18/08/2009 - 17:58
De Marcelo Déda
Nassif:
Não pretendia me pronunciar, deixando aos meus advogados essa tarefa, mas, admirador do seu blog, fui lendo os comentários e julguei importante emitir algumas considerações e passar algumas informações que podem esclarecer melhor os fatos. É o que faço a seguir:
1. A acusação que me fazem decorre de atos de inauguração de obras e serviços da PREFEITURA (atente bem para o detalhe), durante o mês de MARÇO, aniversário da cidade (tradição antiga), quando eu AINDA ESTAVA NO EXERCÍCIO PLENO DO CARGO DE PREFEITO (guardem mais esse detalhe). Tudo aconteceu antes que eu fosse registrado candidato pelo PT e aceito pelos demais partidos da coligação.
2. Não sou acusado de compra de voto. Não me atribuem nenhum ato, durante o processo eleitoral propriamente dito, que só iniciou em JULHO.
Não me acusam sequer de ter pregado um cartaz na parede de uma igreja!
3. Ação igual foi proposta no TRE-Sergipe e rejeitada por unanimidade pelo Tribunal. O Ministério Público, mesmo vencido, não recorreu.
4. O autor era o PAN que foi incorporado ao PTB. Intimado a demonstrar seu interesse em prosseguir a ação “sob pena de arquivamento” o PTB disse que não queria prosseguir com a ação por uma simples razão: foi parte da minha coligação em 2006, não poderia, pois, requerer contra o seu próprio candidato…
5. Aí o processo assumiu feições kafkianas: sem autor, ao invés de arquivá-lo decidiu-se ouvir o Ministério Público Eleitoral que resolveu assumi-lo e ontem emitiu o parecer propondo a minha cassação. Antes o ex-governador João Alves(DEM) peticionara para o processo prosseguir.
6. Vejam bem: sou acusado de em MARÇO, quando era prefeito, de ter inaugurado obras e os atos de inaugurações terem influenciado o resultado do pleito em OUTUBRO. Entretanto há uma “pequena” omissão: não se fala no parecer do MP que o meu adversário ERA O GOVERNADOR QUE ESTAVA NO EXERCÍCIO, ISTO É NO PLENO DOMÍNIO DA MÁQUINA DO ESTADO!! Ora, se alguém poderia abusar do poder, era o meu adversário da coligação DEM/PSDB que o detinha durante o pleito (e abusou, como provam as ações propostas pelo MP em Sergipe, infelizmente paradas no TRE).Eu disputei sem exercer nenhum cargo. Como poderiam festas cívicas do aniversário de Aracaju, ou inaugurações festivas, como tradicionalmente se faz aqui, realizadas em março terem tanta força, a ponto de, em outubro, configurarem abuso contra um candidato que disputou reeleição no cargo?
7. Venci a eleição, me perdoem o tom repetitivo, contra o candidato que estava no governo, por 52 % dos votos válidos. Venci legal e legitimamente porque Sergipe queria mudar, derrotar as elites e eleger o primeiro governador de um partido de esquerda na sua história. O último governador de centro-esquerda foi Seixas Dória, em 1962, deposto pelo Golpe de 1964. Espero que o país não veja a reedição, em pleno regime democrático, das cenas que traumatizaram a política sergipana há 45 anos atrás. Espero que a voz das urnas seja respeitada. Venci legal e legitimamente. Confio que a Justiça do meu país reconhecerá a legalidade do meu Diploma que certifica a vontade majoritária dos sergipanos.
Marcelo Déda
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Marcelo Deda, TSE
04/08/2009 - 18:41
Prezado Luis Nasssif,
Sou assessora de Imprensa e Comunicação Social do Tribunal Superior Eleitoral. Envio esta mensagem para pedir a correção de dois equívocos na matéria “O nepotismo que a mídia protege”, publicada no blog. O primeiro é que Guiomar Feitosa de Albuquerque Lima Mendes não é secretária-geral da presidência do TSE desde 4 de junho último, quando se desligou do Tribunal por motivos pessoais. Por outro lado, é importante destacar que ela já ocupava essa função desde maio de 2006. Ou seja, o exercício da função nada tinha a ver com o casamento dela com o ministro Gilmar Ferreira Mendes, que ocorreu posteriormente.
Atenciosamente,
Silvana de Freitas
Comentário
Recebi agora um telefonema da Guiomar Mendes, esposa do presidente do STF Gilmar Mendes, que me passou o seguinte depoimento.
Eu como servidora pública, devo satisfação à sociedade.
Só de serviço público, tenho 32 anos. De cargo em comissão, 25. Desses, 17 no Supremo e 2 no Eleitoral.
Fui a primeira diretora geral do TSE. Dirigi na primeira eleição informatizada, quando Marco Aurélio presidente. Me aposentei porque até email anônimo me mandavam, por prática do nepotismo. Casei faz dois anos. Só se foi prática de nepotismo ao contrário. Eu já estava no TSE. Tive que me aposentar de tanto que me aborrecia esse tipo de acusação. Saí por aborrecimento, por desgosto. Sempre me matei de trabalhar porque gosto. Saí porque não quero constranger o Ministro Britto.
Fui servidora pública exemplar. Passei oito anos sem férias. Quando tive meus últimos dois filhos, voltei com 30 dias, não tirei nem licença maternidade.
Comentário
Peço desculpas a Guiomar pelos transtornos causados pela publicação da nota. Ao contrário de Gilmar, não sendo nem magistrado nem juiz do Supremo, acredito que as disputas não podem levar a visões parciais da realidade e à divisão das pessoas entre inimigos e aliados.
Por Marco Antonio
Resposta de Guiomar Feitosa a post enviado por mim
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Justiça
Tags: nepotismo, TSE
13/07/2009 - 09:49
Boa entrevista de Felipe Seligman e Fábio Zanini, da Folha, com o Ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Perguntas objetivas, fugindo do óbvio e da encheção de linguiça.
Chamo a atenção para um ponto que passou meio em branco: a questão do enquadramento da Internet. O projeto não estabelece nenhuma forma de controle da grande mídia, nem de revistas, jornais nem emissoras de televisão – que, de alguns anos para cá, se tornaram completa e amplamente partidarizadas. Mas tenta enquadrar Blogs.
O texto é suficientemente dúbio para, amanhã, o TSE ser acionado para impedir um Blog – partidário ou não – de divulgar sua opinião.
Da Folha
Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, critica pontos da reforma aprovada pela Câmara na semana passada
Para ministro, tentativa de regulamentar internet é “provinciana”, regra nova beneficia cúpula partidária e diminui a transparência
FELIPE SELIGMAN
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Justiça, Mídia
Tags: Ayres Britto, internet, Lei eleitoral, TSE
18/04/2009 - 08:00
Atualizado
Por Paulo SD
Caro Nassif,
Não sou contra a justiça eleitoral, no entanto, é patente que esta tem exagerado na cassação de governadores. Acreditar que a malandragem eleitoral é exclusiva deste ou daquele político é por demais ingênua para estar na cabeça de homens tão experientes quanto estes juízes dos tribunais eleitorais. Desta forma, fica a suspeita de que atrás destas cassações “moralizantes” se escondem interesses políticos bem representados por estes juízes. No caso do Maranhão isto fica mais patente. Acreditar que os Sarneys são santos e o Jackon Lago é único a descumprir regras no processo eleitoral chega a ser ridículo.
O mais interessante é que neste último caso, o cassado parece que não vai deixar barato, mesmo porque devido a idade não tem muito a perder, e se isto acontecer pode acabar em tumulto grande. Afinal se eu tivesse votado nele estaria na rua para defender o meu voto, como parece estar acontecendo com muitos eleitores no Maranhão.
Sinceramente, já passou da hora dos políticos eleitos começarem a peitar essa juizada eleitoral. Influência no processo de decisão eleitoral tem limite e este tem sido sistematicamente ultrapassado pela justiça eleitoral.
Por Felipe Klamt
Talvez a população brasileira não tenha idéia da extensão desta cassação para o povo do Maranhão.
Não preciso afirmar que o nosso Estado é o ultimo em tudo, somente ganha do Piauí, onde falta de tudo a começar da chuva e de Alagoas que vive na chibata dos coronéis.
Lembrando que no Maranhão nasce até o que não se planta e temos o chicote de coronel mais afiado do Brasil. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Jackson Lago, Maranhão, Sarney, TSE