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Arquivo de outubro, 2009

28/10/2009 - 10:46

Por que as mulheres querem nos mudar após o casamento?

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Salve J.J. e Conselho dos Machos!!!

Existe um velho desejo feminino, que pode ser sintetizado através desta frase: “Eu mudo meu namorado depois que a gente casar.” É um velho sonho feminino, algumas já passaram dessa fase, mas ainda há  aquelas que acreditam em papai noel….O que acham disso?

Abraço,

Wladimir

Wladimir,

Você tem razão. É um velho desejo feminino, mas que, infelizmente, ainda não caiu em desuso. A maioria das mulheres entra nas relações com esse espírito, mesmo que inconscientemente. E às vezes passa a vida inteira tentando mudar o sujeito, o que quase nunca acontece. Resultado? Brigas, reclamações e aquele eterno clima pesado de insatisfação no ar.

Desconfio (desconfio porque não tenho como afirmar como funciona a máquina mais complexa da humanidade, o cérebro feminino) que isso vem da característica do mulherio de idealizar o mundo perfeito. Mesmo as que não sonham com o casamento de véu e grinalda e a festa para 500 convidados querem um mundo cor de rosa. E é difícil provar a elas que isso é impossível.

"Um vinho, princesa?"

Getty Images /"Um vinho, princesa?"

Nesta ânsia de idealizar e sonhar com o príncipe encantado, a mulher fantasia um cara que não existe. Até ama o sujeito, mas gosta mais da versão que criou dele na própria cabeça.

Aí a convivência mostra alguns defeitos ou características do cara que não agradam. Entorpecidas pela química da paixão e pelo desejo perene de mundo cor de rosa, acabam consolando-se, repito, até inconscientemente, com a frase que você citou: “Ele vai mudar.”

Mas ninguém muda ninguém. A não ser que a pessoa queira ser mudada ou seja MUITO influenciável. Ceder e se adaptar a novas situações são fundamentais para uma relação a dois, mas você não muda a personalidade ou a essência do ser. Isso é ilusão. E uma ilusão que cobra caro seu preço: divórcios, brigas, traições, uma vida toda infeliz ao lado de alguém que ela jura amar, mas que não aceita como é.

É recorrente ver mulheres reclamando do jeito de ser dos seus namorados ou maridos. Mas é mais comum ainda ver as pessoas tão envolvidas na relação a ponto de não enxergarem que não gostam do cara do jeito que ele é. E que isso deveria ser motivo suficiente para não ficar com ele.

Preciso, porém, fazer o meaculpa pela classe macha: muitos aceitam essa vidinha medíocre de ter uma mulher ao lado reclamando o tempo todo do seu jeito de ser. Ou seja, temos culpa pela perpetuação deste pensamento/atitude.

Se metade dos homens honrasse as calças e falasse grosso em casa, elas parariam de cobrar que seus maridos cheguem do trabalho em cavalos brancos e com a espada na mão (sem trocadilhos).

Abs,

J.J.

Obs: mande sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
21/10/2009 - 10:53

“O que o homem gosta de ouvir na Hora H?”

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Hoje a dúvida é de uma leitora:

Sou do tipo de mulher que aceita “tudo na cama”, mas sempre fico travada quando meu namorado insiste que eu fale na hora H.. Não consigo e não sei o que dizer.. O que é certo? Como chamar as parte intimas? Sei que meu namorado adora isso…

Beijo,

Vivi

Vivi,

Pergunta difícil a tua. Convoquei o Conselho Macho para responder. A conclusão: que a mulher deve ser ela mesma. O que ficou claro é que queremos sinceridade na hora do sexo.

Não adianta a mulher começar a falar um monte de sacanagens e besteiras para apimentar o momento se ela não é assim, se isso não combina com ela. Nós percebemos e a situação forçada faz com o tesão diminua. “Pô, acho que isso vai muito de mulher para mulher. Porque uma das coisas mais broxantes é a mulher forçando a barra. Você a conhece e sabe que ela é mais quietinha e ela sai falando sacanagens pesadas… me tira o tesão. Agora, se a mina é “profissional”, vale tudo, o céu é o limite”, disse um jovem expoente da classe macha.

Getty Images / A mulher deve ser autêntica na cama

Getty Images / A mulher deve ser autêntica

Outro problema que pode ocorrer: a mulher se empolga na verborragia sacana e o cara resolve entrar no clima. Aí, meio sem noção, solta algo um pouco mais “caminhoneiro”, digamos assim. Ela se assusta e perde o tesão na hora ou até sai correndo. É o que lembra o presidente do Senado macho, citando a cultura pop. “Repertório Seinfeld: tem um episódio sobre isso em que a menina fala várias baixarias na cama pra ele, e ele fala algo mais pesado…. a menina foge na hora.”

Outro integrante do Conselho Macho já acha que menos é mais. Até porque, vamos combinar: se a gente quisesse conversa, telefonaria para alguém. “Primeiro, acho que falar não é uma necessidade. Se a mulher for falar apenas porque o cara pede, vai soar forçado e cortar o tesão dela e, provavelmente, o dele também. Melhor ela gemer de verdade do que falar mentira. Agora, perguntar como chamar o dito cujo do sujeito é demais! Só avisa pra não chamar de “coisinha fofa” ou nada que soe como um diminutivo carinhoso que acho que isto não vai pegar muito bem.”

Agora que fique claro: falar não é uma necessidade, mas o silêncio absoluto também é constrangedor e dá a entender que ela não está gostando. As palavras sacanas podem ser bem interessantes, se isso for natural dela, for o jeito dela. Gemidos e sussurros também são bem-vindos, mas só se forem verdadeiros. Se não estiver gostando, a mulher deve dar dicas de troca de posição, como fazer, pega a mão, a boca do cara, o dito cujo… mulher não pode ser cadáver estas horas, tem que ter iniciativa.

E como a gente gosta de sinceridade, não custa repetir: fingir prazer e orgasmo são atitudes abomináveis! É melhor falar que não está curtindo… se não, se houver sexo com o mesmo cara de novo, há sérios riscos de ele cometer os mesmos erros. E antes que alguém queira bancar o Dom Juan: quem já foi para a cama com, pelo menos, três mulheres na vida, sabe que o que uma adora, a outra odeia.

Mas é claro que o Conselho Macho não é dono da verdade (só de vez em quando). Portanto, opinem, por favor.

E mandem sugestões de temas para macho_alfa@ig.com.br

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento, sexo Tags: , ,
14/10/2009 - 10:56

Cérebro masculino x cérebro feminino (com dicas para as mulheres)

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Resolvi listar pensamentos machos que parecem óbvios. Mas, vendo os e-mails femininos que recebo semanalmente, descobri que não são tão óbvios assim. Portanto, o texto de hoje vai direcionado às mulheres, estes seres tão adoráveis e necessários, mas às vezes tão chatos e irritantes, que precisam aprender algumas coisas de uma vez por todas e perder certas esperanças. Como Macho Alfa é um espaço democrático (apesar de a democracia falhar muitas vezes), este post tem a versão feminina (feita pelo conselho de mulheres da redação) embaixo de cada tópico:

- Não, a gente não abaixa a tampa do vaso mesmo. É uma questão de usabilidade: quem precisa usar, abaixe ou levante na hora do uso. E pelo amor de Deus: quando erramos, não é questão de mira. É o simples fato de que o nosso querido companheiro pode estar ereto, semi-ereto ou simplesmente meio torto, afinal, ele não está preso com prego ou gesso (e antes que alguma besta diga para apontar no centro: se ele estiver razoavelmente ereto, movê-lo é sinal de dor e incômodo, tá?);

O lado feminino: nós, mulheres, temos muita esperança, sabe? A gente sempre espera que o mocinho beije a mocinha no final, que a heroína desmascare a vilã, que alguém apareça para nos ajudar na baliza – e que vocês, por Deus, percebam que não cai a mão abaixar a porcaria da tampa depois de fazer xixi. E que isso seria muito mais higiênico.

Getty Images / A gente odeia dormir "de conchinha"

Getty Images / A gente odeia dormir "de conchinha"

- Não, a gente não gosta de “dormir de conchinha”. Cansa, não dá pra se mexer e nem pra respirar. Sono é hora para relaxar, não para fazer sacrifício;

O lado feminino: e quem disse que a mulherada apoia ampla, geral e irrestritamente a posição ‘conchinha’? Caros, nós só queremos começar a noite em clima de romance. Depois, é cada um pro seu lado – na cama, claro.

- Sim, a gente olha para outras mulheres na rua. E vocês olham para os caras. A questão é: sejamos todos espertos e, por respeito a quem está do nosso lado, sejamos discretos ao fazer isso;

O lado feminino: quantos homens, honestamente, já pegaram suas mulheres ou namoradas secando um cara? E quantas mulheres já pegaram seus namorados ou maridos olhando para um rabo de saia? Quantas vezes no dia? Ah, ok. Desculpa, mas nós somos discretas e criteriosas. E não pedimos que vocês não olhem para o que é bonito; apenas para que tenham um mínimo de educação ao fazer isso na frente de suas respectivas.

- Sim, todo homem vira um ogro ao ver um jogo de futebol. Berra, xinga, pula, soca parede. E isso é saudável. Assim como as mulheres dão shows de futilidade discutindo roupas, sapatos, maquiagens e cores de esmalte. Aceitem ou namorem gays;

- O lado feminino: a gente só não consegue entender tanta empolgação com um negócio que está acontecendo a quilômetros de distância – e cujo resultado não vai interferir diretamente na vida da pessoa. Mas tudo bem.

- Não, a gente não confia 100% em ninguém. Mas até aí não precisa ser paranóico. O negócio é dar assistência pra não gerar concorrência e ficar de olho aberto. Mas essa de confiança cega não existe;

- O lado feminino: então não reclamem quando a gente pergunta se vocês ainda nos amam. Só estamos checando também.

- Não, a gente não quer ir ao shopping no fim de semana e passar horas vendo roupas, sapatos, sofás ou decidindo a cor de cortina. A gente prefere fazer outras coisas nas horas de folga, como beber, ver futebol, fazer sexo, ler jornal, ir ao cinema ou, simplesmente, fazer nada;

- O lado feminino: e quem disse que as mulheres não dispensam os programas de vocês também? Além do mais, é péssima ideia levar homem ao shopping. Além das dúvidas cruéis que temos de encarar – coisas do tipo “levo o vermelho ou o preto, ou os dois?”, ficar aguentando cara de macho emburrado é dose.

- Não, a gente não gosta de passar o domingo na casa da mãe de vocês. Leiam o letreiro na testa: “Estou fazendo isso só para te agradar”. A gente até vai, mas adoraria comer, dar um beijo na boa velhinha e ir embora logo depois;

- O lado feminino: nós também achamos um saco os churrascos da firma, queridos. Adoraríamos chegar, comer (um pouco de salada, claro), dizer pro seu chefe parar de ser cara de pau e olhar para a bunda das subordinadas descaradamente, pedir para a mulher do seu chefe controlar aquele fedelho que ela chama de filho, avisar sua colega de departamento que ela precisa de uma calça dois números maiores e, se possível, lembrar o diretor daquele aumento que você merece, mas tem medo de cobrar. E ir embora logo depois.

- Não, a gente não gosta de discutir nome dos filhos que nem existem. Isso é coisa de mulher sonhadora. Deixem pra falar disso se um dia rolar gravidez. E nem todo homem quer ser pai, muitos só cedem às pressões da sociedade. Perguntar antes de parar com a pílula é legal, tá? (aliás, casal que batiza filho que não existe não chega nem no primeiro rebento);

- O lado feminino: sonhar com a maternidade faz parte da psique feminina, assim como gritar “chupa, porco” para um estádio, um jogador ou um juiz a quilômetros de distância parece fazer parte da masculina. Acostumem-se e tenham um pouco de paciência.

- Não, a gente não quer saber o passado de vocês. Com quem saíram, com quantos transaram, onde foram… mulher é como cozinha de boteco, se você conhecer o passado, não come. Portanto, guardem o passado, pertence só a vocês;

- O lado feminino: tanto quanto vocês não querem saber do nosso passado, nós também não gostaríamos de ver vocês ‘sondando’ um possível futuro a cada rabo de saia que passa. Paciência, né?

- Não, a gente não nasceu com poderes paranormais e não consegue adivinhar o que querem. Mulher que concorda com tudo ou que deixa pra dizer depois: “mas eu não queria ir a tal lugar” é um saco. Portanto, é melhor que deixem claro o que querem, sempre;

- O lado feminino: nessa vocês estão cobertos de razão. Temos cá nossas dúvidas, no entanto, sobre como os homens vão reagir quando as próximas gerações de mulheres aprenderem a dizer exatamente o que querem – inclusive “não, não acho que casar com você vai ser uma boa ideia”, “eu prefiro me dedicar mais à minha carreira nesse momento” ou “cara, é isso que você chama de sexo oral?”. Mas só descobriremos vendo…

- E não, a gente nunca sabe como abordar uma mulher na balada. A diferença é que alguns falam besteiras mais graves que os outros, mas esta conversa é sempre idiota. Nada do que a gente fale será bem visto. Portanto, em vez de criticar as cantadas estúpidas, deixem claro se querem ou não. Vocês conseguem isso só com o olhar, mas parecem ter o prazer mórbido de fazer o cara chegar perto, para ouvi-lo falar uma bobagem e depois dar um fora;

- O lado feminino: bom, a gente tem que se divertir com alguma coisa, vai?

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
07/10/2009 - 16:10

“Minha mulher só pensa em trabalho”

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J.J., não sei mais o que fazer. Minha mulher está viciada em trabalho. Ela trabalha 12/13 horas por dia, reclama o tempo todo, está sempre estressada. Ela chega em casa de mau humor todos os dias, reclamando do chefe, da falta de reconhecimento, e desconta em mim, só me dá bronca. E o que é pior: ela só fala disso, até no fim de semana. Eu nem trabalho na empresa dela e sei o organograma inteiro, do presidente ao faxineiro. Eu já avisei que ficar em casa está muito chato, mas ela não para, não abre o olho. Estou pensando em me separar. Me dá uma ajuda?

Sócrates

Caro,

Acredite, eu sei o que é isso. Este tipo de comportamento tornou-se comum no século XXI. Eu não vou falar de novo no espaço das mulheres nas empresas, o crescimento profissional delas, o grito de liberdade que deram, rasgando os aventais. E, que fique claro, não sou contra nada disso.

Getty Images / Ela só pensa em trabalho

Getty Images / Ela só pensa em trabalho

O problema é que algumas mulheres, obcecadas pelo sucesso/crescimento profissional, esquecem-se de olhar para o outro lado da vida. Diversão e momentos de prazer ficam raros ao lado de pessoas “workaholic”. Não prego aqui que as pessoas não se dediquem aos seus empregos. Mas a grande questão é: trabalho é só trabalho. Simples assim. “Isto é só um emprego, não é o que somos. Nós decidimos quem somos.” Entre aspas porque a frase não é minha.

Em um mundo em que todos estão conectados 100% do tempo, por meio de celulares e notebooks, fazendo reuniões, almoços e jantares de negócio e ainda alimentam a neurose de ter que fazer networking o tempo todo, tem gente esquecendo de ir ao cinema ou simplesmente fazer sexo.

Se já falou para a sua mulher, fale de novo. Seja mais claro. Diga com todas as letras, mesmo que algumas palavras a machuquem. Acredite: às vezes você precisa ser realmente contundente para que elas escutem e entendam.

Separação tem que ser, sempre, a última das hipóteses. Mas acredito que, se deixar claro que esta ideia passa pela tua cabeça, talvez ela mude de atitude. Diga que ver um filme no sofá, sem falar de chefe, sair pra jantar, ir ao cinema ou ao teatro, e, claro, ser surpreendido por ela com uma roupa sexy ao chegar em casa não seria nada mal.

E se ela realmente não se importar com o que você está sentindo/passando, aí vale pensar em separação. Afinal, por mais que um divórcio seja difícil, tem muita mulher neste mundo (e é sempre possível que alguma já esteja de olho em você).

Boa sorte.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos, comportamento Tags: , ,
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