
No Plurk, os posts são publicados numa timeline e a navegação é horizontal.
Um dos fenômenos de mídia mais comentados dos últimos meses foi o surgimento do microblogging. Já tratamos do assunto várias vezes. Mas, se você chegou agora, basicamente, a palavra designa um jeito de escrever e publicar textos curtos na internet.
Essa prática foi impulsionada pela popularização dos celulares e por serviços como o Twitter, Pownce e Jaiku, que publicam posts a partir da web ou de mensagens em SMS.
No começo, não sabíamos direito para que o microblogging servia. Mas hoje o Twitter se tornou uma ferramenta praticamente obrigatória para sites de notícias de tecnologia e até alguns mais genéricos, como o New York Times. Ele ajuda a manter um contato mais direto entre jornalistas e leitores, além de esquentar a cobertura de eventos, mostrando tudo o que acontece, praticamente ao vivo.
Microblogging, macroproblemas
Há alguns meses, o Twitter ficou tão popular que seus servidores não aguentaram o crescimento do número de usuários e de posts. Os desenvolvedores da ferramenta cogitaram até em trocar a tecnologia por trás do site, de Ruby on Rails para o velho e bom PHP. Mas nada mudou até agora. Então muitos usuários começaram a migrar de serviço.
Mas para onde? Apesar de ser um excelente serviço, o Pownce, não pegou. O Jaiku, por sua vez, foi comprado pelo Google e começou a se tornar uma alternativa viável. Mas, como ainda está restrito para convidados, abriu espaço para surgir uma nova moda, a do Plurk.
O nome é um acrônimo de Peace (paz), Love (amor), Unit (unidade), Respect (respeito) e Karma. Mas há outras interpretações menos hippies do termo. Trata-se de um serviço de microblogging que tem uma interface e estilo radicalmente diferente do Twitter. O Plurk publica seus posts numa timeline e, por isso mesmo, tem uma navegação horizontal.

A página inicial do site se parece com um episódio dos desenhos Eu sou o Máximo ou A Vaca e o Frango. Os avatares dos “funcionários da firma“, também levam a crer que sejam fanáticos pelo Cartoon Network e coisas do tipo.
E a auto-descrição do serviço não poderia ser mais direta: “Plurk é um lugar que permite que você publique e compartilhe seus pensamentos, emo-ness (algo como sua ‘emo-zidade’), #^ @%!*%(& e preferências”. Bem mais realista do que “O que você está fazendo?”, do Twitter. Mas também mais adolescente.
Vai pegar?
Aparentemente, tem tudo para dar errado. Mas o Twitter também parecia ter. De qualquer forma, o Plurk já começa a virar moda entre certo público que consome tecnologia como diversão e estilo de vida. Será adotado por profissionais de mídia e outros nichos de mercado?
Se for, o problema será o de sempre: como a empresa que mantém o Plurk vai fazer dinheiro? Como aguentará o volume de tráfego de dados que a popularidade do site pode atrair?
Ninguém ainda sabe ao certo como responder essas questões. Mas pelo menos a empresa tem um boi cuidando da escalabilidade do projeto, o que já é um grande diferencial, concorda?
De olho no jargão
Escalabilidade – a capacidade de planejar que recursos serão necessários para manter um serviço funcionando adequadamente.
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