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Arquivo da Categoria paternindade

04/11/2009 - 10:37

“Meu namorado prioriza o filho e me deixa de lado”

JJ,
Sou uma balzaquiana separada, bonita, desejada e muito bem resolvida. Não tenho filhos. Mas estou “namorando” um cara que tem um filho de 3 anos. Estamos juntos há 6 meses. Nosso relacionamento até que começou bem, saíamos bastante, o sexo era bom e constante. Mas ultimamente me irrito com facilidade e tenho brigas constantes com meu par. O motivo: ele só se importa e faz planos para o filho. Será que estou sendo muito egoísta? É demais uma mulher querer atenção, gostar de ser elogiada, valorizada e fazer planos para o futuro? Veja um exemplo. Ao invés dele me dizer “nossa, como você está bonita e gostosa”, ele me diz “preciso comprar a nova pista do Hot Wheels pro meu filho”. Ou dizer “estou guardando um dinheiro para morar com você”…Pelo contrário, ele dispara “estou juntando muita grana pra alugar um sítio e fazer uma festa de arromba para o aniversário de 4 anos do meu filho”. Nossos finais de semana são programados e, muitas vezes desprogramados por causa do filho. Às vezes em pleno sábado à noite me vejo sozinha porque ele foi visitar o filhote, mesmo sabendo que ele vê a criança todos os dias. Quando questiono, ele diz que o filho está em primeiro plano e qualquer outra pessoa sempre estará em segundo plano para ele. Qualquer mulher, sem exceção, gosta de ouvir que é importante e que tem alguém que se importa com ela. Agora ouvir que você sempre será secundária é um pouco demais. Estou me irritando à toa ou tenho razão? Devo abandonar este relacionamento antes que eu enlouqueça? Peço sua ajuda.
Ass: A.M.S.B.

Querida A.M.S.B.,

Separada, bonita, bem resolvida, sem filhos? Você deve ser uma raridade…(mande uma foto porque o conceito de beleza varia muito de pessoa para pessoa).

Getty Images / Namoro a três no sábado à noite?

Getty Images / Namoro a três?

A humanidade deveria aprender o poder da pílula anticoncepcional, já que em relações estáveis ninguém usa camisinha. Por quê? Porque agora existe um pimpolho de três anos, filho de pais separados, que provavelmente sofre mais do que você, o pai ou a mãe dele por causa dessa situação.

O cara não está errado em priorizar o filho. Está sendo homem de ser pai mesmo longe da mãe da criança. Arcar com as atitudes mesmo. E é raro ver caras que se dedicam tanto ao filho, principalmente quando a guarda das crianças fica com a mãe. Fazer filho todo mundo faz. Criar, poucos criam, e o cara está tentando, pelo que você me diz.

Até aí, não podemos dizer nada. A atitude do sujeito é rara e louvável. Porém, entendo que sua situação seja extremamente chata. Admito que colocar uma roupa legal e se arrumar pro sujeito no sábado à noite para levar um perdido em nome do pequenino não deve ser nada agradável. Chuveirinho e chocolate não são suficientes nessas horas, imagino.

Mas a função deste blog é colocar dedos em feridas: você já sabia que ele tinha filho antes de sair ou começar a namorá-lo? Então não pode reclamar. Não foi enganada em momento algum. Sempre soube que estava levando o moleque no pacote. Se era um brinde indesejado, pensasse antes. Este brinde você não pode jogar fora. (Ele também não).

Se não sabia, o cara errou ao não te avisar. Mas até aí não muda muito o preço do dólar. Porque a criança existe e agora você já sabe disso. São poucos meses de relação, você ficou sabendo, se não instantaneamente, logo no início.

Ele não te prioriza. Enquanto você já pensa em morar junto, ele não menciona isso. Portanto você precisa decidir se aceita essa posição na vida dele. Não existe mundo perfeito, mas as relações tendem a durar mais se as duas pessoas estão na mesma “sintonia”, com as mesmas vontades, ideias e planos.

Querida A.M.S.B., odeio frases-clichê, repetidas por filósofos de botequim, mas infelizmente se encaixam em diversos momentos da vida. “Ame-o ou deixe-o” é uma boa para você agora. O filho sempre vai existir. E cabe a você decidir se está disposta a pagar este preço para ficar ao lado do cara. Não te culpo se desistir. Mesmo. Criar o próprio filho não é fácil, aguentar o dos outros é pior ainda. Aí eu revirei mais um pouco o baú do bar do Mané e achei um outro papel velho, amarelado, escrito à caneta-tinteiro: “Cada escolha, uma renúncia.”

Abs e boa sorte,

J.J.

Obs: mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, paternindade Tags: , ,
15/12/2008 - 12:46

Campanha pelo aumento da licença-paternidade!

O texto de hoje é especial (em dia diferente até) para comentar a decisão da Câmara dos Deputados (que deve ser aprovada agora no Senado) para que o marido de uma mulher grávida não possa ser demitido no prazo de 12 meses a contar da data da concepção (comprovada via exame).

Embora a intenção seja proteger as mulheres da discriminação no mercado de trabalho, finalmente resolveram reconhecer a importância do homem! Claro que isso não basta e a coluna Macho Alfa inicia aqui a campanha para que os homens também tenham licença de quatro a seis meses (em breve a licença do homem deve passar para 15 dias, mas achamos pouco!)

Afinal as mulheres vivem reclamando que o marido precisa participar, não é? Com aquela desculpa da barriga, elas abusam de desejos estapafúrdios, como querer comer jaca com arroz e feijão às quatro da manhã, abusam do ato de furar filas, querem tratamento especial, choram, brigam, reclamam… pô, por causa da gravidez elas se acham no direito de ficar no eterno estado de TPM! Nove meses assim é loucura!

Portanto, somos a favor de que os homens tenham licença mais longa. Não basta não poder ser demitido. Se o homem puder ficar em casa ajudando a cuidar do bacuri, elas ficarão menos tensas e sem desculpas para se acharem as vítimas!

Ainda pode rolar um revezamento. Porque ficar 24 horas cuidando do pimpolho deixa qualquer um louco. Ter um filho significa transformar sua vida numa única atividade: cuidar dele! (Não é o que elas dizem?) Trabalho não deve atrapalhar estas horas. Em nome do futuro saudável da criança e da relação, o homem precisa poder se dedicar a este momento tão importante.

Getty Images / Pai com licença pode ser mais participativo!

Então, como não somos machistas, apesar de dizerem o contrário, apoiamos um revezamento nas tarefas. Se trabalha o dia todo, o homem é OBRIGADO a  dar atenção total ao moleque recém-nascido e a mulher à noite. E onde ficam o futebol e a cerveja?

Então, se o casal passar o dia cuidando do rebento, o homem pode sair pra jogar uma pelada na segunda à noite, por exemplo. Aí a mulher pode, no dia seguinte, ir ao shopping comprar umas roupas (depois de ficarem gordonas, a auto-estima vai lá embaixo), enquanto o marido fica de olho no pequeno.

Na quarta, ele pode ligar a TV e ver o time dele em campo, com um copo de cerveja ao lado, sem que ela abra a boca para reclamar, já que na terça ela já bateu perna na rua. E assim vai. Um revezamento de tarefas e atividades, sem ninguém ficar maluco só porque teve um filho!!!

E as empresas que banquem isso. Afinal, o patrão sempre está ganhando dinheiro. Assim, as mulheres não seriam mais discriminadas na hora da contratação (muitas não são escolhidas porque os chefes têm medo da licença-maternidade). Os dois estariam em igualdade de condições no momento de uma contratação e o mais importante: seriam universalmente reconhecida a função mais importante do Macho Alfa: plantar a semente no ventre feminino. Porque sem a nossa semente, elas são só intuição e útero!!! 

Abs,

J.J.

Mandem sugestões de temas para: macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): paternindade Tags: , , , , ,
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