Alguns exemplos da genialidade de Villa executados pelas crianças da venezuela, que acabaram por realizar o sonho do compositor – Educação Musical inclusiva para todos – o que levou a formação de uma das melhores orquestras dos nossos tempos através do método “El Sistema”.
Comissão do Senado aprova adesão da Venezuela ao Mercosul
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou hoje (29) por 12 votos a 5 a adesão da Venezuela ao Mercosul, depois de muita controvérsia e resistência por parte dos senadores da oposição, contrários ao ingresso do país vizinho no bloco. Com maioria, a base aliada do governo assegurou a aprovação do voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Prezado Nassif pobre de mim ser conhecedor de alguma coisa dos EUA mas por coincidencia cheguei hoje de Washington e a questão lá no meu ponto de vista é a seguinte:
1.Os Republicanos tem importante grau de controle na area de relações exteriores do Senado e tem uma visão precisa do interesse americano , consideram que inimigos dos EUA devem ser tratados como tal, Chavez e Fidel são assim considerados e quem é apoiado por ambos é inimigo dos EUA tambem, não transigem com isso.
2.Nesse quadro ideologico é evidente que Zelaya não seria apoiado pelos Republicanos, nem precisa de lobby.
3.O Governo Democrata pensa geralmente de forma diversa mas as vezes há coincidencia de opiniões, depende do assunto e das pessoas envolvidas.
4.A questão do atraso na votação de Shannon e Valenzuela no Senado não se deve só a Honduras, o tema não é tão relevante assim mas tambem a uma revanche dos Republicanos contra os Democratas que no passado torpedearam votações de nomes de diplomatas ou votaram negativamente indicações de governos Republicanos, como Otto Reich, vetado pelos Democratas e que só ocupou o cargo de Subsecretario de Estado por uma nomeação no recesso pelo Presidente Bush que não foi confirmada no Senado, durando no cargo apenas por dez meses. Agora os Republicanos dão o troco.
Nassif, gostaria, neste espaço, de pontuar meu DESPREZO pela atitude do governo e Itamaraty em relação ao empresário brasileiro sequestrado pelas FARC na VENEZUELA, Vicente Aguiar Vieira.
Segundo informações de familiares há contato com os terroristas sequestradores, que exigem, claro, dinheiro. Não há movimentação alguma por parte do governo. É um brasileiro. Nem entrarei em questões como, p ex, bolivarianismo, narco-tráfico, condescendência, etc. Só gostaria de ver o governo do meu país usando de todos os meios para defender um dos seus.
Por zanuja
O Ministério sustenta que desde que manteve contato com a família do empresário, em 9 de setembro, na Divisão de Assistência Consular, em Brasília, vem dando todo o apoio necessário.
Nassif, acabei de ler essa matéria do blog do Alexandre Oliva sobre uma iniciativa venezuelana de produção de um netbook com software+hardware lives. Diz que estão buscando parceiros no restante da América Latina, inclusive no Brasil. A quem interessar possa….
Juntamente com dois colegas do OPSA/IUPERJ, escrevi um artigo analisando os mecanismos de democracia participativa/direta nas constituições de Venezuela, Bolívia e Equador. Se alguém se interessar, está disponível em clique aqui.
Por Carlos Alberto
Encontra-se no YouTube um excelente documentário sobre Democracia Participativa: Além das Eleições- Redefinindo Democracia nas Américas
Inclui desde os Conselhos Comunais de Venezuela ao Orçamento Participativo no Brasil. Das Assembléias Constituintes aos movimentos de base, fábrica recuperadas e cooperativas por todo o hemisfério.
Direção:
Silvia Leindecker & Michael Fox. Entrevistas com: Eduardo Galeano, Amy
Goodman, Emir Sader, Martha Harnecker, Ward Churchill e Leonardo Avritzer.
Parece que a manipulação no Globo virou vicio ou será que existe um Manual de redação do Globo e companhia que diz que governos aliados tem que usar palavras leves e da Venezuela, desastres.
Como alguém pode explicar que em uma mesma noticia (em poucas linhas de diferença) o reporter fala TEVE QUEDA de 10,3% e depois diz economia da Venezuela DESPENCOU 2,4%?
CIDADE DO MÉXICO e CARACAS – O México e a Venezuela divulgaram nesta quinta-feira o resultado do desempenho da economia no segundo trimestre do ano, com forte impacto da crise econômica mundial. A economia mexicana teve queda de 10,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, em relação a igual período do ano passado. Esta foi a maior queda na série histórica trimestral, iniciada em 1981. No primeiro semestre do ano, o recuo foi de 9,2% frente igual período de 2008.
Na Venezuela, a economia despencou 2,4% frente ao segundo trimestre de 2008, a primeira queda depois de 22 trimestres consecutivos de crescimento.
O “Financial Times” publica hoje longo editorial sobre a América Latina. A tensão entre Venezuela e Colômbia “não é novidade”, assim como o “golpe de estado, tristemente”. Mas são “só sintomas do problema maior: a inabilidade de sair da rotina de homens fortes e rivalidades que impede seu progresso”.
A ausência dos EUA é “benigna”, até porque só resultava em “ditaduras”, mas “a oportunidade para a América Latina escrever seu destino vai continuar morta até uma nação tomar o manto de líder regional”. Não México, “voltado ao vizinho do Norte”; não Chile, sem “massa crítica”; mas o Brasil. O problema é que “Lula da Silva prefere não arrastar a região consigo”:
Várias emissoras desafiam governo venezuelano e operam pela internet
REUTERS, AFP E AP
Várias das 34 emissoras de rádio venezuelanas que tiveram sua programação interrompida pelo governo conseguiram ontem romper o silêncio imposto pela Comissão Nacional de Telecomunicações da Venezuela (Conatel), passando a transmitir pela internet. Outras, como a cadeia CNB, uma das mais populares do país, que perdeu a licença de cinco emissoras, decidiu desafiar o governo e montou alto-falantes na rua.
Nassif, de uma olhada neste artigo publicado no site defesanet, escrito por um coronel do exercito especialista em geo política, o artigo fala sobre a demonização de Hugo Chaves pela midia e sobre a cobiça estrangeira na fronteira Brasil-Venezuela mas vale a pena ler, o autor não é nenhum chavista, é um coronel do exercito especialista em geo política e que trabalha na Abin.
A opinião abaixo vai na contramão do que se publica em nosso país e mesmo no hemisfério ocidental; portanto, se o leitor quiser apenas reforçar convicções já estabelecidas, não perca seu tempo. Entretanto, estando disposto a analisar novos dados ou mesmo a ouvir outros pensamentos, certamente encontrará motivo para reflexão.
Deixo claro que meu único interesse é o bem do nosso Brasil. O fato de ter estado num observatório privilegiado me deu acesso a dados desconhecidos pelo nosso povo e jamais publicados. Estes dados muitas vezes contrariam ao que se pensa.
O que se pensa no País:
A Venezuela representa um perigo para nós, pois está se armando fortemente e é chefiada por um desequilibrado que nutre pretensões hegemônicas e poderá invadir o Brasil sem que tenhamos força para nos opor.
A realidade:
A Venezuela está gravemente ameaçada e precisa urgentemente do apoio ou ao menos da neutralidade do Brasil. Como não lhe é possível, nas circunstâncias atuais, defender-se eficazmente da provável guerra contra a Colômbia apoiada pelos EUA e Guiana, cuida de tornar difícil a ocupação de seu território distribuindo armas á população.
A Venezuela não nos ameaça; ao contrário, por precisar de nós nos corteja de todas as formas e é nossa primeira linha de defesa contra as pretensões dos anglo-saxões em tornar independentes as nossas “nações” indígenas para utilizar seus recursos minerais (continua) Leia mais »
Pois é, enquanto a “internacional antichavista” faz mágicas para continuar alimentando a imprensa sul-americana, vem do mundo de Barack Obama uma novidade que não parece ocasional.
O Departamento de Estado atesta que o referendo vencido por Hugo Chávez foi “totalmente coerente com o processo democrático”. Como sobremesa, o democrata “Washington Post” define as novas constituições de Venezuela, Bolívia e Equador como “processos pacíficos” que se destinam a “refundar aquelas nações para corrigir injustiças históricas”. (Dois fatos em pequenas notícias na Folha de ontem).
No que nos respeita, são sinais quase inacreditáveis de uma inovação inacreditável. Por importante que seja, seu aspecto político é o de menos. A mudança de percepção e de concepção é ainda mais assombrosa.
Lembra uma palavra que nunca passou de sua sonoridade: Panamericanismo. Não faz mal imaginar que aqueles fatos sejam uma insinuação esboçada de vida em comum nas nossas bandas.
Obama muda aos poucos política para América Latina
SÉRGIO DÁVILA
DE WASHINGTON
Nos últimos dias, embora não tenha feito da região uma prioridade de seu governo, como prometera na campanha, o presidente Barack Obama vem dando sinais que apontam para a implantação de uma agenda mais progressista para a América Latina. O mais recente veio da reação amena do Departamento de Estado à vitória chavista no referendo de domingo.
Mas não foi o único. No último dia 4, foi apresentada ao Congresso emenda que restabelece o direito de norte-americanos viajarem para Cuba e vice-versa. A medida, batizada Ato Pela Liberdade de Viajar a Cuba, é assinada por três deputados democratas e dois republicanos e está sendo analisada agora pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Outras tentativas nesse sentido foram feitas em anos anteriores, mas, nos últimos oito anos, pairavam sobre elas a ameaça de veto de George W. Bush. A medida de agora conta com a simpatia expressa do ocupante da Casa Branca. Obama declarou que um ato como esse poderia ser o primeiro sinal efetivo da distensão que ele pretende promover nas relações EUA-Cuba.
Clique aqui: http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDcJU5goQ46CH8fgj Leia mais »
A Venezuela – sempre ela? – desenvolve já há um bom tempo, um dos programas de incentivo à música clássica mais ousados do mundo (El Sistema). Exemplo a ser copiado pelo Reino Unido, segundo articulista da Gramophone. Um exemplo também muito elogiado pelo regente da mais reverenciada orquestra do mundo, a Filarmônica de Berlim, Simon Rattle.
Basta dizer que o regente mais festejado da atualidade é o jovem Gustavo Dudamel que com sua ainda mais jovem orquestra de venezuelanos arrebatou o nacionalista público inglês no último Prom (vejam no youtube as cenas).
O foco do projeto venezuelano é social: tirar jovens da marginalidade fazendo-os interessar-se por música clássica. O êxito é retumbante. Em minha opinião, está claro que Gustavo Dudamel é muito mais apreciado pela comunidade internacional que John Neschling. Ele foi escolhido recentemente para ser o titular de uma das orquestras mais importantes dos EUA (a de Los Angeles) e sua orquestra (com o sugestivo nome de Simon Bolivar Youth Orchestra) grava pela Deutsche Grammophon.
Entretanto, é inquestionável a importância e valor do Neschiling para a música brasileira. Só para citar um exemplo, por pouco uma gravação sua não conquistou o prêmio Gramophone de 2007 – perdeu para outro brasilleiro, o Nelson Freire. John Neschling revolucionou a música clássica do Brasil. Colocou uma orquestra brasileira em um patamar nunca antes alcançado.
O que é lamentável nessa história é a forma desrespeitosa como ele foi tratado governo paulista e pelo FHC. Segundo eu entendi, ele foi demitido por causa de uma entrevista. Ora, não foi por causa de uma mudança de foco: quem sabe a adoção de um modelo mais de base como o venezuelano. Não. Ele foi demitido por que feriu os brios de políticos. Por que tais políticos não o chamaram às falas, publicamente ou não, para resolver suas pândegas?
De minha parte, pouco importa se ele disse isso ou aquilo de FHC ou Serra. O que eu quero é comprar cds de orquestras brasileiras de excelente qualidade como estava fazendo até agora. é prazeroso ler os elogios que a imprensa especializada internacional tece à OSESP (e olha que não sou paulista).
A PDVSA está sofrendo com problemas de caixa, segundo matéria de hoje da Dow Jones. A empresa tem atrasado pagamento a fornecedores.
Em parte pode ser reflexo da imprudência de Hugo Chavez com a PDVSA, mudando sua direção e aproveitando os tempos de bonança para toda sorte de gastos fora do foco da companhia – de construção de casas populares e venda de alimentos, internamente, até para subsidiar transporte para pobre nos Estados Unidos e em Londres.
Todo esse processo ocorreu simultaneamente à estatização da produção interna – o que exigiria mais capacidade de investimento da PDVSA para substituir as multinacionais. Chavez chegou a acenar com parcerias com a Rússia e o Irã. Mas a queda nos preços do petróleo expôs a fragilidade da empresa.
Embora Chavez garanta que a produção permaneceu estável em 3,3 milhões de barris por dia, a OPEP aponta uma queda de 16% no ano passado, para 2,4 milhões.
Mas é evidente que a queda nos preços de petróleo – de US$ 150,00 para menos de US$ 40 o barril – deixou todos os produtores de petróleo com problemas de liquidez.
Agora, com falta de recursos para investimento, foi retomado o namoro entre a Venezuela e as multinacionais. Ontem algumas agências internacionais começaram a especular sobre essa reaproximação.
As multinacionais fazem corpo mole, sobre a insegurança jurídica. Mas a verdade é que o volume de investimento no setor é superior à oferta de campos para prospecção. Com México e Irã segurando suas reservas, resta a Venezuela e o pré-sal.
Todos os sites estão errando na divulgação dos resultados do IDH, dizendo que o Brasil foi superado pela Venezuela. Espero que seu blog seja exceção. A rigor, a Venezuela sempre esteve à frente do Brasil — isso fica muito claro no último gráfico publicado no site do Pnud (clique aqui).
A Venezuela só ultrapassa o Brasil quando se compara o dado divulgado no ano passado (referente a 2005) com o divulgado hoje (referente a 2006). Mas essa comparação é equivocada, pois a metodologia mudou.
Ainda bem que o Pnud recalculou os dados anteriores usando a metodologia nova, e aí fica claro que a Venezuela sempre esteve à frente do Brasil (como mostra a tabela Trends divulgada pelo Pnud em clique aqui. Aliás, com base nessa tabela fica claro que, a rigor, não é verdade que o Brasil estava em 70º no ano passado e ficou na mesma posição este ano. Na verdade, aplicando a mesma metodologia deste ano ao rankign anterior, o Brasil subiu uma posição: de 71 para 70 enetre 2005 e 2006.
Introdutor do jornalismo de serviços e do jornalismo eletrônico no país. Vencedor do Prêmio de Melhor Jornalista de Economia da Imprensa Escrita do site Comunique-se em 2003, 2005 e 2008, em eleição direta da categoria. Prêmio iBest de Melhor Blog de Política, em eleição popular e da Academia iBest.