11/11/2009 - 14:00
Por João Luiz Costa Cardoso
Trabalho no Butantan há 36 anos. Históricamente as crises do IB ocorrem em episódios que no fundo, refletiam o que acontecia na politica geral do país. Afranio do Amaral nos anos 1930 é um subproduto dos embates do Estado Novo com a elite paulista/paulistana, e assim por diante.A atual crise, a meu ver resulta da aventura neoliberal em que o pais se meteu nos anos 1990. A “Fundação”, redentora, viria para resolver todos os problemas que o velho mastodonte estatal não conseguia.
O Instituto se dividiu entre “funcionários publicos vagabundos’, como disse o diretor Raw numa das reuniões gerais do IB e “os da fundação”- estes sim produtivos, modernos, que poderiam ser mandados embora etc e tal.
Dividido o botim, a sanha foi facilitada.Deu no que deu.
Apesar dos pesares, precisamos confiar na Justiça que, de maneira soberana, apure toda essa história:1. Por que os convenios com Pasteur Merieux para repasse de tecnologia da vacina da gripe comum em 5 anos não foram cumpridos?
2. Qual a situação da investigação (policial) sobre a morte de 2 funcionarios em um tanque de ácido acético?Foi crime de inspiração ‘espionagem industrial”?
3. É a Fundação um segmento do Instituto Butantan? Se for, como tem sido por ele controlada/administrada?
As questões são muitas e precisam, resposta para que a tranquilidade volte ao serpentário.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: funcionalismo, Instituto Butantã, pasteur merieux, vacina
25/09/2009 - 10:47
Do Estadão
Apesar de preliminar, resultado apresentado ontem aponta queda de 31% na possibilidade de contrair a doença
Jamil Chade, GENEBRA
Pela primeira vez uma vacina contra a aids teve sua eficácia mensurável, diminuindo o risco de infecção. Os resultados foram divulgados ontem. Cientistas combinaram duas vacinas que isoladamente haviam fracassado e descobriram que, juntas, elas podem reduzir em 31,2% o risco de uma pessoa ser infectada pelo HIV, vírus causador da aids.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Ciência
Tags: AIDS, Estadão, pesquisas, Saúde, vacina
03/09/2009 - 07:36
Nessa vinda a Cascavel, conheci Velci Luiz Kaefer, dono da Globoaves, empresa que atua na área dos frangos.
É interessante a história de sua parceria com o Instituto Butantã – e demonstra o enorme avanço institucional do país para permitir ações rápidas em áreas críticas.
Há dois anos o Butantã passou a investir mais pesadamente em pesquisa, graças aos aportes do governo do estado de São Paulo. Começou a trabalhar em vacinas contra a gripe e procurou a Globoaves para uma parceria.
O processo da vacina consiste em pegar os óvulos da galinha, abrir uma fresta com equipamentos laser de última geração e colocar o virus da H1V1 na ova. Depois, esperar alguns dias para que prolifere e gere os anticorpos.
Havia uma previsão inicial de demanda. A Globoaves montou uma estrutura em São Paulo, adquiriu granjas, terceirizou outras. Aí foi ao BNDES e obteve um financiamento de R$ 30 milhões.
Agora, a demanda explodiu. Apenas para o ano que vem, o Butantã terá que produzir 75 milhões de vacinas apenas para o país. Se os EUA decidirem vacinar sua população, haverá uma enorme demanda adicional.
Em breve, colocarei aqui um vídeo mostrando como é o processo de fabricação dessa vacina, no Butantã.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Saneamento
Tags: Globoaves, H1V1, Instituto Butantã, vacina