Dos programas preciosos de Fábio Zanon, fico sabendo do costa-riquenho Mário Ulloa. Com formação internacional veio para em Salvador por conta do casamento com uma brasileira – uma das grandes contribuições ao violão brasileiro são as brasileiras que se casaram com grandes violonistas, desde Segóvia e Barros.
Além de grande intérprete, Ulloa é considerado por Zanon um dos grandes mestres do violão da atualidade. Fez de Salvador um dos mais importantes centros violonísticos do país – essa nem os baianos do Blog sabiam, heim? Atualmente é a cidade com maior número de bolsistas de violão clássico para o exterior.
Clique aqui, para Ulloa interpretando o clássico “Todo Sentimento”, de Chico Buarque e Cristovão Bastos.
Tem muitos vídeos dele no Youtube. Um violonista estupendo!
Sr. Luiz, meu pai é professor de violão e seresteiro. Ele canta músicas de Vicente Celestino e devido alguns problemas de saúde teve que parar, mais agora ele resolveu retornar e eu estou tentando divulga-lo para shows, poderia me ajudar me passando nomes de lugares que ainda gostam de ouvir músicas desse e de outros cantores da época de ouro da rádio?
Romério, se ele me mandasse um abraço, ficaria igualmente emocionado. Delmiro é um dos maiores violonistas da história. Lembro-me certa vez indo ao Rio de Janeiro me encontrar com o Raphael Rabello. E ele ansioso, com medo de perder o início de um show do Hélio Delmiro, que se apresentava naquela noite.
Por Hélio Delmiro
Nassif
Um forte abraço!
Patricia Caldas me descobriu em Terê, saindo a francesa para Espanha.Foi de fininho cara,saiu saindo,deixando todos aqui querendo saber do trabalho que fizemos,produzido pelo Adelzon (Mestre da cultura popular) e o Romério (O guardião da cultura),com as mal traçadas linhas musicais do “manestro” aqui.kkkkkkkkkk
A moça esteve mal assessorada,não?
Mas,o que vale é a emoção…
Não te mando um abraço…mas, um forte abraço,
pq fui levado a emoção pela lembrança que vc me trouxe
do Rafa, e daquele momento.
Diante dessa “hemorragia” de emoção,adiciono vc aos meus favoritos.
Saúde!
Mantenho-me informado!
Nos vemos!
HDel.
Por Henrique Marques Porto
Nassif e romério rômulo,
Vejam como esse mundo é pequeno. Tive a sorte de conhecer Helinho bem antes dele ficar conhecido e depois famoso. É que crescemos no mesmo bairro, em Jacarepaguá. Saindo da adolescência ficamos amigos. Helinho frequentava a minha casa. E sempre ia para lá com o violão. Ele estava apaixonado por uma amiga comum e batia ponto na varanda lá de casa. Não digo o nome dela, mas ele sabe quem é. Estive recentemente com ela e comentei o romance que não prosperou.
Tocava tudo! E bem demais para um diletante. Certa noite pedi a ele o Estudo n. 1 do Villa-Lobos. Na verdade eu não estava só querendo ouvir a música, queria também testá-lo. Helinho tocou tudo até o fim, no andamento que julguei correto, com afinação perfeita e todas as notas no lugar. Quando terminou todo mundo gostou e eu elogiei. Aí Helinho me disse: “-Que nada…ficou faltando um monte de notas! Você é que não percebeu!” E riu. Depois emendou numa imitação perfeita do estilo de tocar de Wes Montgomery -deixando o indicador sobre a corda, fazendo um efeito de “surdina”, só que mais sonoro.
Foi aí que entendi que estava diante de um artista superior, que não ficaria dando mole na minha varanda por muito tempo. Corria o ano de 1968. Aquele que não terminou.
Nassif, Helinho vale um “Dossiê”. Tem muito vídeo recente dele do YouTube, inclusive caseiros, tocando entre amigos.
Que tal um trivial do João Gilberto para esse fim de semana?
Mesmo reconhecendo que o embrião da batida do violão nasceu com o mestre Garoto, foi o grande João Gilberto Prado Pereira de Oliveira quem esculpiu essa obra primorosa, que transborda brasilidade.
Pra enfraquecer o complexo de vira-lata que atinge tantos jornalistas e políticos, ouçamos Pra Que Discutir Com Madame:
Depois, uma cena fantástica de cumplicidade e talento entre pai e filha, com Diga:
Por fim, o encontro de gênios, com sorrisos morotos e cúmplices de quem sabe que o que estão fazendo ninguém faria igual, com Tom e João executando Garota de Ipanema:
Como divulguei na aba de Eventos desse Portal aconteceu, ontem a noite (14/09/09), na cidade de Teresina (PI), na Oficina da Palavra, mais uma edição do projeto – “Sonora Brasil – Formação de Ouvintes Musicais – Violão Brasileiro” -, desenvolvido pelo Sesc, apresentando os violonistas Marcello Fernandes e Henrique Annes.
Para o caso de você ainda não saber deste fato lamentável, segue o link para um post do Zanon e o post em si. Clique aqui.
Por Fábio Zanon
Pessoal,
esta mensagem é para dar a notícia de que o último programa da série Violão com FZ vai ao ar amanhã.
De acordo com os planos, a série O Violão Brasileiro fecharia com cerca de 150 programas e começariamos um outro tema, porém a Rádio Cultura teve um corte de verbas e a direção dispensou vários apresentadores, entre eles eu, o Turíbio, o João Carlos Martins, o Lauro Machado Coelho, etc.
Entretanto, ao avaliar a grade de programação que vai ao ar a partir de agora, não posso deixar de manifestar meu profundo desacordo.
Lamento muito o violão perder este espaço no rádio, mas fico aliviado por me livrar do excesso de trabalho, pois o programa realmente tomava muito tempo para ser bem feito, sem nenhum ganho adicional. A rádio fez uma opção por manter uma maioria de programas embolorados e mal feitos, então realmente não havia mais compatibilidade.
O horário será preenchido, felizmente, com um programa sobre a história dos instrumentos dedilhados (aliás idéia minha, de três anos atrás) apresentado pelo Maurício Monteiro.
Se vocês quiserem manifestar sua opinião, por favor escrevam para o email violao[ARROBA]culturafm.com.br, com copia para falecom[ARROBA]culturafm.com.br, porque o email anterior pode ser desativado.
Sugiro que só enviem mensagens amanhã depois das 21.00hs, quando será anunciado no ar o final do programa.
Para que vocês tenham uma idéia do que foi esta série (e do trabalho que deu), deixo aqui um sumário das realizações, que imodestamente acredito serem um esforço de documentação e abrangência sem precedentes no rádio brasileiro.
Comentário
Já comentei várias vezes aqui sobre o trabalho do Fábio Zanon. Trata-se da mais importante contribuição para a história do violão brasileiro, depois dos arquivos de Ronoel Simões.
Não foi apenas um programa que foi tirado do ar. Para se ter uma idéia da falta de discernimento da Fundação Padre Anchieta, o trabalho de Zanon é um documento inédito, uma dessas obras que, daqui a 50 anos, será celebrada como ponto fundamental no levantamento da mais importante escola de violão do planeta.
Não há teoria conspiratória, não foi razão política. Foi pura e simplesmente falta de cultura.
Não é a primeira vez que escrevo isso, mas o violonista Fábio Zanon é, de longe, o melhor crítico musical brasileiro.
Não apenas pelo domínio do violão – já foi considerado um dos cinco melhores violonistas clássicos do mundo -, mas pelo conhecimento da psicologia do instrumentista, da história da música, do embricamento da cultura popular e erudita.
O especial que gravou sobre Yamandu Costa (clique aqui para baixar o podcast) é o que de mais completo apareceu até agora sobre o maior instrumentista brasileiro da atualidade, situando seus vícios, suas virtudes e a síntese: é um gênio.
O programa é recheado de casos testemunhados pelo próprio Zanon. Como na apresentação dele e do Yamandu em que, a cada ensaio, o gaúcho improvisava uma forma diferente de acompanhamento. Zanon conta que até o tom do telefone de Yamandu era tema para novos sons tirados por ele nos camarins.
No dia da apresentação, no entanto, Yamandu exorbitou. Zanon estava se perdendo com a sucessão de inversões e de harmonias novas testadas por Yamandu. Olhou para ele e percebeu que a corda do meio do violão tinha arrebentado. Yamandu continuou mandando bala. Quando terminou a apresentação, com Zanon suando frio, o gênio explicou: “Não dá para parar porque esfria”.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.