30/07/2009 - 09:30
Por JORGE LUIS
Caro Jornalista Luis Nassif
Pior que a joça fornecida pelo Positivo ou será “negativo” é tudo que está por trás disso é que o contribuinte e o professor não sabem vamos por parte:
1. O notebook fornecido é o Z85 para a Positivo – Negativo, mas na realidade ele é um M540SS da Clevo (http://www.clevo.com.tw/en/products/item.asp?procatalogID=7). A Clevo é uma empresa estado unidense que fabrica notebooks desde 1982, não vende para consumidor final só para empresas que colocam sua logomarca e vendem. Esse modelo é fora de linha. A positivo comprou uma quantidade enorme dessa joça provavelmente em finais de 2007 para vender no mercado interno ao preço que poderia variar entre R$ 1.900,00 – R$ 2.200,00. A única diferença do produto comercializado pela positivo hoje é o HD 120/160 GB, e a CPU outro modelo de pentiun intel.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: notebooks, Positivo, São Paulo, Secretaria da Educação
28/07/2009 - 09:37
Por Heraldo
Veja só que horror está acontecendo na Educação de Sp e a compra desenfreada de softwares Microsoft pela FDE em licitações pra lá de estranhas. Será que aquilo tudo é necessário pra fazer funcionar a educação? Quase cem milhões em software de que? Não teria outra opção no gov. Serra? Pesquisar é tudo de bom mesmo. Isto precisa ser divulgado com urgência ou as farras nunca terão fim Nassif.
Corre lá: clique aqui e clique aqui.
Comentário
O Secretário de Educação Paulo Renato não se emenda. Na sua gestão como MInistro da Educação tentou enfiar licenças do Office em todas as universidades públicas, a partir de um acordo guarda-chuva com a notória TBA de Brasília.
Os reitores resistiram, já que havia a oferta da Sun, de Openoffice de graça, e da Lotus, do SmartSuite mais uma licença do Notes por R$ 5,00 por cabeça. Disseram isso ao Secretário Geral do Ministério, em uma reunião tumultuada. A resposta do Secretário era a de que o Ministério tinha um acordo guarda-chuva com a TBA e, por isso, as licenças sairiam de graça – para as Universidades, não para o MEC. A proposta da TBA era de R$ 200,00 por sistema, sem sequer enviar o CD de instalação: bastaria os reitores comunicarem a identificação do aparelho que tinha o programa pirata.
Depois, na gestão de Maria Helena Cardoso, sua antecessora e consultora, a venda de notebooks (da Positivo!), financiados pela Nossa Caixa e com o Office embutido – para professores da rede escolar. Não era lhes dado sequer a possibilidade de optar pelo notebook sem o Office.
Sem contar a vinda de Steve Balmer a São Paulo para, em uma cerimônia com o governador José Serra, entregar “de graça” para a rede escolar acesso ao Hotmail – que é de graça! Um baita presente para a Microsoft, que engordou sua base de usuários do Hotmail sem nenhum gasto em campanhas.
É tão escancarado o jogo que, no edital, é colocado que:
que deveria utilizar o CRM Dynamics Microsoft e o banco de dados SQL Server 2008 para a implementação do Software para a Central de Atendimento, contemplando características básicas conforme Item 6 do Anexo II – Especificações Técnicas. A licença de software para o produto CRM Dynamics Microsoft será fornecida pela FDE.
O lógico seria o contratado se responsabilizar pela compra dos softwares. Mas o FDE não abriu mão desse direito.
Hoje em dia há soluções CRM pela web em que se paga pelo serviço, sem a necessidade de aquisição de licenças. Todas as grandes multinacionais estão caminhando nessa direção.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Microsoft, Ministério da Educação, Paulo Renato, Secretaria da Educação
05/06/2009 - 07:18
Do Site Observatório da Educação – 04.06
Ministério Público entra com ação civil contra FDE da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo por caso Nova Escola.
O Ministério Público de São Paulo propôs, em 26 de maio, ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.
A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa.
Trata-se do desdobramento do Inquérito Civil Nº. 249/2009, que apura possíveis irregularidades na aquisição de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Em 1/10/2008, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) do governo estadual firmou contrato com a Editora Abril no valor de R$ 3,74 milhões, para a compra. Não houve licitação.
A inexigibilidade da licitação foi justificada por “inviabilidade de competição”. Alega-se que o material adquirido possui especificidades e, por isso, não seria possível realizar a concorrência. Pela existência de outras publicações na área, e pela SEE não ter feito consulta ao professorado da rede.
Número estratosférico
O Promotor Antonio Celso Campos de Oliveira Faria, designado para o caso, solicitou à FDE esclarecimentos dos motivos da contratação. Na ação civil, ele destaca o apontamento, pelo professorado, da existência de outras revistas que poderiam cumprir com a função pedagógica proposta pela Nova Escola. Diz ainda que “causa estranheza o próprio volume de assinaturas contratado, já que as revistas poderiam perfeitamente ser encaminhadas à biblioteca das escolas públicas ou sala de professores”.
Ele acrescenta que “em período anterior a este contrato, eram feitas 18.000 assinaturas e não o número estratosférico de 220.000″. O promotor afirma ser possível concluir que “houve a imposição de um único título aos professores da Rede Estadual de Ensino, beneficiando de forma inequívoca uma determinada instituição privada”, e afirma ainda que “os fatos são contundentes no sentido de que o Estado, através da FDE, gastou mal seus recursos, a partir de critérios pouco claros, realizando uma compra questionável do ponto de vista da pertinência e da necessidade, sem falar no aspecto jurídico principal que é o descumprimento da norma constitucional que exige a licitação para a compra de bens e serviços”.
Para suspender os efeitos do contrato, a ação propõe medida liminar, pela “necessidade de intervenção imediata para cessar imediatamente as práticas delituosas”. Caso as irregularidades sejam comprovadas e os atos praticados pelos agentes públicos julgados como improbidade administrativa, os réus da ação poderão ser condenados a (i) ressarcimento integral dos danos causados aos cofres públicos em função do contrato irregular; (ii) perda da função pública; (iii) suspensão dos direitos políticos, de três a cinco anos; (iv) pagamento de multa e (v) proibição de contratar com o poder público, por cinco anos.
Recentemente, o Observatório da Educação apurou, em reportagem sobre o caso, que a contratação de revistas e outros materiais sem licitação é prática recorrente do governo de São Paulo (leia aqui).
Autor: luisnassif - Categoria(s): Corrupção, Licitação
Tags: Abril, FDE, Secretaria da Educação
02/06/2009 - 15:00
De Maringoni
Caros e caras:
Houve uma razoável repercussão na imprensa, há duas semanas, sobre uma suposta cartilha com palavrões e conteúdo pornográfico que a Secretaria de Educação dos Estado de S. Paulo teria distribuido a alunos de 3a. série do ensino público. A situação mereceu uma campanha moralista por parte de certos órgãos de imprensa, a Globo em primeiro lugar.
Devo dizer que o caso é um tanto diverso do apregoado. A “cartilha” é na verdade um livro de quadrinhos, editada pelo Orlando Pedroso, ilustrador da Folha, e dela fazem parte 11 cartunistas, entre eles Spacca, Lelis, Fabio Moon, Gabriel Bá, Osvaldo Pavanelli, Caco Galhardo e este locutor que vos fala. Trata-se de um álbum, dirigido ao público adulto, lançado por ocasião da Copa de 2002.
A escolha e a compra pela Secretaria se deu totalmente à nossa revelia. Houve um claro equívoco da parte do governo estadual. O moralismo indignado da mídia é tão verdadeiro quanto uma nota de três reais.
Envio a vocês, anexo, a cópia de minha história lá publicada.
O ocorrido com o livro “Dez na área, um na banheira e ninguém no gol” foi um deslize. Não acredito em má-fé da Secretaria de Educação. O notável foram algumas apreciações feitas pela imprensa, como as levantadas pelo jornalista Paulo Ramos (http://blogdosquadrinhos.blog.uol.com.br/):
- “SP distribui a escola livro com palavrões”
19.05 – Título da reportagem da “Folha de S.Paulo”, que revelou o caso
- “Queria saber como isso foi parar nas escolas. Eu sou mãe, o senhor também tem família, filhos, netos. A gente fica até assustado quando acontece uma coisa dessas.”
19.05 – Carla Vilhena, apresentadora do “SPTV 1ª Edição”, na formulação de pergunta a Serra
- “As histórias são em quadrinhos, mas o conteúdo não tem nada de infantil”
19.05 – 1ª frase da jornalista Monalise Perrone, em reportagem sobre o tema no “SPTV 2ª Edição”
O moralismo está principalmente na matéria do SPTV. Não se justifica. Há dois anos, a Globo se opôs fortemente contra a portaria 264, do Ministério da Justiça, que fazia a classificação indicativa para os programas de televisão. A medida visava especialmente impedir que programas impróprios para determinadas faixas etárias fossem ao ar sem horários definidos. O Ministério promoveu audiências públicas nas principais capitais, foi feita uma consulta pública que recebeu mais de 11 mil sugestões e um seminário internacional foi realizado em Brasília. No fim, prevaleceu o lobby da Globo. A alegação é que se tratava de “censura”.
Dois pesos e duas medidas…
Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria
Tags: livros, Secretaria da Educação
29/05/2009 - 09:58
Atualizado
Confesso não entender o que se passa com os livros didáticos em São Paulo.
O Ministério da Educação criou um modelo de seleção dos livros didáticos – creio que desde a época de Paulo Renato – que consistiu em definir comitês, provenientes das diversas Universidades, para analisar os livros. Depois monta-se uma publicação com todos os livros selecionados, que é enviada para todos os professores do país, para poderem escolher livremente. O MEC envia os livros sem nenhum custo para os estados.
Nesse ínterim, teve penetração em algumas prefeituras os chamado cursos apostilados – muitas vezes negociado pelas empresas direto com o prefeito, em vez da equipe da Educação. Foi uma luta feroz, em que um dos competidores era a Abril – conforme você pode conferir na série sobre a Veja.
Quando assumiu, a Secretaria Maria Helena, da Educação de São Paulo, me deu uma entrevista garantindo que iria acabar com a farra dos apostilados. A Secretaria contrataria professores, pagaria pelo conteúdo e pelos direitos autorais, e ela mesmo imprimiria e distribuiria, reduzindo substancialmente o custo.
De repente, muda tudo. Pelo Diário Oficial do estado se fica sabendo de compras imensas, periódicas, de livros sem licitação. E, pelos abusos que estão sendo revelados, sem avaliação pedagógica. Aparentemente, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação vai alocando verbas para cada editora e, depois, que se vai atrás de qualquer livro para preencher a cota acertada.
Não adianta José Serra falar em punir os responsáveis ou quem quer que seja. Esses problemas todos estão ocorrendo devido aos negócios montados pela FDE com editoras, com plena aprovação da Secretaria da Educação. Aliás, passando por cima do que era a orientação inicial da Secretaria.
Sem contar venda de notebooks, previamente configurados com Windows Vista e Microsoft Office, ou aluguel de máquinas por preços acima dos de mercado.
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Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: livros didáticos, São Paulo, Secretaria da Educação
28/03/2009 - 10:20
Dia desses conversava com um consultor de uma grande empresa de auditoria internacional. Ele terminara um amplo estudo sobre modelos educacionais em diversos países.
A conversa era sobre a decisão da Secretaria da Educação de São Paulo de terceirizar os serviços de limpeza. O projeto é bom, redondo. É descentralizado, cada regional monta a sua licitação. Funcionários são preparados para gerenciar contratos, avaliar resultados da limpeza. E o diretor da escola fica desobrigado de trabalhos que consumiam seu tempo, impedindo de focar na questão pedagógica.
Mesmo assim, me dizia ele – confirmando o que eu já ouvira de diversos setores ligados à Educação paulista – os métodos de Maria Helena, a secretária recém demitida, eram excessivamente truculentos. Ele comparava com o modelo mineiro, em que a Secretaria procurara o diálogo, a conversa branda de convencimento sobre os novos valores de gestão.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Maria Helena, modelo educacional, Secretaria da Educação
28/03/2009 - 09:27
Por Marco
Do Blog do Paulo Henrique Amorim
Deputados do PSOL questionam no Ministério Público compra de assinaturas da revista “Nova Escola” pelo governo do Estado de SP
O deputado federal Ivan Valente, Líder da Bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e os deputados estaduais do Carlos Giannazi e Raul Marcelo protocolaram no dia de hoje, uma Representação junto ao Ministério Público Estadual questionando o contrato firmado entre a Secretaria Estadual de Educação (SEE) e a Fundação Victor Civita – do Grupo Abril – para a distribuição da Revista Nova Escola aos professores da rede.
A Secretaria de Educação comprou 220 mil assinaturas anuais da publicação, sem nenhuma consulta aos professores. Também não realizou licitação, pois considera que esta revista é a única na área da educação, desconsiderando a existência de outras do mesmo gênero que atuam no mercado, demonstrando preferência deliberada pela editora contratada.
Não bastasse essa ação arbitrária, a Secretaria de Educação passou para esta Fundação privada os endereços pessoais dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização dos mesmos, infringindo a lei e permitindo, inclusive, outras destinações comerciais aos dados particulares dos professores.
Ao fazer esta denúncia ao MP os deputados do PSOL expõem as relações entre o Governo Serra e a Editora Abril.
Só este contrato representa quase 25% da tiragem total da revista e garante fartos recursos para o caixa da Fundação Civita, R$ 3,7 milhões. Mas este não é o único compromisso comercial existente entre a Secretaria de Educação e o Grupo Abril, que cada vez mais ocupa espaço nas escolas tendo até mesmo publicações adotadas como material didático, totalizando quase R$ 10 milhões de recursos públicos destinados a esta instituição privada só no segundo semestre de 2008.
Outro absurdo, que merece uma ação urgente, é a “proposta” curricular que reduz o número de aulas de história, geografia e artes do Ensino Médio e obriga a inclusão de aulas baseadas em edições encalhadas do Guia do Estudante, também da Abril, que mais uma vez se favorece os negócios editoriais deste grupo.
As publicações do Grupo Abril não são as únicas existentes, mas, as que têm a preferência do governo, uma preferência que não se explica ao não ser pela prática recorrente de favorecimento. É isto que os deputados do PSOL querem investigar.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia, Política
Tags: apostilas, Editora Abril, José Serra, Secretaria da Educação
27/03/2009 - 11:13
Por Liliana
A CBN noticiou há pouco. Sai da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães, e no lugar entra o ex-ministro, Paulo Renato de Souza.
Do Estadão
Maria Helena sai da Educação estadual e cede para Paulo Renato
Secretária estadual diz que ex-ministro ‘tem mais peso político para as eleições de 2010′
Renata Cafardo, de O Estado de S. Paulo
São Paulo – A Secretária do Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, pediu demissão do cargo ao governador José Serra. “Já cumpri minhas metas”, disse ao ‘Estado’. Professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fica no cargo até dia 15 de abril, quando será substituída pelo ex-ministro da Educação Paulo Renato Souza. “Ele tem mais peso político para as eleições de 2010″, disse Maria Helena sobre Paulo Renato.
Na semana passada, o governo divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), que mostrou que 70% das escolas da rede estadual melhoraram entre 2007 e 2008. Maria Helena, no entanto, diz que tem sofrido pressões da imprensa. Serra não teria gostado também de reportagens que mostraram erros em livros de geografia distribuídos na rede, que mostravam dois Paraguais em mapas da América do Sul. “Não sei ainda o que vou fazer, se volto para a Unicamp ou se adianto a minha aposentadoria”, completou Maria Helena. Ela trabalhou com Paulo Renato durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Educação (MEC). Foi secretária executiva do ministério e também presidente do Inep. Paulo Renato teria convidado Maria Helena a continuar como assessora de área de avaliações na secretaria.
Comentário
Dias atrás alertei que Maria Helena seria um pepino para Serra. Falta agora, a Secretaria de Educação dar explicações convincentes sobre o programa de venda de computadores aos professores (por preços exorbitantes e incluindo o Office da Microsoft), sobre os contratos com a Abril e sobre a terceirização dos livros didáticos.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: Maria Helena, Paulo Renato, Secretaria da Educação
23/03/2009 - 15:24
Por Luiz Eduardo Brandão
O Caderno 2 do Estadão traz hoje matérias muito boas de seus críticos de cinema, a partir das sessões especiais do filme francês “Entre os muros da escola”, Palma de Ouro em Cannes. As sessões foram para professores da rede pública de São Paulo. Merten, na matéria de capa, colhe dois breves depoimentos de professores de uma escola pública noturna, cujo nome não é citado (clique aqui para ler a matéria)
Uma das professoras dessa escola fala da “lei da mordaça” que aí impera.
Diz a profª de português Beatriz Andrade Silva:
“”Sou professora há muitos anos, de uma escola que tem sido muito assediada pela imprensa, porque cumprimos as metas do ensino propostas pelo governo. Mas estamos proibidos de nos manifestar criticamente. A lei da mordaça é uma arma da administração para inibir críticas.”
Na apresentação da matéria, Merten faz um resumo do que ouviu dos professores, no debate que se seguiu ao filme. Além da mordaça tucana, o enfoque dados pelos governos tucanos e aliados à educação sai bastante mal na avaliação dos mestres paulistanos:
“A escola pública em São Paulo virou uma fonte de estatísticas. Cumpre metas que os governos estadual e municipal tratam de exibir. Mas o estudante não pode ser um número. Ele é um indivíduo, tem uma identidade. Na escola pública, seus problemas de rendimento não podem ser dissociados do histórico familiar. Pai que bate na mãe, irmão drogado, tia prostituta.”
Comentário
Tenho a impressão que a próxima dor de cabeça do governo Serra tem nome e cargo: Maria Helena, Secretária da Educação.
Por Jo
A mordaça é cada vez mais comum no serviço público. Na Secretaria do Tesouro Nacional, os funcionários não podem publicar trabalhos, participar de eventos acadêmicos, dar entrevistas etc.
Enfim, a resolução nº 1, de 03/07/2006 tolhe o direito constitucional dos servidores do Tesouro Nacional.
Por JB
A lei da mordaça é um da das partes da DitaBooa que vigora em quase todo serviço público nacional e não só em governos tucanos, mas para petistas inclusive. Nas universidades federais ainda tem mais. Tem serviço psiquiátrico em que o chefe é nomeado pela reitoria e todo e qualquer chefe que achar haver algo de inconveniente, e não só uma entrevista, pode abrir processo para submeter o subordinado ao Exame de Sanidade Mental, cujo encaminhamento, em geral, o chefe do setor leva em mãos ao chefe do sistema médico para expor dos porquê já definiram que o sujeito é doido, só faltando esse assinar e aposentá-lo, que é uma chance até para que o próprio se declare doido. Se não assinar como queriam, o processo administrativo segue tal qual no tempo da didatura.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação
Tags: lei da mordaça, Maria Helena, São Paulo, Secretaria da Educação
18/03/2009 - 08:38
O problema não é o erro pontual nas apostilas da Secretaria da Educação. É irrelevante.
A questão central é a lógica financeira por trás dessas apostilas.
Estou saindo correndo para participar do Prêmio Mário Covas, de Gestão Pública. Solicito aos amigos que ajudem a completar a análise e apontem eventuais erros de informação ou de raciocínio na minha nota.
A Secretária Maria Helena havia informado, no início da sua gestão, que a Secretaria definiria o conteúdo dos cursos apostilados e contrataria professores para prepará-los, ficando com a posse dos direitos autorais. Para investir nesse campo, a Secretaria abriu mão do repasse, sem custo para os estados, dos livros didáticos adquiridos pelo MEC.
Incorreu, portanto, em dois custos novos. Um, o da preparação do material. Contratou professores que prepararam o conteúdo, não na qualidade de autores, mas de contratados. Peço a algum comentarista mais afeito aos números para efetuar o seguinte cálculo:
Custo da contratação de professores:
Número de matérias x salário de um professor (10.000?) x 3 meses (tempo mais que suficiente para preparar o material).
Suponha que sejam 12 cursos, vezes 10.000, dá 120.000 vezes 3 dá R$ 360.000. Li que o contrato com a Vanzolini foi em valores acima de R$ 15 milhões (aliás, peço que me confirmem).
Deve haver uma explicação para essa diferença. Portanto, vamos aguardar as explicações da Secretaria.
Custo da impressão:
um comentarista já postou os valores pagos a quatro gráficas para a impressão do material. O que precisamos saber? O objeto do contrato foi efetivamente essas apostilas?
Porque não foi contratada a Imprensa Oficial. A IMPESP é a gráfica do Estado de Sâo Paulo. Hoje, nos jornais, publicou seu balanço.
Faturamento de R$ 271,9 milhões em 2008. Investimentos de R$ 15 milhões que permitiram adquirir quatro novas impressoras digitais. R$ 36 milhões pagos ao governo do Estado, a título de juros sobre capital próprio e dividendos.
Pergunto: porque contrataram gráficas privadas e não se recorreu à IMPESP, que poderia fazer a preço de custo ou mesmo subsidiado.
Deve haver explicação. Espero que apareça.
à Fundação Vanzolini para terceirizar a feitura de material didático.
Se não estavam envolvidos valores de gráfica, o que entrou nos contratos
E os valores pagos às gráficas escolhidas, sendo a Imprensa Oficial do estado, tendo entre suas funções a de iprover o Estado de serviços gráficos e tendo o maior parque gráfico da América Latina.
Autor: luisnassif - Categoria(s): Gestão Pública
Tags: apostilas, Secretaria da Educação
17/03/2009 - 08:38
Por Aroldo
Alguns comentários sobre essas apostilas distribuídas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo para seus quase 5,5 milhões de alunos.
Isso é meio chocante, em especial por este processo ser comandado por pessoa que, à época da gestão Paulo Renato no MEC brigou com muitas editoras por conta da qualidade dos livros didáticos, comprados por aquela instituição para estudantes de todo o país. Portanto, é impensável que aquela que criticou tanto os outros agora pague a língua e publique coisa errada, corrigida por errata que com certeza não chegará aos alunos e ficará apenas no site da Secretaria.
Mas mais chocante ainda são os números desta operação e a fortuna que ela envolve. São cerca de 72 milhões de apostilas ao custo de R$ 52.000.000,00 (fonte: Diário Oficial), com a possibilidade, aberta no processo de contratação, de dobrar esses valores. E aí não estão contados os livros também publicados para todos os professores de todas as disciplinas e para os alunos do Ciclo I do Ensino Fundamental, que estão em outro pacote de publicações contratado pela Secretaria. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Políticas Sociais
Tags: apostilas, Secretaria da Educação
28/02/2009 - 14:17
Atualizado
Estava consultando o programa de venda de computadores para professores, promovido pela Secretaria de Educação de São Paulo, a partir do link passado pela Mara (clique aqui) no post abaixo.
O que me chamou a atenção foi a Secretaria estar oferecendo computadores para professores, com financiamento, e ter incluído o programa Office, da Microsoft.
Na gestão Paulo Renato de Souza, no MEC, uma coluna minha, na Folha, impediu a consumação de uma compra de Office para as Universidades federais, promovida pela notória TBA, de Brasília. Na época, competidores ofereciam ou programas similares a um custo irrisório (a Lotus oferecia o Smartoffice, mais o Notes por 4 reais por cabeça) ou gratuito (caso do OpenOffice, da Sun).
Os representantes do MEC chegaram a discutir com os reitores, para pressioná-los a aceitar a oferta do MEC, de incluir os Office em um contrato-guarda-chuva celebrado com a TBA. Cada Office sairia por mais de R$ 200,00, um absurdo para compras maciças.
No caso da Secretaria da Educação, pode-se discutir se vale o Windows em lugar do Linux. Mas pagar pelo Office não tem a menor justificativa. Além disso, o Windows que vem no pacote da Secretaria da Educação é o inacreditável Home Vista, que exigiu que o computador tivesse 2 GB de memória RAM. Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Educação, Gestão
Tags: computadores, professores, Secretaria da Educação
28/02/2009 - 08:59
Por Carlos Henrique
Estes dias acordei e vi na minha porta um exemplar da Revista Nova Escola da Editora Abril. Achei estranho. Não sou assinante dessa revista e de nenhuma desta editora, que não gosto, muito em função da Revista Veja.
Peguei a revista e liguei para lá para saber porque haviam me mandado e fiquei sabendo que agora eu era assinante. A Secretaria da Educação, disseram eles, havia assinado para todos os professores. Como assim? Onde posso conferir isso. Disseram para eu procurar no Diário Oficial. Fui para a internet e fiz isso, entrei no site da Imprensa Oficial, procurei e achei o que está ai abaixo:
Contrato: 15/1165/08/04 – Empresa: Fundação Victor Civita
- Objeto: Aquisição pela FDE, de 220.000 (duzentos e vinte mil)
assinaturas da Revista NOVA ESCOLA, com 10 (dez) edições
anuais, para Unidades Escolares da Rede Estadual de Ensino. -
Prazo: 300 dias – Valor: R$ 3.740.000,00 – Data de Assinatura:
01/10/2008.
Clique aqui.
A Secretaria pegou R$ 3,7 milhões e deu para a Editora Abril e mandou que ela me mandasse a revista, eu e mais 219.999 professores. À primeira vista parece um ato de bondade do Governador Serra para com a Educação. Mas será mesmo que ele está interessado nisso? Não confio muito não, acho mais é que ele fez um agrado à editora-chefe do (…). Leia mais »
Autor: luisnassif - Categoria(s): Mídia
Tags: Abril, Fundação Vitor Civita, Secretaria da Educação
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