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09/12/2009 - 12:28

Como uma geladeira pode mudar a percepção da vida a dois

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As mulheres enxergam o que não vemos. Sentem o que não percebemos. Magoam-se com o que não notamos. Colocam simbolismos em algo que não perderíamos 30 segundos analisando.

E aí está a beleza delas. Quer ter problemas? Relacione-se com uma mulher que pensa como homem. Pois a graça é justamente as mulheres serem mulheres. (“Nossa, como este cara é óbvio!”). As duas horas em frente ao espelho. A demora para secar o cabelo. O se ofender por uma bobagem. A tara por chocolates. Colocar um troço que parece um grampeador na sobrancelha para os olhos ganharem realce. Os saltos altos, ah, os saltos altos. Complicar o que é simples. Ser orgulhosa. Esperar que a gente diga o que parecia óbvio. Dar sentido a algo que não vemos ou não entendemos. Salvar nosso dia com um simples sorriso.

Getty Images / Geladeira muda a percepção da relação

Getty Images / Geladeira muda a relação

Um amigo ganhou, recentemente, uma geladeira nova. Não interessa de quem, onde, como e por quê. Apenas ganhou. Bonita, grande, moderna. Daquelas de filme, que você nunca acha que vai ter uma, chegou um dia destes no apartamento que ele divide com a mulher (com quem mora há quase três anos):

Ela: “Nossa!”

Ele: “Legal, né? Tem compartimento específico para gelar a cerveja!”

Ela: “Não, não é isso.”

Ele (sem entender): “Hum?”

Ela: “Agora nós temos uma geladeira de verdade. É outra coisa.”

Ele: “É, bem melhor, a nossa estava velhinha…”

Ela (olhando fixamente, maravilhada): “Não é isso que estou falando. Agora sim parece que somos casados, que este é um lar…”

Ele: (estupefato, em silêncio, tentando processar a informação)…

Ela: “Aquela que a gente tinha… sei lá, pequena, parece geladeira de república estudantil, em que você só coloca bebidas. Agora sim, temos uma geladeira de família.”

No dia seguinte, ainda preocupado com a cena que presenciara, tratou de procurar um dos amigos mais próximos: “Você ainda tem o telefone daquele urologista?” “Ele faz vasectomia?”

Abs,

J.J.

Obs: Mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
02/12/2009 - 10:59

Elas dizem o que querem de nós

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Estava debatendo com as mulheres da redação um tema para esta semana quando surgiu o velho assunto: o homem precisa ser bonito? Umas quatro berraram na hora que gostam de caras feios. E aí fica comprovada mais uma das máximas masculinas: homem não tem que ser bonito, tem que ser macho.

Getty Images / Elas sabem o que elas querem?

Getty Images / Elas sabem o que elas querem?

Mas o que é ser macho? Disseram as moças que é passar segurança. É o cara seguro de si, confiante, que sabe o que quer. Aí pensei: espere só o cara ser do tipo que sabe o que quer para elas se sentirem desprezadas ou pouco importantes, pois vão dizer que ele não escuta suas vontades e opiniões.

Aí disse uma outra que o sujeito tem que transmitir segurança em todos os aspectos: financeiro, físico, personalidade…Está esperando um marido lindo, rico e forte, na verdade. Quase um príncipe encantado, mas cujo cavalo seja uma BMW ou uma Ferrari.

Aí alguém lembrou que esta história de homem seguro não vale, que tem mulher que gosta de ser mãe do cara com quem está. E citou um exemplo que todos conhecem de alguém cujo marido liga do mercado perguntando o que é para comprar e ainda toma broncas, como se fosse um nenê, porque está gastando com supérfluos. “Ela é mãe dele”, decretaram.

Então eu soube que alguém vai fazer uma matéria que tenta responder: “O que quer a mulher, afinal?”. Não sei quem vai fazer, mas sei que, se este repórter conseguir levar o leitor a alguma conclusão merecerá os Prêmios Esso e Pulitzer de jornalismo, o Prêmio Nobel da Paz e, provavelmente, um caminhão de dinheiro pelo maior feito de toda a história da humanidade.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
14/10/2009 - 10:56

Cérebro masculino x cérebro feminino (com dicas para as mulheres)

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Resolvi listar pensamentos machos que parecem óbvios. Mas, vendo os e-mails femininos que recebo semanalmente, descobri que não são tão óbvios assim. Portanto, o texto de hoje vai direcionado às mulheres, estes seres tão adoráveis e necessários, mas às vezes tão chatos e irritantes, que precisam aprender algumas coisas de uma vez por todas e perder certas esperanças. Como Macho Alfa é um espaço democrático (apesar de a democracia falhar muitas vezes), este post tem a versão feminina (feita pelo conselho de mulheres da redação) embaixo de cada tópico:

- Não, a gente não abaixa a tampa do vaso mesmo. É uma questão de usabilidade: quem precisa usar, abaixe ou levante na hora do uso. E pelo amor de Deus: quando erramos, não é questão de mira. É o simples fato de que o nosso querido companheiro pode estar ereto, semi-ereto ou simplesmente meio torto, afinal, ele não está preso com prego ou gesso (e antes que alguma besta diga para apontar no centro: se ele estiver razoavelmente ereto, movê-lo é sinal de dor e incômodo, tá?);

O lado feminino: nós, mulheres, temos muita esperança, sabe? A gente sempre espera que o mocinho beije a mocinha no final, que a heroína desmascare a vilã, que alguém apareça para nos ajudar na baliza – e que vocês, por Deus, percebam que não cai a mão abaixar a porcaria da tampa depois de fazer xixi. E que isso seria muito mais higiênico.

Getty Images / A gente odeia dormir "de conchinha"

Getty Images / A gente odeia dormir "de conchinha"

- Não, a gente não gosta de “dormir de conchinha”. Cansa, não dá pra se mexer e nem pra respirar. Sono é hora para relaxar, não para fazer sacrifício;

O lado feminino: e quem disse que a mulherada apoia ampla, geral e irrestritamente a posição ‘conchinha’? Caros, nós só queremos começar a noite em clima de romance. Depois, é cada um pro seu lado – na cama, claro.

- Sim, a gente olha para outras mulheres na rua. E vocês olham para os caras. A questão é: sejamos todos espertos e, por respeito a quem está do nosso lado, sejamos discretos ao fazer isso;

O lado feminino: quantos homens, honestamente, já pegaram suas mulheres ou namoradas secando um cara? E quantas mulheres já pegaram seus namorados ou maridos olhando para um rabo de saia? Quantas vezes no dia? Ah, ok. Desculpa, mas nós somos discretas e criteriosas. E não pedimos que vocês não olhem para o que é bonito; apenas para que tenham um mínimo de educação ao fazer isso na frente de suas respectivas.

- Sim, todo homem vira um ogro ao ver um jogo de futebol. Berra, xinga, pula, soca parede. E isso é saudável. Assim como as mulheres dão shows de futilidade discutindo roupas, sapatos, maquiagens e cores de esmalte. Aceitem ou namorem gays;

- O lado feminino: a gente só não consegue entender tanta empolgação com um negócio que está acontecendo a quilômetros de distância – e cujo resultado não vai interferir diretamente na vida da pessoa. Mas tudo bem.

- Não, a gente não confia 100% em ninguém. Mas até aí não precisa ser paranóico. O negócio é dar assistência pra não gerar concorrência e ficar de olho aberto. Mas essa de confiança cega não existe;

- O lado feminino: então não reclamem quando a gente pergunta se vocês ainda nos amam. Só estamos checando também.

- Não, a gente não quer ir ao shopping no fim de semana e passar horas vendo roupas, sapatos, sofás ou decidindo a cor de cortina. A gente prefere fazer outras coisas nas horas de folga, como beber, ver futebol, fazer sexo, ler jornal, ir ao cinema ou, simplesmente, fazer nada;

- O lado feminino: e quem disse que as mulheres não dispensam os programas de vocês também? Além do mais, é péssima ideia levar homem ao shopping. Além das dúvidas cruéis que temos de encarar – coisas do tipo “levo o vermelho ou o preto, ou os dois?”, ficar aguentando cara de macho emburrado é dose.

- Não, a gente não gosta de passar o domingo na casa da mãe de vocês. Leiam o letreiro na testa: “Estou fazendo isso só para te agradar”. A gente até vai, mas adoraria comer, dar um beijo na boa velhinha e ir embora logo depois;

- O lado feminino: nós também achamos um saco os churrascos da firma, queridos. Adoraríamos chegar, comer (um pouco de salada, claro), dizer pro seu chefe parar de ser cara de pau e olhar para a bunda das subordinadas descaradamente, pedir para a mulher do seu chefe controlar aquele fedelho que ela chama de filho, avisar sua colega de departamento que ela precisa de uma calça dois números maiores e, se possível, lembrar o diretor daquele aumento que você merece, mas tem medo de cobrar. E ir embora logo depois.

- Não, a gente não gosta de discutir nome dos filhos que nem existem. Isso é coisa de mulher sonhadora. Deixem pra falar disso se um dia rolar gravidez. E nem todo homem quer ser pai, muitos só cedem às pressões da sociedade. Perguntar antes de parar com a pílula é legal, tá? (aliás, casal que batiza filho que não existe não chega nem no primeiro rebento);

- O lado feminino: sonhar com a maternidade faz parte da psique feminina, assim como gritar “chupa, porco” para um estádio, um jogador ou um juiz a quilômetros de distância parece fazer parte da masculina. Acostumem-se e tenham um pouco de paciência.

- Não, a gente não quer saber o passado de vocês. Com quem saíram, com quantos transaram, onde foram… mulher é como cozinha de boteco, se você conhecer o passado, não come. Portanto, guardem o passado, pertence só a vocês;

- O lado feminino: tanto quanto vocês não querem saber do nosso passado, nós também não gostaríamos de ver vocês ‘sondando’ um possível futuro a cada rabo de saia que passa. Paciência, né?

- Não, a gente não nasceu com poderes paranormais e não consegue adivinhar o que querem. Mulher que concorda com tudo ou que deixa pra dizer depois: “mas eu não queria ir a tal lugar” é um saco. Portanto, é melhor que deixem claro o que querem, sempre;

- O lado feminino: nessa vocês estão cobertos de razão. Temos cá nossas dúvidas, no entanto, sobre como os homens vão reagir quando as próximas gerações de mulheres aprenderem a dizer exatamente o que querem – inclusive “não, não acho que casar com você vai ser uma boa ideia”, “eu prefiro me dedicar mais à minha carreira nesse momento” ou “cara, é isso que você chama de sexo oral?”. Mas só descobriremos vendo…

- E não, a gente nunca sabe como abordar uma mulher na balada. A diferença é que alguns falam besteiras mais graves que os outros, mas esta conversa é sempre idiota. Nada do que a gente fale será bem visto. Portanto, em vez de criticar as cantadas estúpidas, deixem claro se querem ou não. Vocês conseguem isso só com o olhar, mas parecem ter o prazer mórbido de fazer o cara chegar perto, para ouvi-lo falar uma bobagem e depois dar um fora;

- O lado feminino: bom, a gente tem que se divertir com alguma coisa, vai?

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
19/11/2008 - 09:39

“Minha mulher não me deixa jogar videogame”

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Começaremos a coluna tentando ajudar um leitor que escreveu, contando problemas do seu casamento:

Bom dia,

Meu nome é Joca* e gostaria de saber o que acontece com a minha mulher. Ela odeia videogame, algo que faz parte da minha vida. Eu sempre tive…

Ela sempre quer dar a última palavra na minha casa, é muito brava… e falar que vou jogar videogame é a mesma coisa que dizer que a estou traindo…

Eu faço todas as tarefas de casa, como: lavar louça, dar banho, arrumar o filho e colocá-lo para dormir. Brinco com ele, arrumo a cama, penduro a roupa no varal, recolho a roupa… eu mesmo passo as minhas roupas, pois ela diz que não é minha empregada para fazer isso. Depois de tudo, se eu vou jogar videogame, ela me xinga, me chama de folgado, me acusa de não ajudá-la.

Se ela vai fazer as unhas, arrumar o cabelo ou visitar a mãe, eu não posso falar nada, pois sempre estou errado…

Eu tenho três empregos para dar o maior conforto possível pra ela e meu filho, não ganho pouco. E ela não me deixa jogar videogame quando tenho um tempinho para mim…

Se vocês quiserem fazer uma matéria sobre isso, ficarei grato…

Getty Images / O problema seria mesmo o videogame?

 Caro Joca*,

Que prendado, hein? Se meu lado feminino não fosse lésbico, ia te pedir em casamento…

Agora falando sério…se você faz tudo isso e mesmo assim a tua mulher ainda reclama, algumas hipóteses vem à cabeça (todas, claro, fundamentadas cientificamente em papos de botequim com a classe macha). Não temos como afirmar, porque o dia em que mulher for ciência exata, só os nerds das faculdades de tecnologia e engenharia vão se dar bem (aí eu me dou mal). Mas pense se seu caso não se encaixa aqui:

a - Estaria você deixando de lado algo que nós e as mulheres prezam muito, como o momento a dois? Preciso ser mais claro? Acho que não, né? (Diria que a chance de ser esta a resposta é de 97%);

b – A rotina depois de alguns anos pode ter dominado seu ‘lar’, as atitudes podem ter ficado mecânicas, e isso a faz se sentir descartável, pouco importante, já que você tem como fonte de diversão o videogame e não a companhia dela, num jantar, um cinema…(sim, cara, precisamos dar carinho às pequenas, é fato);

c - Ela pode ter síndrome de falta de atenção. Parece doença da era moderna, como síndrome do pânico, estresse, conversa pra vender livro, mas já ouvi amigo relatar isso. Se o cara está em casa, a atenção tem que ser pra ela…(neste caso a solução seria conversar e listar tudo o que faz para ela…pra ver se a mulher se conscientiza);

d – Esta você não vai gostar muito, mas deve ser levada em consideração: ela pode não gostar mais de você ou estar “afim” de outro cara (ou até já ter outro)….Aí, neste caso, tem que rolar um papo. Uma hora você vai descobrir. E a solução para um pé na bunda é…. arranjar outra, claro! (Não faça besteira alguma, pois mulher nenhuma no mundo vale gastos com revólveres, balas ou a estupidez de um tiro na cabeça).

De qualquer jeito, sugiro duas táticas (uma de guerrilha) que eu e o conselho da Associação de Machos já usamos em situações parecidas. Acredite: ouvir a mulher reclamando o tempo todo não é privilégio seu. (Todas reclamam. Aliás, os homens nascem chorando, as mulheres, dando bronca no obstetra.)

1ª – Aproxime-se dela, faça-a sentir-se importante, amada, desejada… (pra ser mais claro, agarre tua mulher!). Talvez não precise ser toda semana, mas deixar o moleque com alguém (sogra, mãe, etc) e  recebê-la com uma garrafa de vinho pode ser uma. Ou um convite para jantar fora, um presentinho, uma surpresa. Cuidado para não banalizar nenhuma destas opções, pois aí perdem a graça. Flores parecem puro clichê, mas nunca conheci uma mulher que não gostasse delas…(a vida é mesmo feita de clichês);

2ª – Se a primeira não deu certo (certifique-se de que a satisfez ou fez de tudo para satisfazê-la), esqueça o carinho. Ela não merece. Continue fazendo tudo o que faz (em relação à casa e ao bacuri), mas valorize-se. Saia pra uma cerveja, um futebol com os amigos, em vez de ficar só no videogame (respeito seu gosto, mas o mundo está girando lá fora). E não avise quando vai sair, nem onde vai, claro. Mas não deixe o videogame de lado, afinal você gosta! Precisa ter teus momentos, com as atividades que te fazem bem. Três empregos não devem ser mole! Seja educado, não a trate mal, mas se afaste. Gelo mesmo, indiferença. Mulher PASSA MAL quando é ignorada. Faça com que ela sinta que você está “pouco se importando” sem ela por perto e não ligue para as reclamações dela. Calma, ninguém falou em traição (ainda). Mas tenha algo claro: esta opção é arriscada. Se a mulher resolver juntar os trapos e ir para a casa da mãe, esteja preparado para isso. (Se bem que aí você poderia passar o fim de semana jogando videogame, né, não?)

Abs,

J.J.

Mande sua sugestão de tema para: macho_alfa@ig.com.br. Até quarta-feira!

* O nome foi trocado a pedido do leitor

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos Tags: , , ,
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