13/11/2009 - 10:00
Por Comentador
Este artigo foi publicado no Estadão de hoje. Coloco na íntegra, pois nem sempre eles disponibilizam. Confesso que estranhei este tipo de artigo no jornal.
Do Estadão
Carlos Pio
Daqui a exatos 12 meses os brasileiros vão escolher o seu novo presidente. Poucos analistas parecem ter dúvidas de que teremos segundo turno e de que este será disputado pela candidata do presidente Lula, a ministra Dilma Rousseff, e por um dos candidatos do principal partido da oposição, provavelmente o governador José Serra. Mas quase ninguém arrisca um prognóstico sobre o pleito, cautela essa provocada pelo que parece ser uma disputa apertada entre dois candidatos “sem graça”, tecnocratas de cabeça e coração. Eu vou arriscar: Dilma ganha de Serra (ou Aécio Neves) no segundo turno, com folgada margem. Vou explicar por quê.
Para começo de conversa, é fundamental enfatizar como o processo de seleção dos candidatos presidenciais afeta o desenlace da campanha. No nosso caso, demonstra o quanto a democracia brasileira ainda é dominada por indivíduos que estão no topo das organizações partidárias (e não por regras institucionalizadas). Em si mesmo, esse fato limita um verdadeiro debate de ideias sobre os problemas nacionais e sobre as diferentes alternativas existentes para resolvê-los. Dilma foi escolhida por uma única pessoa – o presidente Lula -, possivelmente após ouvir a opinião de alguns de seus conselheiros mais próximos. Serra será (ou não!) candidato a partir de uma decisão individual sua, à qual os dois partidos que o apoiam (PSDB e DEM) acederão sem maiores questionamentos. Se ele preferir não se candidatar a presidente, como em 2006, Aécio assumirá o posto também por decisão individual – mesmo que sob forte pressão dos aliados. Nesse processo terão sido ouvidas, talvez, quatro ou cinco outras pessoas. Ciro Gomes e Marina Silva se autodeclararam candidatos e suas legendas aceitaram – esta última tendo, por sinal, saído do PT com esse propósito.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Aécio, Dilma, eleições, Lula, personalismo, Serra
11/11/2009 - 10:05
Por Fabricio Vasselai
Caro Nassif,
Aqui vai o primeiro link que saiu nos grandes portais com notícia sobre a nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta madrugada, onde Dilma sobe 4 pontos e Serra cai 4.
O mais intrigante é que a coluna “Radar”, da Veja, havia adiantado o resultado dessa pesquisa comemorando que Serra ficara em 40% e Dilma em 12%… Como é mesmo que se adianta ERRADO um resultado de pesquisa a ser divulgada dias depois? Patético. Apostam que seus leitores são, além de tudo, desmemoriados.
Na pesquisa, apesar do Estadão trazer a chamada “Mas Dilma ainda tem a maior rejeição”, fica claro que não será uma eleição baseada em candidatos com rejeição. Dilma tem 12%, Serra 11%. Grande diferença, não é mesmo jornalistas do Estadão?
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-sobe-4-pontos-e-serra-perde-4-em-novo-vox-populi,464316,0.htm
Comentário
Algumas observações:
1. A pesquisa retoma o rumo natural das eleições, com José Serra caindo, Dilma Rousseff subindo e Aécio se firmando.
2. A pesquisa anterior foi feita sob vários impactos claramente fabricados pela velha mídia: a campanha cerrada contra Dilma no episódio Lina Vieira (chamando-a diariamente de mentirosa), o carnaval armado em torno do Serra, especialmente on caso da lei antifumo e outros episódios de igual magnitude (o Jornal Nacional chegou a dar três minutospara um defensora pública paulista falar como o governo Serra protege as mulheres) e a campanha nacional do PSB, dando visibilidade a Ciro pouco antes da pesquisa.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Aécio, Dilma, eleições, Serra, Vox Populi
27/10/2009 - 09:34
Um dos fenômenos mais ridículos dessa longa noite de insanidade política dos últimos anos, foi a terceirização da política pelo PSDB (clique aqui para ler post sobre o tema).
Aqui analisei esse fenômeno, que é facilmente explicável:
José Serra assumiu a herança de FHC. Juntos, vieram colunistas políticos e econômicos adeptos da internacionalização, do suposto papel civilizatória dos mercados, do racionalismo vesgo contra qualquer forma de gastos sociais, tendo como tacape um iPod que repetia mantras, slogans e refrões. Jamais conseguiram entender o pais como um todo, composto de mercados eficientes, sim, mas também de políticas públicas, políticas sociais, indústria, agricultura, movimentos sociais.
As idéias de Serra não batiam com o reducionismo deles. Em vez de cumprir o papel de líder, convencendo-os de que os tempos mudaram, de que esse neoliberalismo exacerbado era coisa velha até para os mercadistas empedernidos, que política e política econômica são feitas com pragmatismo e não com ideologização de porta de banco de investimento, o neo-Serra decidiu não entrar em nenhuma dividida. E se eximiu da função básica de qualquer candidato a líder: fornecer o fio condutor das idéias capaz de organizar o discurso de seus liderados.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Mídia, neoliberalismo, oposição, Serra
23/10/2009 - 09:35
O governador José Serra tem seu passado de grande homem público, economista influente, intelectual sólido. E de ampla indecisão, ainda mais em temas que exijam definições políticas.
A indecisão deixou o campo aberto para os novos ideólogos da oposição: a Mídia, isso, o Kamel, Otavinho, o Civita com toda aquela sofisticação política e analítica já conhecida. E o Estadão correndo atrás.
Aí eles descobrem a grande sacada: a menção de Lula a Judas e ao papel da imprensa. Manipula-se a declaração de Lula, para servir de bandeira oposicionista. Eureka! Genial! Descoberta a pedra filosofal a orientar daqui para frente a oposição. A ordem unida ecoa por todos os cantos. Ouve-se CNBB aqui, deputados ali, Fenaj acolá, repercutamos, repercutamos.
E o Serra – que pode ter muitos defeitos, mas morre de medo do ridículo – é obrigado a ir atrás.
Daí o Estadão – que vive correndo atrás do eixo Veja-Globo-Folha invertendo a frase símbolo de São Paulo (não conduzo, sou conduzido)-, chega resfolegante para a repercussão, cerca Serra daqui, cerca dali e arranca uma declaração bombástica:
‘A entrevista mostra bem o que é o Lula. De ponta a ponta, na forma e no conteúdo’, disse o governador de SP
Bela frase, que não quer dizer absolutamente nada.
Aí o repórter insiste sobre o tema Judas:
Questionado se concordava que uma aliança entre Jesus e Judas seria necessária para 2010, Serra respondeu: “Não sei. Quem fala com Cristo pode perguntar a ele”.
Ou seja, para uma pergunta tola, uma resposta que não quer dizer nada.
Não falou nada, nada disse. Mas o Estadão solta a manchete exultante:
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: Estadão, Judas, Serra
22/10/2009 - 10:29
Por Sanzio
Edson,
Em termos de manipulação o IBOPE já passou das medidas faz tempo. Veja a nota no Painel da Folha:
Bananas… A pesquisa Ibope em que José Serra obtém 41% de intenção de voto não pode ser comparada com a anterior do instituto, na qual o tucano havia registrado 35%. Encomendado pelo PSDB, o levantamento mais recente não apresentou ao entrevistado o nome do candidato sozinho, mas sim acompanhado de um vice.
…e laranjas. Serra atingiu 41% tendo o correligionário Aécio Neves como vice. No caso de Dilma (17%), o companheiro de chapa foi Temer.
Comentário
Gozado esse processo mental do Carlos Augusto Montenegero. Herda uma empresa e uma reputação. Consegue fazer a empresa crescer em uma área em que a reputação é ponto essencial. Depois, toma-se de fascínio pelos holofotes. Não lhe basta ser o ponto central da relação Globo x agências.
Não quer mais ser o avaliador, mas o protagonista. Se as pesquisas do IBOPE mexem com o jogo político, por que não se tornar ator do jogo?
A vaidade é péssima conselheira.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Aécio, Dilma, IBOPE, manipulação, Serra
22/10/2009 - 09:07
Boa entrevista de Lula ao Kennedy Alencar, na Folha (clique aqui para ler e íntegra).
Perguntas educadas, pertinentes, incômodas, onde Lula pode expor sua opinião sobre Sarney, Lina, alianças, BrOi, Vale, câmbio e Banco Central.
Nenhuma novidade em relação aos últimos discursos, mostrando que o modelo político de Lula consolidou-se.
Chamo a atenção para dois pontos.
O primeiro, o câmbio.
Kennedy levanta as críticas de José Serra ao câmbio. Lula mata a questão com uma resposta:
- Eles ficaram oito anos no poder e não fizeram nada.
Ah, outro dia o Elio Gaspari fez uma coluna mostrando o grande momento de Serra contra o câmbio: uma audiência no Senado em que a resposta dele a uma pergunta sobre o câmbio (da era FHC) foi… o silêncio.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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19/10/2009 - 15:10
O jogo político está adquirindo uma dinâmica curiosa, intensa, previsível. Mas, quando explodir, apanhará grande parte da opinião pública de surpresa, porque a partidarização da mídia mantém esse movimento nos subterrâneos da política.
São esses os fatos:
1. O DEM está francamente desanimado com a candidatura José Serra. Não vê a hora de pular para o barco de Aécio. Considera a candidatura Serra pesada, sem oferecer o fato novo capaz de segurar a onda Dilma.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
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13/10/2009 - 07:00
Do Portal Luís Nassif
Do Blog de Eduardo Marques
Muito tem sido dito, ultimamente, sobre as possíveis semelhanças de projetos entre as candidaturas tucana e petista em 2010. O período de crise pelo qual o Brasil passou, porém, revelou-se importante para fazermos um balanço sobre as reais diferenças de projetos que estarão em jogo no ano que vem.
O Governo Lula, para enfrentar a crise, reduziu alíquotas de impostos, aumentou o gasto público, baixou os juros e ampliou o crédito público, implantando uma política tributária, fiscal, monetária e creditícia anti-recessiva, promovendo diretamente e financiando a produção e o consumo. Também manteve e aprofundou as políticas sociais de transferência de renda. Esta agenda tirou o país da crise rapidamente.
No Governo Serra, a venda do patrimônio público, o “arrocho salarial”, o congelamento dos recursos para financiamento da produção e o aumento da carga tributária permaneceram como elementos centrais da administração tucana. Uma política tributária, fiscal e creditícia irresponsável, aprofundando a crise econômica. A insistência nesta agenda ultrapassada foi definida pelo Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda do Governo Lula, em reportagem recente (O Estado de São Paulo, 2/10/2009), como “terrorismo fiscal”.
Continua
Autor: luisnassif - Categoria(s): Crise
Tags: crise, Lula, medidas, Serra
09/10/2009 - 08:55
Da Folha
Governador afirma que o “Brasil perdeu” sua capacidade de planejamento
CATIA SEABRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Reunido com um grupo de empresários, o governador de São Paulo, José Serra, criticou ontem o governo federal por falta de planejamento e controle de gastos. Ignorando a presença de jornalistas na reunião com integrantes do Movimento Brasil Competitivo, Serra atribuiu a paralisação de obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a falta de planejamento e acusou o governo de inflar investimentos.
Após anunciar uma economia de R$ 518 milhões como produto do programa de melhoria da qualidade dos gastos, o governador disse: “Fico pensando na margem de manobra que haveria na esfera federal”.
“Em 2011, a gente conversa”, brincou o presidente do Grupo Orsa, Sérgio Amoroso.
“Quem sabe? Porque isso não existe na esfera federal”, respondeu o governador.
Sem citar o nome da ministra Dilma Rousseff -sua potencial adversária na disputa presidencial-, Serra disse que o “Brasil perdeu” a capacidade de planejamento. “Agora, por exemplo, o TCU impugnou dezenas de obras federais. Não impugnou o Rodoanel”.
Afirmando que pretende criar um manual de boas práticas de gestão, Serra lembrou que a participação do governo federal para o Rodoanel é de R$ 1,2 bilhão em R$ 4,4 bilhões. E reclamou: “No PAC, quando eles medem -daí, a propaganda do PT na TV-, eles apresentam o conjunto do rodoanel como uma obra federal”.
Nanico
Já o presidente estadual do PSDB, Mendes Thame, reagiu à reedição de propaganda do PT que contabiliza um investimento federal de R$ 100 bilhões em São Paulo. Em nota, diz que “o PT perdeu a noção”. “Deve ser já a influência do seu novo líder, Ciro Gomes, neopaulista e nanico da Dilma”.
Thame criticou o governo federal por incluir empréstimos, gastos do Estado e de prefeituras na sua cota. Segundo a nota, o governo Lula investiu apenas R$ 1,9 bilhão do Orçamento de 2009 no Estado.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Sem categoria
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07/10/2009 - 13:30
Por Wellington Turino Sabbagh
Nassif,
Veja a matéria abaixo: clique aqui.
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), considera “fantasiosa e leviana” a informação de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o aconselhou, em encontro na semana passada, a não aceitar ser de vice na chapa do também tucano José Serra.
“Sou adversário político do presidente, mas nos respeitamos. Ele jamais me diria isso”, disse Aécio.
Mais uma mentira.
Comentario
A Folha já deu como favas contadas que Aécio aceitara ser vice de Serra. E não era verdade. Agora vem com essa. É um jogo manjado, que ocorre em todas as eleições. Mas ainda não caiu a ficha do jornal sobre como essas jogadas o expõem, nessa era da Internet.
É incrível como não cai a ficha de que esse modo de fazer jornalismo acabou.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Mídia
Tags: Aécio, Folha, Lula, Painel, Serra, vice
05/10/2009 - 12:56
O quebra-cabeças político não é para qualquer um. O repórter colhe dados, informações, rumores e tem dificuldade para entender o jogo, quando há a necessidade de deduzir as peças que faltam. O analista recolhe dados incompletos, monta um quebra-cabeça com algumas peças, deduz as peças que faltam, para chegar à conclusão final.
O bom repórter, se não for analista, acaba se confundindo com os sinais.
É o que ocorre no Valor de hoje, com a matéria que afirma que a intenção da estratégia eleitoral de Lula é inviabilizar a candidatura José Serra.
O repórter juntou peças e raciocínios, alguns corretos, alguns incompletos, para chegar a uma conclusão errada.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
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24/09/2009 - 14:23
Por Marcelo Costa
Nassif,
tem uma entrevista do Montenegro ao Valor Econômico em que ele diz, novamente (como você já colocou num post aqui do dia 30 de agosto), que quem sai na frente um ano antes das eleições presidenciais tem vencido. A entrevista parece um panfleto pró-Serra, ou anti-Dilma. Está no site do Ibope e no Valor só para assinantes. O engraçado é que até ele evita falar mal do Lula, dizendo que o presidente é a parte boa do PT e que a população não quer mais quatro anos do partido no poder.
Clique aqui
Comentário
O conjunto de impropriedades de Montenegro seria apenas uma curiosidade, não fosse o fato de comandar um Instituto de pesquisa cujos resultados interferem no processo eleitoral.
Ele se comporta como o dono de uma agência de análise de riscos que compra ações de determinada empresa a quem compete ele avaliar. O que garante a isenção?
Confira as jóias na análise de Montenegro:
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Dilma, eleições, IBOPE, Montenegro, Serra
24/09/2009 - 13:10
Da Folha
Da coluna da Mônica Bérgamo
OLHOS ABERTOS
O governador José Serra (PSDB-SP) convocou às pressas especialistas em pesquisa, do próprio Ibope, para entender sua queda na sondagem divulgada anteontem pelo instituto, em parceria com a CNI (Confederação Nacional da Indústria). O tucano foi surpreendido pelos números.
MONTANHA-RUSSA
A comparação entre a pesquisa de ontem e os números divulgados pela mesma CNI em junho mostra que Serra caiu de 38% para 34%. Os técnicos e o governador, no entanto, trabalham com um número maior, já que comparam os dados com o de outra sondagem do Ibope, mais recente, feita entre 29 de agosto e 1º de setembro por encomenda do PMDB. Nela, Serra aparecia com 41%, Dilma com 13%, Ciro Gomes com 14%, Heloísa Helena com 9% e Marina Silva com 3%. Em relação aos números divulgados ontem, portanto, Serra caiu sete pontos, Dilma, Ciro e Heloísa Helena se mantiveram no mesmo patamar e Marina Silva dobrou de tamanho, para 6%.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: IBOPE, Serra
25/08/2009 - 10:23
Maria Inês Nassif é das melhores analistas da realidade política brasileira, um sopro de lucidez no dia a dia dos jornais. Sou suspeito, admito. Mas Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luiz Gonzaga Beluzzo, Antonio Barros de Castro, o falecido Gilberto Dupas e outros dos mais influentes intelectuais brasileiros concordam.
Recentemente ela analisou a lei anti-fumo do governador José Serra e considerou que o ponto central era a delação. O título do artigo era “Um incentivo à deduragem” (clique aqui).
Uma pessoa qualquer que estiver no restaurante quando alguém acender um cigarro lá dentro poderá ligar para um 0800 e fazer uma denúncia, ou preencher um “formulário” na internet. A sua palavra é prova contra o restaurante e dela decorrerão sanções legais. Para a lei, basta que o denunciante diga que não mentiu para que a sua denúncia seja considerada verdade. O estabelecimento acusado, no entanto, terá que provar que a denúncia foi mentirosa para ser considerado inocente.
A análise se baseava no estudo da lei e nas declarações textuais do Secretário de Justiça Luiz Antonio Marrey.
O secretário de Justiça do Estado, Luiz Antônio Marrey, ao comentar uma pesquisa do Instituto GPP e da InformEstado que indicava que 64,9% dos entrevistados não pretendem denunciar locais com fumantes, disse que, num primeiro momento, a “metade que vai denunciar é suficiente para colaborar com a fiscalização”. A tendência é que a delação aumente, para o bem de todos, disse o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata: “O uso do cigarro em ambiente interno é culturalmente aceito há anos. Começamos a mudar isso só agora. Por isso, nesse primeiro momento, a intenção de denunciar não aparece. Acredito que, com a aplicação da lei e os donos de bares se engajando em preservar os estabelecimentos, as denúncias vão surgir”.
Não havia um erro factual, uma distorção sequer das declarações. Em cima disso exerceu seu direito de opinar e condenar o instituto da delação.
A reação de Serra foi furibunda.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Sem categoria
Tags: Inês Nassif, lei antifumo, Marrey, Serra
23/08/2009 - 17:40
Em Observação
1. O papel de José Agripino.
A grande ligação de Lina Vieira é com seu conterrâneo José Agripino, senador pelo Rio Grande do Norte. A prefeita de Natal é do PV, mas criatura de Agripino. Aliás, a prefeitura é das poucas bases do DEM no nordeste. E é de lá que sai o contrato de publicidade com a família de Lina Vieira. José Agripino foi o principal articulador, dentro do DEM, da ofensiva contra o senador José Sarney e, depois, contra Dilma Rousseff, em cima do episódio Lina.
2. A matéria da Folha, que deflagrou essa crise.
É de, 9 de agosto, domingo. Para sair domingo, possivelmente foi preparada entre 5 e 7 de agosto.
3. Reunião com Serra.
No dia 3 de agosto o Twitter do senador Agripino dá conta de uma relevante reunião em São Paulo, com o governador José Serra. Relevante por ter juntado o líder do PSDB no Senado, Sérgio Guerra, mais seu braço-direito para ações no Parlamento, Alberto Goldmann, mais os DEM Rodrigo Maia e ACM Neto (clique aqui).

A respeito da reunião, a Folha disse o seguinte, com Serra fazendo questão de enfatizar que não estava nas articulações barra-pesadas. É de uma sutileza ímpar:
Na noite de segunda-feira, o impacto da crise esteve na pauta da reunião de Serra com tucanos e democratas.
A avaliação dos participantes foi a de que Lula se dedica à contenção da crise, em vez de se lançar na campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A retração de Lula alivia a pressão sobre Serra para que se declare candidato agora.
(…) Serra, no entanto, desconversou quando o líder do DEM no Senado, Agripino Maia (RN), sugeriu que levantasse munição para a CPI da Petrobras. Segundo um participante, o governador paulista disse que essa não era sua área de atuação durante o governo FHC.
4. Dois dias depois, a Folha dá início às pesquisas que conduzem à manchete do dia 9.
São apenas indícios, que necessitam ser aprofundados. Mas bons indícios, convenhamos, sobre como começam todas as crises políticas brasileiras dos últimos 18 meses.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Agripino, Dilma, Lina, Serra
16/08/2009 - 11:49
Por Bruno Cabral
Nassif, já viu esta?
14/08/2009 12:27:34
Wálter Fanganiello Maierovitch
Recebi um telefonema do jornalista Paulo Henrique Amorim, cujo site, Conversa Afiada, está na relação dos meus favoritos. Diante dos escândalos no Senado e com os temas da ética e transparência em destaque na mídia, Paulo Henrique queria saber sobre uma decisão minha do início dos anos 90, quando juiz titular da segunda zona eleitoral de São Paulo. Para tanto, ingressei em um túnel do tempo com algumas cinzas decorrentes do efeito estufa, as quais os italianos chamam de indesejável efeito serra, ou effetto serra.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Bierrenbach, Maierovitch, Serra
10/08/2009 - 09:51
A entrevista de Ciro Gomes, no Valor de hoje, mostra, primeiro, os ciúmes do político que julga não estar recebendo a devida atenção dos aliados. O que não impede de ser uma entrevista interessante – pelo que Ciro diz e pelo que suas declarações não dizem, mas sugerem.
1. O risco de Dilma concorrer aliada ao PMDB e, principalmente, governar com o PMDB. É um risco real, pelas razões que ele aponta.
2. Tenta comprovar que não há transferência de votos de presidente popular para seu candidato, dando como exemplo JK e Lott. Nada a ver com Lula e Dilma. JK terminou o governo impopular, devido ao aumento expressivo da inflação e às denúncias de corrupção na construção de Brasília. Sua imagem era a do tocador de obras: a de Lott, a de legalista sem jogo de cintura. Foi colocado para perder. Lula está atrelando a imagem de Dilma às obras de seu governo. Se vai ser bem sucedido ou não na transferência, são outros quinhentos. Mas a comparação com JK-Lott não se sustenta.
3. Sua avaliação sobre o pragmatismo de Lula é correta: “Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu”. Pode-se discutir se conseguiria resistir ao golpismo sem pragmatismo. Mas o preço pago foi esse mesmo.
4. A retórica de elogiar Lula e condenar o continuísmo faz parte do repertório de Aécio Neves também: vamos manter o que Lula fez de bom e melhorar. A retórica de Ciro é: como Dilma é continuísmo, ela só vai manter, não vai melhorar. Uma ginástica retórica forçada, a não ser na constatação de que, mantido o arco de alianças, Dilma será manietada. Aí o argumento ganha mais consistência.
5. A afirmação de que a candidatura Marina implode a de Dilma faz parte da estratégia muito adotada por economistas de traçar o mapa do caos se… Se não me ouvirem. É um óbvio exagero retórico.
6. Diz que a eleição de Dilma estará perdida se Serra se candidatar à reeleição em São Paulo e apoiar Aécio Neves para a presidência. De fato, é a hipótese mais temida em Brasília.
7. O elogio que faz a Serra, chamando-o de “grande governador” tem três objetivos. O primeiro, o de não confrontar a mídia que, em geral, o tem poupado. O segundo, sinalizar a Serra de que, se sair candidato, Ciro não o atrapalhará. Terceiro, o de tirar Lula do estado de soberba atual e abrir espaço para a capacidade de barganha política do PSB.
Do Valor Econômico
(…) Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições, Marina, Serra
07/08/2009 - 11:13
O jogo de xadrez da política é curioso. Vamos tentar aprofundar um pouco mais a questão Marina Silva.
1. Grosso modo, os ambientalistas podem ser divididos em dois grupos. Um grupo mais light, representado pelo Carlos Minc e pelo Xico Graziano, entre outros. E o grupo mais radical, liderado pela Marina. Digo radical sem nenhum juízo de valor. Ela é radical e é o maior ícone do movimento. Muito antes de ser petista, ela é ambientalista.
2. O jogo político se equilibra entre duas forças muitas vezes opostas. Uma, a realpolitik, a necessidade de fazer alianças complicadas. Outra, a opinião pública. São objetivos conflitantes.
3. Quando enveredou pelo caminho da direita raivosa, José Serra buscava o apoio da mídia e o discurso para ocupar o espectro da centro-direita. Exorbitou e perdeu um amplo leque de apoios que poderia conquistar no centro e no centro-esquerda. Especialmente, agora, quando poderia explorar o desgaste de Lula com o excesso de pragmatismo.
4. Quando cedeu às alianças com Sarney, Renan e outros, Lula atendeu à realpolitik. Garantiu governabilidade mas se comprometeu com um leque de eleitores que não aceitam esse jogo – e que não poderiam migrar para Serra, porque sua imagem já estava contaminada.
5. Confiante de que esse espectro mais purista estava sob controle, Dilma Rousseff avança sobre a base de apoio de Serra. Busca aproximar-se de grandes grupos, ter abertura na grande mídia, mas deixa exposto o flanco de apoio de novas forças modernizantes e de forças mais à esquerda. É bobagem! O enfraquecimento gradativo da mídia vai provocar uma redução nos laços de solidariedade a Lula. Hoje há uma frente contra o golpismo. Quando o golpismo não for mais fantasma, a frente cede, porque Lula não está tratando de costurar apoios em cima de princípios. De certo modo, mídia e Lula estão abraçados e dependentes um dos ataques do outro. A defecção de Marina Silva é o primeiro resultado concreto dessa insensibilidade.
6. Todo esse jogo confuso, de excesso de cautela, de pragmatismo de lado a lado, abriu brechas que podem ser ocupados por terceiros, candidatos não convencionais e não expostos a esse tiroteio insano, pautado pela mídia. Um deles, é Ciro Gomes em São Paulo. Outro, é Aécio Neves no PSDB nacional. Um terceiro é Marina Silva – que tem história e imagem para aspirar à candidatura que bem desejar.
7. Até as eleições, muita água vai rolar. Creio que, depois desse desastre geral e irrestrito dos episódios do Senado, todos vão sentar, respirar fundo, tomar água gelada e analisar sua posição daqui para frente.
PS – Com a sutileza que o caracteriza, o Sérgio Meinberg, da Folha, expôs bem a estratégia de ataques a Sarney. Consiste em explorar o máximo possível sua demonização e o apoio de Lula a ele. Depois, confiar que a próxima pesquisa de opinião melhore a posição relativa de Serra.
Hoje em dia, já há sinais de afastamento da candidatura Serra em direção a outra mais viável na oposição. Uma pesquisa desfavorável liquidaria com sua candidatura. Então, interrompem-se as pesquisas e cria-se o cenário capaz de melhorar o quadro clínico-eleitoral de Serra, antes de IBOPE e Datafolha ousarem a próxima.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Aécio, Dilma, Lula, Marina, realpolitik, Serra
01/08/2009 - 12:31
Por Marcelo Cardoso Trindade
Enquanto isso, naquele outro país…
No Estadão de ontem o governador Serra chama de ‘beócios’ os que criticaram o seu programa de transferência de renda, considerando-o eleitoreiro ou demagógico. O jornal, na manchete, definiu os críticos como burros, no lugar de beócios.
Tucano nega que benefícios tenham caráter assistencialista
Silvia Amorim
O governador paulista, José Serra (PSDB), negou ontem que o anúncio, em menos de uma semana, de programas de distribuição de bolsas a desempregados e a jovens imprima a seu governo a marca assistencialista tanto criticada pelo PSDB no governo federal. Na segunda-feira, o tucano divulgou uma parceria com a prefeitura da capital para a concessão de ajuda de R$ 450 a 2.500 estudantes para estagiar em escolas municipais. Ontem ele oficializou, conforme antecipou o Estado, que pagará R$ 210 a 40 mil desempregados que participarem de cursos de qualificação profissional oferecidos pelo governo.
“Eu diria que é uma crítica beócia”, respondeu o governador. Pouco antes, o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, havia reagido às críticas em seu discurso. “Esse é um programa absolutamente sério. Não tem conotação eleitoreira. Aqui não se faz demagogia. Nós trabalhamos.”
Comentário
Serra está certo, assim como certo está o Lula, de taxar de beócios e imbecis as críticas primárias e preconceituosas contra programas assistencialistas.
Mais certos estão os jornais ao tratar seus leitores como beócios e imbecis, impondo essa diferença de tratamento a questões semelhantes,
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: beócios, Bolsa Família, imbecis, Serra
19/07/2009 - 08:41
A Folha faz matéria pequena informando que Aécio Neves e José Serra aumentaram os gastos na área social (clique aqui).
Em vez de mais detalhes sobre gastos e os resultados, a reportagem vai ouvir cientistas políticos para saber se os gastos estão relacionados com as eleições.
É evidente que estão, é óbvio que estão e é ótimo que assim seja. E é essa relação de causalidade que legitima os processos eleitorais, que faz com que cada eleição seja uma lufada de renovação de hábitos políticos e orçamentários.
Democracia, avanços sociais impulsionados pela pressão do voto, tudo isto é tratado como algo espúrio pelos jornalões.
Por bruno
Quando um empreendedor percebe uma demanda não atendida por um produto ou serviço, investe e passa a ofertá-lo, está ao mesmo tempo satisfazendo sua ambição privada – caso venha a ter lucro – e sendo útil para a sociedade. Imediatamente esse pessoal reconhecerá que é a descrição tosca, e no nível micro, do que Adam Smith chamou de mão invisível do mercado. É assim que funciona!, dirão eles; é legítimo, praticamente um dado da natureza…
Pois bem. Ocorre que um pensador liberal – portanto insuspeito – do século passado ousou transpor a concepção da lógica do comportamento econômico para o comportamento politico e concluiu que, em democracias de massa – sim, somos nós hoje -, o empreendedor político precisa identificar demandas não satisfeitas na sociedade e oferecer soluções, caso queira “lucrar” (se eleger). Legítimo? Mais que isso: necessário, civilizatório…
Alguma ONG deveria se encarregar de mandar Schumpeter para liberais de almanaque que escrevem para os jornais.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Aécio, eleições, gastos sociais, Serra
12/06/2009 - 18:02
Por Túlio Vianna
Nassif,
Dá uma olhada neste vídeo e no que escrevi:
“Comandante tinha ordem para prender líderes da greve da USP”.
A polícia tinha ordem para prender os líderes da greve. Só que não havia como ser uma ordem judicial.
Este Serra é um ditador.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Política
Tags: Educação, Serra, USP
03/06/2009 - 09:24
Duas boas matérias do Valor sobre os presidenciáveis.
No artigo “Dilma sem adversário”, Raquel Ulhôa analisa as candidaturas de Dilma, José Serra e Aécio Neves à luz das últimas pesquisas Datafolha e CNT-Sensus.
(…) Mesmo estando dentro do script, o salto da pré-candidata de Lula causa apreensão na oposição. Embora tenha o pré-candidato favorito da disputa – Serra -, o PSDB se vê impossibilitado de reagir neste momento, a um ano e meio das eleições. Falta estratégia e discurso para enfrentar a alta popularidade de Lula.
Costura os argumentos dos aliados de Serra e de Aécio em relação às pesquisas.
Os de Serra sustentam que as pesquisas mostram a inviabilidade da candidatura Aécio Neves. Mas sua manutenção prejudicaria um investimento maior do partido na imagem de Serra – embora haja a proverbial indecisão de Serra entre se expor ou não se expor.
Os aliados de Aécio mostram que Serra é muito mais conhecido da população do que Aécio. Mesmo assim, sua candidatura está estagnada há tempos. Não é mencionado no artigo a milionária campanha nacional de Serra, em praticamente todas as grandes redes de televisão, nesses meses que antecederam as duas pesquisas.
Em relação ao aumento dos percentuais de Dilma, pode ser faca de dois gumes. E aí se entra no movimento pendular da opinião pública. Depois dos 30%, a candidatura se descola de Lula e depende de Dilma. Se crescer muito antes, não manterá níveis de crescimento depois. E aí poderá passar a impressão de fragilização.
Por outro lado, é o crescimento da candidatura que facilitará as alianças.
Outra matéria analisa Aécio Neves na visão dos empresários.
No plano da gestão, Aécio se notabilizou pelo pragmatismo. Montou um plano eficiente em Minas. Para atingir os resultados pretendidos, incentivou empresas, fortaleceu estatais mineiras que poderiam ter papel relevante nessa estratégia.
E virtude política, nesta situação, significa capacidade de agregação, ânimo conciliador e disposição em cumprir acordos, segundo definiu um dirigente de uma empresa do setor metalúrgico, ao comparar Aécio a Lula. Para este alto executivo, Lula só não se tornou o presidente ideal, dada a sua capacidade de conseguir consensos, por não acreditar em reformas limitadoras do tamanho do Estado. “Lula no fundo continua preso a crenças arraigadas na esquerda. O Aécio é um Lula do nosso lado”, afirmou. A visão não é uníssona. No meio empresarial a vocação de Aécio à conciliação ora é louvada ora é temida como indicativo de que um governo, sob o seu comando, hesitaria em tomar medidas impopulares.
É curiosa essa visão, sacramentada há anos pela ortodoxia econômica, de que bom governante é o que impõe sacrifícios à população. Bom governante é que sabe balancear sacrifícios com benefícios. Qualquer reforma a ser realizada – seja por quem for -, se precisar mexer em direitos, terá que apresentar contrapartidas claras e imediatas de benefício. A história de “fazer a lição de casa” prometendo o céu mais adiante não cola mais.
http://www.google.com/notebook/public/03904464067865211657/BDQeASgoQz8qsrZok
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: Aécio, Dilma, eleições 2010, Lula, Serra
22/05/2009 - 16:31
André Leite
Assim até minha avó pode ser colunista de política. Kenney Alencar anunciou com estardalhaço que Aécio tinha aceito ser vice de Serra num acordo costurado por FHC. Disse ele que o anúncio aconteceria perto de agosto e não haveria prévias no partido.
Aécio negou, FHC negou, todo mundo negou. Mas ele ainda tinha o benefício da dúvida, já que informou que o anúncio aconteceria daqui a dois meses.
Agora, na sua última coluna, diz que a publicação do acordo fez tudo mudar. Aécio vai seguir como pré-candidato até 2010, quando exigirá prévias no partido para que o candidato seja escolhido.
Resumindo, diga qualquer coisa a respeito de qualquer coisa. Uma semana depois diga que o fato de ter dito o que era segredo fez tudo mudar e que agora vale o que se dizia antes de você publicar sua coluna.
Segue abaixo trecho da coluna desta semana e o link para referência. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Aécio, Serra
18/05/2009 - 12:37
Da Folha
Acordo aproxima Serra e Aécio para 2010
Coordenado pelo ex-presidente FHC, acerto de bastidores indica possibilidade de chapa única para a sucessão de Lula
Mineiro toparia ser vice em uma chapa só de tucanos; presidente do PSDB diz que acordo é possível, mas não vê disposição disso agora
KENNEDY ALENCAR
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os dois potenciais candidatos do PSDB à Presidência fecharam um acordo informal em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, aceitaria ser vice do colega paulista José Serra na eleição de 2010.
Por ora, haverá negativas ao acerto, feito nos bastidores. A intenção é anunciá-lo em agosto ou setembro deste ano, eliminando as prévias.
Na última semana, Aécio manteve sua postulação pública à candidatura. Serra sempre diz que está preocupado em governar São Paulo e não em antecipar o debate eleitoral.
Segundo a Folha apurou, o principal articulador do entendimento foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que almoçou com Aécio em 13 de março, em São Paulo. O ex-presidente disse que uma divisão entre Serra e Aécio poderia levar o PSDB a ser derrotado pela provável candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Comentário
Segundo apurei, se o anúncio não for em setembro poderá ser em novembro. Mas também poderá não ser. Também há a possibilidade de Aécio deixar o PSDB e virar vice de Dilma Rousseff através do PMDB. Ou sair candidato ao Senado por Minas. Ou insistir em disputar as prévias.
Pode ter havido, também, uma reunião no Palácio em que podem ter falado não sei o que para não sei quem, combinando todos os detalhes. Para despistar, combinaram também negar tudo o que não foi dito.
Moral da história: notícia se faz com o veraz, não com o verossímil. Quem gosta de transformar o verossímil em fato é o nosso presidente do STF, Gilmar Mendes – conforme declarou na entrevista à Folha.
Por fscosta
Rayder Bragon
Especial para o UOL Notícias
Em Belo Horizonte
Atualizada às 16h52
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), classificou nesta segunda-feira (18) de “invencionice” e de “grande piada” a hipótese de sair candidato como vice em uma chapa puro sangue encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), para disputar a eleição presidencial de 2010
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, Aécio, chapa, Dilma, Serra
17/05/2009 - 13:38
Por Marcos Doniseti
Nassif, parece que os tucanos conseguiram se unir para 2010. A questão é: o eleitor irá seguir fielmente os ’seus’ líderes ou irá votar por sua própria cabeça?
Aécio fecha acordo para ser vice de Serra
KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online
Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, fecharam um acordo para as eleições de 2010. O principal articulador foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo integrantes da cúpula do PSDB, esse entendimento deverá ser anunciado em agosto ou setembro, enterrando a possibilidade de uma prévia entre os dois potenciais candidatos ao Palácio do Planalto. Por ora, haverá negativas, mas, nos bastidores, o acerto foi concluído.
Serra lidera as pesquisas. E terá 68 anos em outubro de 2010. Será sua última tentativa de conquistar a Presidência. Ele precisa do apoio de Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país. Sem Aécio, Serra se enfraqueceria. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Sem categoria
Tags: 2010, Aécio, Serra
16/04/2009 - 09:20
Maria Inês mostra como o argumento do PSB – de que o lançamento da candidatura Ciro Gomes poderia beneficiar a de Dilma – revelou-se um tiro no pé de José Serra em 2002, quando muitas candidaturas oposicionistas o prejudicaram.
Do Valor
Por Maria Inês Nassif
O argumento do PSB para bancar a pré-candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República em 2010, de que ela reforçaria, mais do que enfraqueceria, a candidata de Lula e do PT, Dilma Rousseff, é apenas uma aposta, ou um palpite, mas não é despropositado. O partido cita o que aconteceu nas eleições de 2006 em Pernambuco, quando dois candidatos oposicionistas ao governo, Eduardo Campos (PSB) e Humberto Costa (PT), disputaram contra o governista Mendonça Filho (DEM), apoiado pelo popularíssimo governador que deixava o cargo, Jarbas Vasconcelos (PMDB), e fazia dobradinha com ele como candidato ao Senado. Se tivesse apenas um oponente na disputa, Mendonça Filho ganharia no primeiro turno. A soma dos votos dos dois oposicionistas tirou o Palácio das Princesas das mãos do favorito: ele teve que disputar um segundo turno com Campos, e perdeu. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Ciro Gomes, Dilma, eleições de 2002, Pernambuco, Serra
26/03/2009 - 11:56
Dois artigos importantes no Valor, para entender as estratégias que estão sendo montadas para 2010 (clique aqui)
Maria Inês Nassif analisa as implicações, para Dilma Rouseff e o PT, da adesão incondicional a Lula. Há o risco da candidatura ser afetada pela crise. Antes, diz Inês, o caos interno do PT era criativo, obrigando a uma disputa entre as diversas facções em torno de programas. O programa final de Lula era a síntese da dinâmica partidária.
Agora, há um projeto de poder que seria construção pessoal de Lula e do pragmatismo do PT – que cede por não ver possibilidade de vitória autônoma, que não dependa da popularidade do governo Lula.
É aí que entra o PMDB. “A aliança entre ambos parece se dar muito mais em função de um risco de “retrocesso” – que, no entendimento interno, seria perder o poder para o PSDB – do que em função de um projeto político comum”. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições, Política
Tags: 2010, Aécio, Dilma, Serra
13/03/2009 - 08:00
O governador José Serra comparece à inauguração de um conjunto habitacional do governo paulista. A imprensa cai em cima para fomentar a guerra. Serra comenta que o governo federal está entregando a propriedade das casas às mulheres, que são mais firmes e responsáveis que os maridos. Trata-se de uma constatação das políticas sociais que já foi empregada nos tempos de dona Ruth e incorporada no Bolsa Família.
Serra lembra que Mário Covas já fazia isso em seu tempo. Frase de Serra: “Eu acho ótimo. Não tem nenhuma concorrência. Na vida pública, a gente pega idéia dos outros. Não tem patente”.
Manchete do Estadão: “Planalto usa idéias do governo de SP, diz Serra”.
Para quem se vale dos serviços de Reinaldo Azevedo, Serra não tem nem como reclamar desse “esquentamento” da disputa.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Eleições
Tags: 2010, casas populares, Serra
04/03/2009 - 14:06
Por Heder
Interessante, do Blog Entrelinhas do Luiz Antonio Magalhães : (favor passar o link)
Aécio vs. Serra: briga na mídia Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Aécio, Mauro Chaves, Serra
01/03/2009 - 09:31
Por Andre

Por Luciano Soares
Sabe quando o cara vai numa festinha escondido da esposa e encontra com uma velha conhecida, e de repente aparece aqueles fotógrafos pedindo para tirar uma foto para colocar num desses sites que fazem cobertura de eventos, e o sujeito fica todo desconcertado? Sabe que vai queimar o filme dele, mas fica sem jeito de falar não.
Tá parecendo com isso…
KKKKKKKKKKKKK
É até engraçado
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Reinaldo Azevedo, Serra
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