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Arquivo da Categoria Relacionamentos

27/04/2011 - 17:13

Mulher de amigo é problema?

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Quarta-feira, dia universal do futebol, você chama os amigos para ir ao bar ver um jogo tomando uma. Ou pra sua casa, enfim. Eis que surge aquele ‘sem noção’, fruto de uma geração desmamada com garapa, que não entendeu o convite e coloca na mesa a pergunta mais estúpida de todas:  “Posso levar minha mulher?”

E aí você tem todo o direito de dar um esporro no sujeito. Sem dó. Mas prepare-se: o cara que propõe isso tende a se melindrar fácil. Lembre-se que ele é um pau mandado que tem medo de sair sozinho na quarta para ver futebol com os amigos. Deve apanhar em casa. Então carrega um carimbo de sensível na testa.

Por essa e mais algumas é que, mulher de amigo, geralmente, é um problema. Quando não é por causa do próprio, que tem medo da “patroa”, é pela própria figura.

Tirando o dia do futebol, você até marca aquele evento para casais no bar, no restaurante… Aí a mulher do teu amigo frouxo chega e começa a distribuir ordens, discorda de todo mundo, dá bronca até na sombra. Acha que, porque manda no sujeito, todos os amigos dele são soldados do quartel-general de esmaltes. Surge então o grande dilema: mandá-la ou não à merda?

Xingar a digníssima do seu amigo é praticamente acabar com a amizade. Aguentar a chatice da criatura é sentir nas bolas a agressão à sua condição de macho. O que fazer então? Chamar só de “Yoko Ono”? Ela pode não entender o xingamento como “causadora de cisão”, mas como “você é uma baranga!”. Ou seja: igualmente perigoso para acabar com a amizade.

E há muitas variações sobre o mesmo tema: amigo que te chama pra ir na casa dele e não entende porque você nunca vai, amigo que insiste pra tua mulher ser amiga da dele (não percebendo que as duas não se topam), amigo cuja mulher tem todas as senhas dele (email, MSN, Twitter, Facebook)…

Solução? A mais radical é: apague todos os “amigos criados no leite em pó” da sua vida social. Se o cara sempre foi frouxo e não se toca ou se só tomou uma “chave” desta vez e perdeu a noção do mundo, a convivência será cada vez mais difícil. Nunca poderá levar aquele papo macho decente com o sujeito, porque a alma feminina dele o fará fofocar tudo para a “comandante em chefe” no dia seguinte. Não dá mais para confiar.

Se achar que é temporário (fruto de uma “chave”), você pode apenas se afastar um pouco e se preservar (sem contar nada pessoal demais) enquanto ele estiver com ela. Afinal, mulheres de amigo vêm e vão, são aves de verão. Rá!

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
21/03/2011 - 12:07

O que prende um homem ao casamento hoje?

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O número de divórcios no Brasil cresceu 200% entre 1984 e 2007. No ano passado houve uma mudança na lei que desburocratizou ainda mais o processo jurídico de separação e aumentou um pouco mais o percentual. De qualquer forma o tempo médio de duração de um casamento não sofreu alteração brusca nos últimos 20 anos: era de 10,5 anos na década de 90 e aumentou para 11,5 anos na primeira década do século 21.

Mas por que este cara está levantando números para falar de casamento? Virou blog de estatística? Não, fiquem calmos. Resolvi tocar neste assunto porque tenho visto ou escutado histórias de homens em crise em seus casamentos. Mas, mesmo infelizes, nem todos se separam. Então resolvi enumerar razões (escutei todos estes argumentos) que não prendem ou não deveriam prender um homem a um casamento:

1 – O erro mais frequente, que parece história contada por aquela sua tia-avó que tem uns pêlos estranhos no rosto, mas ainda acontece: fazer um filho no momento de crise. A mulher sente o casamento balançando e trata de engravidar: além de ser uma tremenda sacanagem, é burrice. E, não raramente, o cara concorda com essa decisão estúpida. Isso não vai garantir longevidade ao casamento. No máximo só vai adiar o divórcio e ainda pode fazer com o que o pai nem goste tanto assim da criança (ou, simplesmente, a odeie);

2 – “Ah, mas ela estava do meu lado quando eu não tinha nada.” Claro que nenhum homem deve ser ingrato. Mas não adianta ficar com uma pessoa só “por consideração”. Por mais que ela seja ótima pessoa (muitas delas são, é verdade), é outra bobagem fazer isso. Por quê? Porque se o que te segura é a consideração, você vai virar amigo dela. Ok, essa hipótese é aceita caso você esteja na faixa dos 60 anos. Mas antes disso, é jogar boa parte da sua vida fora (principalmente a sexual). Ou você vai sair pegando todo mundo e encher a cabeça dela de chifres? Isso é consideração?

3 – Preguiça: acredite, isso existe muito. A vida já está estabelecida, o apartamento comprado, filhos na escola, famílias que se conhecem e se dão bem…a relação esfriou, você nem tem vontade de ficar perto da mulher, ou até se apaixonou por outra. Mas separar significa procurar lugar pra morar, gastar dinheiro, chamar advogado, ver os filhos a cada 15 dias, não ter mais quem cuide de você quando você fica doente… Eu entendo tudo isso… mas a vida não é curta demais para ficar acomodado?

4 – “Não existe mulher como a minha”: Ok. A gente sabe que está cada vez mais difícil encontrar uma mulher digna de carinho e dedicação. Mas só por causa disso você vai suportar uma vidinha medíocre? Ou uma mulher mandona? Ou uma rotina massacrante? Tem certa graça procurar agulha no palheiro. Enquanto não encontra uma mulher “certa”, você pode se divertir com as erradas; e outra: quem disse que você precisa se casar de novo?

Agora você está pensando que este texto é uma ode à solteirice. Não iria tão longe. Mas o conceito (principalmente católico) de que casamento é para sempre precisa sair da cabeça das pessoas. Casamentos que duravam a vida toda estão cada vez mais escassos, porque os tempos são outros. As possibilidades para homens e mulheres são muitas: afetivas, sexuais e financeiras (mulheres não dependem mais dos homens para viver). Portanto, sabendo que a chance daquela relação acabar um dia é enorme, é sensato simplificar a burocracia: não assine papel, more junto. Não compre apartamento junto, se possível. Não tenha filhos e esteja com a mochila sempre à mão, pronto para partir.

Um abraço,

J.J.

Obs: comentários são aprovados em sua maioria, mesmo que críticos e até ofensivos a mim. Mas “simpatias” (que têm aparecido muito) e pregações religiosas de qualquer natureza não serão permitidas. Este é um espaço para debate de opiniões, livre. Não será usado para qualquer tentativa de doutrinação ou lavagem cerebral.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , , ,
07/02/2011 - 15:14

Por que existem homens ciumentos?

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Em pleno século XXI é um absurdo um homem ser ciumento, não é verdade? Caras deste tipo são tratados como párias até por outros homens, os modernos. Mas por que existe espécie tão atrasada ainda?

Porque ainda há neandertais que olham as mulheres com admiração. O homem tem ciúme da mulher porque a vê como alguém especial: linda demais, inteligente, delicada. Admira-se com olhares e gestos, vê na beleza feminina a prova física da existência divina ou, no caso dos ateus, acredita que alguém estava inspirado ao fazer aquele ser.

O homem ciumento coloca a sua própria mulher em um pedestal. Tende a tratar as mulheres bem e a virar um animal se percebe que sua namorada está olhando para outro cara com atenção demais. Por quê? Se todo mundo olha para o lado e repara no que é bonito? (e muitas vezes, se interessa?)

Porque o homem ciumento acredita que a mulher dele é incapaz de traição ou de se interessar pelo outro. Crê que ela é uma pessoa especial que gosta apenas dele e não quer saber do resto do mundo. O problema do homem ciumento é que ele ainda não aprendeu (ou não consegue aceitar) que todos somos animais. E, por isso,  podemos agir por instinto. Que a monogamia é uma escolha que para a maioria, principalmente em tempos atuais, depende de forte esforço mental (e raramente é praticada).

Não enxerga também o homem ciumento que nenhuma mulher é especial a tal ponto, como nenhum homem é. Somos todos animais, uns mais selvagens do que os outros, é verdade, mas todos passíveis de instintos, desejos e tropeços. Nenhuma mulher merece a devoção, o olhar de admiração ou a ilusão de que ela não é capaz de trai-lo nem em pensamento.

Sofre ainda mais o homem ciumento porque é vítima de preconceito e agressões verbais da sua própria mulher ou dos amigos. É sempre visto como um neandertal vil que não merece o menor respeito e ainda corre o sério risco de levar um pé na bunda por tal comportamento. “Eu não agüentava o ciúme dele.” Só se ofende com o ciúme do cônjuge/parceiro quem costuma trair. Se a pessoa não engana a outra, ela não tem motivo pra se incomodar.

E não me venha com aquele blablabla de insegurança. Porque quando falamos de humanos, não é possível ter segurança em relação a nada. Nunca. Acreditar 100% em alguém é pura ilusão. Por isso tenho que citar o clichê de que a felicidade está diretamente ligada à capacidade de se iludir. Só os ingênuos são felizes.

E os ciumentos têm mais a perder além do que o sério risco de serem abandonados ou receberem tratamento hostil: a má fama de homem das cavernas pode afastar novas presas. Os não-ciumentos são objetos do desejo das mulheres do século XXI, justamente porque se mostram despreocupados com tudo o que está à sua volta. As mulheres os veem como caras seguros, que nada têm a temer, e os desejam ainda mais, pois não são chatos, reclamões…ciumentos. O que muitas delas não sabem é que eles não estão nem aí porque geralmente estão tentando comer todo mundo, inclusive as melhores amigas delas, que sentam de minissaia no sofá da sala naquela visita despretensiosa. Eles costumam olhar para todas as mulheres como meros pedaços suculentos de picanha, mas são espertos: não falam isso, fingem o contrário.

Todos os dias surgem debates sobre como a sociedade mudou na era digital, o livro na tela de um tablet, os jornais morrendo, o relacionamento online substituindo o olho no olho, o telefone como minicomputador, mas ainda há algo que não mudou: o homem adúltero sempre será mais respeitado, admirado, querido e amado do que o homem ciumento (ou fiel). Vovô é que estava certo.

Um abraço,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
17/03/2010 - 15:31

“Ele se separou para ficar comigo, mas eu não quero”

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Caro J.J.,

Sai com um homem casado e nos apaixonamos. O problema é que eu gosto dele nessa situação e agora que ele resolveu se separar eu não sei o que fazer. Me ajude.

Ana

Ana,

Seu e-mail foi muito curto, mas estou concluindo que agora é tarde. Se ele se separou, é porque quis, A responsabilidade é dele. Mesmo que você o tenha pressionado, o que não sei se aconteceu, ele tomou a decisão. E por isso deve estar ciente de todos os riscos. É sempre arriscado começar uma relação. É sempre arriscado largar uma mulher para ficar com outra.

Eu só lamento profundamente, porque vocês consagram o estilo canalha, embora o xinguem. Você quer ser amante do cara, não quer algo sério, não quer uma relação. Poderia ter tentado impedir que ele se separasse. Como agora é tarde, pelo menos o avise que não quer ser mulher dele.

Se entendi errado e por acaso ainda der tempo de evitar que ele se separe, avise logo. Aí a decisão é dele. Pelo menos ele fica sabendo que você não estará esperando-o de braços abertos.

O mínimo que você faz é ser honesta e abrir o jogo com o cara. Já que teu negócio é ser amante, quem sabe ele arruma outra para ser a número 1 e te coloca de novo onde você quer, na posição 2?

Toda vez que o homem é correto, ele se dá mal. É impressionante. Vocês não merecem nada mesmo.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , , ,
10/03/2010 - 18:27

“Ela deu em cima de mim, mas quando cheguei junto disse que tem outro”

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Caro J.J.
A mulher me deu bola por um tempo. Aí eu cheguei junto e de repente ela disse que estava saindo com outro. O que faço?”
Gilberto

Gosto de gente direta. Aliás, quero pedir que os leitores que mandam emails tentem resumir. Eu sei que a história de vocês às vezes é complexa, mas não precisam descrever até os telefonemas. Fica difícil ler, responder, etc.

Gilberto, vamos às alternativas:

1 – Ela é uma grande canalha. Deu bola só para te deixar afim. Mas nem queria tanto assim. Só queria testar o poder de sedução dela. Sabe como é, ego feminino. Devia estar meio em baixa, carente, etc. E te usou para isso;

2 – Você demorou. Talvez nem tenha demorado tanto, mas a mulherada atualmente tem pressa, sede de bola, fome de gol, vontade, libido, carência e não espera muito. Aí o outro foi um pouco mais assertivo e pronto. Não podemos mais ter ilusão e romantizar as mulheres e as relações. Elas não dizem mais “eu te amo”, elas pensam como homens, só que com outro órgão sexual: sexo casual, gratuito, sujo, sem cuidado, sem propósito, traição, querem dominar, competir, só querem curtir, pegar geral…Isso não quer dizer que você não tenha mais chances, talvez possa ser o número 2 (está cheio de mulher saindo com mais de um cara ao mesmo tempo, resta saber se você quer isso) ou possa pegá-la depois deste cara. O que dá uma certa raiva, bronca ou nojo, mas se você não aceitar, não pega mais ninguém, praticamente;

3 – Ela não deu mole. Você se enganou. Ela te tratou bem, pareceu que queria, mas não a intenção não era essa. Tem mulher que fala com todo mundo, é carinhosa com todo mundo e não necessariamente está a fim do cara. O problema é que neste caso a gente sempre fica em dúvida e é por isso que as mulheres precisam ser mais claras estas horas. Algumas já estão tão avançadas no quesito que chegam a ser vulgares. Pera lá. Também não é para tanto. Controle, mulherada, controle.

Eu chuto que você não é ingênuo a tal ponto e o seu caso é o 2. Porque, infelizmente, mulher hoje em dia não espera. Ela pode até estar a fim de um cara, mas se ele demora, tem namorada, é casado, elas continuam pegando geral, mesmo sem ter certeza se o cara que ela parece estar afim quer algo. Dá em cima de um à tarde e à noite agarra outro. É uma opção delas. Dá vontade de pegar a mulher, envolvê-la e depois dar um pé na bunda, só de raiva. “Já que enquanto estava a fim de mim você continuava pegando geral, vá pegar geral.” E largá-la chorando depois. Seria lindo. Mas nem sempre dá. Eu sou a favor de comportamentos mais punitivos em relação a elas. Só assim a gente vai conseguir que uma meia dúzia pare pra pensar antes de sair se esfregando em qualquer um por aí.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
24/02/2010 - 11:16

As rodriguianas e as cozinhas de boteco

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Este texto foi escrito em 2005 e resgatado (editado e atualizado) agora por falta de tempo, é verdade, mas também para explicar alguns conceitos e ideias que as mulheres insistem em discordar. Antes que alguma infeliz deixe a comida queimando no fogão para brigar comigo, quero dizer que não é uma crítica geral, apenas constatações de estereótipos.

As rodriguianas são um tipo comum: encontramos em cada esquina. Fazem o estilo “bonitinha, mas ordinária” (não preciso explicar por que rodriguianas, né?) E o conceito é abrangente. Ordinária pode ser mau caráter, mentirosa, metida, marrenta ou, simplesmente, uma moça que sai com todo mundo. (e aqui entra a edição, a frase original é impublicável agora). Elas são bonitas, às vezes lindas, mas não merecem respeito. É simples de entender: quando um destes defeitos é superior à beleza, a mulher é rodriguiana. Antes fosse feia. Quem nunca se deu mal na mão de uma desgraçada como esta levante a mão.

O outro conceito é, na verdade, um apelo (ou uma dica) para elas. Não falem o que não é necessário.  “Mulher é como cozinha de boteco. Se você conhecer o passado, não come.” (A sabedoria dos botequins bate a dos livros muitas vezes.) Infelizmente é uma das maiores verdades deste mundo vil.  Ninguém quer saber com quantos caras a sua mulher esteve. Com quem foi. Onde foi. Como foi.

É simples. O macho tem sentimento de posse e quer que sua fêmea não tenha estado com mais ninguém. Impossível? Hoje é. Então guarde o passado lá no fundo. Sujeito pode até se sentir um lixo ao saber que antes dele ela já foi para a cama com aquele desdentado ali da outra mesa. Ou com aquele cara que parece que não toma banho. Ou que ela passou um ano correndo atrás do cara da banda x, bancando a groupie, transando em camarim.

Aliás, este é outro defeito grave delas. Toda mulher tem vocação para groupie. O tal “efeito palco” é inegável e com instrumento ou microfone na mão (sem trocadilhos) qualquer feinho pode se dar bem. Duvida? Aprenda a tocar qualquer coisa (ainda sem trocadilhos).

Se levarmos o conceito a sério, toda mulher é uma cozinha de boteco. Porque qualquer cara com que ela tenha saído antes de você é digno de nojo. Simples assim. Se não sou eu, é sujo. Não deveria? Mas é. Tem mulher que se apaixona até pelo estuprador (e agora tem livro descrevendo estes casos), por que não podemos sentir nojo dos nossos antecessores?

Com a liberdade sexual obtida há algumas décadas, qualquer mulher transa com qualquer um, por qualquer motivo, em qualquer lugar. Já que não temos como impedir que elas se sujem por aí, que calem a boca. Nenhum macho de verdade quer saber do passado negro de sua fêmea. Que fique lá, enterrado.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
18/02/2010 - 12:11

“Sou casado, mas não estou resistindo às cantadas de uma mulher”

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J.J. e Conselho,

Quando um cara casado e fiel, que não procura mulher fora, porém acaba sendo procurado, deve fazer cumprir seu papel de homem ou de marido?

Estou passando por uma situação complicada:  depois que casei nunca mais corri atrás de mulher e assim permaneço fiel a minha esposa faz 7 anos.  Porém no trabalho tem uma gata que vive me cantando. Ela sabe como provocar, não estou mais resistindo (nem sei se devo ou quero resistir). Não procurei, estou sendo procurado.

E o pior é que mesmo casado sempre falei que se alguma mulher vier pra cima, tem que pegar, pois antes de ser marido, sou homem. Agora parece que estou sendo testado.

Abraços,
Chicão

Chicão,

Vamos aos fatos: sempre haverá alguma mulher dando mole para um cara casado. Aliás, se quer atrair mulheres, coloque uma aliança de ouro na mão esquerda. É impressionante como elas gostam de saber que estão pegando o cara de outra.

Partindo desse pressuposto, é impossível você passar um casamento sem sofrer tal tentação. Imagino que ao longo destes sete anos você já tenha ouvido algumas cantadas. Não interessa se você é bonito, rico, inteligente, etc, etc.  Mas das outras vezes foi fácil ignorar ou resistir, pelo que você diz.

Casamento é uma escolha séria. E outra que vem junto é: levar a coisa a sério. Casar pra continuar pegando todo mundo não é uma escolha de estilo de vida. É tomar uma atitude para seguir um padrão moralmente aceito por todos enquanto cai na esbórnia secretamente. Por que casar então?

Além de ser a escoiha de um estilo de vida (com o qual boa parte da humanidade não combina), ficar a vida inteira ou muitos anos com uma só pessoa é muito difícil. E o casamento deteriora a relação. Quantos casais apaixonados terminam após curto tempo de vida sob o mesmo teto? Namoros costumam beirar a perfeição e o casamento parece acabar com todo o encanto… por quê? Porque o dia-a-dia estraga qualquer relação. Porque casamento é vida real. São problemas para resolver juntos, contas para dividir, estresse do outro para agüentar todos os dias, família do outro para conviver, perder o total controle da agenda…é a arte de abrir mão e ceder o tempo todo.

Como a vida de casado está longe de ser um paraíso, os problemas dentro de casa fazem você querer respirar. Aí, sem perceber, você sai para tomar um ar e acaba descobrindo que continua existindo um mundo lá fora.  No seu caso: sete anos de casado é tempo suficiente para a sua relação ter caído no marasmo. O que vale agora é avaliar até que ponto esse chacoalhão provocado por essa mulher é algo que valha abalar teu casamento ou é apenas a reação do macho ao ser procurado por uma fêmea no cio. E mesmo que for a segunda hipótese, acredite: eu sei como é difícil recusar a tais investidas.

Como você não parece ser canalha, é o tipo de cara que fica abalado por sentir algo diferente por outra mulher. Por mais que tivesse o tal discurso de que homem tem que pegar quem dá mole, você passou sete anos bem comportado, não?

Minha sugestão é: espere um pouco (algumas semanas ou meses) antes de fazer algo. Porque você pode se envolver com essa mulher e aí, um abraço. Espere para tentar perceber o que sente por ela. Se for apenas físico (e estou concluindo que você não quer trair por esporte), gaste essa energia sozinho ou com a sua mulher.

Mas você pode chegar à conclusão de que o que sente por essa mulher não é uma simples vontade de variar o cardápio, natural depois de sete anos comendo o mesmo prato. Aí é bom se preparar, porque a chance de você querer jantar fora, repetir e se lambusar com o prato novo é enorme. E adeus restaurante velho.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , ,
10/02/2010 - 17:28

Leitor reclama de acrobacias e fetiches gastronômicos no sexo

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Caro Guru,

Tenho uma namorada de 38 anos, bonita, muuito gostosa, com um apartamento perfeito e tal, ou seja, objeto de desejo de qualquer macho que se preza.
Porém, sempre há um porém em se tratando de mulheres, ela tem um “problema” na hora da transa, que alguns achariam uma bênção, mas que eu classifico de excesso de criatividade, é o seguinte: Todas  as vezes ela inventa uma arte, é creminho, sorvete, doce de leite, aquelas bolotas de sex shop (pra ela, bem entendido) gêlo no ball bag (pense aí…) sem falar nas posições de Kama Sutra que ela inventa ou copia….acho que assistiu muito filme pornô… Eu entendo que essas coisas são um tempero ótimo, mas, no caso dela, é o prato do dia… não acho jeito de falar pra ela que, às vezes um papai – mamãe ou posições mais “standard” são muuito bacanas. Tenho medo dela não conseguir assim os orgasmos alucinados que ela tem e que eu adoro…

Por favor, reúna o Conselho Supremo e me ajude.

Seu confrade,

José Carlos

Cara, desse jeito não dá. Depois como vamos reclamar que as mulheres é que não sabem o que querem? Todos os homens que conheço estariam bem satisfeitos em ter uma mulher cheia de criatividade no sexo, que tivesse “orgasmos alucinados”. Enquanto muitos de nós têm que se desdobrar com dedos, línguas, posições, travesseiros e mulheres tradicionais, você tem em casa uma mulher fogosa, que propõe as fantasias que a deixam maluca.

Queria te lembrar que, segundo pesquisas, cerca de 30% das mulheres do planeta não atingem orgasmo. Aí vai ter o sabichão que vai dizer: “é porque não fizeram direito com elas”. Pode ser. Em alguns casos. Mas o problema dessas mulheres está mais na cabeça delas do que nos parceiros que arrumaram. É fato. Tem muita mulher que nunca gozou na vida (e nem vai).

Getty Images / Namorada abusa do fetiche

Getty Images / Namorada abusa do fetiche

Ter uma mulher bem resolvida sexualmente é meio caminho andado para a felicidade masculina. Sim, porque sexo é MUITO importante para um relacionamento, embora não seja o único pilar de sustentação. Ok, precisa de respeito, cumplicidade, o tal do amor, etc. Mas se o sexo é ruim, é difícil salvar o resto.

Ok, você quer um papai e mamãe? Até entendo. Não acho também que todo ato sexual tenha que virar uma orgia gastronômica, com direito a cremes e doce de leite, gelo (comecei a imaginar esta do gelo, depois parei) e sei lá mais o quê. Mas se você topa tudo isso e ela gosta, porque não pede menos sobremesa pra ela? Será que é tão difícil?

Do jeito que você está falando, duvido que ela não tope. Pelo que você diz, ela se diverte com qualquer coisa. Até um papai e mamãe pode ter sua graça, mostre para ela que frango assado também pode entrar no cardápio de vocês, deixe o doce de leite para a sobremesa. Acho que um casal que tem a liberdade de abusar de posições ousadas, bolotas e chantilly têm intimidade, liberdade e criatividade para transformar um simples “cavalinho” numa bela cavalgada. Pare de reclamar de barriga cheia (literalmente) e vá aproveitar o fogo da sua “mulher-sobremesa”.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , , ,
03/02/2010 - 10:25

“Minha namorada compete comigo até na hora do sexo”

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Mestre Alfa ,
Venho te pedir ajuda pra resolver um problemão na minha vida. A garota com quem estou
é um espetáculo, coisa rara de se encontrar. Bonita, inteligente, meiga, carinhosa, faz um sexo
maravilhoso, em certos momentos ela fica com uma pontinha de ciúmes que deixa o relacionamento mais interessante e o principal: adora videogames, e eu sou um fã declarado de jogos. Praticamente tenho uma companheira pra todas as horas, nos games, na balada, no barzinho e em casa vendo filme. Mas como tudo não é perfeito, o amor ao jogo tem esfriado o nosso amor. Quando jogamos um contra o outro, ela tem a mania feia de me vencer e o pior: depois ela fica jogando na minha cara que venceu e tal. Até na hora da transa ela fica se exaltando como melhor no jogo e diz que nem na transa eu seria capaz de ser melhor do que ela. Pô, isso acaba com qualquer tesão. Gosto muito dela, sou apaixonado, mas o nosso nível de competição acaba atrapalhando, sou muito competitivo e ela também. Me ajude, por favor. Não quero acabar com algo tão bom assim….
Abraços

Cara, infelizmente a competição está sempre presente nas relações. Por quê? Porque a humanidade é uma raça que não deu certo e nós não valemos o que comemos. Nos estúpidos manuais que listam mandamentos para uma relação dar certo, não consta a competição. Mas o ser humano é, por natureza, competitivo.

O que fazer? Em primeiro lugar, mostrar para ela que não está competindo. Sabe aquele cara que acelera o carro ao teu lado no farol e fica te chamando pro racha? Então, você pode até fingir que vai acelerar, mas depois é só sair com o carro da maneira mais lenta possível. Porque você prova para o babaca que ele está apostando corrida sozinho. É a mesma coisa com a tua namorada.

Getty Images / Namoro infantil: ela só compete

Getty Images / Namoro infantil: ela só compete

O amor é um jogo. Jogo que quase sempre perdemos. Mas já que estamos aqui e precisamos dar uma graça à vida, vamos jogá-lo. E jogar significa, na maioria das vezes, não se abrir, dizer o que pensa, se expor. Você pode, sim, dizer pra tua namorada que transar com uma comentarista de Playstation é broxante. Mas sobre a competição é melhor você não falar nada. A tática é outra.

Relacionamento a dois é a arte de jogar xadrez. Exige raciocínio antes de cada ação. Como eu ouvi outro dia de um sábio: “Mulher a gente tem que tratar como cachorro magro.” É isso aí. Não dê comida (carinho) demais. Elas não sabem dar valor a isso.

Ela te enche o saco com a competição? Tire algo que ela gosta. Deixe de fazer algo que a agrada muito. Pode ser o princípio. Você tem que fazê-la parar para pensar nessa bobagem. Mas discutindo ou reclamando, não vai conseguir. E vai soar como atitude de cara sensível (aí ela perde o respeito de vez). E, claro, ignore-a quando quiser competir. Aliás, discutir com mulher geralmente dá menos resultados práticos do que ignorá-la. Se nunca tentou, tente.

Ela compete porque quer te atingir. E se você se mostrar irritado ela terá atingido seu objetivo. Chega a ser infantil dizer isso, mas é verdade. Você precisa se mostrar superior a essa babaquice dela. Alguma hora ela vai cansar disso. Se ela não cansar, você arruma outra que queria brincar com o seu joystick, pode ter certeza.

Abraço,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , ,
27/01/2010 - 12:31

“Só pego mulher com namorado e sinto remorso”

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Caro J.J. e Conselho dos Machos,
Estou com um problema que está se repetindo muito ultimamente (alguns amigos meus não vêem isso como problema!). Tenho 20 anos de idade, sou solteiro e, como tal, estou na luta atrás delas, a 8° maravilha da natureza. O problema é que sempre aparecem garotas legais, lindas, mas a maioria com namorado. A gente se conhece, acaba ficando, mas sempre me bate um remorso depois. Alguns amigos meus me apóiam, outros dizem que esse remorso é “meninagem” minha, que tenho mais é que aproveitar. Essa dúvida do devo ou não devo está me preocupando, mas quando elas me procuram eu não consigo resistir…O caso é que até hoje tudo deu certo, mas qualquer dia pode dar bronca. Então, vocês, com suas experiências de vida, o que me aconselham?
Abraço,
Cadu

Você deve ter o mesmo ímã que um amigo meu. Só pega mulher com namorado. Não entendi se o remorso é por estar “sacaneando” o outro cara. Se sim, até entendo. Mas quem traiu não foi você, foi ela. Quem está pisando na bola feio ou sacaneando alguém não é você.

Furar os olhos de amigo é inaceitável, de um conhecido é discutível e de um desconhecido é praticamente liberado. Afinal não dá pra ser leal a quem você nunca viu. De qualquer jeito, se sente este remorso por estar ajudando a aumentar o número de cornos na classe macha, não acho ruim. Pelo contrário.

Precisamos ver o outro lado da moeda: com a quantidade alta de caras que vemos pegando mulheres com namorados, percebemos que há muitos cornos, certo? Pois é. Então nunca se esqueça que um dia este corno pode ser você. (Oh!)

Getty Images / Um dia o namorado aparece

Getty Images / Um dia o namorado aparece

“Ah, mas quando eu for namorar, vou escolher a dedo!” Quem disse que você está livre? Conhecendo ou não a mulher, é um risco que corremos. A partir do dia em que você assume um namoro, tem que ter claro dois riscos: o de levar um chifre ou um pé na bunda (ou os dois juntos).

Sair pegando mulher dos outros é incentivar todas as mulheres a traírem seus namorados. Porque elas fazem o que querem e sabem que sempre vai ter um trouxa para passear de mãos dadas na rua e chamá-la de “meu amor”. E outra, tem muita mulher por aí a fim de sexo sem compromisso. Pra que pegar a do outro?

Aí lembro mais uma velha máxima masculina: “Mulher é como cozinha de boteco. Se você conhecer o passado, não come.” Ou vai dizer que você nunca pegou nojo de uma mulher por saber que ela transou com aquele escrotão que todo mundo odeia? Agora se você não se importa de um dia namorar uma mulher que você sabe que esteve na cama de todo mundo, ok. Continue pegando as mulheres dos outros. Só lembre que não terá o direito de reclamar no dia em que pegarem a sua.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , ,
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