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27/08/2009 - 07:20

A reforma inconclusa

Por Roberto São Paulo/SP

Para o BIS, a “prioridade-chave” é reformar o sistema financeiro internacional até porque, enquanto isso não ocorrer, julga que qualquer melhora na economia real será temporária.

Economia mundial depende de reforma financeira, avalia BIS

29/06/2009 – 10:10 – Valor Online, divulgado pelo Último Segundo do iG

Assis Moreira | Valor Econômico

BASILEIA – Quem poderia imaginar que o sistema financeiro desmoronaria? É com esta indagação atônita que o Banco de Compensações Internacionais (BIS) inicia seu relatório anual de 260 páginas, divulgado hoje. Num evidente sinal de impotência, o banco dos bancos centrais, que acolhe autoridades monetárias e reguladores, constata que o sistema é tão “complexo ao ponto de ninguém talvez ser capaz de compreendê-lo na sua totalidade”.

Para o BIS, a “prioridade-chave” é reformar o sistema financeiro internacional até porque, enquanto isso não ocorrer, julga que qualquer melhora na economia real será temporária. O BIS adverte também que, enquanto os grandes bancos internacionais se mostrarem reticentes a financiar a atividade no mundo emergente – principal motor da expansão econômica mundial na última década -, as perspectivas de crescimento e desenvolvimento estarão comprometidas…

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags: , ,
17/06/2009 - 07:00

O desafio de regular os mercados

Coluna Econômica – 16/06/2009

O grande desafio de Barack Obama começa agora: como redefinir a governança no setor financeiro, para impedir a repetição da crise que quase leva de roldão a economia mundial.

Tem um ponto a seu favor: a crise ainda não acabou. Há um estoque de problemas remanescentes exigindo cuidados adicionais. Se o pior da crise tivesse efetivamente passado, não haveria espaço político para mudanças.

***

Para tanto, Obama terá que mexer no coração do sistema de poder que dominou a economia capital no século: o Federal Reserve, o Banco Central norte-americano e o sistema de interesses que o rodeia. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Coluna Econômica, Economia Tags: , ,
30/01/2009 - 10:00

O sistema bancário sombra

Por Indio Tupi

Baseado em artigo de Peter Gowan da última edição da New Left Review (n55, jan/feb 2009), intitulado Crisis in the Heartland.

Aqui do Alto Xingu, os índios acrescentam que a inclinação pela escala e pela crescente alavancagem levou a um outro aspecto básico do Novo Sistema de Wall Street: o impulso para a criação e a expansão de um sistema bancário sombra (paralelo). Seu aspecto mais óbvio eram os novos bancos sem nenhuma supervisão, e, acima de tudo, os fundos de hedge. Estes não tinham nenhum papel funcional – eram simplesmente bancos de operações livres de qualquer controle regulatório ou de exigência de transparência em suas arbitragens especulativas. Os grupos de participação privada (private equity funds) também têm sido, em essência, bancos sombras (paralelos), especializados na compra e venda de empresas. Os Veículos de Investimentos Especiais (SIV) e condutos são parte similar desse sistema. Nas palavras de um diretor de supervisão do banco central da Espanha, esses SIVs e condutos “eram como bancos, mas sem capital ou supervisão”. Contudo, como uma reportagem do Financial Times observou: “Nas últimas duas décadas, a maioria dos órgãos reguladores incentivou os bancos a transferirem seus ativos para fora dos respectivos balanços registrando-os no SIVs e condutos”. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia Tags:
26/01/2009 - 07:00

A falta de foco no sistema financeiro

Por alavancagem (comentarista)

Eu sinto falta de um debate mais detalhado sobre o problema do modelo atual de intermediação financeira e da atividade econômica com crescimento sustentado pelo crédito/endividamento.

Li hoje (domingo) no New York Times – que pediu uma ajudazinha pro Slim – um artigo sobre as intenções de Obama na seara da regulação do sistema financeiro.

Tudo meio óbvio e inócuo, sem qualquer proposta que realmente ataque o problema da emissão de moeda escritural pelos bancos…Nem tocam na alavancagem no sistema atual, o que dizer numa mudança no papel dos bancos, de criadores de moeda para intermediários, gestores de recursos de terceiros.

É só aquele papinho cansativo das auditorias e agências de risco – que já deviam ter sido exemplarmente punidas há muito tempo – e coisas rídiculas em sua relevância, como a questão dos bônus para os executivos das IFs

O debate se empobreceu rapidamente. No começo, estávamos a discutir a possibilidade de uma moeda internacional, de substituição do dólar. Estávamos a vislumbrar uma profunda mudança no modelo de sistema financeiro.

Entretanto, com a situação se deteriorando e a depressão, não mais a mera recessão, se tornando cada vez mais provável, rapidamente a coisa voltou ao “business as usual”… É essa falta de aptidão para de fato lidar com o que releva que me assusta mais.

Capacidade propositiva nula… Muito perigoso isso… Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise, Economia, Novo Modelo Tags: , ,
25/01/2009 - 16:00

Os modelos financeiros globais

Por Indio Tupi

Aqui do Alto Xingu, os índios ponderam que grande parte do debate dentro da corrente principal sobre as causas da crise assume a forma de uma teoria “do acidente”, que explica a derrocada como resultado de ações contingenciais por parte, por exemplo, do FED de Alan Greenspan, ou dos bancos, ou dos supervisores ou das agências de classificação de risco. Uma estrutura relativamente coerente, que denominam do Novo Sistema de Wall Street, deve ser compreendida como tendo causado a crise. Mas, além do argumento acima, observam um aspecto notável dos últimos vinte anos: a extraordinária harmonia entre os operadores de Wall Street e os supervisores em Washington. Tipicamente, na história norte-americana ocorreram fases de grandes tensões, não apenas entre Wall Street e o Congresso, mas também entre Wall Street e o Executivo. Isso foi verdade, por exemplo, em grande parte dos anos 1970 e 1980. Contudo, ocorreu uma nítida convergência no último quarto de século, o sinal de um projeto algo bem integrado. Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Economia, Novo Modelo Tags: ,
22/01/2009 - 09:31

A regulação fora de moda

Análise excepcional de Raquel Balarin, do “Valor Econômico”, sobre as propostas de auto-regulação do mercado apresentada pelo chamado “Grupo dos 30″ – organização privada presidida por Paul Volcker e que tem Armínio Fraga como vice-presidente (clique aqui).

A proposta bate na tecla da auto-regulação (o mercado regulando a si mesmo) e apresenta 18 propostas de aprimoramento da regulação existente.

Entre elas, “a regulação internacional de operações de derivativos feitas em mercado de balcão, a determinação de que a jurisdição de fundos deve se basear na localização de seus administradores (e não de domicílio legal, como fazem alguns gestores brasileiros), aplicação de regulação para bancos de investimento e corretoras que hoje não são organizadas como holdings bancárias e até revisão dos padrões contábeis para lidar com instrumentos de baixa liquidez”.

Lembra Raquel que, em entrevista ao Valor, Armínio disse que o histórico brasileiro é próximo do consenso internacional sobre regras prudenciais.

Aí, Raquel começa a enumerar as extravagâncias brasileiras: Leia mais »

Autor: luisnassif - Categoria(s): Cabeção, Economia, Novo Modelo Tags: ,
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