iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de março, 2008

10/03/2008 - 19:47

Você é um cibernômade?

Compartilhe: Twitter

nomad
Onde é o próximo cibercafé?

Há cerca de meio bilhão de pessoas no mundo que navegam na internet todos os dias sem possuir um computador. O assunto foi retomado pelo escritor Nicholas Carr, autor do best-seller The Big Switch – Rewiring the World, from Edison to Google. São usuários que acessam a web por meio de cibercafés, bibliotecas ou nos seus ambientes de trabalho.

Carr criou dois termos para designar esse grupo social: cibernômades e deviceless (sem aparelhos). Eles já estariam adaptados ao mundo dos aplicativos online, como Gmail, Yahoo Mail, Google Docs, entre outros. Em seu post, o escritor não avança no assunto. Mas há várias implicações interessantes nessa discussão.

Não dá para chamar os cibernômades de deviceless, porque, afinal, eles usam devices. Só que pertencentes a outras pessoas e instituições. Isso é um fenômeno muito importante: cria toda uma outra relação com os computadores:

1.Altera a maneira como lidamos com a leitura e a escrita – pouco tempo disponível, condições de concentração insuficientes.

2.Influencia qual conteúdo podemos acessar – por exemplo, no trabalho, geralmente não podemos visitar certos endereços e serviços.

3.Cria todo um comportamento social, uma relação “malandra” com a informação. Quer dizer, muitos têm que recorrer ao famigerado ALT + Tab para ler seus sites favoritos. Chegou o chefe, ALT + Tab e muda a tela. Isso é muito diferente do que separar um tempo da sua vida, pegar um livro e entrar em contato com uma idéia específica e bem argumentada.

4.Desenvolvemos uma noção mais frouxa de propriedade quando o assunto é internet. De certa forma, aceitamos pagar por tempo online, mas evitamos gastar com serviços que conseguimos gratuitamente. Não é à toa que a Microsoft está correndo desesperadamente para criar aplicativos online que possam concorrer (de verdade) com o Google.

É possível falar muito mais sobre o assunto (psicologia, sociologia e política da informática). Mas dedos no ALT+Tab que o chefe está chegando. Ou o tempo do cibercafé chegou ao fim.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/03/2008 - 12:27

Novo Internet Explorer ainda morre na praia

Compartilhe: Twitter

IE8
A tela de abertura do IE8. Note a seta, indicando um botão para emular a versão anterior, enquanto o texto agradece por ter instalado a nova.

Para começar o dia, uma anti dica. Ou melhor, um aviso. Muitos já devem saber que a Microsoft lançou um beta do novo Internet Explorer (IE8). Venho testando o programa num Windows XP desde a semana passada e minha avaliação é a seguinte: fuja dele, pelo menos por enquanto. Principais problemas que encontrei:

1.Completamente instável. Trava com muita freqüência.

2.Renderiza páginas incorretamente. Tanto as criadas usando os padrões do W3C, quanto as que já possuíam hacks para Internet Explorer 6 e 7.

3.Nos meus testes, foi cerca de 30% mais devagar do que seus concorrentes, o Opera 9.5 e Firefox 3 (ambos também em versão beta).

4.E o Download Squad informa que o aplicativo não consegue acessar o Windows Update, o que pode deixar seu computador mais vulnerável aos vírus.

As principais novidades:

1. Activities. O IE8 vem com opções no menu que dão acesso direto aos serviços Windows Live, como o Live Writer e os aplicativos online da Microsoft para mapas, buscas, armazenagem de arquivos, entre outros.

Você também pode editar as preferências do browser para usar programas dos concorrentes, como o Google Docs, Maps, Yahoo Messenger etc. Mas, se você quer um navegador com perfil de web 2.0, é preferível usar, o Flock, que traz todos os recursos do IE8 e muito mais, como integração com o Gmail, Flickr e YouTube.

2. Web Slices. Uma tentativa da Microsoft de entrar no mundo da Web semântica, ou 3.0.

Funciona mais ou menos assim: se o site estiver corretamente configurado, ao clicar numa palavra como, por exemplo, “canoagem”, você poderá receber dicas de links para sites que tratem do assunto, mapas com os melhores locais para praticar o esporte, hotéis próximos a ele, entre outras informações. Mais detalhes num vídeo disponível no site do navegador.

A idéia é ótima, em especial quando os sites adotarem de vez os micro formatos. Mas a verdade é que o recurso ainda não funciona no IE8.

Enfim: por enquanto, mantenha distância do novo Internet Explorer. Daqui a alguns meses, quem sabe seja possível pelo menos testá-lo com mais estabilidade.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/03/2008 - 23:03

Perder o chão às vezes pode ser saudável

Compartilhe: Twitter

“As idéias que possuímos são capazes de nos possuir”.
Edgard Morin

Durante minha carreira, trabalhei muito tempo como designer. É uma das profissões mais difíceis de suportar quando se é muito vaidoso ou apegado às próprias idéias. Você precisa constantemente ver seus trabalhos massacrados e/ou modificados por forças maiores (dinheiro, clientes, condições técnicas).

Pensando bem, em algum nível, quase todos meus empregos foram um exercício de renúncia. Felizmente. Porque uma das coisas mais torturantes que pode existir é a incapacidade de relaxar quando se é contrariado.

Basicamente, acreditamos que “temos idéias”. Mas são elas que nos controlam. Pensamos que as coisas deveriam ser do “nosso” jeito. Mas o que isso significa?

1. Uma série de reações químicas no cérebro, mudando a todo momento e sendo influenciada pelo ambiente?

2. Conceitos que nos foram impostos durante a educação ou durante o convívio com outros? Os quais nem percebemos direito que obedecemos?

3. Coisas que aprendemos com muito custo e que agora assumimos inconscientemente como valores, só porque achamos que precisamos estar apoiados em algum grupo social, moda ou estilo de vida?

É muito difícil ter flexibilidade diante das idéias. Quantos empregos abandonados, pessoas ignoradas ou repelidas por conta de palavras que nem temos certeza do que significam.

Quando somos contrariados, geralmente entramos numa espécie de pânico anestesiado. Perdemos o chão. De repente, prova-se que aquilo que achamos tão fundamental não faz o menor sentido para outra pessoa.

Esse é um dos momentos mais importantes das nossas vidas: mostra que não precisamos de um chão completamente sólido, fixo. Sabemos dançar, só estamos atrofiados pelo hábito e pelo medo.

A vida é abertura, possibilidades. E isso é ao mesmo tempo prazeroso e completamente assustador. Por isso é mais fácil ficar com raiva e criar conspirações: você não faz parte do meu grupo, essa situação não é para mim. Corra, Forrest, corra.

Afinal, quantos de nós conseguem ser flexíveis, maleáveis… livres?

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
05/03/2008 - 17:18

A empresa que é uma mãe

Compartilhe: Twitter

Jason Fried
Jason Fried, um dos diretores da 37 Signals.

O que você acha de trabalhar para uma empresa de tecnologia que têm expediente somente de segunda a quinta-feira, paga seus cursos (por mais fora de contexto que eles sejam, como pilotar aviões, culinária e carpintaria) e ainda lhe dá um cartão de crédito para gastar com livros e materiais que sejam úteis direta ou indiretamente para a companhia?

Mamata? Não, essa é a 37 Signals, dona do Basecamp, um dos mais importantes aplicativos online na área de produtividade pessoal. Um dos seus diretores, Jason Fried, declarou no blog Signal Versus Noise, que a empresa está investindo no que ele chama de “experimentos no espaço de trabalho”.

Isso significa criar horários e procedimentos flexíveis, além de investir nas paixões dos funcionários. Mas com uma regra: eles precisam compartilhar o que aprenderam com o resto da equipe e com a comunidade de usuários dos produtos da 37 Signals. Como? No mínimo postando suas experiências no blog da empresa. Quanto ao cartão de crédito, ainda podemos entrar nessa divisão. Só os empregados, que deverão ser notificados em caso de abuso.

É interessante notar como as empresas de tecnologia estão aos poucos inciando uma mudança de perspectiva nos conceitos de recursos humanos e de produtividade.

Enquanto em algumas partes do mundo ainda impera o sub-trabalho (mal remunerado, quase escravo), com gente conectada a celulares o tempo todo, dormindo mal, vivendo num constante estresse, outras companhias, como a 37 Signals e o próprio Google, sugerem 4 idéias às quais deveríamos prestar atenção:

1. Trabalhar muito tempo não significa trabalhar bem. Pode ser exatamente o contrário.

2. Insatisfação com o emprego tem um custo alto para as empresas.

3. Não há como isolar o ser humano do funcionário. Se bem compreendidas e canalizadas, suas paixões podem ser muito úteis para os negócios.

4. Produtividade é um conceito muito relativo. Não pode ser entendido a partir de um ponto de vista imediatista. Um curso que parece perda de tempo agora pode ser fonte de inúmeras soluções (intuitivas ou racionais) no futuro.

Mais sobre a 37 Signals: Caindo na Real. Pela simplicidade e flexibilidade

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/03/2008 - 22:40

Novo blog vai vasculhar o mundo do software livre

Compartilhe: Twitter

A rede de blogs sobre tecnologia GigaOm ganhou mais um integrante, o OSTatic. O novo diário vai cobrir a área de software livre, testando lançamentos e recomendando aplicativos. Se o conteúdo tiver a mesma qualidade do New TeeVee (sobre vídeo online e mobile), do Web Worker Daily (trabalho, produtividade pessoal e tecnologia) e do próprio GigaOm (sobre mercado de internet), vai valer muito acompanhar os artigos. Só para começar, o blog já disponibilizou uma ferramenta para buscar aplicativos gratuitos, divididos por área de interesse.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/03/2008 - 20:51

Terceirizando os seus e-mails

Compartilhe: Twitter

“Recebo entre 500 e 1000 e-mails por dia. Para dar conta disso, tenho assistentes virtuais no Canadá e sub-assistentes em Bangalore que filtram minhas caixas de entrada usando regras de processamento do Google Docs. Conectados no Skype e pagos via PayPal, essa equipe transforma uma tarefa de 10 horas numa chamada de telefone de 20 minutos”.

Tim Ferriss, autor do livro The 4-Hour Workweek (inexplicavelmente ainda não lançado no Brasil), em debate publicado pela revista The Economist.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
03/03/2008 - 10:23

Professor do MIT ensina como pensar

Compartilhe: Twitter

ed boydenO professor do departamento de engenharia biológica, chefe dos grupos de neuroengenharia e neuromídia do MIT, Ed Boyden (foto ao lado), publicou um artigo em seu blog no qual tenta ensinar como pensar. É uma tarefa um tanto espinhosa, mas, enfim, suas dicas são bem funcionais e práticas. Quero comentar uma delas:

Sintetize novas idéias constantemente. Não leia passivamente, faça anotações, tente explicar aquilo que acabou de ler, para fixar melhor as idéias.

Não ler passivamente. O que pode ser isso? Apenas anotar e reescrever?

Algumas culturas que se estabeleceram na Ásia têm o costume da contemplação. Essa prática tem diversas dimensões e usos, mas, basicamente, é o ato de sentar quieto e pensar sistematicamente numa mesma coisa, calculando suas causas, conseqüências. Aos poucos você deve sentir aquilo que se aprendeu.

É uma experiência completamente diferente de conhecimento. E que não é muito “explicável” por palavras. Nós, que fomos criados à base da devoção cega aos textos, tendemos a ignorar e até mesmo repelir a idéia de que haja outras maneiras de entender a realidade.

Exemplo: você poder ler sobre a Segunda Guerra Mundial para o vestibular. Bons estudantes podem adquirir uma compreensão intelectual do episódio histórico. Outros somente aprendem a manejar informações técnicas. Pode ser útil, mas é pouco.

A contemplação ajuda a se colocar no lugar das vítimas, imaginar o cenário em suas minúcias, como se você mesmo estivesse passando por aquele sofrimento.

Aqui, o conhecimento deixa de ser apenas teórico. Tem uma dimensão emocional e muito criativa, porque desenvolve sua imaginação e a empatia.

É mais ou menos o que fazem muitos mestres do cinema e da literatura: seus trabalhos são como contemplações sobre acontecimentos históricos. São ótimos complementos para os dados técnicos, tanto que vários professores recomendam filmes e romances para seus alunos. Mas, ainda assim, não substituem o exercício individual de separar um tempo para pensar por si mesmo no assunto.

A contemplação corta com o conhecimento consumista das coisas. Rouba um pouco do tempo que gastamos em ler, ouvir, clicar e assistir tudo na correria, como se estivéssemos num supermercado, derrubando produtos da prateleira no carrinho, só para mostrar – para os outros ou para nós mesmos – que temos dinheiro. Ou para mascarar nossa ansiedade, carência, tédio ou vazio de viver.

PS – Para aprender técnicas mais profundas de contemplação, é sempre importante procurar professores qualificados.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/03/2008 - 22:10

8 idéias para o futuro do mercado editorial

Compartilhe: Twitter

Por falar em podiobooks, imagine a possibilidade de negócios que esta idéia sugere: suponha que eu seja fã da marca Companhia das Letras. Posso pagar mensalmente uma quantia relativamente barata para receber material exclusivo da editora. Tradutores comentando a edição de um livro, audiobooks, previews de lançamentos etc. Também poderia assinar o canal de determinado autor e receber mensalmente cada um dos seus livros.

Depois da internet e da pirataria, o futuro das editoras deveria ir além de oferecer textos impressos. Elas deveriam prestar serviços. Como a banda Radiohead ensinou na área da música. Há muitas possibilidades de consumo:

1. Exclusividade – livros assinados, edições luxuosas e limitadas.

2. Rapidez – por exemplo, receber o material 15 dias antes do resto do mercado.

3. Comodidade – baixar pdfs e/ou audiobooks.

4. Compartilhamento – escolas, professores e até “pessoas físicas” poderiam comprar licenças para copiar e distribuir o material sem fins lucrativos. Uma alternativa (mas não uma solução, não sejamos ingênuos) para os xerox nas faculdades.

5. Fidelidade – podcasts, vídeos e material exclusivo, como citados acima.

6. Alternativas – pagar por pacotes que incluíssem tudo isso.

7. Doações – ainda que no Brasil não haja costume de subisidiar espontaneamente produtos culturais, podemos acreditar que um dia haverá editoras pelo menos tentando publicar livros de graça em seus websites e perguntar aos visitantes, como fez o Radiohead, “quanto você quer pagar por isso?”

8. Publicidade – a pior das idéias, mas, afinal, uma possibilidade de baratear preços e custos: inserir publicidade relevante em livros. É claro, em locais nos quais não atrapalhe a leitura. Por exemplo: você quer pagar R$ 1 por um livro de Harry Potter? Compre a edição com publicidade de escolas de magia na segunda e terceira capa. Ou a que vem com uma sobrecapa com propaganda. Pessoalmente, eu evitaria essas edições. Mas, numa situação de dureza, apelaria a elas facilmente.

No atual cenário, centrado nos livros impressos, com seu alto custo financeiro e ambiental, essas idéias parecem difíceis de ser implementadas. Mas quanto mais diversificadas forem as fontes de renda das editoras, maiores poderão ser as possibilidades de lucro. E a comodidade do leitor. É só perder o elitismo arrogante de que o livro impresso é “sagrado” e inflexível.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
02/03/2008 - 22:02

Depois dos ebooks e audiobooks, vem aí os podiobooks

Compartilhe: Twitter

Apesar de ainda não terem se popularizado no Brasil, os audiobooks são uma das coisas mais úteis e divertidas disponíveis no mercado editorial. Aos poucos, estão criando suas próprias características, se tornando um formato distinto e bem interessante. Por exemplo, posso ouvir Sean Penn lendo o livro de crônicas de Bob Dylan, ou o cineasta David Lynch lendo “Catching The Big Fish”, com as ênfases e pausas que ele mesmo imaginou ao escrevê-lo. É claro, além da comodidade de ter acesso a um texto mesmo quando não tenho condições de parar e manusear o impresso (no trânsito, por exemplo).

Há espaço para vários formatos de distribuição de livros: o tradicional, o pdf e o áudio. Mas agora surgiu mais um jeito: os podiobooks. Basicamente, a idéia é disponibilizar audiobooks como fazemos com podcasts. Ou seja: você vai até o site Podiobooks.com, assina o conteúdo (neste caso, gratuito) e recebe periodicamente os arquivos de áudio no iTunes ou qualquer outro agregador que prefira. Já estão disponíveis mais de 187 títulos – a maioria em inglês -, transmitidos a quase 42 mil assinantes. Vamos torcer para que a idéia pegue.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo