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Arquivo de maio, 2008

08/05/2008 - 16:20

Como mudar velhos hábitos?

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brain changingO New York Times publicou um interessante texto sobre mudança de hábitos. Segundo a jornalista Janet Rae-Dupree, “pesquisadores do cérebro” descobriram que quando alteramos nossos comportamentos e saímos das nossas zonas de conforto, criamos estruturas cerebrais que podem ampliar nossa criatividade.

O artigo traz poucas informações concretas. Quase não há referências de livros, nomes de cientistas e dados de pesquisas. Links, então, nem pensar. Mas, enfim, a tese do texto é bem útil:

Não tente assassinar seus velhos hábitos. Uma vez que alguns deles estão gravados no hipocampo, eles vão ficar. Em vez disso, novos hábitos que nós introjetamos conscientemente criam caminhos paralelos que podem suprimir, desviar as rotas antigas.

O artigo cita uma psicoterapeuta Dawna Markova, blogueira e autora do livro The Open Mind: Exploring the 6 Patterns of Natural Intelligence. Ela diz que temos como que três “zonas”: a de conforto, de elasticidade e de estresse. A primeira pode produzir acomodação e ignorância. A terceira “derruba o sistema” por excessiva tensão e uso. As mudanças realmente ocorreriam na segunda.

Quer dizer: não adianta forçar demais. Para mudar um hábito, é melhor procurar alternativas, buscar inovações. Não lutar contra cruelmente contra si mesmo e se condenar quando der errado. Nem tensão, nem relaxamento demais. Mudança constante dentro da área de elasticidade. Criatividade, em vez de dureza.

PS – Vou continuar a pesquisar mais sobre as pesquisas neurológicas sobre esse assunto. Pode haver mais coisas úteis aí.

Via Chagdud Khadro.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/05/2008 - 10:27

Método hippie-geek para lidar com computadores com TPM

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steve jobs hippieA produtividade pessoal é influenciada por uma série de fatores aparentemente nada explicáveis. Pelo menos não pelos nossos sistemas conhecidos e aceitos como “racionais”.

Certo dia, você acorda e simplesmente não rende. Dormiu bem, tem um método para lidar com suas tarefas – nada parece ter saído da linha. Mas algo faz com que você esteja mais disperso e improdutivo do que de costume.

Mulheres ainda contam com o fator TPM para explicar variações de humor e desempenho. Mas e os homens? E as máquinas, que às vezes resolvem dar mais trabalho que o comum? Você pode investigar cada transistor, mas parece que elas simplesmente acordaram de TPM.

Esse fenômeno pode ser explicado de diversas maneiras. De técnicas a psicológicas. Há quem apele até para a astrologia e feng shui. Um amigo costumava colocar uma estátua de um preto velho em cima do micro e dizia que protegia mais do que o Avast (antivírus). Não importa muito, desde que funcione.

hippie geekMr. Natural

Parece um tanto absurdo. Mas a tecnologia é algo bastante “natural”. Computadores são peças construídas de minerais e fósseis (petróleo), gastando energia que (geralmente) vem do movimento da água, funcionando num planeta que gira em torno de si mesmo, num sistema solar. Fazem milhares de contas por segundo, que são na verdade teorias e conceitos inventados por humanos. Resolvem e criam problemas de comunicação entre pessoas.

Como poderia uma relação complexa como essa funcionar linearmente? Ou deixar de ser influenciada por fatores simples e aparentemente fora de contexto como um dia de sol?

Soa um tanto hippie-geek, mas o que eu quero dizer é: não adianta se apegar a processos. No cotidiano, é melhor se acostumar a certa quantidade de “insanidade”, caos e falta de explicações claras.

Nem mesmo máquinas se comportam como pensamos que máquinas deveriam se comportar. Quanto mais gente. É melhor aprender a identificar quais são nossos ciclos menos produtivos e, na medida do possível, adaptar nossa agenda a eles.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/05/2008 - 17:28

Livro ajuda a combater a estagnação

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unstuck book
Página do livro Unstuck: gráficos para mostrar onde sua equipe pode estar falhando.

O consultor Keith Yamashita e a professora de comportamento organizacional, Sandra Spataro (Yale University), lançaram recentemente um livro que ajuda a entender o complexo debate sobre estagnação. Chama-se Unstuck: A Tool for Yourself, Your Team, and Your World.

O livro é aquilo que se pode esperar de textos de consultores: práticos, úteis até certo ponto, mas com visão um tanto restrita. A novidade do livro está na forma: usa gráficos e imagens provocadoras para mostrar certos processos organizacionais e psicológicos que nos prendem. Vale a pena conferir.

Se você não estiver disposto a morrer com uma grana no Amazon (já que as editoras no Brasil dificilmente lançam esse tipo de livros aqui), pode ler uma versão condensada aqui. Aproveite e faça o teste e ver se está estagnado.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/05/2008 - 17:02

Sua vida não anda?

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stuckCedo ou tarde todos nos sentimos estagnados. É difícil identificar de onde vem o problema, porque geralmente assumimos a posição de vítimas.

Mas a estagnação pode ter um lado positivo. Ela mostra algo que queremos ignorar, ou que deixamos soterrado no meio das atividades diárias.

Durante o dia, acumulamos e recombinamos uma série de pequenas práticas e manias que, somadas, não só nos fazem perder tempo, como também gastam uma imensa energia física.

Autocondenação, reclamação, negatividade, tarefas feitas no piloto automático (como checar e-mails muito frequentemente), navegar na internet sem objetivos (nem exatamente diversão), preguiça de pensar e aprender, procrastinação, entre outros fatores. Esses hábitos parecem ser inofensivos e “normais”. Investigá-los pode soar a paranóia. Combatê-los, uma escravidão – já que sempre há algum processo de abstinência e esforço envolvido em anulá-los.

Mas é exatamente o contrário: quando você deixa de investigá-los, cria as condições para o aparecimento do sentimento de estagnação. É como mato: se você não der atenção, cresce e toma conta do espaço.

Cada micro partícula dos seus hábitos se movimenta e se choca, causando tensão entre si. Por isso mesmo o processo todo se extingue. E surge o sentimento de estar estagnado. Ele é o sistema da confusão matando a si mesmo.

Nesses casos, ou você perde a linha e resolve mudar tudo, ou cria um outro sistema, a apatia, que funciona como paliativo, mas também entra em colapso.

Talvez você gostaria de ler algo muito prático que dissesse: “5 dicas sem esforço para se livrar da estagnação”. Mas no mês que vem teria que ler outro desses.

Muito mais útil investigar o que, no seu cotidiano, levou a sua mente a dizer: “chega! isso simplesmente não anda, não leva a nada”. Como diria um clássico do rock dos anos 90, é melhor achar microsoluções para os megaproblemas.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/05/2008 - 17:55

Gaste menos tempo com e-mail criando modelos de respostas

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Investigue seus e-mails. Muitos de nós temos 4 ou 5 situações básicas que sempre se repetem. Por exemplo:

1) Pedidos de informações genéricas.
2) Questões familiares.
3) Suporte técnico com questões quase sempre parecidas.
4) Assuntos que precisam de maior investigação e você terá que pedir mais tempo para responder adequadamente ao remetente.

Geralmente, cada um desses tipos gera respostas parecidas. Assim, você pode criar modelos (templates) para economizar tempo ao respondê-las.

Funciona assim: identifique e classifique grupos que se repetem. Depois crie algo como:

Caso família

“olá, XXXX

&insira o texto variável

um abraço, te amo.
assinatura”

Caso suporte

“olá, XXXX.

Recebi seu e-mail e estou cuidando do problema.
Enquanto isso, você poderia verificar se:

1. O cache do seu browser está limpo.
2. Os cabos do seu computador estão ligados.

etc.

abraço,
assinatura”

A idéia é criar modelos para os e-mails repetitivos – até mesmo os pessoais – e salvá-los em simples arquivos txt.

Conforme os casos aparecerem, mande ver no Alt + Tab e copie e cole o que for adequado. Com o tempo, você pode tornar esses templates mais funcionais e refinados.

Alguns podem argumentar que isso torna os e-mails impessoais e frios. De modo algum. 1) Você escreve neles o que quiser, de bula de remédio a letras do Odair José. 2) Você ganha tempo para realmente se concentrar no assunto.

Se você quiser ganhar mais tempo ainda, pode criar teclas de atalho para esses templates – e para muitas outras palavras que você digita com frequência – usando programas como o Texter (Windows) e TextExpander (Mac).

Ou o aplicativo E-mail Commander, um cliente de e-mail bem simples (pense num Outlook com anorexia), que permite criar templates como quem cria filtros. Ou seja: toda vez que chegar um e-mail do seu patrão, ele já será respondido com um padrão de cores e textos pré-definidos.

Assim você vai pode inserir cores, numerologia ou mensagens subliminares no layout, incitando seu chefe inconscientemente a lhe dar um aumento de salário. Vai que funcione.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/05/2008 - 15:42

Hoje é o dia de esquecer o trabalho: será possível?

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al pacino
Al Pacino, que faz um jornalista no filme O Informante.

O feriado de hoje deveria ganhar outro nome: dia para esquecer do trabalho. Mas atualmente essa aminésia voluntária é uma das coisas mais impossíveis de se obter.

Não só por causa dos celulares e internet, que podem nos deixar acessíveis aos escritórios a qualquer momento. É que, como diria Tim Ferriss, “usamos job descriptions como self descriptions”.

Ou seja: não só na sociedade de mercado, mas principalmente nela, muitos de nós enxergam suas personalidades como uma espécie de extensão do currículo. Apoiam suas felicidades e identidades no fato de estarem vinculados a esta ou aquela empresa, área profissional ou até mesmo no de estarem (ou serem) “ocupados”.

Lembro-me daquele filme no qual Al Pacino faz o papel de um jornalista. Ao telefone, sempre costumava dizer: “aqui é Lowell Bergman, do 60 minutos“. Quando ele pede demissão do programa de TV, fica transtornado ao perceber que não tinha mais um título profissional para inserir depois do nome.

Há alguns meses, encontrei com um colega que não via há tempos. A primeira pergunta que ele me fez foi: “e aí, o que está fazendo?” De sacanagem, respondi: “voltando para o meu apartamento”. E ele: “Trabalhando onde?” Continuei: “em casa”. Nos cumprimentamos amigavelmente e ficou por isso mesmo.

Ferris costuma ser mais incisivo. Sempre responde que é traficante de drogas – o que deixa o interlocutor sempre um tanto desconcertado. Pode parecer uma atitude ranzinza, mas ele diz que é a sua forma de protestar contra essa cultura do eu-currículo.

É engraçado encarar o 1º de Maio por essa perspectiva. Suponha que por um dia toda e qualquer memória do trabalho se extinguisse da cabeça de todas as pessoas do planeta. Como você se auto-descreveria?

Mais

- O Informante, com Al Pacino
- O livro The 4-Hour Workweek, de Tim Ferriss
- Mais sobre Tim Ferriss no Magaiver
- Blog de Tim Ferris

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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