21/11/2009 - 11:42
Por Vander Fagundes
Nassif, saiu uma matéria interessante no portal R7. O novo reitor da USP, Grandino Rodas, diz que a USP precisa de verbas do BNDES e da iniciativa privada. É uma boa oportunidade para discussão sobre medidas de melhoria e gestão nas universidades públicas, fomento às pesquisas, fundações de apoio, salário dos professores e o grande comprometimento do orçamento com o funcionalismo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: BNDES, Grandino Rodas, setor privado, USP
13/11/2009 - 10:35
Por João Vergílio G. Cuter
Esqueçam programas, propostas, e tudo mais. A escolha do governador José Serra levou em conta um único dado: o enfrentamento da greve de estudantes, professores e funcionários da USP no ano que vem. Ela é tão certa quanto o Natal e a Páscoa. E esqueçam também as motivações para essa greve. Na hora H, elas surgirão, sem nem sequer deixar transparecer um mínimo de cuidado na escolha da pauta de reivindicações. Uma universidade que já fez greve contra o ensino à distância pode fazê-la contra literalmente qualquer coisa. De mais a mais, não há por que se esmerar na elaboração da pauta, se a motivação real é outra. Tratar-se-á pura e simplesmente de desgastar o governador José Serra em ano eleitoral. A desculpa é o que menos importa.
As associações de funcionários e professores, dominadas por minorias ultra-radicais, unem-se ao DCE para encenar, todos os anos, um enredo bem conhecido. A greve é extraída a fórceps, em assembléias manipuladas pela força de apitaços, cadeiraços e barreiras humanas que inviabilizam as aulas por uma semana. Depois de vir à universidade à toa no primeiro e no segundo dia, os estudantes concluem que o melhor é ficar em casa e esperar que as coisas se acalmem.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política, Universidade
Tags: Grandino Rosa, invasão, José Serra, USP
12/11/2009 - 22:53
Atualizado
Por Lima
O professor João Grandino Rodas foi escolhido pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), para o cargo de reitor da USP (Universidade de São Paulo). Segundo apurou a Folha Online, a decisão foi tomada nesta noite pelo político tucano e só deve ser anunciada oficialmente amanhã.
Rodas disputava o cargo com Glaucius Oliva e Armando Corbani Ferraz –ambos receberam apoio extraoficial da atual reitora, Suely Vilela, com quem Serra possui divergências. O escolhido pelo governador foi o segundo mais votado.
Serra tem autonomia para escolher qualquer um dos três candidatos. Mas, tradicionalmente, a escolha recai sobre o primeiro da lista –a última vez que a tradição foi quebrada ocorreu em 1981, quando o então governador Paulo Maluf optou por Antônio Hélio Vieira, quarto de uma lista sextupla feita na época.
João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito recebeu apoio de três ex-reitores (Guerra Filho, Fava de Moraes e Adolpho Melfi) e de ex-ministros (três de Estado, um do Supremo Tribunal Federal e um do Superior Tribunal Militar).
Comentário
Grandino teve um comportamento para lá de polêmico no CADE (Conselho Administrativo de Direito Econômico) quando se insurgiu ostensivamente contra o voto de colegas que foram contra a compra da Garoto pela Nestlé – como presidente do órgão, Rodas era a favor. Comportou-se como um advogado, não como juiz, enfraquecendo a imagem do CADE em uma área crucial, do direito econômico.
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Tags: Cade, Grandino Rodas, reitor, USP
09/11/2009 - 10:07
Por Alexandre Leite
Universidade ameaçada
ÉLCIO ABDALLA, LUÍS RAUL WEBER ABRAMO e JOÃO CARLOS ALVES BARATA
Que modelo se deseja ter na USP? Uma escolinha de 3º grau ocupada por alunos e professores dedicados à lúmpen-política?
A UNIVERSIDADE de São Paulo está sob ataque. Seu futuro como universidade de pesquisa e instituição acadêmica de ponta está ameaçado.
De um lado, claques de burocratas encastelados nos órgãos de poder universitário empurram uma agenda mediocrizante, que estrangula os esforços daqueles que sustentam a “marca USP”. De outro, alguns sindicatos e movimentos estudantis empenham-se em transformar a USP em um “escolão para as massas”, no qual o mérito acadêmico seria decapitado.
É nesse contexto que a sociedade concedeu algum interesse aos rituais uspianos de alternância de poder que culminam, dia 10 de novembro, com o segundo turno da eleição para reitor.
Mas, afinal, que modelo a sociedade paulista deseja ter na USP? Uma escolinha de terceiro grau ocupada por alunos e professores dedicados à lúmpen-política? Mais uma sonolenta repartição pública?
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz0611200908.htm
ÉLCIO ABDALLA , 56, é professor titular do Instituto de Física da USP.
LUÍS RAUL WEBER ABRAMO , 40, é professor associado do Instituto de Física da USP.
JOÃO CARLOS ALVES BARATA , 48, é professor titular do Instituto de Física da USP.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: meritocracia, panelinha, USP
15/08/2009 - 09:37
Por Roberto São Pulo/SP
Técnica acelera e barateia produção de biodiesel
Agência USP de Notícias,
Pesquisadores da USP desenvolveram uma técnica para transformar em biodiesel óleos vegetais já danificados pelo processo de fritura e a borra de soja, um resíduo da indústria de óleo alimentício. A técnica reduz o tempo da reação química de 24 horas para 30 minutos e barateia o processo. O segredo foi usar um catalisador diferente na reação, feito com os metais Cobre e Vanádio……………
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: diesel, óleo de cozinha, USP
03/08/2009 - 09:36
Anos atrás, um grupo de notáveis tentou mudar os critérios de escolha de reitor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Defendiam sistemas de avaliação, busca da excelência e questionavam o democratismo das eleições. Defendiam a Universidade como um local de excelência, na qual o critério fundamental fosse o da meritocracia.
Agora, um grupo de professores da USP abere o debate. Um deles, o Renato Janine Ribeiro, participou da CAPES, onde instituiu discussões profícuas sobre novos sistemas de avaliação da produção acadêmica.
É uma boa discussão. Boa, aliás, é pouco: é uma das discussões essenciais para a construção de um país mais dinâmico e moderno.
Participe do grupo de discussão sobre a universidade pública
Da Folha
Grupo de professores cobra mudança na USP
Manifesto exorta docentes a participarem mais do processo de sucessão reitoral na universidade, que se inicia agora
Movimento aponta a necessidade de a USP se modernizar e propõe fim do colégio eleitoral do segundo turno na escolha do reitor
HÉLIO SCHWARTSMAN
DA EQUIPE DE ARTICULISTAS
Um grupo de sete notáveis da USP está lançando um manifesto em que cobra alterações estruturais na universidade e exorta professores a participarem mais do processo de sucessão reitoral, que se inicia agora.
A íntegra do documento -intitulado “A USP precisa mudar”- pode ser consultada em www.folha.com.br/092141. Os nomes e os minicurrículos dos sete signatários do texto estão no quadro abaixo.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: eleição, mudança, USP
22/07/2009 - 09:03
Da Folha
Associação dos docentes contestou regra que amplia possibilidade de aumento salarial
Uma comissão analisará a produtividade para definir se docente subirá de nível; cada mudança de faixa pode levar a reajuste de 5% a 9%
FÁBIO TAKAHASHI
DA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça suspendeu provisoriamente, por meio de liminar, a mudança na carreira dos docentes da USP, aprovada em março passado. Cabe recurso.
A nova regra amplia a possibilidade de aumentos salariais aos docentes, por meio de criação de subníveis dentro das categorias. Uma comissão analisará a produção do docente para definir se ele subirá de nível.
Cada mudança de faixa pode levar a reajuste de 5% a 9% no salário. Até então, o aumento só ocorria quando o professor concluía o doutorado, a livre-docência ou era aprovado em concurso para titular. Esse formato foi mantido.
A alteração aprovada pelo Conselho Universitário é criticada pela Adusp (associação dos professores), que entende que reajustes devem ser feitos para todos os cerca de 5.500 docentes. Condena ainda a política de produtividade. O pedido à Justiça foi feito por representantes da entidade. A decisão foi concedida no dia 13.
O recuo na reestruturação da carreira foi uma das pautas da greve parcial na instituição, encerrada no mês passado, após 57 dias. A reitoria não atendeu.
Continua
Comentário
Essa decisão é uim retrocesso. O atual sistema fez com que muitas cabeças brilhantes na USP parassem de produzir quando eram alçados a professores titulares – o último posto da carreira. É um convite claro à aposentadoria precoce, ao acomodamento, uma falta de respeito ao contribuinte.
Em uma mewsmsa Universidade é possível encontrar centros de excelência e centros de modorra e acomodamento. Tudo depende da vontade individual de cada professor ou de cada departamento, não há a menor pressão para premiar a produtividade e diferenciá-la do acomodamento.
Como, em muitas universidades, quem ascende ao posto de diretor de departamento tem um aumento incorporado definitivamente ao salário (e à aposentadoria), há um estímulo para que o professor relegue pesquisa e produtividade para segundo plano e assuma departamentos, mesmo não tendo a menor vocação administrativa.
A decisão da justiça restabelece a pior das isonomias: a igualdade na falta de cobrança.
Por Evergton
Caro Nassif.
Até onde sei, a Associação dos Professores não defende o sistema atual. O mandado de segurança é para evitar a imposição arbitrária e ilegal de um novo sistema que não atende às expectativas de boa parte dos professores. Que tal contactar alguém da Associação para os devidos esclarecimentos?
Comentário 2
Pessoal da ADUSP: que tal enviar os esclarecimentos?
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: carreira, meritocracia, USP
12/06/2009 - 18:02
Por Túlio Vianna
Nassif,
Dá uma olhada neste vídeo e no que escrevi:
“Comandante tinha ordem para prender líderes da greve da USP”.
A polícia tinha ordem para prender os líderes da greve. Só que não havia como ser uma ordem judicial.
Este Serra é um ditador.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Educação, Serra, USP
11/06/2009 - 09:18
O João Vergílio, corajosamente, expõe um tema que merece ampla discussão: o uso reiterado dos piquetes na Universidade e o desafio da legitimação das teses, sem o emprego da violência.
Vamos abrir uma discussão entre iguais aqui, com argumentos de ambos os lados e respeitando o contraditório. Aqui, não se está no terreno dos inimigos da Universidade pública, mas de seus defensores. Pautemos a discussão por esse prisma fundamental: o que é melhor para legitimar a grande USP.
Por João Vergílio
Agora que o pior já passou, é hora de nos sentarmos todos – professores, alunos e funcionários da Universidade de São Paulo – para fazermos uma reflexão a respeito dos gravíssimos incidentes ocorridos no campus durante a semana. O lugar por excelência da palavra foi invadido pela força bruta. Há algo de profundamente errado nisso tudo, e precisamos deixar de lado por um momento as paixões políticas e os partidarismos para buscarmos um solo comum onde todos possam se reconhecer.
Sei que é facílimo, num momento como este, refugiar-se na crítica à reitora. Sua situação não poderia ser mais frágil. Comprou briga com a “direita” quando não chamou a polícia, e agora comprou briga com a “esquerda”, ao chamá-la. Foi inábil? Talvez tenha sido, não sei. Um juízo depende, neste caso, do acompanhamento miúdo das negociações, e da consideração cuidadosa das opções disponíveis. Evitarei, por isso, este discurso fácil. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: greve, piquete, USP
10/06/2009 - 09:42
Não aprovo a maneira como o Sindicato dos Funcionários da USP atua. Vídeos colocados no Youtube por alunos da Poli mostram uma agressividade incompatível com o ambiente acadêmico. Condeno também o uso de piquetes para impedir professores e alunos de frequentarem as aulas.
Vou além: acho que a democracia na Universidade consiste em prestar contas aos contribuintes e à comunidade em geral. Essa história de pensar a Universidade como um ser autônomo, alvo de disputa de poder entre Conselho Universitário, professores, funcionários e alunos não cola. A Universidade deveria ser um centro de excelência, com metas definidas de produção acadêmica e formação de alunos, critérios de acompanhamento da qualidade, e com gestão profissional que colocasse todas as forças a serviço do cumprimento de sua missão.
Mas voltemos ao mundo real.
Tem-se um problema concreto: um sindicato agressivo e métodos condenáveis de impedir as aulas. Na outra face da moeda, tem-se uma gestão amadora, com acadêmicos assumindo funções de gestor sem entenderem do riscado, grupos internos de digladiando e esse amadorismo todo alimentando o ressentimento de funcionários e alunos.
Deslindar esse nó é função política das mais relevantes e está acima das atribuições da reitoria – que é parte do problema, não da solução. O que remete a cobrança ao governador José Serra. Teoricamente, ele seria o representante dos cidadãos e contribuintes de São Paulo para resolver uma questão essencial para o estado e para o país, que são esses problemas que amarram a USP.
E o que faz o governador? De um lado, insufla a radicalização da reitoria; de outro, tira o corpo. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: José Serra, USP
05/06/2009 - 17:25
Por Legal
O problema da USP a meu ver se resolve com duas coisas: gestao e policia.
A Policia deveria ser chamada pra levar embora os tres tipos mais nefastos do campus:
1- O pessoal das fundacoes que privatizam os ganhos e socializam as deespesas;
2- O pessoal que vende drogas no campus, DESCARADAMENTE.
3- Os alunos profissionais que vao la so pra incitar movimento A ou B e “dedurar” as pessoas. Tem um tanto. Muitos dos quais, em outros lugares, ja estariam jubilidos.
Agora a Gestao. A USP e uma universidade tradicional no sentido de que forma profissionais liberais e faz pesquisa cientifica. Algumas de alto nivel e outras “ma o meno”.
Falta um certo “senso de realidade” a universidade. Vamos aos fatos: Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Universidade
Tags: discussão, USP
05/06/2009 - 12:44
Confesso dificuldades em acompanhar os problemas da USP. Excesso de corporativismo dos funcionários? Autoritarismo da reitoria? Politização do debate para desgastar o governo do Estado? Reflexo da falta de jogo de cintura do governo do Estado para tratar com movimentos reivindicatórios? Não acompanhei de perto a questão para poder opinar.
Seja o que for, não há dúvidas de que a direção da USP perdeu o controle da maior universidade brasileira. A sucessão de invasões da PM no campus da USP é um desprestígio sem tamanho para todas as partes envolvidas, especialmente para São Paulo.
Solicito uma discussão racional aqui, para todos podermos entender melhor o que se passa por lá.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: greve, invasão, PM, USP
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