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10/02/2010 - 17:28

Leitor reclama de acrobacias e fetiches gastronômicos no sexo

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Caro Guru,

Tenho uma namorada de 38 anos, bonita, muuito gostosa, com um apartamento perfeito e tal, ou seja, objeto de desejo de qualquer macho que se preza.
Porém, sempre há um porém em se tratando de mulheres, ela tem um “problema” na hora da transa, que alguns achariam uma bênção, mas que eu classifico de excesso de criatividade, é o seguinte: Todas  as vezes ela inventa uma arte, é creminho, sorvete, doce de leite, aquelas bolotas de sex shop (pra ela, bem entendido) gêlo no ball bag (pense aí…) sem falar nas posições de Kama Sutra que ela inventa ou copia….acho que assistiu muito filme pornô… Eu entendo que essas coisas são um tempero ótimo, mas, no caso dela, é o prato do dia… não acho jeito de falar pra ela que, às vezes um papai – mamãe ou posições mais “standard” são muuito bacanas. Tenho medo dela não conseguir assim os orgasmos alucinados que ela tem e que eu adoro…

Por favor, reúna o Conselho Supremo e me ajude.

Seu confrade,

José Carlos

Cara, desse jeito não dá. Depois como vamos reclamar que as mulheres é que não sabem o que querem? Todos os homens que conheço estariam bem satisfeitos em ter uma mulher cheia de criatividade no sexo, que tivesse “orgasmos alucinados”. Enquanto muitos de nós têm que se desdobrar com dedos, línguas, posições, travesseiros e mulheres tradicionais, você tem em casa uma mulher fogosa, que propõe as fantasias que a deixam maluca.

Queria te lembrar que, segundo pesquisas, cerca de 30% das mulheres do planeta não atingem orgasmo. Aí vai ter o sabichão que vai dizer: “é porque não fizeram direito com elas”. Pode ser. Em alguns casos. Mas o problema dessas mulheres está mais na cabeça delas do que nos parceiros que arrumaram. É fato. Tem muita mulher que nunca gozou na vida (e nem vai).

Getty Images / Namorada abusa do fetiche

Getty Images / Namorada abusa do fetiche

Ter uma mulher bem resolvida sexualmente é meio caminho andado para a felicidade masculina. Sim, porque sexo é MUITO importante para um relacionamento, embora não seja o único pilar de sustentação. Ok, precisa de respeito, cumplicidade, o tal do amor, etc. Mas se o sexo é ruim, é difícil salvar o resto.

Ok, você quer um papai e mamãe? Até entendo. Não acho também que todo ato sexual tenha que virar uma orgia gastronômica, com direito a cremes e doce de leite, gelo (comecei a imaginar esta do gelo, depois parei) e sei lá mais o quê. Mas se você topa tudo isso e ela gosta, porque não pede menos sobremesa pra ela? Será que é tão difícil?

Do jeito que você está falando, duvido que ela não tope. Pelo que você diz, ela se diverte com qualquer coisa. Até um papai e mamãe pode ter sua graça, mostre para ela que frango assado também pode entrar no cardápio de vocês, deixe o doce de leite para a sobremesa. Acho que um casal que tem a liberdade de abusar de posições ousadas, bolotas e chantilly têm intimidade, liberdade e criatividade para transformar um simples “cavalinho” numa bela cavalgada. Pare de reclamar de barriga cheia (literalmente) e vá aproveitar o fogo da sua “mulher-sobremesa”.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , , ,
21/10/2009 - 10:53

“O que o homem gosta de ouvir na Hora H?”

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Hoje a dúvida é de uma leitora:

Sou do tipo de mulher que aceita “tudo na cama”, mas sempre fico travada quando meu namorado insiste que eu fale na hora H.. Não consigo e não sei o que dizer.. O que é certo? Como chamar as parte intimas? Sei que meu namorado adora isso…

Beijo,

Vivi

Vivi,

Pergunta difícil a tua. Convoquei o Conselho Macho para responder. A conclusão: que a mulher deve ser ela mesma. O que ficou claro é que queremos sinceridade na hora do sexo.

Não adianta a mulher começar a falar um monte de sacanagens e besteiras para apimentar o momento se ela não é assim, se isso não combina com ela. Nós percebemos e a situação forçada faz com o tesão diminua. “Pô, acho que isso vai muito de mulher para mulher. Porque uma das coisas mais broxantes é a mulher forçando a barra. Você a conhece e sabe que ela é mais quietinha e ela sai falando sacanagens pesadas… me tira o tesão. Agora, se a mina é “profissional”, vale tudo, o céu é o limite”, disse um jovem expoente da classe macha.

Getty Images / A mulher deve ser autêntica na cama

Getty Images / A mulher deve ser autêntica

Outro problema que pode ocorrer: a mulher se empolga na verborragia sacana e o cara resolve entrar no clima. Aí, meio sem noção, solta algo um pouco mais “caminhoneiro”, digamos assim. Ela se assusta e perde o tesão na hora ou até sai correndo. É o que lembra o presidente do Senado macho, citando a cultura pop. “Repertório Seinfeld: tem um episódio sobre isso em que a menina fala várias baixarias na cama pra ele, e ele fala algo mais pesado…. a menina foge na hora.”

Outro integrante do Conselho Macho já acha que menos é mais. Até porque, vamos combinar: se a gente quisesse conversa, telefonaria para alguém. “Primeiro, acho que falar não é uma necessidade. Se a mulher for falar apenas porque o cara pede, vai soar forçado e cortar o tesão dela e, provavelmente, o dele também. Melhor ela gemer de verdade do que falar mentira. Agora, perguntar como chamar o dito cujo do sujeito é demais! Só avisa pra não chamar de “coisinha fofa” ou nada que soe como um diminutivo carinhoso que acho que isto não vai pegar muito bem.”

Agora que fique claro: falar não é uma necessidade, mas o silêncio absoluto também é constrangedor e dá a entender que ela não está gostando. As palavras sacanas podem ser bem interessantes, se isso for natural dela, for o jeito dela. Gemidos e sussurros também são bem-vindos, mas só se forem verdadeiros. Se não estiver gostando, a mulher deve dar dicas de troca de posição, como fazer, pega a mão, a boca do cara, o dito cujo… mulher não pode ser cadáver estas horas, tem que ter iniciativa.

E como a gente gosta de sinceridade, não custa repetir: fingir prazer e orgasmo são atitudes abomináveis! É melhor falar que não está curtindo… se não, se houver sexo com o mesmo cara de novo, há sérios riscos de ele cometer os mesmos erros. E antes que alguém queira bancar o Dom Juan: quem já foi para a cama com, pelo menos, três mulheres na vida, sabe que o que uma adora, a outra odeia.

Mas é claro que o Conselho Macho não é dono da verdade (só de vez em quando). Portanto, opinem, por favor.

E mandem sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , ,
19/08/2009 - 10:57

Mulher tem que ter pegada?

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Macho Alfa, uma mulher tem que ter pegada para conquistar um homem?

O que você chama de pegada? Por favor, não vá sair patolando por ai porque homem não gosta de patolagem (melhor explicar: patolar é o ato de agarrar a genitália masculina). Se você fizer isso, o cara pode ficar assustado em um primeiro momento, e depois talvez até aconteça alguma coisa entre vocês dois, mas se um relacionamento começa com uma patolada, quais vão ser os próximos desafios? Não há uma casa de swing em cada esquina, certo.

Gracinhas à parte, vamos primeiramente tentar entender o que é “pegada”. Segundo uma rápida pesquisa, pude verificar que “pegada” não tem uma definição direta, mas todo mundo parece saber o que é. Não tem necessariamente relação com apertar e amassar a outra pessoa com as mãos, mas sim com o jeito que a pessoa te pega e faz todas as coisas que um casal faz (numa balada, num quarto, use a sua criatividade).

Pensando nessa definição podemos arriscar: homens não ligam e nem sabem o que é pegada. Homem presta atenção na mulher. Ponto. É claro que existem mulheres que tem pegada (mesmo a gente não sabendo direito o que é isso) e impressionam o cara, mas não é só isso que importa. A pegada é apenas um dos ingredientes numa história. Se a mulher tiver pegada, muito melhor, mas se não tiver, ninguém vai fazer um drama por isso. A gente vai e ensina, ué.

Por outro lado, não deixa de ser engraçada a preocupação que as mulheres têm com o que os homens vão pensar delas. O Conselho Macho Alfa ouviu seus correspondentes internacionais e parece que na Argentina (e não temos provas concretas sobre isso) muitas mulheres não capricham na hora H com medo do cara achar que ela é muito experiente e, por isso, vagabunda (vamos falar a verdade, é disso que elas têm medo). Esconde-se a pegada para não assustar o cara, o que é uma grande bobagem.

Imagine: você está com seu par a sós em um momento bastante intimo, e você vai estragar isso deliberadamente? Por quê? Medo dele achar que você já se divertiu muito para saber tanto? Desculpe, mas o cara tem que ser muito inseguro para pensar isso de você, o que, cá entre nós, já deixa o sujeito meio suspeito. Macho que é macho se garante. Além do mais, se você não puder mostrar toda sua habilidade acabará ficando inibida e construirá um personagem na relação. Garanto que tempos depois você irá perceber que deixou de ser você mesma, e aí a chance da história toda ir por água abaixo é bem alta. Sem contar, de novo, que o mundo ia ser um lugar bem melhor pra nós se você saísse mostrando seus dotes por aí.

Então, mais do que ter pegada ou ser experiente, o que importa é ser você mesma e se sentir à vontade com seu alvo. Se o cara for um babaca e não valorizar, azar o dele. Melhor para o próximo.

J. R. Durão é membro do Conselho Macho e excepcionalmente assina essa coluna enquanto J.J. Bronson curte férias em ilhas paradisíacas.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, sexo Tags: , ,
29/04/2009 - 10:06

“Ele não me assume porque me conheceu no swing”

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Uma leitora conta história bem interessante da sua vida e pede conselho. O texto é longo e eu resumi bastante:

Querido machista de plantão,

Depois de terminar loooongo namoro, passei a freqüentar casas de swing com uma amiga. Conheci XY (vou chamar assim) em uma das vezes. Transamos lá, foi ótimo. Trocamos telefones, passamos a sair, estava gostando dele. Meses depois, uma mulher atendeu, dizendo que era namorada dele. Ia desencanar, mas ele me procurou, disse que ela era ex. Voltamos a sair e ele me chamou para ir na casa de um amigo. Três homens, quatro mulheres, vinho vai e vem e rolou uma sessão de sexo coletivo. Poxa, juro que essa não era a minha praia com uma pessoa de quem eu gostava, mas, quando as coisas começaram a acontecer, eu, por ciúme, não quis ir embora e deixá-lo sem mim ali.

Depois disso, passamos a levar vida de namorados, com preocupações, encontros, companheirismo. Ele cuidou de mim quanto operei da miopia, freqüentava a casa dos meus pais, passou o Natal com a minha família. Só que ele insistia em dizer a todos que não era meu namorado. Fiquei chateada, mas resolvi não cobrá-lo, sabia que seria pior.Na volta, no aeroporto, ele me perguntou tudo o que já fiz em swings e em matéria de sexo, etc. Tonta, contei todas minhas experiências. Ele disse que gostaria de me levar uma vez a uma casa (de swing). Algum tempo depois ele me convidou e eu fui, para agradá-lo. Chegando lá, ele se fechou comigo num canto para discutir a relação e revelou, finalmente: o problema era o meu passado de swing! Ele disse que não conseguiria superar o fato de ter me conhecido ali e parafraseou Caetano, dizendo que as coisas que eu já tinha feito eram tão fortes que o machucavam. Achei um absurdo, mas ele chorou e eu me emocionei com aquilo. Ele disse que foi covarde de não falar antes, mas quer tentar superar este trauma e ficar comigo, pois acha que sou um presente. Como faço para ajudá-lo a superar este trauma?

Beijos e muito obrigada,

Livia

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Olha, pra começar a conversa: alguns caras realmente gostam de surubas e swings, mas é MUITO RARO um cara que leva a sua mulher para este tipo de evento. Você não conseguiu entender que a princípio ele queria só um caso, alguém para sair e se divertir, mas, pelo jeito, se apaixonou por você.

Porém ele não consegue admitir para ele mesmo que gosta de mulher que ele viu transando com outros caras. Afinal, nós somos homens e não queremos nossas mulheres com outros caras. NUNCA. Chame de machismo, sentimento de posse, ciúme ou o que for.

Mas não venha, por favor, me dizer que topou outras surubas só para fazê-lo feliz. Se você não gostasse, não teria topado. Você consumiria droga injetável caso odiasse isso só para fazê-lo feliz? Ou seja, há limites. A gente vai na casa da sogra para agradar, vai no restaurante que a pessoa gosta para agradar. Agora transar com mais não sei quantos só para agradar o cara é difícil de acreditar, certo? Mesmo porque você mesma conta que frequentou a casa de suingue algumas vezes antes de conhecê-lo.

E ele? Está levando vida de namorado com você há tempos, mas só não te chama de namorada. Porque não tem coragem de admitir que ele mesmo leva a própria namorada para transar com outros caras (o que aconteceu na casa do amigo dele). Deixou os amigos te pegarem. E não quer ser zoado por eles. E você, como toda mulher, está enchendo o cara porque precisa do rótulo. Quer que ele dê nome: “Esta é minha namorada.” Vai fazer tanta diferença assim? Você acha que se fosse um simples caso ele ia passar o Natal com a tua família?

E ficou claro que vocês ADORAM swing. Tudo bem que na última vez ele queria só testar se você aceitaria o convite. Mas não diga que isso vai acabar se ele “assumir” você como namorada. Você diz que vai por ele, mas vai porque gosta. Assumam-se logo como um casal feliz que curte surubas e sejam mais honestos com vocês dois.

E boa sorte!

Abs,

J.J.

Obs: Mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , , , , , , ,
04/03/2009 - 11:37

Mulher que fala muito e faz pouco

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O tema deste post é colaboração de um blog da casa, o “Garotas, modo de usar”, que passou email de leitor para que tentemos ajudá-lo:

“Tenho uma dúvida: sou casado, tenho um filho maravilhoso, mas embora a minha mulher (ainda não descobri em que tipo ela se enquadra!!!!) diga que me ama muito, eu tenho dúvidas. Isso porque eu sei que ela é bem assanhadinha, mas comigo parece que as coisas não fluem normalmente… Tudo o que ela insinuava na parte sexual, jamais foi realizado!!!! Eu ainda a amo, mas tenho uma estimativa de que esse amor possa acabar. O que faço?”
Adílson*

Caro Adílson,

Que chato, hein? Casamento já é difícil de levar, com sexo ruim então…Sempre falo que a vantagem de ser casado é não precisar cantar uma mulher pra levar pra cama! Pensei em algumas hipóteses, uma ou algumas podem se encaixar para você:

1 – Ela fez isso pra te atrair no começo do namoro e deixá-lo pensar que algum dia ia ver aquele vulcão em erupção, mas, na verdade, ela é não é nada daquilo. Tem mulher que é sem graça na cama, mesmo quando o cara se esforça;

2 – O casamento tende a ser engolido pela rotina, pelas preocupações e pelo excesso de intimidade. Casal que transa todos os dias é difícil de ver, ainda mais depois de alguns anos juntos e com filho. Tem outra: às vezes a intimidade fica tão escancarada (como não fechar a porta do banheiro para nada), que o casado vê qualquer coisa no outro, menos alguém para sentir tesão e fazer sexo;

3- Com o tempo, precisamos do novo, é do ser humano: depois de anos transando com a mesma pessoa talvez ela queira experimentar algo diferente (ou alguém diferente). Torça para ser apenas algo diferente e aja!

4 – Você está fazendo o serviço direito? Tipo, romantismo, preliminares, usando o que temos pra usar além do próprio pênis? Conhece a história da “língua e dedo”, né? Ou você chega fedido em casa e tenta sexo… faz um papai e mamãe de 5 minutos, vira e dorme? Se for isso, meu caro, o problema não está nela, mas em você!

5 – Espero estar errado nesta, mas… conhece a peça “A Dama do Lotação”, do Nelson Rodrigues, que até virou filme, com a Sonia Braga no papel principal? Só pra lembrar ou informar quem não viu: a mulher era frígida com o marido, mas uma devassa com outros na rua, era psicológico… ela só sentia tesão com estranhos na rua… no caso da personagem ela pegava qualquer um mesmo…tem até a clássica cena com o motorista de ônibus na cachoeira (interpretado pelo já falecido Armando Bogus);

Importante: você já conversou com a tua mulher a respeito? Quem sabe ela dê alguma pista…Se for a opção 1, lamento, não tem muito o que fazer. Ela nem deve achar que tem algo de errado. Se for a 2, também vai ser complicado, pois o encanto já se quebrou. Se for a 3, que tal você tentar proporcionar uma novidade, quem sabe descobrir algum desejo secreto ou fantasia dela? Se for a 4, vai notar logo. Leve-a para jantar, seja romântico, proporcione um clima… isso feito uma vez pode abrir as portas para outras mil vezes (sem precisar de jantarzinho em todas). Agora, se for a 5…e eu realmente espero que não…Trate de provar o adultério e se livre de pagar pensão!

E se nenhuma das opções acima chegar perto, leve esta mulher para um psicólogo! Sabe aquela coisa estranha que humanos fazem, de pagar um estranho para ouvir seus problemas? Então, eu prefiro um copo de cerveja com os amigos (é mais barato e dá mais resultado), mas pressupondo que o problema não é com você, é com ela…e mulheres adoram psicólogos…quem sabe ela fala alguma coisa pro cara?!

Abs,

J.J.

Obs: Mande sugestões de tema para macho_alfa@ig.com.br

Autor: Aninha - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: ,
26/11/2008 - 10:01

O desserviço dos filmes pornôs

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Este tema foi sabiamente sugerido pela chefona do Canal Estilo. Sim, às vezes as mulheres têm boas idéias. Ela apontou os filmes pornôs como culpados por ensinar artimanhas sexuais infelizes a todos que os assistem. E é verdade, aquilo é diversão, mas pouco educativo. Enumeramos, então, uma lista do que não se deve imitar destas películas.

Sou contra qualquer manual de boas práticas de sexo, claro. A gente aprende na prática, na vida, no tempo, na variedade… principalmente na variedade. Não há verdades absolutas, o que uma mulher gosta a outra odeia. (Ok, existem algumas verdades absolutas, como “Nunca esqueça de tocar o sino” – mas até sobre isso já ouvi controvérsias).

Bom, o fato é que ninguém faz como os atores de filme pornô. Aquilo é uma indústria rentável porque explora os fetiches de toda a humanidade e pode apimentar momentos, relações ou ajudar numa fantasia sozinho. Mas é preciso tomar cuidado, principalmente no começo da vida sexual, quando um filme pode ser usado como guia de educação sexual (até por uma questão da insegurança adolescente, ninguém vai perguntar, né?).

No começo da vida sexual, em que nós, homens, ainda somos galos (alguns vão negar, mas somos, é fato. Aos 15 anos, somos os reis da ejaculação precoce), tudo parece ser informativo. Até para as meninas pouco ou nada experientes aquilo soa como uma boa fonte de dicas. Só depois de algum tempo percebemos o quanto aquilo pode prejudicar a educação sexual de alguém.

Como forma de ajudar quem, por ventura, esteja iniciando sua vida sexual, listamos alguns itens que sabidamente são comuns nos filmes pornô, mas grandes erros na vida real. E, acredite, até escutamos algumas mulheres!

Getty Images / Pornô pode apimentar, mas não é educativo!

1 – Poucos têm 30 centímetros: o primeiro ponto é o lance da insegurança masculina. Você está lá no motel, a menina ao lado (com a identidade falsificada, claro, ela tem 15). Os dois ligam a TV e aparece o cara com aquele mastro enorme. Você, rapidamente, se apressa: “Olha, amor, isso não é normal. Estes caras tomam drogas pra ter um deste tamanho…” Claro que isso só vale quando você é moleque e ela quase um bebê. Depois elas aprendem na prática que 30 centímetros só na régua da escola mesmo;

 2 – O famoso “peco-peco”: Sim, aquela câmera fechada enquanto o cara dá estocadas rápidas e curtas, quase sempre violentas, onde só se ouve o barulho das bolas batendo no campinho. Olha, aqui não fala nenhum Gene Simmons (que diz ter papado milhares), mas elas costumam não gostar disso. A mulher pode gostar de ser pega com virilidade e força, mas brincar de “Ligeirinho” é outro papo;

 3 – Os gritos ensurdecedores: a mulher não precisa gritar histericamente para deixar claro que está gostando. Assim como o homem ficar mudo, com cara de tédio e mascando chiclete enquanto penetra a mulher, como se estivesse na linha de montagem de uma fábrica de sapatos também não é nada excitante para elas;

 4 – Sexo quase tântrico: Outro desserviço é a mulherada achar que o cara vai ficar horas indo e voltando, com pique para passar o dia ali, como rola nos filmes. Claro que a resistência se desenvolve, mas atletismo sexual não é todo dia. Além disso, pode se perceber que nem eles (do pornô) agüentam. As cenas demoram tanto que são feitas no estilo frapê (sabe quando fica só meio duro, bandeira a meio mastro? Péssimo, aquilo não existe). Homem vai pro gol quando está excitado, certo? Maria Mole não joga neste caso;

 5 – Garganta profunda: outra que é péssima, mas as mulheres acabam tentando imitar: colocar o troço todo na boca. Aquilo não tem a menor graça (leram isso, mulheres?).Deveria estar acompanhado de uma legenda: “não tente fazer isso em casa”. Porque quem não tem treino de “garganta profunda” ensgasga, pô. E isso também corta o tesão na hora (dos dois). E a graça não é colocar tudo na boca, mas sim os movimentos que se faz com boca, mão, língua….seria mais proveitoso se elas tentassem aprender a não raspar o dente! Aí você diz: “ah, mas isso todas aprendem”. Não aprendem. Quem nunca teve a sensação de ter seu ‘garoto’ tratado como um Chicabon, grite agora!

 6 – Saliva não é lubrificante: uma vez vi uma mulher dizendo que costumava usar a saliva pra se lubrificar. Podem falar o que quiser, mas a tal lubrificação tem que ser natural. O cara tem que aprender a excitar a mulher. Essa de cuspir na mão e passar lá, como fazem muitos atores, é uma tosquice caminhoneira sem tamanho. Se pegou alguma mulher que gosta, seja feliz, mas mesmo para as que tem dificuldades de lubrificação natural há soluções mais higiênicas e saudáveis. (sabe o tal lubrificante à base de água à venda em qualquer farmácia?);

 7 – Jorrar na face: É a cena final de TODOS os filmes. Deve ter causado muito mal-estar em moleques mais desavisados: aquela de terminar esguichando a cara da mulher é coisa exclusiva de filme pornô. Não vou afirmar que mulher nenhuma gosta disso, mas não é uma praxe (e está longe disso). A maioria sente nojo e é perfeitamente compreensível. É pior que sair dando tapas nela na primeira vez que transam, sem saber se ela gosta disso;

 8 – Sexo anal não é tão fácil assim: o problema todo está em sair imitando coisas que viu na tela sem saber o efeito que isso causa ou se a mulher gosta daquilo. Quanto nego vê filme pornô e sai achando que toda mulher gosta de sexo anal? Muitas gostam, mas não é uma preferência nacional ou mundial. E pior: acham que pra entrar é aquela facilidade…Além disso, tem um lance de higiene um pouco complicado. No filme pornô rola lavagem, geralmente com seringa. Já na vida real… bom, melhor parar por aqui.

Abs,

J.J.

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Autor: machoalfa - Categoria(s): sexo Tags: , , , ,
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