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07/10/2009 - 16:10

“Minha mulher só pensa em trabalho”

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J.J., não sei mais o que fazer. Minha mulher está viciada em trabalho. Ela trabalha 12/13 horas por dia, reclama o tempo todo, está sempre estressada. Ela chega em casa de mau humor todos os dias, reclamando do chefe, da falta de reconhecimento, e desconta em mim, só me dá bronca. E o que é pior: ela só fala disso, até no fim de semana. Eu nem trabalho na empresa dela e sei o organograma inteiro, do presidente ao faxineiro. Eu já avisei que ficar em casa está muito chato, mas ela não para, não abre o olho. Estou pensando em me separar. Me dá uma ajuda?

Sócrates

Caro,

Acredite, eu sei o que é isso. Este tipo de comportamento tornou-se comum no século XXI. Eu não vou falar de novo no espaço das mulheres nas empresas, o crescimento profissional delas, o grito de liberdade que deram, rasgando os aventais. E, que fique claro, não sou contra nada disso.

Getty Images / Ela só pensa em trabalho

Getty Images / Ela só pensa em trabalho

O problema é que algumas mulheres, obcecadas pelo sucesso/crescimento profissional, esquecem-se de olhar para o outro lado da vida. Diversão e momentos de prazer ficam raros ao lado de pessoas “workaholic”. Não prego aqui que as pessoas não se dediquem aos seus empregos. Mas a grande questão é: trabalho é só trabalho. Simples assim. “Isto é só um emprego, não é o que somos. Nós decidimos quem somos.” Entre aspas porque a frase não é minha.

Em um mundo em que todos estão conectados 100% do tempo, por meio de celulares e notebooks, fazendo reuniões, almoços e jantares de negócio e ainda alimentam a neurose de ter que fazer networking o tempo todo, tem gente esquecendo de ir ao cinema ou simplesmente fazer sexo.

Se já falou para a sua mulher, fale de novo. Seja mais claro. Diga com todas as letras, mesmo que algumas palavras a machuquem. Acredite: às vezes você precisa ser realmente contundente para que elas escutem e entendam.

Separação tem que ser, sempre, a última das hipóteses. Mas acredito que, se deixar claro que esta ideia passa pela tua cabeça, talvez ela mude de atitude. Diga que ver um filme no sofá, sem falar de chefe, sair pra jantar, ir ao cinema ou ao teatro, e, claro, ser surpreendido por ela com uma roupa sexy ao chegar em casa não seria nada mal.

E se ela realmente não se importar com o que você está sentindo/passando, aí vale pensar em separação. Afinal, por mais que um divórcio seja difícil, tem muita mulher neste mundo (e é sempre possível que alguma já esteja de olho em você).

Boa sorte.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
19/11/2008 - 09:39

“Minha mulher não me deixa jogar videogame”

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Começaremos a coluna tentando ajudar um leitor que escreveu, contando problemas do seu casamento:

Bom dia,

Meu nome é Joca* e gostaria de saber o que acontece com a minha mulher. Ela odeia videogame, algo que faz parte da minha vida. Eu sempre tive…

Ela sempre quer dar a última palavra na minha casa, é muito brava… e falar que vou jogar videogame é a mesma coisa que dizer que a estou traindo…

Eu faço todas as tarefas de casa, como: lavar louça, dar banho, arrumar o filho e colocá-lo para dormir. Brinco com ele, arrumo a cama, penduro a roupa no varal, recolho a roupa… eu mesmo passo as minhas roupas, pois ela diz que não é minha empregada para fazer isso. Depois de tudo, se eu vou jogar videogame, ela me xinga, me chama de folgado, me acusa de não ajudá-la.

Se ela vai fazer as unhas, arrumar o cabelo ou visitar a mãe, eu não posso falar nada, pois sempre estou errado…

Eu tenho três empregos para dar o maior conforto possível pra ela e meu filho, não ganho pouco. E ela não me deixa jogar videogame quando tenho um tempinho para mim…

Se vocês quiserem fazer uma matéria sobre isso, ficarei grato…

Getty Images / O problema seria mesmo o videogame?

 Caro Joca*,

Que prendado, hein? Se meu lado feminino não fosse lésbico, ia te pedir em casamento…

Agora falando sério…se você faz tudo isso e mesmo assim a tua mulher ainda reclama, algumas hipóteses vem à cabeça (todas, claro, fundamentadas cientificamente em papos de botequim com a classe macha). Não temos como afirmar, porque o dia em que mulher for ciência exata, só os nerds das faculdades de tecnologia e engenharia vão se dar bem (aí eu me dou mal). Mas pense se seu caso não se encaixa aqui:

a - Estaria você deixando de lado algo que nós e as mulheres prezam muito, como o momento a dois? Preciso ser mais claro? Acho que não, né? (Diria que a chance de ser esta a resposta é de 97%);

b – A rotina depois de alguns anos pode ter dominado seu ‘lar’, as atitudes podem ter ficado mecânicas, e isso a faz se sentir descartável, pouco importante, já que você tem como fonte de diversão o videogame e não a companhia dela, num jantar, um cinema…(sim, cara, precisamos dar carinho às pequenas, é fato);

c - Ela pode ter síndrome de falta de atenção. Parece doença da era moderna, como síndrome do pânico, estresse, conversa pra vender livro, mas já ouvi amigo relatar isso. Se o cara está em casa, a atenção tem que ser pra ela…(neste caso a solução seria conversar e listar tudo o que faz para ela…pra ver se a mulher se conscientiza);

d – Esta você não vai gostar muito, mas deve ser levada em consideração: ela pode não gostar mais de você ou estar “afim” de outro cara (ou até já ter outro)….Aí, neste caso, tem que rolar um papo. Uma hora você vai descobrir. E a solução para um pé na bunda é…. arranjar outra, claro! (Não faça besteira alguma, pois mulher nenhuma no mundo vale gastos com revólveres, balas ou a estupidez de um tiro na cabeça).

De qualquer jeito, sugiro duas táticas (uma de guerrilha) que eu e o conselho da Associação de Machos já usamos em situações parecidas. Acredite: ouvir a mulher reclamando o tempo todo não é privilégio seu. (Todas reclamam. Aliás, os homens nascem chorando, as mulheres, dando bronca no obstetra.)

1ª – Aproxime-se dela, faça-a sentir-se importante, amada, desejada… (pra ser mais claro, agarre tua mulher!). Talvez não precise ser toda semana, mas deixar o moleque com alguém (sogra, mãe, etc) e  recebê-la com uma garrafa de vinho pode ser uma. Ou um convite para jantar fora, um presentinho, uma surpresa. Cuidado para não banalizar nenhuma destas opções, pois aí perdem a graça. Flores parecem puro clichê, mas nunca conheci uma mulher que não gostasse delas…(a vida é mesmo feita de clichês);

2ª – Se a primeira não deu certo (certifique-se de que a satisfez ou fez de tudo para satisfazê-la), esqueça o carinho. Ela não merece. Continue fazendo tudo o que faz (em relação à casa e ao bacuri), mas valorize-se. Saia pra uma cerveja, um futebol com os amigos, em vez de ficar só no videogame (respeito seu gosto, mas o mundo está girando lá fora). E não avise quando vai sair, nem onde vai, claro. Mas não deixe o videogame de lado, afinal você gosta! Precisa ter teus momentos, com as atividades que te fazem bem. Três empregos não devem ser mole! Seja educado, não a trate mal, mas se afaste. Gelo mesmo, indiferença. Mulher PASSA MAL quando é ignorada. Faça com que ela sinta que você está “pouco se importando” sem ela por perto e não ligue para as reclamações dela. Calma, ninguém falou em traição (ainda). Mas tenha algo claro: esta opção é arriscada. Se a mulher resolver juntar os trapos e ir para a casa da mãe, esteja preparado para isso. (Se bem que aí você poderia passar o fim de semana jogando videogame, né, não?)

Abs,

J.J.

Mande sua sugestão de tema para: macho_alfa@ig.com.br. Até quarta-feira!

* O nome foi trocado a pedido do leitor

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos Tags: , , ,
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