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02/02/2010 - 07:42

Depois do desastre, o desassoreamento

De Dilma Pena, Secretária de Saneamento e Energia, em artigo de 15 de setembro de 2009, em que critica propostas de um geólogo. O estilo da carta é dado pelo Secretário de Comunicação do governo, de bater pesado em qualquer crítica:

E após abominar o programa de combate a enchentes do governo, o que  (o geólogo) propôs? Precisamente o mesmo programa, com as cinco frentes que vêm sendo executadas pelo governo do Estado com as prefeituras da região metropolitana: ampliação das calhas, permanente desassoreamento de rios e córregos, eliminação de pontos de estrangulamento dos cursos d’água, recuperação da capacidade de infiltração e retenção de águas pluviais e combate à erosão do solo.

(…) Desde 1995, foram investidos em drenagem e contenção de cheias na região metropolitana 2,9 bilhões de reais. O plano de macrodrenagem é coerente e sensato, parte de um diagnóstico hidráulico-hidrológico que abrange toda a bacia hidrográfica e integra vários conceitos: contenção das águas das chuvas nas cabeceiras por meio de piscinões; aumento da capacidade de vazão dos cursos d’água; ampliação de áreas verdes; criação de parques lineares e ciclovias; urbanização de favelas. Todos transformados em ação pelo Estado e prefeituras, principalmente a da capital.

Por animal racional

Da Folha de S.Paulo

Após enchentes, governo decide aumentar a limpeza do Tietê

ADRIANA FERRAZ
DO “AGORA”

O governo José Serra (PSDB) vai aumentar em 150% a quantidade de entulho removida do fundo do rio Tietê. Após as últimas enchentes nas marginais -foram quatro em quatro meses-, a Secretaria de Estado de Saneamento e Energia fez uma revisão no programa de manutenção da calha do rio e decidiu elevar de 400 mil m3 para 1 milhão de m3 o total de resíduos a serem retirados em 2010.

Reportagens do Agora publicadas em dezembro do ano passado mostraram que os gastos do governo paulista com a limpeza da calha dos rios Tietê e Pinheiros haviam caído 34% nos últimos anos.

A gestão Serra investiu R$ 48 milhões, em média, nos seus três primeiros anos (2007-2009) contra R$ 72,9 milhões empenhados no último ano de administração do seu antecessor, o também tucano Geraldo Alckmin. O investimento no serviço previsto para 2010 pelo governo é de R$ 80 milhões.

A secretária de Saneamento e Energia, Dilma Pena, disse no final do ano passado que faria uma reunião para avaliar se a quantidade removida até então do fundo do rio era suficiente. Na época, ela preferiu não comentar declarações de especialistas em dragagem, que defenderam a retirada anual de 1 milhão de m3 do rio, a mesma quantidade que o governo decidiu estabelecer este ano.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública Tags: , , , ,
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