Este é o último post do Magaiver. O iG decidiu não renovar a nossa parceria. Não pretendo continuar o blog em outras condições. Agradeço aos leitores, em especial aos que colaboraram, deram dicas e fizeram correções quando me enganei sobre algum assunto.
Para os interessados nos temas cobertos no Magaiver, as opções são abundantes: hoje quase todo site de tecnologia trata de lifehacking e dá dicas para gerenciar a vida digital.
Os que ainda têm débito cármico comigo, podem me achar no Twitter. Futuros projetos devem ser anunciados pelo site Eduf.net. Grande abraço para vocês e nos vemos por aí.
O blog Magaiver vai tirar férias até o dia 11/05. Há novidades vindo por aí. Mas dependo de algumas confirmações ainda. Então, aproveito para dar uma escapada. Boa semana.
O fundador do Digg, Kevin Rose, está mesmo empolgado com os chás. Já faz alguns meses que criou um programa nos moldes do já clássico Wine Library TV para ensinar aos geeks como consumir a tradicional bebida.
Logo ela, que, segundo certos clichês, não têm nada a ver com usuários de computador, tidos como consumidores de fast food e café. Aliás, várias celebridades do mercado de tecnologia têm aderido ao novo hábito. Tanto que um articulista da revista Wired já questionou se, afinal, o chá é o novo café.
De qualquer forma, mesmo o já citado programa sobre vinhos de Gary Vaynerchuk, mostra uma tendência bem interessante na web: a popularização de certos especialistas. Ou melhor, a geekização de baristas, someliers e entendidos em culinária.
Estamos assistindo ao cruzamento de duas culturas que antes pareciam distantes. Hoje é possível encontrar quem fale sobre artigos tidos como sofisticados, mas a partir de um ponto de vista despojado, cheio de humor geek. Ainda assim, mantém-se certo nível de profundidade.
Está aí mais uma fronteira que a web está invadindo: a da chamada sofisticação. Quero ver quando surgir um programa tentando explicar James Joyce.
A Panda Security lançou um novo tipo de antivírus, batizado de Cloud Antivirus. O nome se refere ao termo cloud computing (computação em nuvem), que é o jeito pelo qual parte da mídia designa os softwares que funcionam via internet, conectados a um servidor. Mas o uso do termo é um tanto estranho. Leia mais »
No começo da vida de frila, é normal ficar inseguro. Você acha que precisa aceitar qualquer trabalho que apareça. Afinal, é preciso pagar as contas. Mas, aos poucos, fica evidente que essa atitude é contraproducente. De certa forma, impede o aparecimento de bons clientes.
Isso acontece por alguns motivos:
1. Você gasta tempo tentando explicar seu trabalho e, consequentemente, seu preço.
2. Perde tempo e dinheiro tentando fazer o cliente pagar na data combinada. Leia mais »
Há quem acredite que precisa ter os modelos mais recentes de cada aparelho que surge no mercado. Isso nem sempre é vantajoso. Ainda assim, muitas vezes temos vontade de aderir à moda da atualização burra. Mas acaba de surgir um site que pode ajudar a não cair nessa. Chama-se Last Year’s Models (Modelos dos anos anteriores) e pretende estimular uma atitude bem desvalorizada hoje em dia: estar feliz com aquilo que se tem. No site, há depoimentos de gente como Kevin Rose (do Digg), entre outras celebridades dos blogs sobre tecnologia. Gente que ganha a vida analisando gadgets, que vive no Vale do Silício, que respira informática, abre o coração: “se está funcionando, para que mudar?” Se eles dizem isso, quem sou eu para discordar?
Cena do seriado Fringe, ficção sobre o que pode acontecer quando a biotecnologia está fora de controle.
O artigo tem um vocabulário maravilhoso. Como saudáveis preocupadas (em inglês, ‘worried well’): aquelas pessoas que estão bem mas vão ao médico assim mesmo para ver se algo pode ser feito para torná-las ainda mais saudáveis. Esse parece ser outro daqueles fenômenos norte-americanos causados por abundância de tempo livre, dinheiro sobrando e consumismo. Veja também o rico empobrecido, o burro educado e o gordo em forma.
Jason Kottke comenta um artigo da revista The New Yorker sobre como as drogas “aditivadoras de cérebro” vêm ficando cada vez mais populares. Vendidas sob prescrição médica, elas teriam como finalidade melhorar o desempenho da memória, manter a pessoa acordada por mais tempo, entre outros ditos updates de desempenho mental. Kottke se pergunta se em breve esses procedimentos serão tão aceitos quanto as cirurgias plásticas. Leia mais »
Todos sabemos os nomes dos melhores aplicativos para editar vídeo: After Effects, Final Cut, Premiere e Avid Media Composer. Mas também conhecemos os seus preços: cerca de U$ 2,500. Raramente vale a pena gastar esse dinheiro todo. A boa notícia é que existem boas alternativas open source, gratuitas, disponíveis na web. Há até mesmo uma versão do Ubuntu praticamente toda voltada para o mercado de vídeo. Os usuários de Windows podem baixar o Wax, uma alternativa funcional, simples e robusta, que dá conta da maioria dos recursos mais usados por editores profissionais. Não acredita? Assista ao vídeo acima, que ensina a criar um efeito de chroma key, substituição de fundo.
Que tal moderar os comentários do(s) seu(s) blog(s) direto do desktop? É para isso que serve o Moderator, um aplicativo baseado na plataforma Air, da Adobe.
Antes de instalá-lo no seu computador, é necessário configurar um plugin do Wordpress, que você pode baixar aqui. Processo simples e indolor. Usuários do WP 2.7.1 podem fazê-lo automaticamente, em Plugins / Ad New.
Depois disso, você tem acesso a uma interface simples e direta, na qual edita e responde comentários, sem se preocupar com spams (se você usa um bloqueador como o Akismet). Interessou? Saiba mais no site oficial do programa.
Mais Wordpress News
Por falar nisso, o Wordpress 2.8 já está no forno. Deve sair ainda em abril. E a versão para múltiplos blogs, MU, também foi atualizada. Mas, se você acha complicado demais instalar e configurá-la, o WP.MU faz todo o trabalho sujo para você, além de hospedar seu portal de blogs (cobrando U$ 195, claro).
Parece que cada vez mais a vida migra para dentro de monitores, certo? Pois o pessoal do Detroit Institute of Arts não quis esperar o update completo e já inaugurou uma exposição mostrando como seria o mundo touchscreen. Confira no vídeo acima.
Houve um tempo em que a leitura parecia ser uma atividade solitária. Mas, na verdade, sempre lemos acompanhados de inúmeros condicionamentos sociais: linguagem, convicções políticas, ideológicas e religiosas etc. Ler sempre foi dialogar com inúmeros “universos paralelos”.
Mas aí está a internet pós-web 2.0, que reflete uma certa carência de fazer amigos e influenciar as pessoas (às vezes, evocando aqueles filmes colegiais norte-americanos que passam na TV). Obviamente, teria de surgir uma ferramenta para compartilhar suas leituras on-line. Chama-se Readernaut.
O aplicativo traz recursos como uma timeline, na qual você pode mostrar o quanto do livro que já leu, espaços para colecionar e classificar citações, listas para debater títulos, entre outras coisas.
Pode parecer algo um tanto egocêntrico – especialmente no Brasil, país no qual tão pouca gente lê livros, que aqueles que o fazem às vezes se acham o próprio Mefisto. Mas sejamos otimistas. O programa pode funcionar como uma espécie de ficha de leitura na web, o que seria bem útil para estudantes de um mesmo curso.
E, claro, também facilita a vida dos folgados que não querem ler as obras indicadas pelos professores.
Muita gente quer ser seu próprio patrão, mas desiste ao se deparar com a incerteza. “Será que darei conta de minhas dívidas regulares?” Parece algo terrivelmente preocupante. Mas, com o tempo, você percebe que esse não é o maior problema da vida de frila.
Segurança? Onde?
Também há muita insegurança na vida corporativa. Por mais que haja direitos trabalhistas, no limite, são todos temporários. Cedo ou tarde, seguro desemprego e fundo de garantia acabam. Já o estilo de vida frila pode ensinar a arte do planejamento financeiro. A incerteza contínua ajuda prestar mais atenção nos gastos. Você começa a eliminar “vazamentos” na conta bancária.
Mas, se dinheiro não é a principal questão, qual é o problema, afinal? São três. Leia mais »
O Google lançou uma ferramenta para legendas vídeos do YouTube. Você se loga (usando sua conta do big G – não é preciso fazer outra) e escolhe os vídeos que quer traduzir. Depois de terminar o serviço, é só publicar as legendas. Elas ficam disponíveis para os demais usuários do YouTube. De quebra, nesse processo, você cria transcrições para o vídeo e ajuda a indexá-lo para que ele apareça melhor nas buscas.
E o que isso tem a ver com livros de negócios? Os seus influentes autores assumem que as companhias que eles consideram ‘bem sucedidas’ (muitas das quais nem existem mais) são fundamentalmente melhores do que as pior sucedidas. Assim, gastam muita tinta tentando explicar os ingredientes do sucesso corporativo via engenharia reversa (…). Mas e se esses ingredientes forem contextuais? E se sucesso depender de sorte e bom timing? (…) De um ponto de vista amplo, é claro, os humanos têm dificuldade de perceber a (oni)presença da contingência e das oportunidades. Gostamos de explicações que façam cortes nas situações e não sejam sujeitas à aleatoriedade. (…) Sempre adorei essa frase concisa de Richard Rorty: ‘Liberdade é o reconhecimento da incerteza’.”
Desta vez, não sou eu que estou falando que as fórmulas são limitadas. É o blog da The Frontal Cortex, baseado num artigo de Drake Bennett (Boston Globe), em pesquisas na área da psicologia e no conceito de Erro Fundamental de Atribuição. Ainda que o texto do blog seja um tanto genérico demais, traz algumas boas ideias sobre porque alguns livros de negócios são problemáticos.
Eu prefiro os de História. E, ainda assim, com restrições. Mas também sei que atacar auto-ajuda é chutar cachorro morto – exercício para quem quer se passar por inteligente e profundo. Então, vamos com calma, certo?
Ironia: São Paulo levou só 43 pontos no critério Paulo de Tarso. O cristão que dá nome à cidade foi um dos maiores andarilhos da história. Confira o mapa.
Sua cidade é “andável”? Descubra no Walk Score. Trata-se de uma ferramenta on-line saída do Google I/O. Analisando mapas, o site compara as vias de acesso de pedestres de uma cidade com a vida cultural, supermercados e etecéteras dela. Disso sai uma taxa de “andabilidade”. Ou seja: o quão fácil é chegar nos locais sem usar o carro. Por exemplo, São Paulo tem 43 pontos de 100 possíveis – fraquinha. O objetivo do Walk Score é que as pessoas possam escolher onde morar ou que lugar visitar baseando-se no tal critério pedestre. No caso de SP, andar logo mais será mais rápido do que sair de carro mesmo – em especial nos horários de pico.
1. Clara.
2. Concisa.
3. Familiar – Pode inovar, mas não a ponto de deixar de se comunicar.
4. Responsiva – Dá retorno ao usuário: “80% downloading, terminei de baixar”, etc.
5. Consistente – Manter um visual parecido em todo o site ou aplicativo.
6. Atraente.
7. Eficiente.
8. Tolerante – Ajuda o usuário quando ele comete um erro (exemplo: “Ctrl+Z, desfazer”).
Eu acrescentaria:
9. Humana – Como as mensagens de erro do Twitter. Precisa parecer que há gente criando aquilo. Não precisa ser gente prolixa, mas humana.
10. Contextual – As opções só aparecem quando precisamos delas.
11. Adaptáveis – Se sou um usuário experiente, quero fazer meus próprios menus, com tudo à mão.
12. Dispensáveis – Não chamam atenção e permitem que me concentre naquilo que estou fazendo. De preferência, em modo fullscreen.
Exibir vídeo ao vivo on-line deixou de ser difícil. E isso já faz algum tempo. Você deve conhecer os principais sites dessa área, como o Ustream TV. Mas talvez não saiba que o principal concorrente do Ustream, o Mogulus, lançou um aplicativo que facilita ainda mais a vida dos videocasters.
Chama-se ProCaster e é gratuito. Você instala no seu PC – uma versão para Mac foi prometida para breve – e ele cria uma mistura de central de controle de streaming, ilha de edição simplificada e gerenciador de chats.
Ou seja: tudo o que o Mogulus faz no navegador, agora pode ser feito de um jeito mais amigável no desktop. De screencasts – com direito a zoom e diversas imagens numa mesma tela – a publicação no Twitter. De interação imediata com o público até gravação de vídeos para serem assistidos depois.
O lado ruim é que o material tem que ficar hospedado no Mogulus. Gratuitamente, mas com anúncios e apenas 10GB de armazenamento. Se quiser desembolsar de U$ 350 a U$ 1250 por mês, pode chegar a planos de até 200GB. Passe no Mogulus e veja o que cabe no seu bolso.
Mais
∞ Programa do jornalista Leo Laporte, ao vivo, sobre tecnologia (usando Ustream TV).
∞ Chris Pirillo, tradicional videocaster, que deixa a câmera ligada enquanto trabalha durante o dia e vai compartilhando suas dicas e opiniões ao vivo.
David De Rothschild tem um dos programas mais interessantes do Sundance Channel, o Eco Trip. Basicamente, o apresentador tenta descobrir o custo ambiental e social de cada produto que usamos no cotidiano. Por exemplo, no vídeo acima, ele viaja para outro país, só para entender a complicação envolvida em produzir uma só camiseta.
Um show como esse só é possível e/ou divertido numa sociedade em que sabemos muito pouco sobre as coisas que consumimos e produzimos. O show da alienação. Diversão com gosto de medo e sentimento de culpa. Leia mais »
O desenvolvedor Aza Raskin, vem publicando vídeos sobre como vai ser o TaskFox, plugin do Firefox baseado no Ubiquity. Já falei sobre ele no Magaiver, confira. Acima uma rápida demonstração de como a barra de tarefas do navegador da Mozilla vai se tornar uma espécie de ferramenta de linha de comando.
O TaskFox ainda não está disponível para uso público. Mas você pode testar o Ubiquity.
Eduardo Fernandes é interaction designer, consultor e jornalista. Já desenvolveu projetos de internet para empresas como Trip, Nokia, Petrobras, Nintendo, Editora Abril, entre outras.