19/02/2010 - 12:48
Do Valor
Luiza de Carvalho e Luciano Máximo, de Aparecida de Goiânia e São Paulo
Presidiários trabalham no “Módulo de Respeito”, em Aparecida de Goiânia: oportunidade de reinserção no mercado.
Apenas um muro separa os 115 presidiários selecionados para trabalhar no “Módulo de Respeito” dos demais 1,5 mil detentos do presídio de Aparecida de Goiânia, que reúne 35% dos presos do Estado de Goiás. Há nove meses, a Hering passou a oferecer a oportunidade de reinserção no mercado de trabalho aos presos em regime fechado. Eles trabalham de segunda à sábado, das oito da manhã às cinco da tarde, embalando, dobrando, etiquetando e conferindo 30 mil peças que chegam diariamente no galpão onde antes funcionava uma ala do presídio.
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Autor: robertasales - Categoria(s): Sem categoria
Tags: emprego, política pública, presos, Valor
18/02/2010 - 08:50
Mais uma das análises definitivas da Maria Inês, fundamental para, no futuro, os historiadores poderem entender como se deu esse movimento do PT, de juntar teses “socialistas” com teses de mercado.
Todos os princípios programáticos descritos pela Inês seriam assinados por qualquer partido social democrata europeu. O “socialismo” – conforme a Inês demonstra – significa inclusão das massas no jogo democrático, Estado planejador e executor, pragmatismo no tema estatização (de um lado, fortalecer as estatais, mas não aumentar o seu número), ênfase nas políticas sociais e nos direitos dos cidadãos.
Essa caminhada, que fez a esquerda e a direita do partido caminharem para o centro – e moldarem uma social democracia – é um momento mágico para historiadores poderem acompanhar em tempo real como se constrói a história. E mostra que não são as grandes formulações teóricas que mudam países e governos. Elas entram mais como slogans ou movimentos individuais, como ideias colocadas na prateleira. Depois, as circunstâncias vão moldando as ações e sempre movimentando a história apenas quando a crise se apresenta.
Quando se encontra um governante com intuição capaz de entender e cavalgar os movimentos das águas, completa-se o ciclo. E ele é chamado de Estadista. No caso de Lula, o movimento deflagrador da virada foi a crise do “mensalão”, que colocou o governo a um passo do fim. Quando não se encontra o político adequado, a crise prevalece e países perdem o bonde.
É extraordinário apreciar os caprichos da história, principalmente através da análise de uma pessoa, a Inês, que consegue enxergar a história no momento em que está acontecendo.
Do Valor
Por Maria Inês Nassif
O PT já esteve muito mais à esquerda do que está hoje; também já esteve muito mais à direita. Desde 2002, quando venceu um processo eleitoral imbricado com uma grave crise financeira – alimentada por um movimento especulativo de motivação também eleitoral -, a posição ideológica do partido tem sido mais movida pela conjuntura do que pelos grandes embates internos que marcaram a vida da legenda até o XII Encontro Nacional, de dezembro de 2001, responsável pelo último documento que foi produto de uma disputa acirrada entre suas tendências.
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Autor: robertasales - Categoria(s): Política
Tags: Lula, partidos, PT, socilisto, Valor
04/02/2010 - 10:18
Do Valor
Paulo de Tarso Lyra, de Brasília
A Consolidação das Leis Sociais, uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir a manutenção de seus programas sociais no futuro e alavancar a candidatura presidencial da chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, será feita em dois momentos para incorporar programas governamentais que não têm, ainda, status de lei, segundo apurou o Valor.
Na primeira etapa, no início de março, será encaminhado ao Congresso Nacional um anteprojeto com os programas sociais criados por meio de portarias ou decretos, como Territórios da Cidadania, Programa de Aquisição de Alimentos ou Farmácia Popular, para que eles se tornem lei federal. Assim que esses programas forem transformados em lei pelo Congresso, virá a segunda etapa: o governo reunirá, em uma única Lei, nos moldes da Consolidação das Leis Trabalhistas de Getúlio Vargas, toda a legislação social e os programas do Executivo criados a partir de 2003, inclusive o principal deles, o Bolsa Família.

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Autor: robertasales - Categoria(s): Políticas Sociais
Tags: cidadania, Congresso, leis sociais, Lula, programas sociais, Valor
13/01/2010 - 14:00
Do Valor
Enquanto o Google cresce, cresce também seu apetite por eletricidade.
No fim do mês passado, a companhia, sediada em Mountain View, na Califórnia, inusitadamente pediu uma licença da Comissão Federal de Regulamentação da Energia dos Estados Unidos (Ferc, na sigla em inglês) para se tornar uma distribuidora de eletricidade e ganhar a autoridade para comprar e vender energia a granel a preços de mercado, da mesma maneira que várias elétricas de grande porte.
A empresa, que apresentou o pedido por meio da subsidiária Google Energy, afirma que a licença a ajudará a administrar melhor o suprimento de suas próprias operações e melhorar o acesso a fontes renováveis. O pedido também permite vislumbrar quanto as grandes empresas de tecnologia estão consumindo de eletricidade para operar suas vastas redes de servidores e mainframes.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Energia
Tags: Energia, Google, mercado, negócio, Valor
10/11/2009 - 11:45
Andei meio enrolado no final de semana e perdi a entrevista de Maria da Conceição Tavares ao Valor. Vai aí, porque é intemporal.
Do Valor
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| Silvia Costanti / Valor |
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| Conceição, certa de que “a coisa cambial” vai mudar no próximo governo: “Nosso problema básico é o câmbio. Tem que dar um jeito. Nem Dilma nem Serra estão a favor dessa política” |
Fiel ao seu estilo questionador e arrebatado, a economista Maria da Conceição Tavares continua contestando as apostas dos mercados financeiros. “A crise não acabou”, alerta a decana dos economistas brasileiros e representante da tradição crítica do pensamento econômico latino-americano, no melhor estilo de Celso Furtado. “Com a subida das bolsas, fica todo mundo no oba-oba e parece que passou. O mau sintoma é justamente a bolsa ter refluído, os bancos terem voltado a ganhar dinheiro. Isso é simplesmente aparência.”
Conceição, como é sempre chamada, fala com ceticismo sobre as perspectivas da economia americana. “O Estado está tendo de sustentar como um Hércules todo um sistema falido, mas não consegue fazer as coisas mudarem de rumo, não tem se mostrado ativo. Está fraco e isso é ruim.”
A seu ver, o governo Obama não está tendo apoio suficiente para fazer as mudanças necessárias. “Não dá para fazer reforma da saúde porque os laboratórios e os seguros de saúde não querem. Não dá para fazer reforma financeira porque os bancos não querem. Como é uma sociedade de lobby pesado, fica difícil reformar.”
| AP |
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| Conceição vê Barack Obama de mãos amarradas, cercado de lobistas que o impedem de fazer reformas essenciais e pressionado para que interrompa os gastos fiscais antes da hora adequada |
Os Estados Unidos não têm, aparentemente, uma “saída boa”, diz. Para ela, todas as indicações de estagnação mais longa estão presentes na economia americana, o que coloca a liderança do país sobre a economia mundial em xeque. “Eles não têm mais liderança nenhuma. Têm peso político, diplomático e militar. Mas isso não é liderança. É império. Não têm como resolver seus problemas [financeiros e militares], nem conseguem avançar. São um império congelado.”
Conceição se diz pela primeira vez otimista com o Brasil de Lula. “Ele é um gênio político.” Mas adverte que o problema básico da economia brasileira, no momento, é o câmbio. “O Brasil não pode continuar engolindo dólares.”
| luiz carlos Murauskas / Folha Imagem |
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| Sobre o governo Lula da Silva: “Só a classe média alta e a grande imprensa são contra. Contra não sei o quê. Caiu a inflação. Portanto, mantiveram a política econômica dura. Perdi a parada, mas fico contente” |
Conceição tem 55 anos de Brasil. Chegou em fevereiro de 1954, casada com o engenheiro português Pedro Soares. A filha Laura nasceria meses depois. Naturalizou-se em 1957. Seu segundo marido, Antonio Carlos Macedo, professor de ciências biológicas da UFRJ, é o pai de Bruno, 44 anos. É amistoso seu relacionamento com os ex-maridos.
Portuguesa de Anadia, nascida em 24 de abril de 1930, formada em matemática em Lisboa, Conceição conta que optou pela economia influenciada por três clássicos do pensamento econômico brasileiro: Celso Furtado (1920-2004), Caio Prado Jr. (1907-1990) e Ignácio Rangel (1908-1994) – que a despertou para as questões relacionadas ao capital financeiro. “Eles marcaram profundamente minhas ideias.”
| Boitempo Editorial / Folha Imagem / Acervo UH-Folha Imagem |
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| Caio Prado Jr. |
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: Maria da Conceição Tavares, Valor
30/10/2009 - 14:00
Por Vander Fagundes
Nassif, vale a pena comentar a entrevista do Armínio Fraga no Valor de ontem.
Valor Econômico – 29/10/2009
“Defendo a reestatização do Estado.” Com essa declaração sintética e direta, Armínio Fraga, presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, da Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central, expressou sua preocupação com a “postura agressiva” do governo Lula na ampliação da presença do Estado na economia. O que pode ser identificado na regulação do pré-sal, onde o papel da Petrobras é “dominante”, no avanço dos bancos públicos no mercado de crédito, ou mesmo na ingerência que o governo vem tentado estabelecer na Vale. “Algo”, disse ele, “na linha básica de que ou se adere a essa visão de Estado máximo ou não se é patriota”.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Política
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26/10/2009 - 14:00
Do Valor
Alex Frangos, The Wall Street Journal, de Hong Kong
Como o dólar americano continua a se enfraquecer, crescem as preocupações em boa parte da Ásia em relação a outra moeda declinante: o yuan chinês.
Por mais de um ano, a China manteve o yuan basicamente inalterado em relação ao dólar. Por isso, assim como o dólar, o yuan tem caído de maneira constante ante as moeda dos vizinhos da China, como o ringgit da Malásia, a rupia da Indonésia e o won da Coreia do Sul. Isso torna os produtos fabricados nesses países mais caros em comparação com os da China.
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14/10/2009 - 07:00
Boa entrevista do meu xará Luiz Gonzales ao Valor de ontem, expondo a estratégia de campanha do candidato José Serra. Importante por mostrar que a experiência jornalística vale mais do que a visão do marqueteiro tradicional.
Em linhas gerais, a estratégia de Gonzales será a seguinte:
1. A polarização será entre Serra e Dilma, diz ele. O primeiro ponto será comparar a biografia do cara (José Serra) com “aquela mulher” (Dilma Rousseff), tirando o caráter plebiscitário das eleições.
2. O ataque à Dilma seguirá o roteiro que já vem sendo cumprido religiosamente pela mídia: focar na sua biografia (certamente realçando a vida guerrilheira), na sua rispidez no trato com as pessoas e colocando em dúvida sua eficiência na condução do PAC. É curioso, porque a marca pessoal mais óbvia de Serra é a rispidez no trato com pessoas e subordinados.
3. Do lado de Serra, a campanha ira focar sua biografia política e as obras que lançará no próximo ano, visando reforçar a imagem de bom gestor.
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07/10/2009 - 10:45
Do Valor
Ana Paula Ragazzi, de São Paulo
07/10/2009
A retomada das ofertas de ações, iniciais ou não, é uma boa notícia também para os acionistas da BM&FBovespa
Os novos papéis do Santander Brasil estreiam na BM&FBovespa como primeiras candidatas a “blue chip” (ações de primeira linha) desde 2004, na maior oferta já realizada no mundo neste ano.
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Tags: ações, bolsa de valores, Santander, Valor
25/09/2009 - 14:00
Do Valor
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, acertou ontem sua filiação ao PMDB com o presidente nacional licenciado do partido, Michel Temer (SP), mas seu futuro eleitoral depende ainda de conversas que deve ter hoje com o presidente do PMDB de Goiás, Adib Elias, e o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB).
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Banco Central, eleições, Goiás, Henrique Meirelles, PMDB, Política, Valor
25/09/2009 - 14:00
Do Valor
Samantha Maia e Daniela D’Ambrósio, de São Paulo
Após seis meses do lançamento oficial do programa Minha Casa, Minha Vida, a Caixa Econômica Federal (CEF) contratou 60,8 mil unidades habitacionais até 20 de setembro. O número representa 15% da meta do ano, mas dobrou em um mês. De acordo com a CEF, há projetos em análise o suficiente para cobrir a meta de 400 mil casas contratadas até o fim de 2009. Além das 60,8 mil casas com contratos já fechados, há uma carteira de 342 mil unidades sendo avaliadas pela Caixa.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Habitação, Políticas Sociais
Tags: Brasil, Habitação, minha casa, minha vida, Políticas Sociais, Valor
17/09/2009 - 13:57
Escreverei sobre ela na Coluna Econômica de amanhã.
Mas os jornalistas do Valor conseguiram registrar a mais importante entrevista até agora dada pelo Lula e um marco na consolidação dos novos conceitos de gestão pública e política daqui para frente. Sem erudição, com seu linguajar simples, Lula simplesmente desenhou o país dos próximos 15 ou 20 anos.
É impressionante a diferença de conceitos expostos por homens de ação, politicos genuinamente intuitivos – como Collor, Covas e Lula – e as firulas retóricas de FHC.
Do Valor
Claudia Safatle, Maria Cristina Fernandes, Cristiano Romero e Raymundo Costa, de Brasília
17/09/2009
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende mandar ao Congresso ainda este ano um projeto de lei para consolidar as políticas sociais de seu governo. A ideia é amarrar no texto da lei uma “Consolidação das Leis Sociais”, a exemplo do que, na década de 50, Getúlio Vargas fez com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Diz que, para este projeto, não vai pedir urgência. “É bom mesmo que seja discutido no ano eleitoral”.
Faz parte dos planos do presidente também para este ano encaminhar ao Congresso um projeto de inclusão digital. “Será para integrar o país todinho com fibras óticas”, adiantou.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Políticas Sociais
Tags: Brasil, eleição, governo, Lula, Políticas Sociais, Valor
25/08/2009 - 15:07
Do Valor
O projeto de criação de um Eximbank brasileiro, uma instituição dedicada exclusivamente a estimular o complexo exportador do país, está em discussão para ser apresentado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informou ontem o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), Luciano Coutinho, o projeto, pedido pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, já foi apresentado para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e está em discussão para ser levado ao presidente.
“Essa é uma matéria de interesse nacional e é um projeto de urgência”, afirmou o presidente do BNDES, presente em evento do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), em São Paulo, voltando a defender que a criação desse banco deve ser realizada o mais rápido possível. “Eu gostaria que um projeto de lei saísse logo”, enfatizou.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Sem categoria
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03/08/2009 - 14:00
Do Valor
Beth Koike, de São Paulo
Seis grandes operadoras e seguradoras de saúde – Amil, Bradesco, Golden Cross, Intermédica, Medial e Sul América – se uniram e criaram um índice próprio para calcular seus gastos médicos. Trata-se da VCMH (Variação dos Custos Médico-Hospitalares), que mede as despesas médicas dos planos individuais de saúde no período de 12 meses.
Ao que tudo indica, esse novo índice vai se confrontar com os reajustes aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Pelo indicador dos planos, a variação dos gastos médicos foi de 7,44% em 2008 e de 10,45% este ano. Já a ANS concedeu, nesses mesmos períodos, reajustes de 5,48% e 6,76%.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Saúde, Sem categoria
Tags: ANS, plano de saúde, Saúde, Valor, VCMH
03/08/2009 - 13:21
Depois de ler as análises do pessoal da Apex sobre as exportações, a queda cada vez maior das exportações dos industrializados, só resta perguntar: está rindo do quê?
Do Valor
Sérgio Leo
Economistas da Agência de Promoção de Exportações, a Apex, calcularam como deveriam estar as exportações brasileiras caso seguissem a tendência de crescimento dos últimos anos. Concluíram que, no primeiro semestre deste ano, a crise nascida no mercado financeiro internacional provocou uma perda de 24,5%, ou US$ 22,7 bilhões. Mas os especialistas da Apex extraíram uma notícia muito otimista desse exercício numérico: a cada mês, está menor a diferença entre o valor exportado real e o valor total a que as exportações chegariam se seguissem a tendência de aumento dos últimos anos.
É mais um dado para a onda de constatações otimistas sobre a capacidade brasileira de atravessar a crise. O estudo inaugura a nova coleção “Conjuntura & Estratégia” da Apex, e prevê que, no primeiro trimestre de 2010, o valor das exportações brasileiras deve chegar aos mesmos níveis em que estaria se seguisse a tendência de crescimento anterior à da crise. Constatação importante para avaliar a capacidade brasileira de cumprir seus compromissos externos. Não é razão, ainda, para abrir champanhe.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: crise, exportações, mercado financeiro, Valor
03/08/2009 - 13:19
Apenas medidas, de caráter coercitivo, poderiam dar fôlego às intervenções do Banco Central. (LCMB)
Do Valor
Luiz Carlos Mendonça de Barros
O real tem se valorizado de forma constante desde maio passado e hoje está sendo negociado abaixo de R$ 1,90. O mercado aposta que, até o fim do mandato do governo Lula, ele pode chegar a R$ 1,80. Oito anos atrás, quando nosso presidente tomou posse, eram precisos quase quatro reais para se comprar um dólar americano. Uma valorização de mais 50%, apesar de um diferencial de inflação – em relação à dos EUA – da ordem de 30% nestes oito anos.
A história do fortalecimento do real durante a chamada era Lula é um bom roteiro para se acompanhar a evolução econômica e, mesmo política, do Brasil neste período. Eleito com uma moeda extremamente desvalorizada, Lula vai entregar o governo em uma situação oposta. Esta me parece uma primeira relevante diferença entre a economia herdada por Lula em 2003 e a que espera o novo presidente.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: inflação, Lula, Real, Valor
03/08/2009 - 13:18
Do Valor
João Basilio Pereima Neto e Fábio Dória Scatolin
Crescimento de longo prazo depende mais da mudança tecnológica e da produtividade do que da existência de poupança
O Brasil historicamente tem adotado a estratégia de financiar o crescimento econômico com poupança externa. No passado recorreu a empréstimos e a investimento estrangeiro direto (IED). Mais recentemente recorreu a fluxos de capital financeiro especulativo e IED. Como resultado, colheu um pífio crescimento nos últimos 20 anos e desnacionalizou cerca de 25% do PIB. O regime monetário mundial pós-Bretton Woods, a atual crise e o corrente aumento de risco e incerteza nos fluxos de capitais têm gerado um intenso debate sobre a conveniência e sustentabilidade desta estratégia de desenvolvimento no futuro.
Os governos de Getúlio Vargas (1950-1954), Juscelino Kubitschek (1956-1960) e o II Programa Nacional de Desenvolvimento (1975-1979) são um marco divisor na história econômica do país pela intensa mudança estrutural que impuseram à economia e pela afirmação de um projeto nacional. Nestes três episódios o país optou por financiar o crescimento com poupança externa e definiu um padrão de relacionamento e dependência à comunidade financeira internacional que permanece até hoje. Nos três ciclos, o modelo combinou aumento da demanda doméstica e importações, câmbio valorizado, investimento industrial público e privado e utilização da poupança externa como fonte de financiamento dos déficits em transações correntes. Mas a principal fonte de crescimento não foi propriamente a poupança, e sim o aumento de produtividade no período. O Brasil viveu até os anos 1970 o mesmo processo que Robert Solow observou nos EUA, onde dois terços do crescimento até os anos 1950 seriam explicados pelo progresso tecnológico.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia
Tags: crise cambial, Economia, poupança, Valor
03/08/2009 - 13:17
Um pequeno exemplo de como a brava classe política coloca suas conveniências acima dos interesses do país.
Do Estadão
Jerson Kelman
Estive recentemente na Índia, a convite do Banco Mundial, para falar sobre a experiência brasileira na construção do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SNGRH), que começou a tomar forma a partir de 2001, com a criação da Agência Nacional de Águas (ANA). Trata-se de um dos dois sistemas previstos na Constituição federal de 1988. O outro é o Sistema Único de Saúde (SUS).
É grande o interesse dos indianos na experiência brasileira, porque ambos os países são federações e têm bacias hidrográficas de grandes dimensões, estendendo-se por diversos Estados. Há similaridade também na coexistência de diversas entidades governamentais, tanto na esfera federal quanto na estadual, atuando de forma concorrente na administração dos rios.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Meio Ambiente, Política, Sem categoria
Tags: Agência Nacional das Águas, Bruno Pagnoccheschi, Estadão, Senado, Valor
27/07/2009 - 13:20
Do Valor Econômico
Maria Christina Carvalho, de São Paulo
Anna Carolina Negri / Valor
Diminuir progressivamente a distância em relação ao Itaú Unibanco é a determinação que o presidente do conselho de administração do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, deu a seus comandados. Brandão sabe que essa não é uma tarefa de curto prazo, mas é firme a respeito: “Se a estratégia não der certo, precisaremos apertar mais”.
“Fomos líderes por décadas. Para conforto interno dizemos que a liderança foi tomada pela soma de dois players”, confidenciou Brandão ao Valor.
A distância mais significativa é a do total de ativos, conta em que o Itaú Unibanco supera o Bradesco em R$ 137 bilhões. Mas, na carteira de crédito, a diferença cai para R$ 66 bilhões; e, em depósito, para R$ 33 bilhões.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Bradesco, Itaú, Lázaro de Mello Brandão, Valor
20/07/2009 - 09:55
Do Valor Econômico
Sergio Leo, de Brasília
20/07/2009
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou que o governo brasileiro aceita que o Paraguai venda no mercado livre do Brasil parte da energia a que tem direito de Itaipu. No encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, no fim desta semana, será discutida a proposta brasileira, que estabelece os critérios para aceitar a demanda paraguaia.
“Precisamos encontrar um modelo, há uma preocupação natural com a gradualidade, não pode ser de um dia para o outro”, comentou Amorim. Hoje, o Paraguai, que tem direito ao uso de metade da energia de Itaipu, é obrigado a vender a parcela que não usa à Eletrobrás por um preço fixo. Uma das principais reivindicações do governo de Lugo é a possibilidade de vender no mercado livre, mais caro, a energia excedente – o que aumentaria o custo da energia fornecida no Brasil.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Brasil, Energia, Itaipu, Paraguai, Valor
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