Neuromarketing: como enganar o cérebro e fazer as piores com

Durante muitos anos alguns economistas acreditaram que fazer negócios é um processo até certo ponto racional. Ao longo dos anos, a economia de mercado mostrou que não é bem assim. Pelo menos é o que acha Dan Ariely, autor de Previsivelmente Irracional. Boa parte das nossas compras são movidas por lógicas meio tortas, o que ele demonstra no livro, por meio de testes de campo bastantes interessantes, como o seguinte.
Pesquisadores fizeram duas ofertas de assinaturas da revista The Economist para grupos diferentes de pessoas, mas com características parecidas.
Oferta A:
US$59 – Assinatura só para Internet (68 pessoas escolheram a opção).
US$125 – Assinatura para Internet e revista impressa (32 escolheram)
Retorno previsto – $8,012
Oferta B:
US$59 – Assinatura só para Internet (16 escolheram)
US$125 – Assinatura só para a revista impressa (0 escolheu)
US$125 – Assinatura para Internet e revista impressa (84 escolheram)
Retorno previsto – $11,444
É o mesmo preço. Mas, segundo os pesquisadores, a segunda opção da oferta B serviu para captar a atenção das pessoas como uma isca.
Esse tipo de assunto é bem sério e deu origem a uma nova disciplina, chamada de neuromarketing. Como não poderia deixar de ser, ela é cheia de subtemas. Um delas é exatamente o Decoy Marketing (algo como “marketing de isca”). Em seu blog, o consultor Roger Dooley fala mais sobre o caso acima. Para ele, nossos cérebros não são bons em lidar com valores absolutos, gostam de relatividades. Por isso podem ser enganados enquanto tentam tirar vantagem de uma situação.
Os economistas da época de Adam Smith talvez dissessem que isso ainda é racionalidade. O consumidor tenta, para usar um jargão, “maximizar seu prazer” e eliminar o que parece ser prejuízo.
Não sei porque, mas isso me lembra as ofertas de planos de celular. É preciso ser bem sistemático para calcular toda aquela conversa dos diferentes minutos e tipos de ligação disponíveis, não?
De qualquer forma, até para economizar dinheiro, vale relembrar a importância de estudar a mente e as maneiras pelas quais ela frequentemente engana a si mesma.
Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Obrigada pela dica do livro,”previsivelmente irracional”. Será que será racional compra-lo?! rs Abraços!
Acho interessante as jogadas de marketing. A exemplo de promoções que oferecem os três primeiros meses de um serviço, com o preço bem atrativo, e depois voltam para o preço normal. Será que as pessoas que assinam um contrato desses, se esquecem dos preços posteriores?
as empresas tentam burlar nossas mentes…fui compra uma passagem direto de Campina para Teresina…e a mesma companhia vende a mesma passagem se dividas em rotas por um preço 20% menor, questão de lógica ou não vou chegar no mesmo horário no destino final por um preço bem menor…basta usar a azeitona que existe no cérebro de vez enquando….
Claramente a mente humana funciona comparando, funcionamos por pares de oposiçao, assim como estuda a Antropologia, é comum o marketing utilizar dessas informaçoes, além de mtas do campo de pesquisa da psicologia, porém muitos agem de má fé, induzindo ao erro. Pesquisas devem ser feitas nessas areas, e o governo federal deve regular esse tipo de coisa, bem como mensagens subliminares… e a populaçao a partir de informaçoes desenvolver seu pensamento critico para nao cair nessas “falácias” que mtas vezes sao chamadas de jogadas de marketing… é certo que neste caso demosntrado acima nao houve mentira, mas a maioria desse tipos de anuncios querem induzir o consumidor ao erro.
Tiago