no mercado (como visualizações por dia, semana ou mês, integração com cliente de e-mail etc). Mas você sabe que a grande vantagem dos produtos da Mozilla é que eles suportam Complementos (Plugins e Add-Ons). Aqui a coisa começa ficar interessante. Por exemplo, para quem sofre de internet lenta, a extensão Provider for Google Calendar pode ser uma boa alternativa para baixar e sincronizar calendários on-line, como o do Google. Precisa sempre estar de olho em fuso horários? FoxClocks pode ajudá-lo. Como no Firefox e Thunderbird, também há temas, dicionários e suportes para várias lÃnguas. Confira mais extensões no site oficial .
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22/09/2008 - 10:56
Você acorda de péssimo humor todo dia e não sabe como enfrentar aquele colega de trabalho que parece mais um Teletubbie? John Medina pode ajudá-lo.
Mesmo após séculos de pesquisas neurológicas, ainda sabemos pouco sobre como o cérebro funciona. Ainda assim, não faltam livros sobre como hackeá-lo ou aplicá-lo melhor para ganhar dinheiro . Nos EUA, claro. No Brasil, ainda há pouco material publicado. Mas pelo menos o de John Medina deveria ser traduzido e lançado por aqui.
O biólogo molecular é professor da Universidade de Washington e tem um livro chamado Brain Rules . Nele, baseia-se em algumas pesquisas neurológicas para criar 12 regras que melhorariam o funcionamento do cérebro. Medina sugere que se você seguir os ciclos naturais do seu corpo será mais produtivo (vide o exemplo do vÃdeo acima, sobre as pessoas que funcionam melhor pela manhã e os que rendem mais à noite).
Já ouvimos essa história milhares de vezes. São teses interessantes. Mas o patrão ainda vai querer que batamos o ponto no horário combinado, seguindo as regras do cérebro dele. Ou as regras do mercado. De uma certa forma, os conselhos podem se tornar praticamente inúteis, um passa-tempo com auto-ajuda.
Mas não sejamos tão radicais. Em última instância, Medina pelo menos pode ajudá-lo a tentar convencer melhor seu chefe. E de um jeito mais divertido.
Em seu trabalho, o professor faz um uso muito inteligente de textos, internet, vÃdeo e áudio. Imagine se o famigerado Telecurso Segundo Grau fosse engraçado e tivesse podcasts, newsletter, blog etc. Passe no canal do livro no YouTube e confira os vÃdeos (em inglês). Pode ajudar pouco, mas pelo menos rende umas boas risadas.
Porque é impossÃvel fazer muitas coisas ao mesmo tempo.
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18/09/2008 - 12:12
Há praticamente um ano, escrevi um post chamado “5 coisas que pouco se fala sobre o tédio” . De lá para cá, é claro que tive oportunidade de me entediar inúmeras outras vezes. E, assim, desenvolver outras visões sobre o assunto. Uma delas está baseada no livro The Path is the Goal , de Chögyam Trungpa , infelizmente ainda não publicado no Brasil. O texto afirma que o tédio é uma forma de distração. Vou usar essa idéia do meu jeito, mas vale conferir o ensinamento original no livro.
Tédio é uma sensação difusa de que tudo se repete, o que provoca falta de entusiasmo . Está sempre vinculado a tarefas cotidianas, que aparentemente não mudam.
Não é algo que necessariamente nos irrita ou impede de agir. Podemos estar entediados com o trabalho e ainda assim aparecer diariamente no escritório. Mas sentimos que o sangue não corre nas veias, que não estamos interessados nas nossas atividades.
Assim, o tédio nunca surge como um Godzila prestes a nos devorar. Nem mesmo como um sintoma de que a vida é horrÃvel. No começo, ele é só mais uma das distrações disponÃveis . Poderia ser a TV ou uma conversa alheia no elevador.
Mas não é. Desta vez é uma sensação fÃsica / psÃquica. E que, como todas, pede um complemento – um roteiro, um significado. Ou seja, que você lhe dê um nome. E defina o que vai fazer com aquilo: “gosto, não gosto, faz parte do meu grupo social, fujo ou enfrento”.
Quando o tédio surge, rapidamente fugimos dele e criamos uma história qualquer. “Odeio meu emprego, detesto acordar cedo, eu deveria…, eu poderia…” etc. E assim nasce a rejeição e a irritação . É um processo muito rápido. Tanto que o tédio acaba levando toda a culpa que não é dele.
Se prestarmos atenção, perceberemos que o tédio está estranhamente vinculado a cores, texturas, cheiros e comportamentos. Por exemplo, o odor do carpete da sala pode detonar um sentimento de que estamos estagnados na vida. Mas, afinal, que diabo uma coisa tem a ver com a outra? Isso faz algum sentido? Tem alguma lógica? Não. É muito engraçado. E ridÃculo até.
Por isso, examinar o tédio de perto pode ser muito divertido . Você vai descobrir que implica com as coisas mais idiotas. Só o fato de percebê-lo já cria um certo humor e tira o tédio do campo da distração-com-sofrimento para o da distração-com-sarcasmo ou ironia .
É por isso que seriados como Seinfeld fizeram tanto sucesso: foram tão eficientes em investigar o tédio, tão obsessivos nessa arte, que descobriram que ele sempre leva a situações engraçadas. Ou seja: se quebrarmos as moléculas do tédio, vamos produzir humor .
Geralmente, fazemos um esforço muito grande – e desajeitado – para permanecermos irritados. Gastamos energia procurando motivos para reforçar o sentimento de que somos vÃtimas de “alguma coisa externa” chamada tédio.
Em vez de nos concentrarmos no sentimento em si, desviamos a atenção e criamos histórias. São elas que dão força ao tédio. As teses, conspirações, planos de fuga e teorias reforçam a auto-vitimização. Em sua nudez, o tédio é apenas uma espécie de reflexo da criatividade das nossas mentes e das suas atividades infinitas.
Assim, a diversão de hoje é o tédio de amanhã. Podemos nos envolver cegamente com isso ou, como Seinfeld, enxergar o ridÃculo de todo esse processo*.
* Isso antes de ele trabalhar para a Microsoft , claro.
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17/09/2008 - 15:29
Já que o Google está entrando seriamente na busca em arquivos de áudio, não deve demorar para aparecerem dicas de SEO (search engine optimization) para vÃdeos e podcasts. Se você já quer se informar sobre o assunto, para oferecer consultoria ou coisas assim, pode começar estudando Arquitetura da Informação e usabilidade direcionadas para áudio. O pessoal da agência Boxes and Arrows já produziu algum material educativo sobre o assunto . A matéria completa está aqui . Mas vale destacar algumas dicas de certa forma óbvias, mas úteis, para planejar “os pograma que o povo gosta” – como diria o falecido Bolinha (na imagem, junto com seus jurados).
Em tese, programas de jornalismo on-line em áudio precisariam:
Ser curtos – Usar frases diretas e objetivas. Parágrafos longos são ainda mais difÃceis de compreender em áudio do que em texto escrito.
Repetitivos – Em áudio, vale repetir palavras, retomar frases e voltar o foco ao assunto principal de tempos em tempos.
Usar imagens mentais – Você pode criar metáforas, usar sons ambientes e música para ajudar os ouvintes a se lembrarem dos tópicos.
Dicas à David Lynch :
1. Determinados sons podem servir até de inspiração para um tema. Não tem assunto? Ouça música e deixe o cérebro construir a inspiração.
2. Muitas vezes, sons são mais eficientes que palavras para comunicar um estado emocional. Assim, dependendo do tema do seu programa, vale prestar atenção redobrada na trilha e até mesmo cortar texto que ela possa substituir.
Tirar vantagem das possibilidades do áudio – Usar diferentes tons de voz, interpretações, sotaques etc. Não apenas ler textos em frente a um microfone.
Ser regulares – As pessoas gostam de encontrar edições frequentes dos programas, nos mesmos dias e horários. Esse é o modelo a que fomos acostumados pela mÃdia off-line. Particularmente, prefiro que as pessoas fiquem quietas quando não têm o que dizer. Mas sou minoria. Se você quer cliques, precisa produzir muito conteúdo. Mesmo que ele não seja sempre de primeira qualidade. A idéia é criar uma base de conhecimento consistente, que possa ser sempre reutilizada e destacada oportunamente, para quem tiver algum interesse especÃfico. Set Godin explica como é que se faz (em inglês).
Mais dicas, vá até o site da Box and Arrows .
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17/09/2008 - 14:37
Que o Google indexa de formulários on-line a jornais antigos você já sabia. Mas agora o buscador consegue ler, classificar e exibir resultados extraÃdos de áudio também. E isso não significa apenas podcasts. Também inclui vÃdeo. Ou seja: você pode encontrar citações e falas especÃficas em filmes, música, discursos de polÃticos, vÃdeos clássicos recuperados de arquivos semi-perdidos e até de gravações queima-filme produzidas quando você estava bêbado. Quer ver como funciona? Conheça o Gaudi . Não o
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17/09/2008 - 11:04
Imagem do site de tiras xkcd . Note o papel. A cada linha escrita há o endereço de um site. E a legenda diz algo como: “até que usasse uma máquina de escrever, nunca percebi o quão ruim era o meu hábito de interromper minhas tarefas a cada segundo para acessar algum site numa tabela paralela do Firefox”. Identificou-se?
Aliás, para quem lê em inglês, vale lembrar: o site de Randall Munroe já se tornou há algum tempo um dos mais interessantes e divertidos retratos da vida cotidiana de quem trabalha com internet e informação.
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