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Arquivo de novembro, 2008

26/11/2008 - 10:01

O desserviço dos filmes pornôs

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Este tema foi sabiamente sugerido pela chefona do Canal Estilo. Sim, às vezes as mulheres têm boas idéias. Ela apontou os filmes pornôs como culpados por ensinar artimanhas sexuais infelizes a todos que os assistem. E é verdade, aquilo é diversão, mas pouco educativo. Enumeramos, então, uma lista do que não se deve imitar destas películas.

Sou contra qualquer manual de boas práticas de sexo, claro. A gente aprende na prática, na vida, no tempo, na variedade… principalmente na variedade. Não há verdades absolutas, o que uma mulher gosta a outra odeia. (Ok, existem algumas verdades absolutas, como “Nunca esqueça de tocar o sino” – mas até sobre isso já ouvi controvérsias).

Bom, o fato é que ninguém faz como os atores de filme pornô. Aquilo é uma indústria rentável porque explora os fetiches de toda a humanidade e pode apimentar momentos, relações ou ajudar numa fantasia sozinho. Mas é preciso tomar cuidado, principalmente no começo da vida sexual, quando um filme pode ser usado como guia de educação sexual (até por uma questão da insegurança adolescente, ninguém vai perguntar, né?).

No começo da vida sexual, em que nós, homens, ainda somos galos (alguns vão negar, mas somos, é fato. Aos 15 anos, somos os reis da ejaculação precoce), tudo parece ser informativo. Até para as meninas pouco ou nada experientes aquilo soa como uma boa fonte de dicas. Só depois de algum tempo percebemos o quanto aquilo pode prejudicar a educação sexual de alguém.

Como forma de ajudar quem, por ventura, esteja iniciando sua vida sexual, listamos alguns itens que sabidamente são comuns nos filmes pornô, mas grandes erros na vida real. E, acredite, até escutamos algumas mulheres!

Getty Images / Pornô pode apimentar, mas não é educativo!

1 – Poucos têm 30 centímetros: o primeiro ponto é o lance da insegurança masculina. Você está lá no motel, a menina ao lado (com a identidade falsificada, claro, ela tem 15). Os dois ligam a TV e aparece o cara com aquele mastro enorme. Você, rapidamente, se apressa: “Olha, amor, isso não é normal. Estes caras tomam drogas pra ter um deste tamanho…” Claro que isso só vale quando você é moleque e ela quase um bebê. Depois elas aprendem na prática que 30 centímetros só na régua da escola mesmo;

 2 – O famoso “peco-peco”: Sim, aquela câmera fechada enquanto o cara dá estocadas rápidas e curtas, quase sempre violentas, onde só se ouve o barulho das bolas batendo no campinho. Olha, aqui não fala nenhum Gene Simmons (que diz ter papado milhares), mas elas costumam não gostar disso. A mulher pode gostar de ser pega com virilidade e força, mas brincar de “Ligeirinho” é outro papo;

 3 – Os gritos ensurdecedores: a mulher não precisa gritar histericamente para deixar claro que está gostando. Assim como o homem ficar mudo, com cara de tédio e mascando chiclete enquanto penetra a mulher, como se estivesse na linha de montagem de uma fábrica de sapatos também não é nada excitante para elas;

 4 – Sexo quase tântrico: Outro desserviço é a mulherada achar que o cara vai ficar horas indo e voltando, com pique para passar o dia ali, como rola nos filmes. Claro que a resistência se desenvolve, mas atletismo sexual não é todo dia. Além disso, pode se perceber que nem eles (do pornô) agüentam. As cenas demoram tanto que são feitas no estilo frapê (sabe quando fica só meio duro, bandeira a meio mastro? Péssimo, aquilo não existe). Homem vai pro gol quando está excitado, certo? Maria Mole não joga neste caso;

 5 – Garganta profunda: outra que é péssima, mas as mulheres acabam tentando imitar: colocar o troço todo na boca. Aquilo não tem a menor graça (leram isso, mulheres?).Deveria estar acompanhado de uma legenda: “não tente fazer isso em casa”. Porque quem não tem treino de “garganta profunda” ensgasga, pô. E isso também corta o tesão na hora (dos dois). E a graça não é colocar tudo na boca, mas sim os movimentos que se faz com boca, mão, língua….seria mais proveitoso se elas tentassem aprender a não raspar o dente! Aí você diz: “ah, mas isso todas aprendem”. Não aprendem. Quem nunca teve a sensação de ter seu ‘garoto’ tratado como um Chicabon, grite agora!

 6 – Saliva não é lubrificante: uma vez vi uma mulher dizendo que costumava usar a saliva pra se lubrificar. Podem falar o que quiser, mas a tal lubrificação tem que ser natural. O cara tem que aprender a excitar a mulher. Essa de cuspir na mão e passar lá, como fazem muitos atores, é uma tosquice caminhoneira sem tamanho. Se pegou alguma mulher que gosta, seja feliz, mas mesmo para as que tem dificuldades de lubrificação natural há soluções mais higiênicas e saudáveis. (sabe o tal lubrificante à base de água à venda em qualquer farmácia?);

 7 – Jorrar na face: É a cena final de TODOS os filmes. Deve ter causado muito mal-estar em moleques mais desavisados: aquela de terminar esguichando a cara da mulher é coisa exclusiva de filme pornô. Não vou afirmar que mulher nenhuma gosta disso, mas não é uma praxe (e está longe disso). A maioria sente nojo e é perfeitamente compreensível. É pior que sair dando tapas nela na primeira vez que transam, sem saber se ela gosta disso;

 8 – Sexo anal não é tão fácil assim: o problema todo está em sair imitando coisas que viu na tela sem saber o efeito que isso causa ou se a mulher gosta daquilo. Quanto nego vê filme pornô e sai achando que toda mulher gosta de sexo anal? Muitas gostam, mas não é uma preferência nacional ou mundial. E pior: acham que pra entrar é aquela facilidade…Além disso, tem um lance de higiene um pouco complicado. No filme pornô rola lavagem, geralmente com seringa. Já na vida real… bom, melhor parar por aqui.

Abs,

J.J.

Obs: Mande sua sugestão de tema para macho_alfa@ig.com.br

Autor: machoalfa - Categoria(s): sexo Tags: , , , ,
19/11/2008 - 09:39

“Minha mulher não me deixa jogar videogame”

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Começaremos a coluna tentando ajudar um leitor que escreveu, contando problemas do seu casamento:

Bom dia,

Meu nome é Joca* e gostaria de saber o que acontece com a minha mulher. Ela odeia videogame, algo que faz parte da minha vida. Eu sempre tive…

Ela sempre quer dar a última palavra na minha casa, é muito brava… e falar que vou jogar videogame é a mesma coisa que dizer que a estou traindo…

Eu faço todas as tarefas de casa, como: lavar louça, dar banho, arrumar o filho e colocá-lo para dormir. Brinco com ele, arrumo a cama, penduro a roupa no varal, recolho a roupa… eu mesmo passo as minhas roupas, pois ela diz que não é minha empregada para fazer isso. Depois de tudo, se eu vou jogar videogame, ela me xinga, me chama de folgado, me acusa de não ajudá-la.

Se ela vai fazer as unhas, arrumar o cabelo ou visitar a mãe, eu não posso falar nada, pois sempre estou errado…

Eu tenho três empregos para dar o maior conforto possível pra ela e meu filho, não ganho pouco. E ela não me deixa jogar videogame quando tenho um tempinho para mim…

Se vocês quiserem fazer uma matéria sobre isso, ficarei grato…

Getty Images / O problema seria mesmo o videogame?

 Caro Joca*,

Que prendado, hein? Se meu lado feminino não fosse lésbico, ia te pedir em casamento…

Agora falando sério…se você faz tudo isso e mesmo assim a tua mulher ainda reclama, algumas hipóteses vem à cabeça (todas, claro, fundamentadas cientificamente em papos de botequim com a classe macha). Não temos como afirmar, porque o dia em que mulher for ciência exata, só os nerds das faculdades de tecnologia e engenharia vão se dar bem (aí eu me dou mal). Mas pense se seu caso não se encaixa aqui:

a - Estaria você deixando de lado algo que nós e as mulheres prezam muito, como o momento a dois? Preciso ser mais claro? Acho que não, né? (Diria que a chance de ser esta a resposta é de 97%);

b – A rotina depois de alguns anos pode ter dominado seu ‘lar’, as atitudes podem ter ficado mecânicas, e isso a faz se sentir descartável, pouco importante, já que você tem como fonte de diversão o videogame e não a companhia dela, num jantar, um cinema…(sim, cara, precisamos dar carinho às pequenas, é fato);

c - Ela pode ter síndrome de falta de atenção. Parece doença da era moderna, como síndrome do pânico, estresse, conversa pra vender livro, mas já ouvi amigo relatar isso. Se o cara está em casa, a atenção tem que ser pra ela…(neste caso a solução seria conversar e listar tudo o que faz para ela…pra ver se a mulher se conscientiza);

d – Esta você não vai gostar muito, mas deve ser levada em consideração: ela pode não gostar mais de você ou estar “afim” de outro cara (ou até já ter outro)….Aí, neste caso, tem que rolar um papo. Uma hora você vai descobrir. E a solução para um pé na bunda é…. arranjar outra, claro! (Não faça besteira alguma, pois mulher nenhuma no mundo vale gastos com revólveres, balas ou a estupidez de um tiro na cabeça).

De qualquer jeito, sugiro duas táticas (uma de guerrilha) que eu e o conselho da Associação de Machos já usamos em situações parecidas. Acredite: ouvir a mulher reclamando o tempo todo não é privilégio seu. (Todas reclamam. Aliás, os homens nascem chorando, as mulheres, dando bronca no obstetra.)

1ª – Aproxime-se dela, faça-a sentir-se importante, amada, desejada… (pra ser mais claro, agarre tua mulher!). Talvez não precise ser toda semana, mas deixar o moleque com alguém (sogra, mãe, etc) e  recebê-la com uma garrafa de vinho pode ser uma. Ou um convite para jantar fora, um presentinho, uma surpresa. Cuidado para não banalizar nenhuma destas opções, pois aí perdem a graça. Flores parecem puro clichê, mas nunca conheci uma mulher que não gostasse delas…(a vida é mesmo feita de clichês);

2ª – Se a primeira não deu certo (certifique-se de que a satisfez ou fez de tudo para satisfazê-la), esqueça o carinho. Ela não merece. Continue fazendo tudo o que faz (em relação à casa e ao bacuri), mas valorize-se. Saia pra uma cerveja, um futebol com os amigos, em vez de ficar só no videogame (respeito seu gosto, mas o mundo está girando lá fora). E não avise quando vai sair, nem onde vai, claro. Mas não deixe o videogame de lado, afinal você gosta! Precisa ter teus momentos, com as atividades que te fazem bem. Três empregos não devem ser mole! Seja educado, não a trate mal, mas se afaste. Gelo mesmo, indiferença. Mulher PASSA MAL quando é ignorada. Faça com que ela sinta que você está “pouco se importando” sem ela por perto e não ligue para as reclamações dela. Calma, ninguém falou em traição (ainda). Mas tenha algo claro: esta opção é arriscada. Se a mulher resolver juntar os trapos e ir para a casa da mãe, esteja preparado para isso. (Se bem que aí você poderia passar o fim de semana jogando videogame, né, não?)

Abs,

J.J.

Mande sua sugestão de tema para: macho_alfa@ig.com.br. Até quarta-feira!

* O nome foi trocado a pedido do leitor

Autor: machoalfa - Categoria(s): Relacionamentos Tags: , , ,
11/11/2008 - 12:39

E aí? (O primeiro post)

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Senhores (e senhoras), eu sou J.J. Bronson e vou escrever aqui a coluna “Macho Alfa”. O nome, como podem concluir, foi dado pela coordenadora do canal. Eu tinha que fazer um agrado para retribuir o convite, mas vamos parar aqui. Agora quem manda nesta p… sou eu!

“Mas do que você vai falar neste blog?” O que os machos falam no botequim: cerveja, futebol, mulher, problemas no namoro/casamento, diversão ou até simples desabafos da classe macha. Enfim, qualquer coisa que for conversa de homem.

Mande sua sugestão de tema para o email macho_alfa@ig.com.br. Se a história for pessoal, sua identidade pode ser preservada, basta pedir.

Semana que vem é a estreia de verdade.

Abs,

J.J.

Autor: machoalfa - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , ,
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