iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

29/04/2009 - 10:06

“Ele não me assume porque me conheceu no swing”

Uma leitora conta história bem interessante da sua vida e pede conselho. O texto é longo e eu resumi bastante:

Querido machista de plantão,

Depois de terminar loooongo namoro, passei a freqüentar casas de swing com uma amiga. Conheci XY (vou chamar assim) em uma das vezes. Transamos lá, foi ótimo. Trocamos telefones, passamos a sair, estava gostando dele. Meses depois, uma mulher atendeu, dizendo que era namorada dele. Ia desencanar, mas ele me procurou, disse que ela era ex. Voltamos a sair e ele me chamou para ir na casa de um amigo. Três homens, quatro mulheres, vinho vai e vem e rolou uma sessão de sexo coletivo. Poxa, juro que essa não era a minha praia com uma pessoa de quem eu gostava, mas, quando as coisas começaram a acontecer, eu, por ciúme, não quis ir embora e deixá-lo sem mim ali.

Depois disso, passamos a levar vida de namorados, com preocupações, encontros, companheirismo. Ele cuidou de mim quanto operei da miopia, freqüentava a casa dos meus pais, passou o Natal com a minha família. Só que ele insistia em dizer a todos que não era meu namorado. Fiquei chateada, mas resolvi não cobrá-lo, sabia que seria pior.Na volta, no aeroporto, ele me perguntou tudo o que já fiz em swings e em matéria de sexo, etc. Tonta, contei todas minhas experiências. Ele disse que gostaria de me levar uma vez a uma casa (de swing). Algum tempo depois ele me convidou e eu fui, para agradá-lo. Chegando lá, ele se fechou comigo num canto para discutir a relação e revelou, finalmente: o problema era o meu passado de swing! Ele disse que não conseguiria superar o fato de ter me conhecido ali e parafraseou Caetano, dizendo que as coisas que eu já tinha feito eram tão fortes que o machucavam. Achei um absurdo, mas ele chorou e eu me emocionei com aquilo. Ele disse que foi covarde de não falar antes, mas quer tentar superar este trauma e ficar comigo, pois acha que sou um presente. Como faço para ajudá-lo a superar este trauma?

Beijos e muito obrigada,

Livia

***************************************************************************************************************
Olha, pra começar a conversa: alguns caras realmente gostam de surubas e swings, mas é MUITO RARO um cara que leva a sua mulher para este tipo de evento. Você não conseguiu entender que a princípio ele queria só um caso, alguém para sair e se divertir, mas, pelo jeito, se apaixonou por você.

Porém ele não consegue admitir para ele mesmo que gosta de mulher que ele viu transando com outros caras. Afinal, nós somos homens e não queremos nossas mulheres com outros caras. NUNCA. Chame de machismo, sentimento de posse, ciúme ou o que for.

Mas não venha, por favor, me dizer que topou outras surubas só para fazê-lo feliz. Se você não gostasse, não teria topado. Você consumiria droga injetável caso odiasse isso só para fazê-lo feliz? Ou seja, há limites. A gente vai na casa da sogra para agradar, vai no restaurante que a pessoa gosta para agradar. Agora transar com mais não sei quantos só para agradar o cara é difícil de acreditar, certo? Mesmo porque você mesma conta que frequentou a casa de suingue algumas vezes antes de conhecê-lo.

E ele? Está levando vida de namorado com você há tempos, mas só não te chama de namorada. Porque não tem coragem de admitir que ele mesmo leva a própria namorada para transar com outros caras (o que aconteceu na casa do amigo dele). Deixou os amigos te pegarem. E não quer ser zoado por eles. E você, como toda mulher, está enchendo o cara porque precisa do rótulo. Quer que ele dê nome: “Esta é minha namorada.” Vai fazer tanta diferença assim? Você acha que se fosse um simples caso ele ia passar o Natal com a tua família?

E ficou claro que vocês ADORAM swing. Tudo bem que na última vez ele queria só testar se você aceitaria o convite. Mas não diga que isso vai acabar se ele “assumir” você como namorada. Você diz que vai por ele, mas vai porque gosta. Assumam-se logo como um casal feliz que curte surubas e sejam mais honestos com vocês dois.

E boa sorte!

Abs,

J.J.

Obs: Mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , , , , , , ,
25/03/2009 - 10:40

Vale tudo na cama?

Vale tudo na cama? Esta pergunta foi sugerida pelo conselho macho em uma conversa. Conclusão: vale quase tudo. Claro. Pra tudo há limites na vida. As questões foram sobre fantasias sexuais, brinquedos eróticos, práticas polêmicas e até ménage à trois para casados.

Em geral, os entrevistados afirmaram que o sexo necessita sempre de inovações e quebra de rotina. Tentar um lugar exótico, um objeto diferente ou até umas pancadinhas, se a mulher gostar, apimentam. Há dois pontos a destacar: todos os entrevistados são contra o chamado fio-terra (ainda bem, né?), mas a maioria se mostrou a favor de dividir o momento a dois com um “consolo”. Eu confesso que nunca usei isso e sempre quis dar um jeito de satisfazer a mulher sozinho, mas estou percebendo que nem todos pensam assim.

“Em relação a brinquedinhos, posso dizer de experiência própria que é algo bem positivo. Nunca usei um que fosse específico para o prazer masculino, mas mesmo usando um que favorece a mulher você acaba sendo recompensado por tabela. Posso te dizer que todas as vezes que usei a cara de satisfação da parceira era grande”, contou um dos entrevistados. “Brinquedinhos eróticos eu até já dei de presente e posso dizer que foi muito bem recebido!”, confirmou outro.

Pois é. Mais um caso clássico de homens perdendo espaço para máquinas. Fazer o quê? A revolução industrial ocorreu há dois séculos e se mostra presente em realmente TODOS os segmentos da sociedade. Onde o mundo vai parar? Já pensou entrar no sex shop e pedir: “Dá um Bráulio aí, mas não é pra mim, é pra apimentar a relação com a minha mulher”. Pô, os caras são desprendidos mesmo, seres evoluídos, talvez.

Getty Images / Três de uma vez só é uma beleza, mas é melhor que sua mulher não esteja láOutro integrante do Conselho Macho disse que abrir a mente na hora do sexo é uma das formas mais eficazes de conseguir ter um relacionamento duradouro. “Acho que quanto mais você inventar e experimentar no sexo melhor, principalmente em relacionamentos mais longos – quanto mais tempo de namoro você tem mais fácil de o sexo cair na rotina e isso se tornar um problema para o relacionamento. E isso inclui diversas coisas, desde planejar noites especiais com jantares e declarações, lugares exóticos, locais da casa pouco explorados, até diversos brinquedinhos, amarrar na cama, vendar os olhos.”

Já outro, casado, que também se disse a favor de dividir espaço com um dildo, acredita que uns tapas e uns xingamentos ajudam bastante a esquentar o sexo. “Chamar disso ou daquilo, puxar o cabelo, arranhar, isso vale. Entre quatro paredes, vendo por esse lado, vale tudo.” Concorda com ele outro dos pesquisados, que nos forneceu uma pérola do pensamento macho moderno. “As que curtem esses detalhes (tapas e xingamentos) são bem mais gostosas. Não há dúvida.”

Mas há limites. E para isso não basta dizer “onde mamãe passou talquinho, ninguém mete a mão”. “É preciso muito desprendimento para surubas e ménages, e eu não sei se sou tão desprendido assim, mas coisas mais leves como vendas, amarrar o par na cama e ‘quetais’ são bem interessantes”, ponderou um dos contribuintes do blog. Aliás, concordo. Esta de terceiro elemento na cama não rola, nem que seja uma mulher a mais. A não ser que a sua mulher não esteja no meio da brincadeira. Aí a coisa muda completamente, fica sensacional. “Com uma amiga que você pega de vez em quando, vale todo tipo de suruba”, lembrou, muito bem, um dos integrantes do Conselho Macho.

Eu tenho um amigo que recentemente me procurou, preocupado. Disse que a mulher sugeriu sexo a três, e a intrusa seria uma amiga dela. Ele admitiu que pensou seriamente, já que a amiga da mulher é, digamos, bem apetitosa, mas resolveu pular fora. “Cara, já pensou se eu me empolgo com a outra, que é a novidade na história? Meu casamento ia acabar.” Sábio. Ia mesmo. Se bem que, pelo jeito que a coisa estava se desenhando, quem ia ficar chupando o dedo era ele.

Abs,

J.J.

Obs: mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , , , , , ,
Voltar ao topo