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22/02/2008 - 23:23

Como lidar com a agitação mental

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Um dos maiores problemas de quem lida com informação, ou com ambientes muito caóticos – bolsa de valores, suporte técnico, jornalismo, telemarketing, entre outros – é que, depois de um dia intenso, ou de uma situação estressante, a mente tende a ficar agitada, inquieta, incapaz de relaxar e descansar. Por mais que a pessoa tente, não consegue se desligar do trabalho ou parar de pensar num determinado problema.

Quando isso acontece, há quem apele para calmantes, cigarros, cerveja, drogas, chás, conversas com amigos e distrações em geral. Outros simplesmente continuam com a cabeça quente por horas seguidas, podendo até desenvolver doenças.

De modo geral, superestimamos a agitação mental. Damos realidade demais a ela. Achamos que ela significa criatividade e dinamismo ou que é um problema muito sério, do qual devemos fugir imediatamente.

Mas, na prática, nem sempre uma pessoa “elétrica” tem boas idéias. E os momentos de ansiedade e nervosismo sempre passam, por pior que pareçam. O que nos impede de relaxar é exatamente a rejeição ou o apego que temos à agitação.

Quando você desenvolve o hábito de investigar seus próprios pensamentos, aos poucos percebe que eles são muito impermanentes e engraçados. Você está muito mal, de repente um cheiro muda tudo. O que era divertido ontem pode soar chato hoje. Às vezes nem mesmo sabemos como chegamos a determinado assunto.

O combustível de qualquer pensamento – triste ou alegre – é a atenção que lhe damos. Imagine que um carro esteja passando na rua agora. Que importância você dá para isso? Provavelmente, nenhuma. Assim, embora seu cérebro detecte o ruído do motor, você não se concentra no assunto, não lhe dá realidade ou significado. Porém, pode acompanhar mentalmente o carro, tentar advinhar qual é o seu destino, modelo etc. Pode até mesmo imaginar que roubaram o seu e sofrer com isso.

O mesmo acontece com a agitação. Quanto mais você se concentra nela, mais fica real, mais tempo dura. E se você tentar esquecê-la à força, pior ainda. Ambas saídas dão realidade ao pensamento. Para lidar com isso, é preciso desenvolver uma espécie de paciência em relação à sua própria mente. Não se envolva demais. Não reaja. Pare e observe, sem apego ou rejeição.

Espere passar. Mas não marque horário. Pode ser rápido, pode demorar. Simplesmente não acredite demais no pensamento. Ele é um processo químico dinâmico no cérebro /corpo. Estão acontecendo vários outros enquanto você lê este texto. Muitos mais surgirão.

Não idealize que um dia terá uma mente extremamente pacífica e bucólica. Se tiver, ok. Se não tiver, ok. Apenas continue a fazer o que precisa fazer. Siga em frente. Não importa o que aconteça. Bom ou ruim, não vai durar para sempre.

Autor: Eduf - Categoria(s): Sem categoria Tags:

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4 comentários para “Como lidar com a agitação mental”

  1. Leticia disse:

    Uma coisa que funciona muito bem para mim, em momentos de tensão e agitação mental é trabalho braçal. Pode chamar de “terapia ocupacional” se “pegar no cabo da vassoura” não soar muito bem. Quando estou mentalmente cansada e agitada, o melhor caminho para o descanso é cansar o corpo. Vale academia, caminhada, faxina, basta que o corpo canse para a mente conseguir descansar e dormir.

  2. Eduf disse:

    Pra mim também funciona assim. Qualquer trabalho braçal e detalhista me relaxa horrores.

  3. Bruno Galera disse:

    Fato. Quando ainda nadava regularmente, eu estava roncando às 23h, todos os dias. Depois, com carga pesada de trabalho, mais pós-graduação e zero exercícios, levava muito tempo pra pegar no sono depois de chegar em casa.

  4. Carolina Paz disse:

    Atividades físicas são ótimas. Também sou a favor da faxina. Até porque arrumar e limpar a casa me dão a sensação de que parte dos “problemas” estão resolvidos ou que será bem mais fácil resolvê-los. Outra coisa que descobri recentemente é fazer diário (sério!) tem funcionado que é uma beleza. É como um “bota fora”, sabe?

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