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11/10/2009 - 19:27

O livro, segundo Sebastião Nunes

Por romério rômulo

nassif

na sua coluna semanal n’ o tempo, o nosso sempre suave sebastião nunes fala do livro, da leitura e das novas mídias.

vale observar o pensamento e o humor do, como já escreveu

alguém,” mais importante poeta desconhecido do brasil “.

Continua a briga de foice no escuro

Sebastião Nunes

Acirrada como nunca, prossegue a guerra santa sobre o futuro do livro e da leitura, iniciada desde que a internet se tornou popular. Como escritor, volta e meia tenho de meter minha colher no mingau, e disparar uns torpedos. Afinal, literatura faz parte de minha vida, da mesma forma que venda de livro faz parte da vida dos editores. E é exatamente aí que mora o perigo.

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Autor: luisnassif - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
17/01/2009 - 17:00

O poeta ranheta

Por romério rômulo

nassif:

em meio aos embates,quero destacar a matéria de “o globo” de hoje sobre o escritor,ex-poeta e dono da estética da provocaçam,sebastião nunes.no caderno prosa & verso.

Da Verso & Prosa, do Globo

Verve iconoclasta

Três lançamentos jogam luz sobre a obra do mineiro Sebastião Nunes, que, aos 70 anos, é cultuado por críticos e escritores

Ele talvez seja o melhor escritor brasileiro do qual você nunca ouviu falar. O mineiro Sebastião Nunes comemorou no mês passado 70 anos de vida e 40 de uma carreira literária da qual poucos tomaram conhecimento, mas que lhe rendeu admiradores como Carlos Drummond de Andrade, Millôr Fernandes e Antonio Candido.

Os três estão entre os leitores fiéis que ao longo dos anos remeteram cheques à casa do autor, em Sabará, para subvencionar as tiragens de poucas centenas de exemplares em que Nunes publicou a maioria das suas obras, combinações inclassificáveis (”já fui acusado até de concretista e de pornográfico”, ironiza) de texto e imagem vendidas pelo correio e editadas em formatos incomuns (uma delas vinha acomodada num pequeno caixão).

Com esses meios modestos de divulgação, ele construiu sua reputação dentro de um círculo reduzido de leitores, do qual fazem parte críticos como Silviano Santiago e Flora Süssekind, e escritores como Sérgio Sant’Anna e Joca Reiners Terron.

Desde a estreia em 1968 com “Última carta da América”, o gosto pela sátira e o tom cáustico lhe valeram também alguns contratempos, com leitores talvez menos esclarecidos, como o governo de Minas Gerais (que recolheu um jornal estatal onde circulava o poema “As rampas do palácio”, reproduzido na página 2). Donos de gráficas se recusaram a publicar um de seus poemas por causa de palavrões.

Três lançamentos recentes permitem que a obra de Sebastião Nunes seja conhecida além do meio em que hoje circula. A editora paulista Altana reeditou no mês passado dois livros dele, “Decálogo da classe média” e “Somos todos assassinos”.

Já a UFMG acaba de mandar para as livrarias “Sebastião Nunes”, de Fabrício Marques, autor de uma tese de doutorado sobre Nunes defendida na UFMG. O livro reúne um estudo crítico, correspondência, entrevistas, um inédito e uma pequena antologia.

Autor: luisnassif - Categoria(s): Poesia Tags: ,
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